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sexta-feira, 10 de março de 2023

Os Maiores Esquadrões do Basquete Italiano


Na história da antiga Copa Europa de Basquete - antecessora da Euroliga - as equipes italianas foram as dominadoras do basquete europeu no Século XX. As equipes da Itália tiveram sua época de esplendor nas décadas de 1970 e 1980, nas quais equipes como Varese, Cantú e Milano estabeleceram o domínio. E com um fenômeno em particular, ao menos 6 destes clubes italianos que brigavam na ponta do basquete europeu e disputavam acirradamente o título da Liga Italiana eram originários de cidades pequenas, como Cantú (39 mil habitantes), Siena (53 mil), Caserta (76 mil), Varese (80 mil), Treviso (84 mil) e Pesaro (94 mil). Mas tiveram força econômica para montar grandes times.


A equipe da cidade de Varese, situada na região da Lombardia, foi a primeira equipe italiana dominante na Europa, durante os anos 70. Era o máximo rival no continente do Real Madrid de Brabender, Corbalán e Clifford Luyk.

Liderados pelo grande Dino Meneghin, um pivô de 2,04 metros, que atuou profissionalmente durante 29 anos, e tendo conseguido a façanha de conquistar 32 títulos. Para Dino, só valia vencer, e para isto ele estava disposto a fazer qualquer coisa. Era um pesadelo ter que defendê-lo em quadra, assim como era tê-lo fazendo a defesa, infernizando os adversários em qualquer lado da quadra. Um exemplo de competitividade levado ao limite. Ele defendeu o Varese durante 14 anos (1966 a 1980), tendo depois levado seu talento para a cidade de Milão.


Havia outros grandes jogadores que defenderam o Varese naqueles tempos. Um deles foi o mexicano Manuel Raga, um ala-armador com um físico privilegiado para a época e que, apesar de sua baixa estatura (1,88m) era muito eficiente nos rebotes, além de possuir um arremesso em suspensão que o caracterizou ao longo de sua carreira. É um dos melhores jogadores do México na história. Outro foi o norte-americano Bob Morse, um jogador de garrafão que jogou 9 temporadas no clube, conseguindo 4 títulos, vindo a ser eleito em 1998 como um dos 50 maiores da Euroliga. E por último é preciso citar Aldo Ossola, armador do time durante toda a década de 70, num total de 13 temporadas junto ao Varese.

Aldo Ossola

Este time chegou a disputar 10 finais continentais consecutivas, conseguindo 5 títulos: a primeira em 1970 quando derrotou ao CSKA Moscou na cidade de Sarajevo, e o último em 1979 conquistado sobre o clube da cidade onde as conquistas haviam começado, quando venceu ao KK Bosnia Sarajevo, fechando assim um feito que jamais será repetido.


Na década de 1980, após perder três finais consecutivas, o domínio do Varese se enfraqueceu, e seu lugar no basquete italiano foi ocupado pelo Cantú. O conjunto italiano já havia estabelecido como uma das forças do continente, brigando pelo título da Recopa da Europa em 1977, 1978, 1979 e 1981. Após a derrota em 1981 do Virtus Bologna para o Maccabi Tel Aviv, no ano seguinte o Cantú vingaria a seus compatriotas em Colônia, na Alemanha, ao derrotar ao Maccabi por 86 x 80. Repetiram o feito no ano seguinte, 1983, numa final contra uma outra equipe italiana, o Olimpia Milano.

A coluna vertebral da equipe era formada por dois jogadores italianos: Pierluigi Marzorati, histórico armador que jogou durante mais de duas décadas defendendo à camiseta do Cantú, e Antonello Riva, um jogador dominante e com um arremesso a distância infalível, que veio a lhe levar a ser o maior pontuador da história da Azurra, com 3.785 pontos com a camiseta da Seleção da Itália, com mais de 900 pontos de vantagem para o segundo colocado, Dino Meneghin.

Antonello Riva

A eles se somavam jogadores norte-americanos dominantes no cenário europeu: em 1982 contavam com Bruce Flowers e Charles Kupec, dois nomes fortes de garrafão de enorme capacidades pontuadora e reboteira, mas muito generosos na habilidade de jogar em equipe e fazer o jogo coletivo; no ano seguinte a dupla foi Jim Brewer e Wallace Bryant, o primeiro havia sido eleito como segunda escolha do Draft de 1973 da NBA, escolhido pelo Cleveland Cavaliers, mas que após nove anos na NBA não mostrou o nível que era esperado dele, chegando ao Cantú para ser determinante na conquista de sua segunda Copa de Europa seguida. Tratava-se de um jogador de enorme potencial físico, que dominava os rebotes e era duro defensivamente, enquanto Wallace Bryant era muito eficiente na defesa e muito contundente no ataque. Todos eles levaram à equipe da pequena cidade da província de Como a viver a melhor época de sua história.


Depois do Cantú, e com um parêntese para o Virtus Roma, campeão da Europa em 1984, o domínio do basquete italiano ficou com a metrópole da moda: Milão. O Olimpia Milano, conhecido naquela época, por efeitos de publicidade, como Tracer de Milano, foi o time da Itália mais laureado a nível nacional, tendo conseguido o título da liga mais vezes que qualquer outro: 26 títulos. Durante os maravilhosos Anos 1980 eles conseguiram cinco campeonatos nacionais, além de, a nível europeu, ter conseguido se recuperar da derrota na final de 1983 perante o Cantú para se alçar ao título em duas oportunidades consecutivas (1987 e 1988), ambas sobre o Maccabi Tel Aviv na final.

A base da equipe era formada em torno de um lendário nome do histórico time do Varese, Dino Meneghin, um vencedor insaciável. A seu lado se encontravam o norte-americano Mike d’Antoni, que obteve nacionalidade italiana para ser o responsável pela armação desta agremiação durante 13 anos. Aposentou-se em 1990 ostentando o recorde histórico de pontos do clube. Por outro lado, havia o clássico italiano Roberto Premier, um ala-armador com um físico potente, que "mordia" na defesa e não destoava no ataque, acrescentando bastante em competitividade à equipe. E, por fim, cabe mencionar ao jovem Ricardo Pittis, que começava a dar seus primeiros passos no esporte.


Mas para falar do Milano, há que falar de seus jogadores norte-americanos desta equipe bi-campeã da Europa: Bob McAdoo, Ken Barlow e Rickey Brown. O primeiro é, provavelmente, um dos melhores norte-americanos que cruzaram o oceano para levar seu talento à Europa. Um jogador que possuía uma escolha como MVP de temporada na NBA (1975), com médias absurdas: 34,5 pontos, 14,1 rebotes e 2,12 tocos por jogo. Terminou sua história na liga profissional norte-americana jogando numa das melhores equipes da história, os Los Angeles Lakers de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar, que exibia um basquete dos sonhos. Junto ao grande Bob, primeiro esteve o ala-pivô Ken Barlow, jogador que desenvolveu toda a sua carreira na Europa, mas que ficou um único ano no Milano, na temporada 1986/87, na qual ganhou a Liga Italiana, a Copa da Europa e a Copa Intercontinental. No ano seguinte, com a saída de Barlow ao Maccabi Tel Aviv, chegou Rickey Brown, um outro jogador de garrafão, a quem os italianos chamavam de "bailarino", por seu maravilhoso jogo de pés. Assim como Barlow, ele esteve somente uma temporada no clube, para depois seguir para a Espanha para defender à então Caja de Ronda (posteriormente Unicaja).

Após esta vitória da equipe lombarda foram finalizados os gloriosos Anos 80 do basquete italiano, mas ainda não seriam os milaneses os últimos a alcançar a glória pelo basquete italiano, ainda viria nos Anos 1990 o grande Virtus Bologna.

Em Barcelona, Espanha, em 21 de abril de 1998, cinco anos após a derrota do Benneton Treviso do inesquecível Tony Kukoc para o time francês do Limoges, de Bozidar Maljkovic, uma outra equipe italiana chegava ao prestigioso "Final Four": o Virtus Bologna. Após derrotar ao Partizan Belgrado nas semi-finais, a equipe bolonhesa se lançaria à vitória numa partida de placar baixo, na qual venceu ao AEK Atenas por 58 x 44.

O plantel era dirigido pelo renomado treinador italiano Ettore Messina, que após dirigir por quatro anos à Seleção Azurra, chegava à conquista de seu primeiro título continental a nível de clubes. Com relação aos jogadores, havia nomes conhecidos do basquete europeu, como Predrag Danilovic, considerado o melhor ala-armador europeu dos Anos 90, e que havia formado uma terrível dupla com seu compatriota Aleksandar Djordjevic no Partizan. Ao seu lado estava o jovem Radoslav Nesterovic, o mítico pivô esloveno, que na temporada anterior havia levado o Olimpia Liubliana a seu primeiro "Final Four" na história, estando em formação antes de ingressar para uma carreira bem-sucedida na NBA. Outro jogador de garrafão desta equipe era o sérvio Zoran Savic, que havia brilhado na jovem equipe do Jugoplastika, que havia maravilhado à Europa. O talentoso pivô foi escolhido como MVP daquela final de 1998. Por fim, há que se falar de Antoine Rigaudeau, o elegante e competitivo ala-armador que era considerado o melhor jogador da história da França antes da chegada de Tony Parker.


Depois de obter a vitória em 1998, no ano seguinte o Virtus voltaria a chegar a uma final europeia, contra o Zalgiris Kaunas, da Lituânia, para quem seria derrotado na cidade de Munique após uma brilhante atuação do armador norte-americano Tyus Edney.

Duas temporadas mais tarde, na de 2000/01, sob o nome Kinder Bologna, a agremiação voltaria a repetir o título numa final em cinco partidas contra o Tau Ceramica (Saski Baskonia), da Espanha. A frente daquela equipe seguia Ettore Messina. Entre os jogadores, dos sobreviventes daquela equipe que havia tocado ao céu em 1998 restavam o francês Rigaudeau e os italianos Alessandro Abbio e Alessandro Frosini (este último com um papel mais relevante que o de 98). A eles se uniram os jogadores de perímetro Emanuel Ginóbili e Marko Jaric. O primeiro, argentino, foi nomeado MVP daquela edição, tendo depois migrado à NBA, onde Manu fez história com a camisa do San Antonio Spurs. O segundo era o armador sérvio de 2 metros de altura, capaz de pontuar, armar e ajudar nos rebotes, e que também rumou à NBA. No jogo de garrafão, estavam Rashard Griffith, um "cinco" norte-americano que teve médias de cerca de 20 pontos de valoração, além dos jovens David Andersen e Matjaz Smodis, que acabaram se convertendo em dois dos melhores ala-pivôs da Europa, tendo em 2005 voltado a jogar juntos e brilhar no CSKA Moscou.

Após conseguirem a vitória em 2001, no ano seguinte a equipe voltou a alcançar à final continental, desta vez contra o Panathinaikos, de Zeljko Obradovic e Dejan Bodiroga, que levou o título para a Grécia. Esta derrota acabou com o ciclo glorioso do Virtus Bologna: Messina abandonou o clube e com ele se foram Manu Ginóbili e Jaric. Ao final da temporada 2002/03, o clube foi rebaixado à Segunda Divisão da Itália por conta de graves problemas econômicos. E no Século XXI, o basquete italiano não repetiria os brilhantes resultados do Século XX no cenário de clubes europeus.



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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Olimpia Milano e o poder do basquete italiano nos Anos 1980

O grande cérebro que montou aquele time do Olimpia Milano (o Olimpia de Milão) foi o norte-americano Dan Peterson, que havia se tornado um desenvolvedor do basquete pelo mundo. Ele foi o treinador do time da Universidade de Michighan entre 1963 e 1965, foi assistente-técnico da Seleção da Marinha dos EUA entre 1965 e 1967, depois treinou o time da Universidade de Delaware de 1967 a 1972, e daí para frente ganhou o mundo: treinou a Seleção do Chile de 1971 a 1974, o Virtus Bologna de 1974 a 1978 e o Olimpia Milano de 1978 a 1988, quando decidiu então se aposentar das quadras de basquete.

Dan Peterson, em 1988, depois de nove anos em Milão, decidiu parar, porque estava muito estressante treinar equipes. O posto de técnico do Olimpia foi confiado então a seu assistente-técnico Franco Casalini. Era um momento de mudança, pois também saía do time o ala-pivô Vittorio Gallinari, que defendeu o Olimpia de 1976, quando fez sua estréia com 18 anos, até 1987.

Olimpia Milano x Virtus Bologna na temporada 1984-85

Casalini tinha em mãos um poderosíssimo arsenal ofensivo, sustentado pelo genial tripé formado por Mike D'Antoni, Bob McAdoo e Dino Meneghin. Ele reforçou a estrutura com o ala-pivô norte-americano Ricky Brown. Era um timaço.

O ala-armador Mike D'Antoni teve uma rápida passagem no San Antonio Spurs, mas não brilhou na NBA, fez sucesso na Europa com a camisa do Olimpia, que defendeu de 1977 a 1990, tendo se naturalizado italiano e defendido a Seleção da Itália. Foi no Olimpia que iniciou sua carreira de sucesso como treinador, tendo comandado o banco da equipe de Milão de 1990 a 1994. Na temporada 2016-17, como treinador do Houston Rockets, recebeu o prêmio de melhor técnico da NBA.

O pivô Dino Meneghin foi o maior ídolo do basquete italiano. Ele brilhou pelo Varese nos anos 70 e jogou no Olimpia de 1981 a 1990.

O ala Bob McAdoo era um veterano já consagrado na NBA, onde brilhou por Buffalo Braves, New York Knicks, Boston Celtics, Detroit Pistons, New Jersey Nets, Los Angeles Lakers e Philadelphia 76ers. Na sua carreira, dois anéis de campeão da NBA e uma escolha como MVP em 1975. Chegou a Milão em 1986, aos 35 anos, e lá jogou até 1990.

O Tracer/Olimpia Milano tinha em time espetacular! Foi Tri-campeão Italiano nas temporadas 1984-85, 1985-86 e 1986-87, Bi-campeão da Copa Itália em 1986 e 1987, Bi-campeão da Copa da Europa em 1986-87 e 1987-88, e Campeão Mundial de Clubes em 1987.

Bob McAdoo

O Olimpia perdeu a oportunidade do quarto título italiano consecutivo na temporada 1987-88. Na temporada regular terminou em 2º lugar, nas quartas de final bateu o Virtus/Banco di Roma por 2-1, na semi-final superou ao Cantu por 2-0. Na final, no entanto, perdeu inquestionavelmente para o Scavolini/Pesaro por 3-1 (82 x 90 / 83 x 86 / 115 x 108 / 87 x 98), ainda que Bob McAdoo, com 37 anos, tenha tido a impressionante marca de 28 pontos em média por jogo. Mas o Olimpia Milano se redimiu, conquistando a Copa da Europa sobre o Maccabi Tel Aviv, de Israel, e conquistando a Taça Intercontinental, disputada em Milão.

Dino Meneghin contra o Maccabi Tel Aviv

Na temporada 1988-89, o Olimpia conquistou o último título daquele inesquecível time de basquetebol, que marcou uma época. O patrocinador já não era mais o Tracer, era a Philips. O Scavolini foi o 1º lugar na temporada regular, e parecia ser o favorito a conquistar seu segundo título consecutivo. O Philips/Olimpia Milano terminou com um modesto 5º lugar. Nas quartas de final dos playoffs, o Olimpia derrotou por 2-0 ao Benetton Treviso. Nas semifinais teve que lidar com o favorito Scavolini/Pesaro.

No jogo 1, em Pesaro, Dino Meneghin foi atingido por uma moeda jogada da arquibancada e a partida foi paralisada. Em meio a um grande tumulto, a Federação Italiana declarou o Olimpia vencedor por WO.

Na sequência, em Milão, com uma atuação magistral, com destaque para o desempenho do jovem Riccardo Pittis, o Olimpia fez 85 x 82, fechando a série em 2 x 0 e eliminando o Scavolini, até então favorito absoluto ao título.

OLIMPIA MILANO 85 x 82 PESARO
Philips/Milano: Albert King (15), Mike D'Antoni (10), Roberto Premier (3), Bob McAdoo (18) e Dino Meneghin (4). Téc: Franco Casalini. Banco: Piero Montecchi (3), Riccardo Pittis (25), Massimiliano Aldi (0) e Davide Pessina (7).
Scavolini/Pesaro: Norm Nixon (11), Darren Daye (19), Andrea Gracis (17), Walter Magnifico (24) e Ario Costa (6). Téc: Valerio Bianchini. Banco: Matteo Minelli (0), Domenico Zampolini (5) e Renzo Vecchiato (0). 

Mike D'Antoni

A final era contra o Enichem/Livorno, numa melhor de cinco jogos.

Jogo 1, em Livorno: LIVORNO 92 x 79 OLIMPIA MILANO
Enichem/Livorno: Alessandro Fantozzi (14), Andrea Forti (19), Wendell Alexis (26), Alberto Tonut (13) e  Flavio Carera (8). Téc: Albertu Bucci. Banco: Walter De Raffaele (3), David Wood (9) e Alberto Pietrini (0).
Philips/Milano: Albert King (18), Mike D'Antoni (6), Roberto Premier (11), Bob McAdoo (20) e Dino Meneghin (10). Téc: Franco Casalini. Banco: Piero Montecchi (3), Riccardo Pittis (9), Massimiliano Aldi (0) e Davide Pessina (2).

Jogo 2, em Milão: OLIMPIA MILANO 100 x 81 LIVORNO
Philips/Milano: Piero Montecchi (14), Mike D'Antoni (18), Roberto Premier (19), Bob McAdoo (20) e Dino Meneghin (9). Téc: Franco Casalini. Banco: Albert King (2), Riccardo Pittis (9), Massimiliano Aldi (7) e Davide Pessina (2).
Enichem/Livorno: Alessandro Fantozzi (18), Andrea Forti (13), Wendell Alexis (11), Alberto Tonut (17) e  Flavio Carera (14). Téc: Albertu Bucci. Banco: Walter De Raffaele (1), David Wood (7) e Alberto Pietrini (0).

Jogo 3, em Livorno: OLIMPIA MILANO 73 x 69 LIVORNO
Enichem/Livorno: Alessandro Fantozzi (13), Andrea Forti (14), Wendell Alexis (20), Alberto Tonut (10) e  Flavio Carera (8). Téc: Albertu Bucci. Banco: Walter De Raffaele (0), David Wood (4) e Alberto Pietrini (0).
Philips/Milano: Piero Montecchi (11), Mike D'Antoni (6), Roberto Premier (9), Bob McAdoo (13) e Dino Meneghin (3). Téc: Franco Casalini. Banco: Riccardo Pittis (5), Massimiliano Aldi (2), Bill Martin (16) e Davide Pessina (8).

Jogo 4, em Milão: LIVORNO 83 x 77 OLIMPIA MILANO
Philips/Milano: Piero Montecchi (11), Mike D'Antoni (6), Roberto Premier (7), Bob McAdoo (23) e Dino Meneghin (16). Téc: Franco Casalini. Banco: Albert King (7), Riccardo Pittis (2), Massimiliano Aldi (5) e Davide Pessina (0).
Enichem/Livorno: Alessandro Fantozzi (17), Andrea Forti (14), Wendell Alexis (19), Alberto Tonut (13) e  Flavio Carera (9). Téc: Albertu Bucci. Banco: Walter De Raffaele (0), David Wood (11) e Alberto Pietrini (0).

O Olimpia perdeu a chance de fechar a série em casa no quarto jogo. E as emoções reservadas para a partida decisiva foram loucas. O final do quinto jogo foi extremamente confuso! O Olimpia vencia por 86 x 85, tendo o Livorno a última posse de bola da partida. No estouro do cronômetro, Andrea Forti converte a cesta. Os jogadores do Livorno comemoram a vitória e a torcida invade a quadra. Em meio à confusão da comemoração, os juízes se reúnem junto aos funcionários da mesa, passam muito tempo discutindo, até que decidem que a cesta havia sido convertida depois do estouro do cronômetro. O Olimpia Milano foi declarado campeão, em meio a uma total desordem, causando um distúrbio enorme. Muitos torcedores só tomaram conhecimento da decisão final do árbitro depois de retornarem às suas casas. O Olimpia Milano era, surpreendentemente, pela 24ª vez em sua história, Campeão Italiano de Basquete Masculino.

Jogo 5, em Livorno: OLIMPIA MILANO 86 x 85 LIVORNO
Enichem/Livorno: Alessandro Fantozzi (18), Andrea Forti (6), Wendell Alexis (32), Alberto Tonut (11) e  Flavio Carera (13). Téc: Albertu Bucci. Banco: Walter De Raffaele (0), David Wood (5) e Alberto Pietrini (0).
Philips/Milano: Albert King (22), Mike D'Antoni (9), Roberto Premier (20), Bob McAdoo (7) e Dino Meneghin (10). Téc: Franco Casalini. Banco: Piero Montecchi (2), Riccardo Pittis (6), Massimiliano Aldi (2) e Davide Pessina (8).


O maior nome deste time, tecnicamente, era inquestionavelmente Bob McAdoo, mas o grande ídolo dos torcedores era Dino Meneghin, que era considerado não só o melhor italiano, como o melhor jogador europeu nos Anos 1980. Foi em 1962, na pequena cidade de Varese, que um menino de apenas 12 anos foi visto jogando por Nico Messina, treinador do time juvenil do Ignis Varese. No dia seguinte ele foi levado para treinar no clube. Um garoto que cresceu, mostrou caráter, temperamento forte e tenacidade para vencer. Pelo que fez nos Anos 1970 com o Varese e nos Anos 1980 com o Olimpia Milano, ele foi aclamado como o maior jogador de basquete italiano de todos os tempos. Tinha 2,04 metros, era um pivô extremamente técnico, respeitado até mesmo por seus adversários. Fez sua estréia na Série A Italiana em 1966, aos 16 anos. Ficou no Varese até a temporada 1980/81. Foi em Milão, no entanto, que Meneghin atingiu sua maturação final e se consagrou com o direito de conquistar um lugar no Olimpo do basquete italiano. Saiu do time de Milão em 1990, quando já havia atingido a idade de 40 anos. Só se aposentou, entretanto, em 1994, então com 44 anos.

Meneghin conquistou 31 títulos com clubes, um recorde imbatível. Foi 12 vezes campeão da Liga Italiana, em 1969, 1970, 1971, 1973, 1974, 1977, 1978, 1982, 1985, 1986, 1987 e 1989. Foi 6 vezes campeão da Copa Itália, em 1969, 1970, 1971, 1973, 1986 e 1987. Foi 7 vezes campeão da Liga Européia, em 1970, 1972, 1973, 1975, 1976, 1987 e 1988. Foi 2 vezes campeão da Recopa Européia, em 1967 e 1980. E foi 4 vezes campeão do Mundial de Clubes, em 1967, 1970, 1973 e 1987. Com a Seleção da Itália, Meneghin foi campeão do Eurobasket em 1983, depois de ter sido medalha de bronze em 1971 e 1975. Ainda conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de 1980. Um curriculum espetacular

Bob McAdoo e Dino Meneghin

A dupla Meneghin-McAdoo foi esplendorosa. McAdoo tinha um grande físico, mãos de arremesso preciso, 2,05 metros de estatura. Ele foi a 2ª escolha do Draft da NBA, selecionado pelo Buffalo Braves. Foi MVP, mas só conseguiu ser campeão quando foi para os Los Angeles Lakers, de Pat Riley, onde jogou junto a Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar. Em Los Angeles, McAdoo foi um sexto homem de luxo. Foi Campeão da NBA em 1982 e 1985. Jogou a temporada 85-86 pelo Philadelphia, quando então recebeu o convite para jogar em Milão.

Sob a regência de Mike D'Antoni e com uma dupla excepcional de pontuadores formada por Bob McAdoo e Dino Meneghin, o Olimpia Milano foi o ápice do poder do basquete italiano. Dificilmente a Itália voltará a ver um quinteto tão poderoso e dominante como aquele em suas quadras.



Veja também: A História da Liga Italiana de Basquete





domingo, 23 de junho de 2013

Montepaschi Siena é Heptacampeão Italiano



Campeão também na temporada 2003-04, o Montepaschi Siena faturou 8 dos 10 últimos torneios da Liga Italiana de Basquete.

Foram 6 títulos consecutivos sob o comando do técnico Simone Pianigiani, das temporadas 2006-07 à 2011-12. Com a saída do treinador, conseguiria o Mens Sana manter o scudetto do basquete italiano?



O título veio de forma totalmente diferente dos seis anteriores, temporadas nas quais liderou a tabela do campeonato de ponta a ponta.

Em 2006-07, tendo a Terrell McIntyre como grande estrela da equipe, que tinha também a Rimantas Kaukenas, o time liderou a 1ª Fase com 30 vitórias e 4 derrotas, fez 3 x 0 no Cantu, 3 x 1 no Virtus Roma e, na final, fez 3 x 0 no Virtus Bologna.

Em 2007-08, o time de McIntyre e Kaukenas, liderou de novo a 1ª Fase, agora com 31 vitórias e 3 derrotas, fez 3 x 0 no Virtus Bologna, 3 x 0 no Olimpia Milano e, na final, fez 3 x 2 no Virtus Roma.

Em 2008-09 novamente foi o líder da 1ª Fase, com implacáveis 29 vitórias e 1 derrota. Depois fez 3 x 0 Pesaro, 3 x 0 no Benetton Treviso e, na final, 3 x 1 no Olimpia Milano. Terrell McIntyre continuava sendo o grande nome da equipe.

Na temporada 2009-10, mantendo a mesma base, praticamente a mesma história: líder na 1ª Fase com 26 vitórias e 2 derrotas, fez 3 x 0 no Benetton Treviso, 3 x 0 no Cantu e, na final, 3 x 1 no Olimpia Milano.

O quinto título, na temporada 2010-11, seguiu a mesma retórica, ainda que tenha perdido a Terrell McIntyre: liderança na 1ª Fase com 26 vitórias e 4 derrotas, nos play-offs: 3 x 1 Virtus Bologna, 3 x 0 Benetton Treviso, e 4 x 1 no Cantu. O grande destaque da equipe passou a ser o norte-americano naturalizado macedônio Lester "Bo" McCalebb.

Em 2011-12, mais uma vez líder na 1ª Fase, com 24 vitórias e 8 derrotas (hegemonia menor que nos 5 anos anteriores), nos play-offs fez 3 x 1 no Varese, 3 x 0 no Sassari e, na final, fez 4 x 1 no Olimpia Milano. 
As coisas mudaram na temporada 2012-13, com a saída de Pianigiani, que deixou de ser o técnico para treinar ao Fenerbahce, da Turquia.

Na 1ª Fase, tão só um 5º lugar, com 18 vitórias e 12 derrotas. O líder da temporada regular foi o Varese (23 vit. e 7 der.), seguido por Sassari, Virtus Roma e Olimpia Milano. Nas quartas de final, o time surpreendeu e fez 4 x 3 no Olimpia Milano e avançou às semi-finais. O próximo adversário era o time de melhor campanha na 1ª fase, o Varese. O time de Siena venceu a dura batalha em sete jogos: 4 x 3. Para a final, era a vez de enfrentar a equipe com terceira melhor campanha, o Virtus Roma. E o Montepaschi Siena conseguiu seu sétimo título consecutivo: 4 x 1.


O time campeão da Lega Basket Serie A 2012-13
Bobby Brown, Daniel Hackett, David Moss, Kristjan Kangur e Benjamin Ortner
Téc: Luca Banchi

sábado, 18 de maio de 2013

A Liga Italiana de Basquete Masculino

História da Liga Italiana de Basquete - Basquete Italiano - Basquete na Itália
The Basketball History of the Italian League - Italy Basketball
Liga Italiana de Baloncesto - Baloncesto en Itália
Lega A de Pallacanestro - Lega Baset A

O Campeonato Italiano de Basquete começou a ser disputado em 1920, tendo sido a Sociedade de Educação Física Costanza Milano a campeã da 1ª edição. O grande pólo basquetebolístico era Milão, para onde foram os troféus das 8 primeiras edições. Em 1921, numa final milanesa, o ASSI Milano (da ACM italiana) venceu o Costanza Milano. Em 1922, faturou o bi-campeonato. Em 1923, o título ficou com a Internazionale. Entre 1924 e 1927, tetra-campeonato do ASSI Milano, que atingiu os seis títulos de sua história.

Em 1928 o troféu tomou outro rumo que não Milão. Nas 7 edições seguintes, a Sociedade de Ginástica de Roma e a Sociedade de Ginástica Triestina se revezaram na conquista do campeonato. O Ginástica Roma foi campeão em 1928, 1931, 1933 e 1935. O Ginástica Triestina em 1930, 1932 e 1934, e depois voltou a ser campeã em 1940 e 1941. O título também foi conquistado duas vezes pelo Reyer Venezia, em 1942 e 1943.

Fora estes títulos, os demais da era Pré-Liga foram conquistados por aqueles que despontaram como as duas grandes potências do basquete italiano, o Olimpia Milano e o Virtus Bologna.

O Olimpia Milano foi Tetra-campeão em 1936-37-38-39. Em duas destas oportunidades (36 e 38) batendo o Virtus na final. O Virtus Bologna só conquistou seu primeiro título em 1946, tendo iniciado a série como Tetra-campeão nas temporadas 1945-46, 1946-47, 1947-48 e 1948–49. A seguir a hegemonia voltou a Milão, com o Olimpia Milano sendo Penta-campeão nas temporadas 1949–50, 1950–51, 1951–52, 1952–53 e 1953–54. O Virtus Bologna foi Bi-campeão nas temporadas 1954–55 e 1955-56. E o Olimpia Milano foi Tetra-campeão, todas batendo o Virtus Bologna na final, nas temporadas 1956–57, 1957–58, 1958–59 e 1959–60.

As Potências da Liga Italiana:


OLIMPIA MILANO (Olimpia de Milão)

O maior campeão da Liga Italiana, com 25 títulos: Tetra em 1936, 1937, 1938, 1939, Penta em 1949–50, 1950–51, 1951–52, 1952–53 e 1953–54, Tetra em 1956-57, 1957-58, 1958-59 e 1959-60, Bi em 1961-62 e 1962-63, e Tri em 1964-65, 1965-66 e 1966-67, 1971-72, 1981-82, Tri em 1984-85, 1985-86 e 1986-87, e campeão em 1988-89 e, pela última vez, na temporada 1995-96.

Três vezes campeão da Euroliga: 1966, e Bi-campeão em 1987 e 1988.
Entre 1950 e 1967, o Olimpia foi campeão de 14 das 18 edições da Liga Italiana. Os grandes jogadores desta geração foram Sandro Gamba e Cesare Rubini, o primeiro defendeu a camisa vermelha do Olimpia de 1950 a 1963, e o outro de 1948 a 1957. Depois da aposentadoria de Gamba, o time ainda faturou o Tri entre 1965 e 1967, tendo o norte-americano Bill Bradley a grande estrela da equipe.
O Olimpia voltou a formar uma grande equipe nos anos 1980, o principal líder do time era o norte-americano Mike D'Antoni, que jogou de 1978 a 1990, e depois iniciou no Olimpia sua trajetória como treinador entre 1990 e 1994. D'Antoni chegou em 1978, depois de defender Kansas City Kings e San Antonio Spurs, na NBA. Ficou 16 anos em Milão, 12 dos quais como jogador. Como treinador, depois do Olimpia passou pelo Benetton Treviso e daí seguiu para a NBA, onde treinou Pheonix Suns, New York Knicks e Los Angeles Lakers.

A geração de 1980 alcançou o Bi-campeonato Europeu, com uma equipe que além de Mike D'Antoni, tinha o ex-MVP da NBA, então já veterano, o ala-pivô Bob McAdoo. A equipe, treinada por Dan Peterson, tinha ainda um terceiro norte-americano, Rickey Brown. Também brilharam com a camisa do Olimpia, os norte-americanos Antoine Carr (1983-84) e Antonio Davis (1992-93).

Na década de 1990, outros grandes nomes do basquete internacional destacaram-se com a camisa do Olimpia, como os iugoslavos Aleksandar "Sasha" Djordjevic (1992-3 e 1993-94) e Dejan Bodiroga (1994-95 e 1995-96), o argentino Hugo Sconochini (1993-94 e 1994-95) e o esloveno naturalizado italiano Gregor Fucka (1994 a 1997).
A estratégia inventada na Itália de utilização de nomes-fantasia de acordo com os contratos de patrocínio assinados é usada pelo Olimpia desde 1936: Borletti/Milano (1936 a 1955), Simmenthal/Milano (1955 a 1973), Innocenti/Milano (1973 a 75), Cinzano/Milano (1975 a 78), Billy/Milano (1978 a 1983), Simac/Milano (1983 a 86), Tracer/Milano (1986 a 88), Philips/Milano (1988 a 1993), Recoaro/Milano (1993–94), Stefanel/Milano (1994 a 98), Sony/Milano (1998–99), Adecco/Milano (1999 a 2002), Pippo/Milano (2002–03), Breil/Milano (2003–04), Armani Jeans/Milano (2004 a 2011) e EA7-Emporio Armani/Milano  (desde 2011).


VARESE

O time do Varese foi protagonista do basquete italiano principalmente nos anos de 1960 e 1970. Foi 10 vezes campeão italiano, em 1960-61, 1963-64, Tri em 1968-69, 1969-70, 1970-71, Bi em 1972-73, 1973-74, Bi em 1976-77, 1977-78 e campeão pela última vez na temporada 1998-99. Também foi 3 vezes campeão da 2ª divisão, em 1945-46, em 1993-94 (Serie B) e em 2008-09 (LegaDue).
Cinco vezes campeão da Euroliga, em 1970, 1972, 1973, 1975 e 1976.
O grande rival do Olimpia nos anos 1960 foi o Varese. Olimpia e Varese decidiram 12 vezes a Liga Italiana entre 1961 e 1974, com 6 títulos para cada uma das duas equipes.
A grande era do Varese, nos Anos 1970, foi sob o comando do técnico iugoslavo Aza Nikolic. Na segunda metade dos anos 70, manteve-se forte nas mãos do treinador Sandro Gamba.
Os grandes nomes da história do Varese foram o ala norte-americano Bob Morse (1972-1981), o pivô Dino Meneghin (1966-1981), o ala mexicano Manolo Raga (1968-1974), e os armadores Aldo Ossola (1968-1980) e o norte-americano Charlie Yelverton (1974-1979). Depois, quem brilhou foi o ala Francesco "Cecco" Vescovi, que defendeu o Varese de 1980 a 1996, e após uma temporada fora, de 1998 a 2004. O último título, na temporada 1998-99, tinha em Gianmarco Pozzecco o principal jogador do time.

Os nomes-fantasia do clube Varese de acordo com os contratos de patrocínio assinados: Storm/Varese (1954 a 56), Ignis/Varese (1956 a 1975), Mobilgirgi/Varese (1975 a 78), Emerson/Varese (1978 a 80), Turisanda/Varese (1980–81), Cagiva/Varese (1981 a 83), Star/Varese (1983–84), Ciao Crem/Varese (1984–85), Divarese (1985 a 89), Ranger/Varese (1989 a 92), Cagiva/Varese (1992 a 1997), Varese Roosters (1999 a 2001), Metis/Varese (2001 a 2004), Casti Group/Varese (2004–05), Whirlpool/Varese (2005 a 2007) e Cimberio/Varese (desde 2007).


VIRTUS Bologna x FORTITUDO Bologna

Os dois tradicionais rivais de Bologna dominaram o basquete italiano no fim da década de 1990 e no começo da década de 2000. O tradicional Virtus, com uma longa história no basquete italiano, e o emergente Fortitudo, que ganhou força só no fim do Século XX.

O mais tradicional é o Virtus Bologna, 15 vezes campeão da Liga Italiana: Tetra em 1945-46, 1946-47, 1947-48 e 1948-49, Bi em 1954-55 e 1955-56, e ainda 1975-76, 1978-79, 1979-80, 1983-84, 1992-93, 1993-94, 1994-95, 1997-98, 2000-01.

Na Euroliga, seus dois títulos foram recentes, nas temporadas 1997-98 e 2000-01.

Entre os que mais brilharam pelo Virtus Bologna, destaque para Roberto Villalta (1976-1989), para o croata Kresimir Cosic (1978-1980), para Marco Bonamico (1975-76, 1977-78, 1980-1986 e 1988-89) e para Roberto Brunamonti (1983-1996).

As maiores glórias, os dois títulos europeus, vieram com o técnico Ettore Messina. Na temporada 1997-98, a equipe tinha os sérvios Predrag Danilovic e Zoran Savic, o esloveno Radoslav Nesterovic, o argentino Hugo Sconochini, além de Alessandro Abbio. Já na temporada 2000-01, as estrelas do time de Messina eram o argentino Manu Ginóbili, o sérvio Marko Jaric e o norte-americano Rashard Griffith.

Nomes-fantasia do Virtus Bolgna: Minganti/Bologna (1953 a 1958), Oransoda/Bologna (1958 a 60), Idrolitina/Bologna (1960–61), Knorr/Bologna (1962 a 65), Candy/Bologna (1965 a 69), Norda/Bologna (1970 a 1974), Sinudyne/Bologna (1974 a 1980), Granarolo/Bologna (1983 a 1986), Dietor/Bologna (1986 a 88), Knorr/Bologna (1988 a 1993), Buckler/Bologna (1993 a 96), Kinder/Bologna (1996 a 2002), Carisbo Virtus/Bologna (2003–04), Caffe Maxim/Bologna (2004–05), VidiVici/Bologna (2005 a 2007), La Fortezza/Bologna (2007–08), Virtus Bologna/Fiere (2008–09), Canadian Solar/Bologna (2009 a 2012), SAIE3/Bologna (2012-2013)

O grande rival na cidade, o Fortitudo Bologna, começou sua tradição posteriormente. Foi 2 vezes campeão da Liga Italiana, nas temporadas 1999-00 e 2004-05.

Rebaixado para a 2ª Divisão em 2009, em crise financeira grave em 2010, em 2012 o clube teve seu direito de funcionamento cassado, e foi extinto.

Entre os principais jogadores que brilharam, as duas equipes campeãs italianas comandados pelo treinador croata Jasmin Repesa, a primeira com o norte-americano Carlton Myers, o lituano Arturas Karnisovas, o esloveno naturalizado italiano Gregor Fucka, e mais Gianluca Basile e Giácomo Galauda. A segunda equipe a vencer o scudetto, tinha ainda a Basile, além do sérvio Milos Vujanic, dos norte-americanos Amal McCaskill e Ruben Douglas, e de Gianmarco Pozzecco.

Nomes-fantasia do Fortitudo Bolgna: Cassera/Bologna (1966 a 68), Eldorado/Bologna (1968 a 71), Alco/Bologna (1971 a 1978), Mercury/Bologna (1978 a 80), I&B/Bologna (1980-81), Lattesole/Bologna (1981 a 83), Yoga/Bologna (1983 a 1988), Arimo/Bologna (1988 a 90), Aprimatic/Bologna (1990-91), Mangiaebevi/Bologna (1991 a 93), Filodoro/Bologna (1993 a 95), Teamsystem/Bologna (1995 a 1999), Paf Wennington/Bologna (1999 a 2001), Skipper/Bologna (2001 a 2004), Climamio/Bologna (2004 a 2007), UPIM/Bologna (2007-08), Beghelli/Bologna (2008), GMAC/Bologna (2009) e AMORI/Bologna (2009-10).


VIRTUS ROMA

Fundado em 1960, o clube de basquete Virtus Roma viveu seu apogeu nos anos de 1980. Foi uma única vez campeão italiano, na temporada 1982-83, e foi campeão da Euroliga na temporada 1983-84.

A grande estrela a liderar o Virtus Roma nestes títulos foi o norte-americano Larry Wright, ex-jogador de Washington Bullets e Detroit Pistons na NBA. A seu lado, o time campeão tinha Fulvio Polesello, Enrico Gilardi, Stéfano Sbarra e Roberto Castellano.

Também brilharam com a camisa do basquetebol romano outra estrela da NBA, este um dos maiores da história da liga profissional dos Estados Unidos, George Gervin, ex-San Antonio Spurs, defendeu o Virtus Roma na temporada 1986-87. Outro norte-americano, Michael Cooper, estrela do Los Angeles Lakers entre 1978 e 1990, defendeu o time romano na temporada 1990-91. Também jogaram pelo Roma, o croata Dino Radja (1990-1993) e o sérvio Dejan Bodiroga (2005-2007).

Nomes-fantasia de acordo com os contratos de patrocínio assinados: Banco di Roma (1971 a 1988), Phonola/Roma (1988–89), Il Messaggero/Roma (1989 a 1992), Burghy/Roma (1993–94), Teorematour/Roma (1994–95), Nuova Tirrena/Roma (1995–96), Telemarket/Roma (1996–97), Calze Pompea/Roma (1996 a 1999), Adr/Roma (1999 a 2001), Würth/Roma (2001–02), Lottomatica/Roma (2002 a 2011) e Acea/Roma (desde 2011).


CANTU
A equipe da pequena cidade de Cantu - o Pallacanestro Cantu, clube exclusivamente de basquetebol - foi 3 vezes campeã italiana, nas temporadas 1967-68, 1974-75 e 1980-81.

Duas vezes campeã da Euroliga, em 1982 e 1983.

Entre os principais nomes da história da equipe estão Pierluigi Marzorati e Enrico Ravaglia. O time que conquistou as maiores glórias no início dos anos 1980 era liderado por jogadores norte-americanos, na temporada 1981-82 por C.J. Kupec, e na temporada 1982-83 por Wallace Bryant.

Nomes-fantasia de acordo com os contratos de patrocínio assinados: Milenka/Cantù (1954–55), Oransoda/Cantù (1956 a 1958), Fonte Levissima/Cantù (1958 a 1965), de novo Oransoda/Cantù (1965 a 1969), Forst/Cantù (1970 a 1977), Gabetti/Cantù (1977 a 1980), Squibb/Cantù (1980 a 1982), Ford/Cantù (1982–83), Jollycolombani/Cantù (1983 a 1985), Arexons/Cantù (1985 a 1987), Vismara/Cantù (1987 a 1990), Shampoo Clear/Cantù (1990 a 1994), Polti/Cantù (1994 a 1999), Canturina/Cantù (1999–00), Poliform/Cantù (2000–01), Oregon Scientific/Cantù (2001 a 2004), Vertical Vision/Cantù (2004 a 2006), Tisettanta/Cantù (2006 a 2008), NGC/Cantù (2008–09), NGC Medical/Cantù (2009–10), Bennet/Cantù (2010 a 2012) e Chebolletta-Mapooro/Cantù (desde 2012).


JUVE CASERTA
Até 1979, chamava-se Juventus Caserta. Equipe com menor tradição na Liga Italiana, subiu para a 1ª divisão pela primeira vez após ser vice-campeã da Série A2 na temporada 1982-83, numa equipe cujo principal jogador era o brasileiro Oscar Schmidt, cuja camisa, de número 18, é um dos quatro números aposentados na história do time de Caserta. Ao lado de Oscar, jogavam o veterano sérvio Zoran Slavnic e Ferdinando Gentile.

A glória máxima da história do clube veio com o título de campeão italiano na temporada 1990-91, equipe que tinha ainda a Ferdinando Gentile, e além dele a Vincenzo Esposito, Sandro Dell'Agnello, e os norte-americanos Tellis Frank e Charles Shackleford.

Nomes-fantasia de acordo com os contratos de patrocínio assinados: Latte Matese/Caserta (1980 a 1982), Indesit/Caserta (1982 a 1985), Mobilgirgi/Caserta (1985 a 1987), Snaidero/Caserta (1987 a 1989), Phonola/Caserta (1989 a 1993), Onyx/Caserta (1993–94), depois de um tempo sem nome-fantasia, foi Pepsi/Caserta (2000–01), Ellebielle/Caserta (2001–02), Centro Energia/Caserta (2002–03), de novo Pepsi/Caserta (2003 a 2008), Eldo/Caserta (2008–09) e mais uma vez Pepsi/Caserta (2009–10). Desde 2010 não usa mais nomes-fantasia.


VICTORIA LIBERTAS PESARO
O VL Pesaro (Vuelle, como se pronuncia VL em italiano) se destacou no basquete italiano no final dos anos de 1980, tendo sido 2 vezes campeão da Liga Italiana, nas temporadas 1987-88 e 1989-90.

O forte time deste período tinha Ario Costa, Wálter Magnifico, Andrea Gracis, Domenico Zampolini e Renzo Vecchiato, além dos norte-americanos Darwin Cook e Darren Daye.

Nomes-fantasia de acordo com os contratos de patrocínio assinados: Benelli/Pesaro (1952 a 1958), Lanco/Pesaro (1958 a 1961), Algor/Pesaro (1961 a 1963), Butangas/Pesaro (1966 a 1969), Frizz Pelmo/Pesaro (1969–70), Tropicali/Pesaro (1970–71), Maxmobili/Pesaro (1971 a 1975), Scavolini/Pesaro (desde 1975).


BENETTON TREVISO

O clube Pallacanestro Treviso existe desde 1954, mas sua história no basquete começou a ser efetivamente escrita a partir de 1982, quando o Grupo Benetton assumiu empresarialmente o clube. A Família Benetton, proprietária da marca renomada do mundo da moda, é da cidade de Treviso, próxima a Milão. Em 1979 assumiu o Rugby Treviso e o transformou no Benetton Rugby. Em 1982 fez o mesmo com o time de basquete da cidade. Nesta década, também entrou forte com capital na Fórmula 1, comprando a escuderia Toleman.
O time de basquete Benetton Treviso foi 5 vezes campeão italiano, nas temporadas 1991-92, 1996-97, Bi em 2001-02 e 2002-03, e campeão pela última vez em 2005-06.
O primeiro título veio com o treinador croata Petar Skansi, numa equipe liderada dentro de quadra pelo croata Toni Kukoc. Equipe que tinha também a Vinny Del Negro e Stéfano Rusconi.
Outros treinadores internacionalmente renomados que dirigiram o Benetton foram o norte-americano Mike D'Antoni (1994 a 1997, e em 2001-02), o sérvio Zelimir Obradovic (1997 a 2001), o italiano Ettore Messina (2002 a 2005) e o norte-americano/israelense David Blatt (2005 a 2007).
O clube voltou a ser campeão em 1997, sob o comando de Mike D'Antoni, e dentro de quadra com espetaculares atuações do sérvio Zeljko Rebraca, numa equipe que também tinha o norte-americano Henry Williams e o italiano Davide Bonora.
O ápice foi o bi-campeonato 2001/02 e 2002/03, com o espanhol Jorge Garbajosa, o esloveno Bostjan Nachbar, o russo Sergei Chikalkin, e os norte-americanos Charlie Bell, Alan Tomidy e Trejan Langdon.
A equipe que conquistou o 5º título, na temporada 2005/06 tinha como principais jogadores o lituano Ramunas Siskauskas, os norte-americanos Marcus Goree e Drew Nicholas e o grego Nikolaos Zisis.


MENS SANA SIENA


O Mens Sana Basket, de Siena, é um clube antigo, mas que só obteve proeminência recentemente.

Foi campeão italiano pela primeira vez na temporada 2003-04. Obteve o Hepta consecutivo nas temporadas 2006-07, 2007-08, 2008-09, 2009-10, 2010-11, 2011-12 e 2012-13.

O clube Polisportiva Mens Sana foi fundado em 1871. O departamento de basquete foi criado em 1907, só 16 anos após a criação do esporte, por James Naismith nos EUA. O basquete foi profissionalizado no clube em 1934. O clube no entanto só disputou a 1ª Divisão da Liga Italiana pela primeira vez na temporada 1973-74. Na temporada 1980-81 volta à 2ª divisão. Em 1991-92 volta à 1ª divisão. Mas o time só fica competitivo após receber suporte financeiro do Banca Monte dei Paschi di Siena (Montepaschi Siena).

O time campeão em 2003-04 tinha o norte-americano David Vanterpool e o australiano David Andersen. Dentre os maiores da história do clube estão: os norte-americanos Terrell McIntyre (2006-2010) e Shaun Stonerook (2005-2012), os lituanos Rimantas Kaukenas (2005-2012) e Ksystof Lavrinovic (2007-2012), Romain Sato, nascido na República Centro-Africana (2006-2010), o norte-americano naturalizado, que defende a Macedônia, Lester "Bo" McCalebb (2010-2012).

O primeiro scudetto veio sob o comando do técnico Carlo Recalcati. A grande era foi de 2006 a 2012 com o treinador Simone Pianigiani, que deu ao clube o Hexa-campeonato, tendo deixado o comando técnico da equipe no fim da temporada 2011-12.

Nomes-fantasia de acordo ao patrocínio: Sapori (1973–1978), Antonini (1978–1981), Sapori (1981–1983), Mister Day (1983–1986), Ticino (1990–1993), Olitalia (1993–1994), Comerson (1994–1995), Cx Orologi (1995–1996), Fontanafredda (1996–1998), Ducato (1998–2000) e Montepaschi Siena (desde 2000).



Veja também: Olimpia Milano e o poder do basquete italiano nos Anos 1980




terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ranking da FIBA 2005-2012

FIBA World Ranking - Men
Ranking FIBA del Baloncesto Masculino


Após as Olimpíadas de Londres 2012, a FIBA atualizou seu Ranking do Basquete Masculino Mundial, que reflete os resultados de dois ciclos olímpicos. Este último ranking, portanto, engloba o período de 2005 a 2012. Eis abaixo o resultado:

Arte do site Basketeria

Ranking Histórico do Basquete de Seleções

A estrutura do ranking é bastante simples, é a ordenação por períodos escolhidos da quantidade de títulos de Campeonato Mundial e de Olimpíadas, seguido pela quantidade de vice-campeonatos, de presenças em semi-final e em quartas de final, como se fossem quatro conjuntos de medalhas num ranking olímpico.

O primeiro período escolhido foi a década entre 1948 e 1958, começa no primeiro torneio de basquete em Jogos Olímpicos após a Segunda Guerra Mundial (1948) e inclui as duas primeiras edições do Campeonato Mundial. Em cinco torneios, os EUA foram 4 vezes campeões: Olimpíadas de 1948, 1952 e 1956 e Mundial de 1954. Só não venceram o Mundial de 1950, cujo título foi da Argentina, que por isso aparece na segunda posição, seguida pela União Soviética. França e Brasil dividiram o posto de 4ª força mundial nesse período.


O segundo período escolhido foi a década entre 1959 e 1969: os Estados Unidos mantêm o primeiro posto no ranking do basquete mundial, pois venceu as Olimpíadas de 1960, 1964 e 1968. É seguido desta vez pelo Brasil, bi-campeão do Campeonato Mundial em 1959 e 1963 e duas vezes medalha de bronze nas Olimpíadas, em 1960 e 1964. A URSS, com o título do Mundial de 1967, está em terceiro. A Iugoslávia aparece pela primeira vez no ranking e nele se manterá nas três primeiras posições até a dissolução do país em 6 repúblicas independentes, nos anos de 1990. Porto Rico e Itália também começaram a mostrar suas forças e a construir tradição no basquetebol.


O terceiro período escolhido vai do Mundial de 1970 até as Olimpíadas de 1980. Os EUA, por terem perdido o título olímpico de 1972 para a URSS e por não terem ido às Olimpíadas de Moscou (1980), perderam a primeira colocação do ranking, que ficou com a Iugoslávia e seu fantástico time do período 1976-1980, mas também, antes, campeã do Mundial de 1970. A URSS ficou em 2º e os EUA em 3º. Itália e Brasil vieram a seguir. Estes cinco países que, claramente, foram os com mais força no basquete mundial nos anos 1970 e 1980.


O quarto período escolhido foi a década entre 1981 e 1991, o último período sem a participação dos atletas profissionais da NBA no basquete internacional. A URSS ficou com a primeira posição do ranking, seguida pelos EUA. O fator de desequilíbrio foi a semi-final das Olimpíadas de 1988, na qual os soviéticos venceram os norte-americanos. A Iugoslávia aparece em terceiro, mesmo com o histórico time de 1988 a 1990. Este tripé - EUA, URSS e Iugoslávia - foi o trio de dominadores do basquete mundial no século XX. Espanha e Brasil apareceram a seguir neste quarto período. 


Aqui, a esta altura da história, será necessário abrir um parêntesis, pois houve então as dissoluções da União Soviética e da Iugoslávia em diversos países. Com força no basquete, a União Soviética se fragmentou entre Rússia, Lituânia e Letônia, e já na Iugoslávia, todas as repúblicas da fragmentação tiveram alguma força no basquete: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Macedônia, Bósnia e Montenegro.

Assim é relevante mostrar como foi o desenho do ranking acumulado entre 1948 e 1991, dando enfoque aos 11 países que tiveram melhor desempenho no basquete masculino mundial no acúmulo destas décadas:


O quinto período escolhido foi de 1992 a 2001, do Dream Team, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, até o ano que precedeu a primeira derrota dos EUA com jogadores da NBA. A hegemonia foi absoluta dos EUA, com os títulos nas Olimpíadas de 1992, 1996 e 2000 e no Mundial de 1994. Perderam apenas o Mundial de 1998, quando jogaram novamente com um time universitário. Este campeonato foi vencido pela Iugoslávia, que já não era mais aquela Iugoslávia, mas a seleção de Sérvia e Montenegro. A Croácia, que fazia parte da antiga Iugoslávia e se tornou independente, aparece no ranking na 4ª posição. A União Soviética se dissolveu em diversas repúblicas, as duas de mais tradição no basquete aparecem no ranking: Rússia em 3º lugar e Lituânia em 6º lugar. Depois do tripé que dominou o basquete mundial no século XX, agora dissolvido em diversos países, aparecem no ranking a França, a Austrália e a Grécia. Brasil e Itália, que dividiram a 9ª colocação do ranking, e Espanha, em 14º lugar, enfraqueceram-se um pouco.


O sexto período é a década entre 2002 e 2012. Os EUA mantiveram-se na primeira posição, apesar do título da Iugoslávia no Mundial de 2002, da Argentina nas Olimpíadas de 2004 e da Espanha no Mundial de 2006. Estes três países aparecem em 2º, 3º e 4º lugares. Em seguida aparecem Grécia, Turquia, Itália e Lituânia, mostrando uma conjuntura muito mais multipolarizada no basquete mundial. A Rússia ficou em 9º lugar neste período e Brasil e França dividiram o 12º lugar, atrás ainda de Alemanha e Nova Zelândia.


No período de 2013 a 2024, o que fica mais evidente é o aumento expressivo da quantidade de países que conseguiram entrar no Top 8 seja do Mundial ou da Olimpíada. O basquete ficou mais global e mais competitivo. Ainda assim, mais uma vez os Estados Unidos continuaram sendo absolutamente dominantes na modalidade.


Assim como foi feito acima, acumulando o período pós-Segunda Guerra de 1948 a 1991, até as dissoluções da União Soviética e da Iugoslávia, abaixo segue o acumulado a partir de 1991, quando nações como Lituânia, Letônia, Croácia, Sérvia, Eslovênia, entre outras, entraram na conjuntura do basquete internacional não mais como parte daqueles dois estados que se dissolveram:

A posição relatica do Brasil despencou no ranking. Enquanto teve o 4º melhor desempenho no período acumulado entre 1948 e 1991, passou a ter tão só o 17º melhor desempenho no período acumulado entre 1992 e 2024.




Veja também: