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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Real Madrid vs Basquete Brasileiro: 13 jogos e 6 vitórias brasileiras


O Real Madrid Basquete já enfrentou 13 vezes na história a equipes brasileiras, com um histórico de confrontos extremamente equilibrado: foram 7 vitórias dos espanhóis e 6 vitórias das equipes brasileiras.

As vitórias do basquete merengue aconteceram em 1970 sobre o Corinthians, em 1976 e 1977 sobre o Franca, em 1978 sobre o Sírio, em 1981 duas vezes, uma sobre o Sírio e outra sobre o Franca, e em 2015 sobre o Bauru.

As vitórias brasileiras foram conquistadas pelo Corinthians em 1965, pelo Sírio em 1969, pelo Vila Nova em 1974, duas vezes pelo Franca, em 1975 e em 1980, e pelo Bauru em 2015. Somente, portanto, uma agremiação brasileira superou aos merengues mais de uma vez na história, o Franca Basquetebol Clube.



Fichas dos 13 JOGOS:


05/07/1965 - CORINTHIANS 118 x 109 REAL MADRID
Local: Ginásio do Parque São Jorge, São Paulo
Corinthians: Wlamir Marques (40), Rosa Branca (15), Renê Salomón (14), Pedro Yves (12) e Ubiratan Maciel (32). Téc: Moacyr Daiuto. Banco: Edward (5).
Real Madrid: Lolo Sainz (13), Emiliano Rodríguez (30), Carlos Sevillano (13), Clifford Luyk (33) e Moncho Monsalve (16). Téc: Robert Busnel. Banco: Miguel "Che" González (4).



26/01/1969 - SÍRIO 72 x 60 REAL MADRID
Local: Macon Coliseum, Macon, Geórgia, Estados Unidos
Sírio: Carlos "Mosquito" Massoni (14), Antônio Moutinho (3), Radvilas Gorauskas (20), Luís Cláudio Menon (25) e Antônio Sucar (10). Téc: Ángel Crespo. Banco: Washington "Dódi" (--) e Fritz Braun (--).
Real Madrid: Lolo Sainz (2), Emiliano Rodríguez (2), Wayne Brabender (16), Clifford Luyk (5) e Miles Aiken (27). Téc: Pedro Ferrándiz. Banco: Vicente Ramos (2), Toncho Nava (4) e Cristóbal Rodríguez (2).


25/09/1970 - REAL MADRID 78 x 77 CORINTHIANS
Local: Palazzetto dello Sport Lino Oldrini, Varese, Itália
Real Madrid: Vicente Ramos (6), Emiliano Rodríguez (12), Wayne Brabender (5), Clifford Luyk (23) e Cristóbal Rodríguez (16). Téc: Pedro Ferrándiz. Banco: José Ramón Ramos (0), Francisco Javier Goizueta (--), Vicente Paniagua (8), Toncho Nava (--), Juan Tarruella (--), Rafael Rullán (--) e Diego Signorile (8).
Corinthians: Hélio Rubens (24), Wlamir Marques (14), Amaury Pasos (15), Victor Mirshauswka (10) e Adílson Nascimento (10). Téc: Moacyr Daiuto. Banco: Rubinho (--), Eduardo Felipe (0), Renzo Leonardi (0), Zé Geraldo (--), Mical (2), José Aparecido "Jói" dos Santos (2) e Emil Rached (0).


11/09/1974 - VILA NOVA 72 x 71 REAL MADRID
Local: Palácio de los Deportes, Cidade do México
Vila Nova: César Sebba, Washington "Dódi", Abraham Stewart, Adílson de Freitas e Marquinhos Abdalla. Téc: Togo Renan Soares, "Kanela".
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán, Carmelo Cabrera, Wayne Brabender, Walter Szczerbiak e Cristóbal Rodríguez. Téc: Pedro Ferrándiz. Banco: Vicente Ramos, Vicente Paniagua, José Manuel Beirán e Rafael Rullán.


17/09/1975 - FRANCA 80 x 79 REAL MADRID
Local: Palazzetto dello Sport Lino Oldrini, Varese, Itália
Franca: Hélio Rubens (19), Fransérgio (4), Fausto Gianenechini (20), Adílson Nascimento (5) e Marquinhos Abdalla (26). Téc: Pedro Fuentes, "Pedroca". Banco: Lázaro "Toto" Garcia (--), Alberto Carraro (--), Zé Geraldo (5), Gílson Trindade (--) e Robertão (1).
Real Madrid: Vicente Ramos (8), Wayne Brabender (25), Walter Szczerbiak (16), Clifford Luyk (3) e John Coughran (10). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Vicente Paniagua (4), Carmelo Cabrera (--), Emiliano Rodríguez (--), Luis María Prada (--), Cristóbal Rodríguez (3) e Rafael Rullán (10).


01/10/1976 - REAL MADRID 83 x 70 FRANCA
Local: Ginásio Luna Park, Buenos Aires, Argentina
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (18), Wayne Brabender (17), Walter Szczerbiak (24), Clifford Luyk (2) e John Coughran (12). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Vicente Ramos (--), Carmelo Cabrera (0), Cristóbal Rodríguez (--) e Rafael Rullán (10).
Franca: Hélio Rubens (8), Fausto Giannechini (16), Marcelo Vido (16), Adílson Nascimento (4) e Gílson Trinidade (15). Téc: Pedro Fuentes, "Pedroca". Banco: Lázaro "Toto" Garcia (4), Fransérgio (1), Zé Geraldo (0) e Robertão (6).


04/10/1977 - REAL MADRID 113 x 94 FRANCA
Local: Pabellón de la Ciudad Deportiva, Madrid, Espanha
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (0), Wayne Brabender (26), Walter Szczerbiak (30), Rafael Rullán (15) e John Coughran (22). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Vicente Ramos (0), Carmelo Cabrera (4), Juan López Iturriaga (2), Samuel Puente (8) e Luis Maria Prada (6).
Franca: Hélio Rubens (0), Fausto Giannechini (25), Marcelo Vido (0), Adílson Nascimento (18) e Stewart Helbe (8). Téc: Pedro Fuentes, "Pedroca". Banco: Lázaro "Toto" Garcia (9), Fransérgio (2), Zé Geraldo (16) e Robertão (16).


19/06/1978 - REAL MADRID 111 x 108 SIRIO
Local: Ginásio Obras Sanitárias, Buenos Aires, Argentina
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (11), Wayne Brabender (32), Walter Szczerbiak (30), Rafael Rullán (5) e John Coughran (33). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Luis Maria Prada (0).
Sírio: Washington Dódi (6), Marcel de Souza (31), Oscar Schmidt (8), Larry Williams (16) e Marquinhos Abdalla (31). Téc: Cláudio Mortari. Banco: José Carlos Saiani (4), Eduardo Agra Galvão (0), Paulinho Rossi (2) e Marcelo Vido (10).


03/10/1980 - FRANCA 116 x 73 REAL MADRID
Local: Sportska Dvorana "Skenderija", Sarajevo, Iugoslávia
Franca: Hélio Rubens (6), Fausto Giannechini (18), Marcelo Vido (8), Adílson Nascimento (28) e Gílson Trinidade (16). Téc: Pedro Fuentes, Pedroca. Banco: Guerrinha (2), Lázaro "Toto" Garcia (10), Wágner Machado (14), Magu (0), Silvio Malvesi (2) e Robertão Correa (12).
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (8), Juan López Iturriaga (4), Wayne Brabender (16), José Luis "Indio" Díaz (5) e Jim Abromaitis (20). Téc: Lolo Sáinz. Banco: José Luis Llorente (6) e Luis Maria Prada (14).


29/06/1981 - REAL MADRID 92 x 88 SIRIO
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (15), Mirza Delibasic (16), Wayne Brabender (12), Steve Malovic (8) e Rafael Rullán (17). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Juan López Iturriaga (16), José Luis Llorente (--), José Luis "Indio" Díaz (--), Fernando Martin (--) e Fernando Romay (8).
Sírio: Maury de Souza (10), Marcel de Souza (24), Oscar Schmidt (17), Larry McKinney (2) e Marquinhos Abdalla (27). Téc: Cláudio Mortari. Banco: Milton "Carioquinha" (--), Washington "Dodi" (--), José Carlos Saiani (4), Paulinho Esteves (--), Paulinho Villas-Boas (--), Luisão Videira (--) e Sam Foggin (4).



03/07/1981 - REAL MADRID 101 x 60 FRANCA
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (7), Mirza Delibasic (26), Wayne Brabender (20), Steve Malovic (3) e Rafael Rullán (20). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Juan López Iturriaga (--), José Luis Llorente (6), José Luis "Indio" Díaz (0), Fernando Martin (8) e Fernando Romay (11).
Franca: Hélio Rubens (2), Fausto Giannechini (10), Wágner Machado (7), Robertão Correa (12) e Gílson Trindade (15). Téc: Pedro Fuentes, Pedroca. Banco: Guerrinha (2), Lázaro "Toto" Garcia (--), Magu (6) e Silvio Malvesi (6).


25/09/2015 - BAURU 91 x 90 REAL MADRID
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Bauru: Ricardo Fischer (12), Alex Garcia (12), Robert Day (8), Jéfferson William (10) e Rafael Hettsheimeir (27). Téc: Jorge Guerra, “Guerrinha”. Banco: Paulinho Boracini (2), Léo Meindl (15), Gui Deodato (3) e Rafael Mineiro (2).
Real Madrid: Sergio Llull (17), Jaycee Carroll (18), Rudy Fernández (8), Howard Thompkins (12) e Gustavo Ayón (8). Téc: Pablo Laso. Banco: Sergio Rodríguez (11), Luka Doncic (0), Jonas Maciulis (3), Andrés Nocioni (4), Felipe Reyes (9) e Guillermo “Willy” Hernangomez (0).



27/09/2015 - REAL MADRID 91 x 79 BAURU
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Real Madrid: Sergio Llull (21), Jaycee Carroll (22), Jonas Maciulis (0), Felipe Reyes (4) e Gustavo Ayón (5). Téc: Pablo Laso. Banco: Sergio Rodríguez (5), Luka Doncic (4), Andrés Nocioni (9), Howard Thompkins (17) e Guillermo “Willy” Hernangomez (4).
Bauru: Ricardo Fischer (26), Alex Garcia (14), Robert Day (3), Jéfferson William (0) e Rafael Hettsheimeir (17). Téc: Jorge Guerra, “Guerrinha”. Banco: Paulinho Boracini (2), Léo Meindl (9), Gui Deodato (0) e Rafael Mineiro (8).




Veja também:







quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A histórica ida do Bauru à Pré-Temporada da NBA em 2015

O Bauru foi o 2º time brasileiro a jogar a Pré-Temporada da NBA, repetindo o convite recebido pelo Flamengo na temporada anterior. E no primeiro confronto, contra o Knicks, no histórico Madison Square Garden, uma noite histórica para o armador brasileiro Ricardo Fischer, com 24 anos, que anotou um Triplo-Duplo (11 pontos, 10 assistências e 10 rebotes). Foi o primeiro brasileiro na história a obter um Triplo-Duplo em jogos envolvendo equipes NBA, nem os brasileiros com várias temporadas de NBA, como Nenê Hilário, Anderson Varejão, Leandrinho Barbosa e Thiago Splitter tinham conseguido tal feito.

07/10/2015 - BAURU 81 x 100 NEW YORK KNICKS
Local: Madison Square Garden, New York, NY
Público: 19.037 torcedores
Parciais: 25 x 24 / 19 x 36 (44 x 60) / 20 x 22 (64 x 82) / 17 x 18 (81 x 100)

Bauru: Ricardo Fischer (11), Alex Garcia (6), Robert Day (19), Jéfferson William (10) e Rafael Hettsheimeir (18). Téc: Guerrinha. Banco: Paulinho Boracini (2), Patrick Carioca (0), Léo Meindl (4), Rafael Mineiro (11) e Wesley Sena (0).

NY Knicks: Jose Calderon (3), Sasha Vujacic (9), Carmelo Anthony (17), Kristaps Porzingis (7) e Robin López (6). Téc: Derek Fischer. Banco: Langston Galloway (9), Jerian Grant (8), Cleanthony Early (7), Lance Thomas (0), DaJuan Summers (0), Kevin Seraphin (14), Derrick Williams (6) e Kyle O'Quinn (14).











11/10/2015 - BAURU 100 x 134 WASHINGTON WIZARDS
Local: Verizon Center, Washington, DC
Público: 10.233 torcedores
Parciais: 19 x 34 / 34 x 39 (53 x 73) / 15 x 28 (68 x 101) / 32 x 33 (100 x 134)

Bauru: Ricardo Fischer (11), Alex Garcia (6), Robert Day (17), Jéfferson William (0) e Rafael Hettsheimeir (16). Téc: Guerrinha. Banco: Paulinho Boracini (10), Patrick Carioca (4), Léo Meindl (17), Léo Eltink (2), Gabriel Oliveira (0), Rafael Mineiro (6) e Wesley Sena (11).

Wizards: John Wall (7), Bradley Beal (17), Otto Porter Jr. (12), Nenê Hilário (11) e Marcin Gortat (19). Téc: Randy Wittman. Banco: Gary Neal (8), Ramon Sessions (8), Ish Smith (0), Jaron Johnson (2), Kelly Oubre Jr. (5), Toure Murry (4), Drew Gooden (15), Kris Humphries (11), Jaleel Roberts (4) e Josh Harrellson (11).  







segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O histórico Bauru x Real Madrid de 2015 em São Paulo

Ficou para a história a vitória do Corinthians sobre o campeão europeu Real Madrid em um jogo amistoso em São Paulo nos idos de 1965. Algumas outras datas históricas também ficaram registradas para equipes de basquete brasileiras: o Sirio foi campeão do Mundial de Clubes em São Paulo em 1979, e o Vasco venceu o Zalgiris Kaunas, campeão europeu, e atuando na Europa, no McDonalds Open de 1999. Em 2014, o Flamengo bateu o Maccabi Tel Aviv no Rio de Janeiro e conquistou a Copa Intercontinental. Quatro históricas vitórias de agremiações do Brasil sobre equipes que detinham o título máximo de clubes do Velho Continente.

Em 2015, o time de Bauru enfrentaria mais do que um clube, enfrentaria uma marca mundial, o Real Madrid, um adversário cujo orçamento estimado era de 30 milhões de euros ao ano, quase 15 vezes maior que o do time brasileiro. A poderosa equipe, campeã européia, contava com quatro jogadores que foram protagonistas nas três conquistas de Eurobasket, o Campeonato Europeu de Seleções, com a Seleção da Espanha: Sergio Rodriguez, Sergio Llull, Rudy Fernández e Felipe Reyes. Campeões em 2003, 2007 e 2015, este último título levantado algumas semanas antes. O time madrilenho ainda tinha a experiência de Andrés Nocioni, campeão olímpico com a Argentina em 2004, tinha Gustavo Ayón, pivô mexicano responsável pelo título da Seleção do México na Copa América de 2013, e uma das estrelas da Seleção da Lituânia, Jonas Maciulis. Um selecionado global, que tinha os norte-americanos Jaycee Carroll e Howard Thompkins, ala-pivô ex-NBA. Um time fortíssimo!

Bauru em quadra

Bauru e Real Madrid fizeram um primeiro quarto equilibrado, que terminou 22 a 19 para os espanhóis, com várias trocas de líder no marcador. Os 10 minutos iniciais foram muito ofensivos, mas enquanto o Real Madrid buscava mais espaços na defesa brasileira, o Bauru exagerava em tiros de três pontos mal planejados.


A estratégia funcionou no início do segundo período, quando os bauruenses ficaram cinco pontos à frente, o que ao invés de lhes dar tranquilidade, gerou-lhes ansiedade, com tentativas de ampliar a vantagem com chutes de três pontos fora de hora, sem sucesso. O Bauru ficou então mais de quatro minutos sem fazer uma cesta sequer. O placar chegou a estar 27 x 22 para Bauru, mas virou para 37 x 30 para o Real Madrid na ida para o intervalo.


No 3º quarto, com quatro conversões de três praticamente seguidas, o Real foi dominando o placar até abrir 17 pontos de diferença.


O técnico Guerrinha parou o jogo, mudou a formação, e o Bauru conseguiu encaixar a defesa e voltou a converter bolas no ataque. A chave da virada foi a alta conversão de arremessos de três. Mas se no 1º tempo, estes tiros vinham sendo no momento errado, sob marcação e com muito tempo de posse de bola no cronômetro, no 3º quarto a mudança foi que eles passaram a ocorrer após jogadas bem trabalhadas, com a bola girando de mão em mão até encontrar alguém livre de marcação. O Bauru jogava com os cinco jogadores fora do garrafão, com velocidade, muita movimentação, e muita troca de passes. Os espanhóis demoraram para saber o que fazer diante de um estilo incomum no basquete europeu. Uma impressionante reação, e no fim do terceiro quarto, a vantagem madrilenha era de apenas três pontos: 62 a 59.



O último quarto começou com Léo Meindl empolgando os torcedores ao encostar no placar com uma bola roubada na defesa e convertida em contra-ataque. O Real anotou de três logo em seguida, mas Gui Deodato também meteu uma em bola de longe. A virada veio com Léo Meindl, faltando 7 minutos para o fim do jogo, em bola de três, que pôs Bauru 67 x 66 Real Madrid. O marcador voltou a ter alternância na liderança. As equipes chegaram empatadas a segundos do fim em 89 x 89. Com menos de 24 segundos para terminar, um ataque definia o jogo, então o técnico Pablo Laso pediu tempo. Na volta, Sergio Rodriguez segurou a bola e chamou a jogada, mas Jefferson agarrou Felipe Reyes e o árbitro mandou o pivô para a linha de lance-livre. Ele errou o primeiro e converteu o segundo, e o Bauru teve 7 segundos para se reorganizar. Alex cobrou lateral, Fischer infiltrou rápido e converteu a bandeja (91 x 90), obrigando Laso a parar o jogo novamente. Após jogada ensaiada, Llull chutou mal, mandando no aro, decretando o triunfo histórico de Bauru por 91 x 90.


O pivô Rafael Hettsheimeir foi o principal protagonista da reação bauruense, ele foi o cestinha do jogo com 27 pontos. O ala Léo Meindl, com 15 pontos, que começou no banco, também foi fundamental. Pelo Real, destaque para Jaycee Carrol e Sergio Llull, com 18 e 17 pontos. Alex Garcia foi o melhor nos rebotes, com 7. Do lado espanhol, o destaque foi Rudy Fernandez, com 6. Ricardo Fischer foi o líder das assistências, com 8, enquanto o melhor do time madrilenho foi Llull, com 6. Uma noite histórica e emocionante no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.


A final da Copa Intercontinental era em dois jogos, e este havia sido o primeiro. Dois dias depois as duas equipes voltaram à quadra no mesmo local. Nervoso, Bauru só conseguiu converter sua primeira cesta, num lance-livre de Alex Garcia, quando o relógio marcava 4'55'' para o fim do 1º quarto e o placar apontava Real Madrid 12 x 0. Forte, o Bauru ainda reagiu e chegou a empatar o jogo em 29 x 29. Mas o jogo coletivo dos merengues se impôs. No final, Real Madrid 91 x 79 Bauru. Os espanhóis venceram a Copa Intercontinental 2015, mas isto em absoluto apaga a brilhante marca deixada na história com aqueles 91 x 90 de 25 de setembro de 2015, uma noite de sexta-feira.

domingo, 20 de agosto de 2017

Bauru 2014-15: o Dono do Continente

A história do basquete bauruense se iniciou com a montagem, nos Anos 1990, da equipe Tilibra/Bauru. A empresa de materiais escolares Tilibra, cuja sede está em Bauru, financiou a montagem da primeira equipe profissional de basquete masculino da cidade. O time foi Campeão Paulista da Série A2 em 1996, superando ao Jacareí na final, e chegando à elite do basquete do Estado de São Paulo. Fez sua estréia na Primeira Divisão do Campeonato Paulista em 1997, e dois anos depois já chegou ao topo, sagrando-se Campeão Paulista em 1999.

No mesmo ano de seu primeiro título paulista, o time fez sua estréia na Primeira Divisão da Liga Nacional. Foram 5 temporadas na elite nacional: em 1999 terminando em 6º lugar, em 2000 acabando em 9º lugar e em 2001 voltando a terminar em 6º lugar.

Veio então a temporada 2002 e o projeto atingiu seu ápice. O time do Tilibra/Bauru tinha Leandrinho Barbosa, Jeffty Connelly, Vanderlei Mazzuchini, Brasília e Josuel. O técnico era Jorge Guerra, o "Guerrinha", e no banco despontavam outros dois jovens: Marquinhos Souza e Murilo Becker. O Bauru terminou a 1ª fase em 1º lugar. Depois fez 3 x 1 sobre o Universo/Minas nas quartas, bateu o COC/Ribeirão Preto por 3 x 2 na semi-final, e foi à final contra o Uniara/Araraquara, que bateu o Vasco da Gama na outra semi-final. Na final, vitórias por 87 x 72, 84 x 66 e 77 x 69. Bauru era Campeão Brasileiro.

Depois do título o projeto sobreviveu por apenas uma temporada, terminando a Liga Nacional 2003 em 10º lugar. A Tilibra decidiu então cortar o patrocínio, e o projeto sucumbiu.

Levou cinco anos para ser reativado. E com patrocinador novo. Foi formado o Itabom/Bauru. O técnico chamado para comandar o projeto foi o mesmo que dirigiu o primeiro projeto da cidade, que era financiado pela Tilibra: o ex-jogador Guerrinha. A Itabom era uma indústria alimentícia produtora de frangos congelados. O time voltou à elite do basquete nacional no NBB 1, em 2009, e terminou em 7º lugar. Nas edições seguintes: 8º lugar em 2010 (NBB 2), 5º lugar em 2011 (NBB 3) e 6º lugar em 2012 (NBB 4). Veio então uma grave crise financeira, o fim do patrocínio do Itabom, e a equipe esteve muito perto de ser encerrada.

O projeto foi salvo por Rodrigo Paschoalotto, presidente da Paschoalotto Serviços Financeiros. O empresário assumiu como patrocinador principal da equipe em 2012 e foi responsável pela profissionalização do basquete em Bauru e por um novo aporte e expressivo em investimentos financeiros. O Paschoalotto/Bauru foi 3º lugar em 2013 (NBB 5) e 7º lugar em 2014 (NBB 6). Desde que o basquete da cidade começou, o time de Bauru só havia chegado à semi-final quando foi campeão, em 2012. NO primeiro ano com o patrocínio do Paschoalotto, chegou. O único título era o Paulista de 99. Pois o Bauru foi Bi-Campeão Paulista 2013-14.

Para a temporada 2014-15 investiu-se pesado. O principal objetivo era acabar com a dominância Flamengo-Brasília, cada um com quatro títulos nas oito edições anteriores disputadas até ali. Queria-se voltar a levar o título nacional de basquete para o Estado de São Paulo. E se investiu pesado para isto.

Ao final da temporada 2013-14, o time bauruense era formado por Ricardo Fischer, Larry Taylor, Fabián Ramirez Barrios, Murilo Becker e Lucas Tischer, com o experiente Fernando Fischer como sexto jogador. Fez-se uma reformulação, não havendo a renovação dos contratos de Fernando Fischer e Lucas Tischer. E foram feitas três contratações de grande impacto: Alex Garcia, o experiente ala-armador, estrela do UniCeub/Brasília, o norte-americano Robert Day, um exímio arremessador de três pontos, que era o principal nome do Unitri/Uberlândia, e para fechar com chave de ouro, a principal promessa brasileira atuando na Europa, o pivô Rafael Hettsheimeir. Por si só, já era um baita time. Então o ala Ramirez Barrios, com problemas de saúde na família, na Argentina, pediu para ter seu vínculo rescindido. Desenhou-se mais uma oportunidade, já que o projeto de São José dos Campos passava por grave crise financeira, o Bauru aproveitou para fazer mais uma contratação de impacto: o ala-pivô Jéfferson William, que fez parte do Quinteto Ideal do NBB anterior. Estava formado um timaço!


BAURU 2014-2015

O responsável pelo Basquete de Bauru: Guerrinha, o Jorge Guerra
Carreira como técnico: 1996-97 Ribeirão Preto (SP), 1998-03 Bauru (SP); 2003-04 Automóvel Clube de Campos (RJ); 2006-07 Rio Claro (SP) e 2007-15 Bauru (SP)

Alex - Jéfferson - Guerrinha - Hettsheimeir - Robert Day


A Temporada 2014-15


Alex Garcia conseguiu uma grande proeza individual na temporada, foi escolhido o MVP da Liga Sul-Americana 2014, o MVP da Liga das Américas 2015 o MVP da Liga Nacional 2014-15. Todos os prêmios individuais foram dele.


Campeonato Paulista 2014

O Bauru sofreu com desfalques no Paulista 2014. Na 1ª fase teve o desfalque dos jogadores que estavam no Mundial com a Seleção Brasileira: Larry Taylor, Alex Garcia e Rafael Hettsheimeir. Na Fase Final, perdeu Murilo Becker, que precisou passar por uma cirurgia no joelho esquerdo.

Na 1ª fase, o Grupo A teve 1º lugar: Limeira (7-3); 2º lugar: Bauru (6-4); 3º lugar: Mogi (6-4); 4º lugar: Franca (6-4); 5º lugar: Palmeiras (3-7); e 6º lugar: Lins (2-8). O Grupo B ficou com: 1º - Pinheiros; 2º - Paulistano; 3º - Rio Claro; 4º - São José; 5º - Liga Sorocabana; e 6º - Internacional de Santos.

A Campanha do Bauru no Turno: 69 x 74 Palmeiras / 93 x 89 Mogi / 98 x 90 Limeira / 80 x 76 Lins / 85 x 77 Franca. E no Returno: 75 x 76 Palmeiras / 76 x 72 Mogi / 99 x 108 Limeira / 79 x 84 Lins / 88 x 67 Franca. Nas Quartas de final: Bauru 3 x 0 Rio Claro (95 x 86 / 108 x 90 / 95 x 80). Na Semi-final: Bauru 3 x 2 Franca (95 x 72 / 80 x 82 / 77 x 80 / 102 x 73 / 75 x 69). E na Final: Bauru 3 x 1 Winner/Limeira (78 x 84 / 78 x 74 / 92 x 56 / 80 x 62).

Bauru e Limeira fizeram a Final do Paulista 2014

Ficha do Jogo Decisivo, no Ginásio Panela de Pressão, em Bauru.
BAURU 80 x 72 LIMEIRA
Bauru: Ricardo Fischer (12), Larry Taylor (12), Alex Garcia (17), Jéfferson William (18) e Rafael Hettsheimeir (12). Téc: Guerrinha. Banco: Gui Deogato (5), Robert Day (2) e Thiago Matias (2).
Limeira: Nezinho (10), Ronald Ramon (4), David Jackson (12), Chris Hayes (11) e Rafael Mineiro (10). Téc: Dedé Barbosa. Banco: Derik Ramos (8), Matheus Dalla (3), Guilherme Teichmann (0) e Bruno Fiorotto (4).

Alex Garcia contra Limeira na Final do Paulista


Liga Sul-Americana 2014

Na 1ª fase, jogando em Bauru, pelo Grupo D, o time venceu por 88 x 63 ao Guerreros de Bogotá, da Colômbia, por 94 x 80 ao Defensor Sporting, do Uruguai, e por 88 x 78 ao UniCeub/Brasília. Na 2ª fase, no Grupo F, jogado em Mogi das Cruzes, venceu por 95 x 87 ao UniCeub/Brasília, por 110 x 83 ao CKT de Ambato, do Equador, e por 91 x 78 ao Mogi. Jogou o Final Four em Bauru, não tendo feito, portanto, nenhum jogo fora do Estado de São Paulo, em toda a campanha da LSB 2014. Venceu por 103 x 57 ao Malvin, Uruguai, na semi-final, e por 79 x 53 Mogi na final. Pela primeira vez em sua história, o Bauru era Campeão Sul-Americano.

Final contra Mogi das Cruzes

Final, no Ginásio Panela de Pressão, em Bauru.
BAURU 79 x 53 MOGI
Bauru: Ricardo Fischer (7), Alex Garcia (12), Robert Day (13), Jéfferson William (11) e Rafael Hettsheimeir (18). Téc: Guerrinha. Banco: Larry Taylor (8), Gui Deogato (4), Thiago Matias (0) e Murilo Becker (6).
Mogi: Elinho Corazza (2), Shamell Stallworth (7), Guilherme Filipin (0), Tyrone Curnell (11) e Gérson Santo (8). Téc: Paco Garcia. Banco: Gustavinho (3), Gabriel Alves (3), Jimmy Dreher (3), Daniel Castellar (3), Thomas Gehrke (11) e Paulão Prestes (2).

Larry Taylor na final da Liga Sul-Americana

Campeão Sul-Americano


Liga das Américas 2015

Tendo sido Campeão da Liga Sul-Americana, o Bauru conquistou a última vaga para a Liga das Américas 2015. Na 1ª fase, no Grupo D, jogado em Tunja, na Colômbia, venceu por 82 x 71 ao Capitanes de Arecibo, de Porto Rico, depois bateu por 92 x 68 ao Trotamundos de Carabobo, da Venezuela, e por 110 x 61 ao Patriotas de Boyacá, da Colômbia. Avançou sem sustos à 2ª fase, para jogar o Grupo E em Cancún, no México. Vitória importante logo no primeiro jogo: 90 x 70 sobre o Regatas de Corrientes, da Argentina. Depois venceu por 95 x 67 ao São José, e por 92 x 79 ao Pioneros de Quintana Roo, do México. Avançou junto aos mexicanos para jogar o Final Four, disputado no Ginásio do Maracanãzinho. Seria o esperado primeiro encontro frente ao Flamengo, time que ganhou tudo que disputou na temporada anterior (Liga Nacional, Liga das Américas e Copa Intercontinental), e adversário para o qual aquele time foi montado para superar.

Na conquista da Liga das Américas, o Bauru mais uma vez precisou mostrar a força de seu elenco, pois para o Quadrangular Final, no Rio de Janeiro, não pode contar com Jéfferson William, o ala-pivô que vinha sendo uma das principais peças do time na temporada.

O Bauru venceu a semi-final contra o Peñarol de Mar Del Plata, da Argentina, por 80 x 61. Mas o esperado duelo não aconteceu, pois na outra semi-final o Flamengo foi derrubado pelos mexicanos. Na final, o Bauru venceu por 86 x 72 ao Pioneros de Quintana Roo, do México.

Murilo sobe para pontuar no Maracanãzinho

Pela primeira vez na história uma equipe era Campeã da Liga Sul-Americana e da Liga das Américas na mesma temporada. Bauru fazia história! Bauru era o Dono do Continente.

Final, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
BAURU 86 x 72 PIONEROS DE QUINTANA ROO
Bauru: Ricardo Fischer (8), Alex Garcia (16), Robert Day (3), Murilo Becker (17) e Rafael Hettsheimeir (30). Téc: Guerrinha. Banco: Larry Taylor (5), Gui Deogato (3) e Thiago Matias (4).
Pioneros: Denis Clemente (13), Shane Southwell (0), Stephen Soriano (3), Héctor Hernández (12) e Justin Keenan (23). Téc: Manuel Cintrón. Banco: Wilfredo Pagan (2), Brody Manjarres (4), Romel Beck (9) e Jesus Lopez (6).

Larry Taylor frente ao Pioneros


Liga Nacional 2014-15 (NBB 7)

Campeão de tudo que havia disputado, faltava só sacramentar com o título nacional. Na 1ª fase o time de Bauru fez uma campanha avassaladora. Sua campanha no turno: 83 x 86 UniCeub/Brasília (c), 99 x 81 Basquete Cearense (c), 81 x 74 Paulistano (c), 97 x 80 Liga Sorocabana (c), 71 x 77 Winner/Limeira (f), 82 x 65 Rio Claro (f), 84 x 79 Minas (f), 88 x 76 Uberlândia (f), 116 x 55 Pinheiros (c), 85 x 77 Palmeiras (c), 79 x 73 Franca (f), 99 x 80 Mogi (f), 90 x 71 São José (f), 84 x 77 Flamengo (f) e 93 x 85 Macaé (f).

Gui Deodato - Ricardo Fischer - Murilo - Larry Taylor

No returno, passou por todo mundo: 85 x 74 UniCeub/Brasília (f), 109 x 67 Basquete Cearense (f), 90 x 89 Paulistano (f), 85 x 69 Macaé (c), 92 x 84 Flamengo (c), 90 x 89 Winner/Limeira (c), 106 x 74 Rio Claro (c), 87 x 64 Uberlândia (c), 89 x 71 Minas (c), 110 x 71 Liga Sorocabana (f), 77 x 65 Palmeiras (f), 82 x 70 Franca (c), 89 x 69 Pinheiros (f), 97 x 75 Mogi (c) e 104 x 96 São José (c). No turno, foram 15 jogos e 13 vitórias e no returno só vitórias nos 15 jogos que fez. Uma sequência de 25 vitórias consecutivas. Nas quartas de final, o adversário nos play-offs era Franca. O Bauru atropelou no 1º jogo em casa: 82 x 55. Mas perdeu o 2º, também em casa (71 x 74). No 3º jogo, em Franca, venceu por 75 x 67. Mas voltou a ser derrotado no 4º jogo: 67 x 78. O 5º e decisivo jogo, em Bauru, foi vencido por 78 x 72. Bauru fechou a série em 3 x 2, mas teve mais dificuldade do que o esperado.

Mas continuava fazendo história: fez uma sequência de 26-0 em partidas do NBB, algo até então nunca conseguido por ninguém. Além destas 26 partidas invicto na Liga Nacional, conseguiu uma sequência de 34 jogos invicto, somando as partidas da Liga das Américas neste período.

Na semi final enfrentou o Mogi, a quem havia batido sem dificuldades na final da Liga das Américas. O time bauruense voltou a ter mais dificuldade do que o esperado. Além do desfalque de Jéfferson William, que seguramente fazia muita falta, diminuindo o poderio ofensivo da equipe, o time mostrava cansaço pela extasiante temporada. A série foi vencida por 3 x 2: 73 x 81 (c), 84 x 81 (c), 78 x 85 (f), 98 x 91 (f) e 77 x 65 (c).

Alex Garcia - Rafael Hettsheimeir - Larry Taylor

Veio então o esperado duelo contra o Flamengo. O Bauru havia vencido os dois jogos na 1ª fase. A final era em melhor de três jogos. No 1º jogo, no Rio de Janeiro, na Arena Olímpica da Barra da Tijuca (HSBC Arena), o Flamengo foi dominante, vencendo sem dificuldades por 91 x 69. O Bauru tinha duas chances de reverter. Mas dada a baixa capacidade de público no Ginásio Panela de Pressão, os jogos foram na cidade vizinha a Bauru, Marília. E houve nova vitória do Flamengo: 77 x 67. O título nacional escapou.

O time foi montado para conquistar a Liga Nacional, mas não a venceu. Porém, conseguiu alçar vôos muito maiores e conseguir algo jamais conseguido por nenhuma outra equipe, o título da LSA e da LDA numa mesma temporada. Foi o Dono do Continente na Temporada 2014-2015. 

Final
BAURU 0 x 2 FLAMENGO (69 x 91 no Rio / 67 x 77 em Marília)
Bauru: Ricardo Fischer (34), Alex Garcia (23), Robert Day (24), Rafael Hettsheimeir (24) e Murilo Becker (11). Téc: Guerrinha: Banco: Larry Taylor (13), Gui Deodato (6) e Thiago Mathias (1)
Flamengo: Nicolás Laprovittola (34), Vítor Benite (31), Marquinhos (21), Alexandre Olivinha (32) e Jerome Meyinsse (16). Téc: José Neto. Banco: Gegê (2), Marcelinho Machado (19), Wálter Herrmann (8) e Cristiano Felício (5).

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Mundial Interclubes 2015


2015 INTERCONTINENTAL CUP
COPA INTERCONTINENTAL 2015
MUNDIAL DE CLUBES 2015




REAL MADRID
Campeão da Euroliga em 1964, 1965, 1967, 1968, 1974, 1978, 1980, 1995 e 2015 (9 títulos)
Campeão Espanhol em 1957, 1958, 1960, 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1968, 1969, 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1979, 1980, 1982, 1984, 1985, 1986, 1993, 1994, 2000, 2005, 2007, 2013 e 2015 (32 títulos)

BAURU
Campeão da Liga das Américas 2015 (1 título)
Campeão da Liga Sul-Americana 2015 (1 título)
Campeão Brasileiro em 2002 (1 título)
Campeão Paulista em 1999, 2013 e 2014 (3 títulos)



FINAL - Melhor de 2 Jogos


1º jogo
BAURU 91 x 90 REAL MADRID
25/09/2015 - Ginásio do Ibirapuera, São Paulo (Público: 3.500 espectadores)
Parciais: 19 x 22 / 11 x 15 (30 x 37) / 29 x 25 (59 x 62) / 32 x 28 (91 x 90)

REAL MADRID
Sergio Llull (17), Jaycee Carroll (18), Rudy Fernández (8), Howard Thompkins (12) e Gustavo Ayón (8). Téc: Pablo Laso. Banco: Sergio Rodríguez (11), Luka Doncic (0), Jonas Maciulis (3), Andrés Nocioni (4), Felipe Reyes (9) e Guillermo “Willy” Hernangomez (0).

BAURU
Ricardo Fischer (12), Alex Garcia (12), Robert Day (8), Jéfferson William (10) e Rafael Hettsheimeir (27). Téc: Jorge Guerra, “Guerrinha”. Banco: Paulinho Boracini (2), Léo Meindl (15), Gui Deodato (3) e Rafael Mineiro (2).

O armador Ricardo Fischer, destaque do Bauru

Sergio Rodriguez, uma das estrelas do Real Madrid


2º jogo
REAL MADRID 91 x 79 BAURU
27/09/2015 - Ginásio do Ibirapuera, São Paulo (Público: 8.000 espectadores)
Parciais: 24 x 15 / 25 x 25 (49 x 40) / 17 x 17 (66 x 57) / 25 x 22 (91 x 79)

REAL MADRID
Sergio Llull (21), Jaycee Carroll (22), Jonas Maciulis (0), Felipe Reyes (4) e Gustavo Ayón (5).
Téc: Pablo Laso. Banco: Sergio Rodríguez (5), Luka Doncic (4), Andrés Nocioni (9), Howard Thompkins (17) e Guillermo “Willy” Hernangomez (4).

BAURU
Ricardo Fischer (26), Alex Garcia (14), Robert Day (3), Jéfferson William (0) e Rafael Hettsheimeir (17). Téc: Jorge Guerra, “Guerrinha”. Banco: Paulinho Boracini (2), Léo Meindl (9), Gui Deodato (0) e Rafael Mineiro (8).

Sergio Llull contra Alex Garcia, dois monstros

Real Madrid Campeão


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

História da Liga das Américas

The History of the Fiba Americas League, Basketball
História de la Liga de las Americas de Baloncesto

A FIBA Americas organizou a Liga das Américas como anseio para ter um representante do continente no projeta de um novo Mundial de Clubes. Enquanto não via a competição mundial sair do papel, a Liga cresceu e se desenvolveu.

A primeira edição teve os quatro quadrangulares da Primeira Fase entre dezembro de 2007 e janeiro de 2008. O Quadrangular Final foi em fevereiro de 2008. A idéia original era ter sempre 8 equipes da América do Sul e 8 equipes das Américas Central e do Norte.

Assim foi organizada a 1ª Liga das Américas. Eram 8 sul-americanos: 3 argentinos, 3 brasileiros, 1 uruguaio e 1 chileno. E 8 centro-norte-americanos: 3 mexicanos, 2 portorriquenhos, 1 dominicano e 2 times da Premier Basketball League, uma liga secundária dos Estados Unidos.

Mas a tentativa de ter equipes de ligas menores dos EUA não passou da primeira edição. A partir de então ficou difícil manter a paridade 8+8 entre os Hemisférios Sul e Norte, tendo-se, para manter o torneio com 12 equipes, que aumentar a quantidade de equipes do Brasil, da Argentina e do México.

Para 2013, um novo modelo foi testado, uma integração entre a Liga Sul-Americana e a Liga das Américas, na qual os dois primeiros colocados de cada um dos quatro grupos da Primeira Fase da Liga Sul-Americana classificavam-se para a Liga das Américas. Foram 16 equipes jogando a Liga Sul-Americana e lutando para estar na Liga das Américas: 4 da Argentina, 4 do Brasil, 2 do Uruguai, 2 da Venezuela e Chile, Equador, Bolívia e Peru com 1 representante cada. Os 8 classificados se encontrariam com os times das Américas Central e do Norte. Mas os argentinos desistiram por incompatibilidade de datas com seus play-offs, e os venezuelanos mandaram os dois times do Jogo das Estrelas de sua liga, ao invés de duas equipes; o torneio ficou com só 12 equipes.

Participantes e Campeões da Ligas das Américas

2008

Peñarol de Mar Del Plata
Pablo Rodríguez, Quincy Wadley, Juan Locatelli, Jason Osborne e Román González.
Téc: Sérgio Hernández

Estrangeiros do campeão: Quincy Wadley e Jason Osborne, ambos dos EUA.

MVP: Quincy Wadley


2009

Universo Brasília
Valtinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Márcio Cipriano e Estevam.
Téc: Lula Ferreira

Estrangeiros do campeão: nenhum

MVP: Alex Garcia


2010

Peñarol de Mar Del Plata
Pablo Rodríguez, Kyle LaMonte, Marcos Mata, Léo Gutiérrez e Martin Leiva.
Téc: Sérgio Hernández

Estrangeiros do campeão: Kyle LaMonte, dos EUA

MVP: Kyle LaMonte


2011

Regatas de Corrientes
Carl Edwards, Javier Martínez, Ramzee Stanton, Federico Kammerichs e Eduardo Villares.
Téc: Fabio Demti

Estrangeiros do campeão: Carl Edwards e Ramzee Stanton, ambos dos EUA, e Javier Martinez, do Paraguai.

MVP: Federico Kammerichs


2012

Pioneros de Quintana Roo
Pedro Meza, Christopher Hernández, Robert Hornsby, Michael Williams e Ikechukwo Ofoegbu.
Téc: Josep "Pep" Clarós

Estrangeiros do campeão: Robert Hornsby e Michael Williams, ambos dos EUA, e Ikechukwo Ofoegbu, da Nigéria. Chris Hernández é norte-americano, filho de mexicana, tendo dupla nacionalidade. O treinador, Pep Clarós, é da Espanha.

MVP: Chris Hernández


2013


Pinheiros
Joe Smith, Shamell Stallworth, Márcio Dornelles, Rafael Mineiro e Bruno Fiorotto.
Téc: Cláudio Mortari

Estrangeiros do campeão: Joe Smith e Shamell Stallworth, ambos dos EUA, e, no banco, Guillermo Araujo, do Paraguai.

MVP: Shamell Stallworth


2014

Flamengo
Nicolás Laprovittola, Marcelinho Machado, Marquinhos, Olivinha e Jerome Meyinsse.
Téc: José Alves Neto

Estrangeiros do campeão: Nicolás Laprovittola, da Argentrina, e Datona Tony Washam e Jerome Meyinsse, ambos dos EUA.

MVP: Marcelinho Machado

Veja também: Pela 1ª vez na história, final da Liga das Américas foi entre 2 times do mesmo país


2015

Bauru
Ricardo Fischer, Alex Garcia, Robert Day, Murilo Becker e Rafael Hettsheimeir.
Téc: Jorge Guerra, "Guerrinha"

Estrangeiros do campeão: Larry Taylor (naturalizado brasileiro) e Robert Day, ambos dos EUA.

MVP: Alex Garcia


2016

Guaros de Lara
Tyshawn Taylor, Zachary Graham, Damien Wilkins, Luis Bethelmy e Néstor Colmenares.
Téc: Néstor "Che" Garcia

Estrangeiros do campeão: Tyshawn Taylor, Zachary Graham e Damien Wilkins, todos dos EUA.

MVP: Damien Wilkins


2017

Guaros de Lara
Heissler Guillent, Zachary Graham, Lazar Hayward, Luis Bethelmy e Gregory Echenique
Téc: Jorge Arrieta

Estrangeiros do campeão: Zachary Graham e Lazar Hayward, ambos dos EUA.

MVP: Zachary Graham



2018

San Lorenzo
Nicolás Aguirre, Dar Tucker, Marcos Mata, Gabriel Deck e Javier Justiz Ferrer
Téc: Gonzalo Garcia

Estrangeiros do campeão: Dar Tucker (EUA/Jordânia) e Javier Justiz Ferrer (Cuba). No banco, ainda havia Joel Anthony, do Canadá, pivô ex-NBA.

MVP: Gabriel Deck



2019

San Lorenzo
Nicolás Aguirre, Dar Tucker, Marcos Mata, Jerome Meyinsse e Joel Anthony
Téc: Gonzalo Garcia

Estrangeiros no campeão: Dar Tucker (EUA/Jordânia), Jerome Meyinsse (EUA) e Joel Anthony (Canadá). No banco ainda havia Donald Sims (EUA).

MVP: Dar Tucker



Competição substituída a partida da temporada 2019/20 pela
Basketball Champions League Americas: ver história aqui



Os Campeões das 12 edições da Liga das Américas: