sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Os Mais Altos Jogadores de Basquete da História

O jogador de basquete mais alto da história foi Suleiman Ali Nashnush, que defendeu a Seleção da Libia em 1962. Nashnush tinha 2,45 metros. Nascido em 1931, já tinha 31 anos quando defendeu sua seleção nacional, apesar de nunca ter sido jogador profissional. Ele morreu em 1991, aos 60 anos.

O segundo mais alto da história também tinha muito mais altura do que talento para o basquete: o turco Sultan Kosen, de 2,42 metros, defendeu o Galatasaray entre 2002 e 2003. 

Daí chegamos ao terceiro colocado, o ucraniano Aleksandr Sizonenko, com seus 2,39 metros. Ele foi jogador do Spartak San Petersburgo de 1976 a 1978, e do VVS Samara, de 1979 a 1986. Teve talento suficiente para defender a Seleção da União Soviética, uma das mais fortes do planeta. Jogou 12 partidas com a camisa da Seleção Soviética. É considerado por muitos como o jogador mais alto da história, dado que Nashnush e Kosen não conseguiram ter uma longa carreira no basquete, tendo, ambos, pouquíssimas vezes entrado numa quadra. Nascido em 1959, Sizonenko começou a jogar basquete aos 16 anos. Faleceu em janeiro de 2012, aos 52 anos.

O gigante Aleksandr Sinonenko

Outro gigante das quadras foi o chinês Sun Ming Ming, de 2,36 metros. Nascido em 1983, Ming Ming jogou na liga norte-americana USBL, onde defendeu a Dodge City Legend (2005 e 2006), Maryland Nighthawks (2007) e Grand Rapids Flight (2007 e 2008). Depois atuou por Hamamatsu, do Japão (2008-2009) e Beijing Ducks, da China (2009 a 2014).

Sun Ming Ming

O seguinte na lista é o mais alto jogador da história a ter sido escolhido num Draft da NBA, embora sem nunca ter atuado na maior liga de basquete do mundo. O japonês Yasutaka Okayama, de 2,36 metros, jogou basquete pela Universidade de Osaka. No Draft de 1981 ele foi a 171ª escolha, selecionado pelo Golden State Warriors. Porém, nunca atuou nos EUA. Profissionalmente, defendeu o Sumitomo Metals, do Japão. Também atuou na Seleção Japonesa de 1979 a 1986.

O japonês Yasutaka Okayama

Nesta mesma faixa, outros gigantes foram Ri Myung-Hun, de 2,35 metros, que jogou pela Seleção da Coréia do Norte e também em equipes do Canadá nos anos 1990. Já os dois maiores norte-americanos foram: George Bell, que, com 2,34 metros, jogou basquete pelo time do Morris Brown College e pela Universidade Biola. Ele não conseguiu espaço na NBA, mas defendeu em 1982 e 1983 o Harlem Globetrotters, equipe de exibições não profissionais; o outro foi Kenny George, de 2,32 metros, que defendeu o Asheville Bulldogs, equipe da Universidade da Carolina do Norte, entre 2006 e 2008. Na Itália, Jon Harris, de 2,33 metros, jogou a temporada de 1990 pela equipe de Porto Empedocle, da 3ª divisão italiana. Já o britânico Paul Sturgess, de 2,32 metros, jogou pela equipe da Universidade de Mountain State, nos Estados Unidos, e, posteriormente, em 2011 e 2012, também defendeu o time de exibições do Harlem Globetrotters; na temporada 2013-14 ele foi recrutado pelo Texas Legends para jogar a D-League, liga de desenvolvimento da NBA. Sem conseguir o espaço que desejava nos EUA, a partir de 2014 passou a jogar pelo Cheshire Pheonix, da Inglaterra.

Ri Myung-Hun, da Coréia do Norte

Paul Sturgess e Kenny George

Dentre os jogadores de basquete, de todos os tempos, com mais de 2,30m, o melhor foi Manute Bol. Nascido no Sudão, na África, filho do chefe de uma tribo Dinka, o jogador de 2,31 conseguiu construir uma sólida carreira na NBA. Nascido em 1962, começou jogando em 1985 pelo Rhode Island Gulls, da liga USBL. Foi então recrutado no Draft de 1985, tendo sido a 31ª escolha, feita pelo Washington Bullets, equipe que defendeu de 1985 a 1988; ele ainda jogou por Golden State Warriors (1988 a 1990), Philadelphia 76ers (1990 a 1993), Miami Heat (1993-94) e pelo Florida Beach Dogs, da liga CBA. Na NBA, Manute Bol jogou 653 partidas em 10 temporadas, com a média de 18,6 minutos por jogo (pico na temporada 1985-86, sua primeira, quando teve 26,1 minutos por jogo) e 2,6 pontos, 4,2 rebotes e 3,3 tocos por jogo (suas melhores temporadas foram a de 85-86 com o Bullets - 3,7 pontos, 6,0 rebotes e 5,0 tocos por jogo - e a de 88-89 com o Warriors - 3,9 pontos, 5,8 rebotes e 4,3 tocos por jogo -). Ele foi um recordista de tocos em sua época. Bol faleceu em 2010.

Manute Bol foi um espetáculo a parte na NBA

Outro que conseguiu alguma projeção na NBA foi o romeno Gheorghe "Ghita" Muresan, jogador de 2,31 metros. Nascido em 1971, ele começou a jogar basquete pela Universidade de Cluj, na Romênia. Na temporada 1992-93 defendeu o Pau-Orthez, na 1ª divisão da Liga Francesa. Foi então contratado pelo Washington Bullets, onde atuou de 1993 a 1997. Em 1996 ele foi eleito o jogador que mais evoluiu na temporada da NBA. Após perder toda a temporada 1997-98 por uma lesão no joelho, ainda defendeu o New Jersey Nets de 1998 a 2000. Na temporada 2000-01 voltou a defender o Pau-Orthez, da França. Na NBA, jogou 310 jogos em 6 temporadas, com médias de 21,9 minutos, 9,8 pontos, 6,4 rebotes e 1,5 tocos por jogo. Gheorghe Muresan não era considerado um jogador tão bom na defesa, com presença marcante no garrafão, quanto outros gigantes de sua altura.

Gheorghe Muresan na NBA 

Outro gigante estrangeiro com passagem pelo basquete norte-americano foi o senegalês Mamadou Ndiaye, de 2,29 metros, que defendeu em 2013 o time da Brethren Christian High School, da cidade de Huntington Beach, na Califórnia, e a partir de 2014 ingressou no time de basquete da Universidade de Irvine. Seu crescimento desproporcional, como no caso de muitos gigantes de altura similar, deu-se por conta de um tumor na glândula pituitária. É preciso cuidado para não confundi-lo com outro jogador natural do Senegal e cujo nome também era Mamadou Ndiaye, mas era 16 centímetros mais baixo (2,13 metros) e que atuou na NBA entre 2001 e 2005 com as camisas de Toronto Raptors, Dallas Mavericks, Atlanta Hawks e Los Angeles Clippers.

Mamadou Ndiaye

Para dar sequência na lista, Slavko Vranes, jogador de 2,29 metros, nascido em Montenegro (parte da ex-Iugoslávia), em 1983. Vranes jogou pelo Zeleznik, da Sérvia, de 1997 a 2000, depois jogou na Turquia, primeiro no Tofas em 2000-01 e depois no Efes Pilsen em 2001-02. Em seu país natal, na temporada 2002-03, jogou pelo Buducnost Podgorica. Na temporada 2003-04 teve uma rápida passagem pelo Portland Trail Blazers da NBA, tendo jogado apenas um jogo. Seguiu carreira com uma rápida passagem pelo Estrela Vermelha, da Sérvia, em 2004, e depois com dois longos períodos, primeiro no Buducnost Podgorica, de Montenegro, de 2004 a 2007, e depois no Partizan, da Sérvia, de 2007 a 2010. Daí para frente foi uma temporada por equipe, defendendo UNICS Kazan, da Rússia, Petrochimi Bandar e Zob Ahan Isfahan, ambos do Irã, e Metalac Valjevo, da Sérvia.

Slavko Vranes, de Montenegro

Também com 2,29 metros, Neil Fingleton, nascido na Inglaterra em 1980. Ele chegou a jogar a D-League, tendo defendido o Austin Toros em 2005; sem sucesso, teve passagens pelo inglês Tees Valley Mohawks, e pela 4ª divisão da Espanha, onde defendeu Illescas e Ciudad Real. O chinês Mu Tiezhu, de 2,30 metros, nascido em 1949 e falecido em 2008, jogava pelo Bayi, da China, e pela Seleção Chinesa de 1978 a 1984. O canadense Jerry Sokoloski, de 2,30 metros, jogou pela equipe do Chinguacousy High School, tentou o Draft da NBA em 2004, mas não foi escolhido. Malik Sidibe, nascido no Senegal, e com 2,29 metros, jogou dois anos, em 2003 e 2004, pelo Kapfenberg, da Áustria, mas não conseguiu se profissionalizar, deixando a equipe quando completaria 20 anos. Já Saad Kaiche, nascido na Argélia, e com 2,29 metros, era um indigente na Espanha quando conseguiu espaço para treinar no Unió Esportiva Barbera, de Barcelona. Chegou a fazer testes em diversas equipes, mas não conseguiu atingir um nível que o permitisse atuar profissionalmente. O russo Sergei Ilin, de 2,28 metros, participou do Draft 2009 da NBA, mas não foi selecionado por nenhuma equipe, tampouco conseguiu espaço no basquete profissional europeu. São alguns casos de jogadores que tinham muito mais altura do que talento, e só tentaram jogar basquete por terem crescido tanto. Não é o caso dos quatro próximos nomes, que, assim como Manute Bol, Gheorghe Muresan e Slavko Vranes, também conseguiram construir uma sólida carreira no esporte.

Mu Tiezhu

O alemão, erradicado e naturalizado norte-americano, Shawn Bradley, nasceu em 1972 e atingiu 2,29 metros. Ele não possuía muita habilidade, mas o suficiente para defender o time de basquete da BYU Utah nos torneios da NCAA em 1990, 1991 e 1992. Ele foi a 2ª escolha do Draft da NBA de 1993, tendo atuado de 1993 a 1995 pelo Philadelphia 76ers, de 1995 a 1997 pelo New Jersey Nets, e de 1997 a 2005 pelo Dallas Mavericks. Na NBA, jogou 625 partidas, e teve médias de 22,8 minutos, 7,7 pontos, 6,1 rebotes e 2,5 tocos por jogo.

Shawn Bradley pelo 76ers

Já o chinês Yao Ming, nascido em Shangai em 1980, atingiu 2,29 metros. Filho de ex-jogadores de basquete, começou sua carreira defendendo o Shanghai Sharks, por quem atuou de 1997 a 2002. Destacou-se e chegou à Seleção da China. No Draft 2002 foi a grande sensação, a 1ª escolha, selecionado pelo Houston Rockets, equipe que defendeu de 2002 a 2011. Em 10 temporadas na NBA, jogou oito vezes o Jogo das Estrelas (All Star Game), sete vezes seguidas de 2003 a 2009, e em 2011. Ainda foi eleito duas vezes para o Segundo Time Ideal da Temporada, e três vezes para o Terceiro Time Ideal. Sua carreira superou a de Manute Bol, podendo-se dizer que foi o maior jogador de basquete com mais de 2,25 metros de todos os tempos! Nas dez temporadas na NBA jogou 514 partidas, com 32,7 minutos por jogo, e médias de 19,0 pontos, 9,2 rebotes e 1,9 tocos. Números excelentes.

O gigante Yao Ming se exercitando

Outro gigante com passagem pela NBA foi o russo Pavel Podkolzin, de 2,26 metros. Ele nasceu em 1985 e iniciou sua carreira na temporada 2001-02 jogando pelo Lokomotiv Novosibirsk, da 2ª divisão da Liga Russa. Antes do fim da temporada, chamou a atenção e foi contratado pelo Varese, da Itália, equipe que defendeu de 2002 a 2004. O russo foi a 21ª escolha do Draft 2004 da NBA, seguindo para o Dallas Mavericks. Jogou cinco jogos na temporada 2004-05 e um jogo na temporada 2005-06, quando foi então enviado à D-League, onde defendeu ao Fort Worth Flyers. Na temporada 2006-07 jogou pelo Khimki, da 1ª divisão da Rússia. A partir de 2007 voltou à 2ª divisão russa, com a camisa de seu primeiro clube, o Lokomotiv Novosibirsk.

Também jogou na NBA o norte-americano Chuck Nevitt, de 2,26 metros, que também teve uma passagem relativamente discreta. Nevitt jogou a NCAA de 1978 a 1982 com a equipe da Universidade North Carolina. No Draft de 1982 da NBA foi a 63ª escolha, selecionado pelo Houston Rockets, onde ficou por duas temporadas. Depois passou por Los Angeles Lakers (1984-85), Detroit Pistons (1985 a 1988), novamente Houston Rockets (1988-89) e jogou na liga USBL em 1991 pelo time do Miami Tropics, e na mesma temporada teve uma rápida passagem pelo Chicago Bulls. Depois jogou na liga CBA, na temporada 1992-93 pelo Capital Region Pontiacs e na temporada 1993-94 pelo Hartford Hellcats. Ainda teve uma rápida passagem pelo San Antonio Spurs antes de encerrar a carreira. NA NBA foram 10 temporadas, com 171 jogos, e médias de 5,1 minutos, 1,5 pontos, 1,5 bloqueios e 0,7 tocos por jogo.

Nevitt marcando Manute Bol e em ação ofensiva pelo Houston Rockets

Os Estados Unidos tiveram um "exército de gigantes" que não conseguiram grande projeção no basquete. São vários casos: Andy Van Volkenburgh, de 2,27 metros, jogou a NCAA pela Universidade Novo México, participou do Draft de 1996 sem ter sido escolhido, jogou na liga CBL pelo Wilmington Wave Rockers e pelo Indiana Legends, depois atuou na liga IBA pelo Fargo Moorhead Beez, e na liga NABL pelo Frankfort Cattle Barons e pelo Las Vegas Akron. Já os irmãos Mike Lanier e James Lanier, ambos de 2,28 metros, jogaram no basquete universitário, o primeiro no time da UCLA e o segundo no time da Universidade de Denver, ambos não tendo conseguido espaço no basquete profissional. Will Foster, de 2,25 metros, jogou de 2006 a 2010 na NCAA pela Universidade de Gonzaga, em 2011 jogou a D-League pelo Idaho Stampede, mas sem espaço no basquete profissional, abandonou a carreira. Ring Ayuel, nascido no Sudão em 1988, sobrevivente do genocídio de sua aldeia na guerra civil sudanesa, acabou emigrando através de organizações de ajuda humanitária para os EUA; atingiu 2,25 metros e foi encaminhado a jogar basquete, tendo chegado a tentar a sorte no Draft 2010 da NBA, mas não foi escolhido.

Um "exército de gigantes" sem tanta projeção também na Europa. Martin Miklosik, nascido na Eslováquia em 1986, atingiu 2,27 metros, jogou basquete pelo Nymburk e pelo Opava, ambos da República Tcheca, e passou pelo basquete espanhol, onde defendeu o Clinicas Rincón Axarquia e o Aridane, mas sem apresentar números muito expressivos. Alexandr Rindin, nascido no Azerbaijão em 1985, atingiu 2,25 metros, e jogou basquete de 2006 a 2009 pelo Ural Great Parm, da Rússia, e de 2009 a 2011 pelo Turow Zgorzelec, da Polônia. Ivan Hoger, também de 2,25 metros, nascido em 1982 na República Tcheca, defendeu profissionalmente ao Siggiewi, de Malta, o Farul, da Romênia, o Olimpi, da Geórgia, o AEL, do Chipre, e o Svendborg, da Dinamarca. Com a mesma altura, 2,25 metros, Samuel Deguara, nascido em Malta em 1991, naturalizado italiano, começou a jogar no tradicional Benetton Treviso, da Itália, onde atuou de 2007 a 2011; na temporada 2011-12 foi emprestado ao Bari, e ainda jogou pelo Reggiana na temporada 2012-13. Depois de vários anos na Série A Italiana, jogou a temporada 2013-14 pelo Bupa Luxol, de Malta, a temporada 2014-15 pelo Fuenlabrada, da Espanha, e a temporada 2015-16 pelo OAR Ferrol, da 3ª divisão espanhola.

Na América Latina, o jogador de basquete mais alto na história foi Peter John Ramos, atleta nascido em 1985 na cidade de Fajardo, em Porto Rico, e com 2,21 metros. Com aparições na Seleção Portorriquenha a partir de 2004, ele jogou pelo Caguas Creoles, de Porto Rico, de 2001 a 2004. No Draft de 2004 da NBA foi a 32ª escolha, tendo jogado a temporada 2004-05 pelo Washington Wizards (6 jogos e médias de 3,3 minutos, 1,8 ponto e 0,7 rebotes por jogo). A temporada seguinte foi com a camisa do Idaho Stampede, na D-Leaguue. Em 2007-08 voltou ao clube que o lançou, o Caguas Creoles. A partir daí uma vida cigana pelo mundo do basquete: Fuenlabrada, da Espanha (2007-08), Quebradillas Pirates, de Porto Rico (2009 e 2012), Zhejiang Lions, da China (2009-10), Seul Thunders, da Coréia do Sul (2011), de novo no Zhejiang Lions, da China (2011 a 2013), Capitanes de Arecibo (2013) e Brujos de Guayama (2014-15), ambos portorriquenhos; Kia Carnival, das Filipinas (2015), Metros Santiago, da República Dominicana (2015-16), Jilin Northeast Tigers, da China (2016), e novamente na liga de Porto Rico, pelo Vaqueros de Bayamón (2016-17).

Já o mais alto jogador de basquete brasileiro foi Emil Assad Rached, de 2,20 metros. O paulista Emil Rached nasceu em 1943 e faleceu em 2009. Jogou pela Seleção Brasileira de 1966 a 1972, tendo jogado basquete de 1964 a 1980, defendendo Palmeiras, XV de Piracicaba, Corinthians, Tênis Clube de Campinas e Rio Claro.

Emil Rached, o mais alto jogador de basquete brasileiro

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