.

Mostrando postagens com marcador Brasília. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasília. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de dezembro de 2017

UniCeub Brasília Tri-Campeão na Liga Sul-Americana 2015

Domínio na primeira fase, vitórias emocionantes na semi e brilho de Deryk Ramos na final contra o San Martin de Corrientes, eis a trajetória do Brasília até o histórico título da Liga Sul-Americana 2015. Com este título, a agremiação se igualou ao Atenas de Córdoba, da Argentina, ambos tendo três títulos cada, sendo os maiores vencedores de até então na liga. Ademais, Guilherme Giovannoni e Arthur Belchor, presentes nos três títulos, igualaram-se a Diego Osella no seleto grupo de jogadores que conseguiram três títulos da competição.

A trajetória do UniCEUB/BRB/Brasília até o título da Liga Sul-Americana 2015 começou logo na eliminação da equipe nas quartas de final do NBB 2014-15, no qual o time candango teve sua pior campanha na fase de classificação em toda sua história na competição (10º lugar), só conseguindo a classificação para o torneio continental por ter avançado das oitavas às quartas de final, terminando a disputa na 6ª colocação geral. Apesar da campanha irregular, o time da capital do país conseguiu garantir uma vaga na Liga Sul-Americana, com isto ganhando a oportunidade de se redimir.

Para a temporada 2015-2016, o Time dos Lobos Guarás foi ao mercado e contratou cinco reforços – os armadores Deryk Ramos, ex-Limeira, e Jefferson Campos, que estava no Pinheiros, os alas Diego, ex-Palmeiras, e Pilar, ex Paulistano, e o pivô André Coimbra, que havia disputado o NBB por Franca. Além disso, a equipe manteve no elenco seus principais atletas, como o armador Fúlvio, o ala Arthur, os alas-pivôs Guilherme Giovannoni e Lucas Cipolini, e o pivô Ronald Reis.

Após uma boa preparação na Argentina, onde fez uma turnê de amistosos na sua Pré-temporada, a equipe do técnico José Carlos Vidal teve como primeiro compromisso oficial na temporada a própria Liga Sul-Americana. Em Santiago, no Chile, o esquadrão do Distrito Federal ficou com a liderança do Grupo B do torneio ao levar a melhor sobre Quilmes, da Argentina (93 x 76), e Colo-Colo, do Chile (79 x 64), nas duas primeiras rodadas. Mesmo com a derrota para o Atenas, do Uruguai, na rodada final, por 101 x 91, a classificação à Segunda Fase e a liderança da chave estavam garantidas.

Na fase semi-final, realizada em Montevidéu, no Uruguai, o Brasília teve como adversários o Obras Sanitarias e o Quilmes, ambos da Argentina, e o Malvin, do Uruguai. Neste dificílimo quadrangular, o time brasileiro venceu todos os duelos, ficando com a liderança do Grupo E e avançando à Final. Na primeira rodada, sufoco contra o Obras (72 x 68). Depois, confirmação da vaga na decisão com o emocionante triunfo sobre o anfitrião Malvin, decretado com uma enterrada de Ronald Reis nos últimos segundos (77 x 75). Já classificado, o time candango fechou sua participação na fase com novo triunfo sobre o Quilmes (73 x 69).

Com a vaga na final garantida, o Time dos Lobos Guarás somente aguardou a definição do adversário do Grupo F, que contava com a presença de dois clubes brasileiros, o Mogi das Cruzes e o Franca, sem que nenhum deles tenha conseguido o acesso à decisão, que ficou nas mãos do San Martin de Corrientes, que estava invicto antes da disputa do título contra Brasília, com seis vitórias em seis partidas na Sul-Americana 2015 (100% de aproveitamento).

Mesmo com o retrospecto positivo dos argentinos, o Brasília partiu para cima com atitude, e começou a final vencendo. Atuando ao lado de sua torcida, no Ginásio da ASCEB, a equipe comandada pelo técnico José Carlos Vidal levou a melhor no primeiro jogo de maneira dramática, com uma bola de 3 de Deryk Ramos nos segundos finais da prorrogação, vencendo por 94 x 92. No final, Deryk deixou a quadra com expressivos 28 pontos, sete assistências e com a moral lá em cima.

Com aproximadamente cinco minutos de bola em jogo, o Brasília sofreu uma perda crucial: o armador Fúlvio. Após infiltração pra cima da defesa argentina, o camisa 11 da equipe candanga pisou no pé do pivô adversário e torceu o tornozelo, o que o impossibilitou de atuar no restante da partida. Entrou em cena então o jovem armador reserva Deryk Ramos. E entrou para fazer história, pois dali em diante ele escreveu sua história, vindo a ser aclamado MVP da Liga Sul-Americana 2015!

Na primeira partida da final, depois de ver o San Martin ser superior no primeiro período e abrir dez pontos (23 x 13), o Brasília entrou na segunda parcial com outra pegada e mudou a história da partida. Melhores na defesa e precisos nas finalizações, os donos da casa ganharam a etapa por 26 x 15 e foram para os vestiários na frente por 39 x 38. Na reta final do último quarto, o San Martin chegou a abrir cinco pontos de frente (79 x 74) restando pouco mais de três minuto para acabar. No entanto, o Brasília reagiu de maneira espetacular, emplacando uma corrida de 9 x 0 em pouco mais de um minuto e meio e virando o jogo para 83 x 79 quando o cronômetro apontava menos de dois minutos para o fim. Apesar dos quatro tentos de vantagem, os donos da casa não souberam administrar a diferença adquirida e permitiram a reação do argentinos. Mesmo com diversos erros no minuto final, os argentinos empataram a partida após erro de lance livre de Ronald a sete segundos do fim (84 x 82) e linda bandeja de Ciorciari no contra-ataque no estouro do cronômetro: 84 x 84.

Primeiro jogo da final em Brasília

Na prorrogação, restando 25 segundos para o fim, o San Martin vencia por 92 x 91. Após 19 segundos de posse trabalhada pelo time brasiliense, Deryk efetuou um arremesso de 2 pontos sobre o pivô norte-americano Jeremiah Wood, que o marcou bem e impediu a cesta. O rebote de ataque ficou com Lucas Cipolini, que rapidamente passou para Giovannoni aberto no perímetro. Marcado, o ala-pivô chegou a fintar um defensor, mas não encontrou espaço para o arremesso, preferindo acionar a Deryk, que livre na linha de 3 pontos, converteu o arremesso longo faltando 1,6 segundos para o fim: UniCeub Brasília 84 x 82 San Martin.

Deryk Ramos, com apenas 21 anos, mostrou a personalidade de um veterano, deixando a quadra com impressionantes 28 pontos e 7 assistências, vindo do banco e se tornando o responsável pela bola da vitória. Além de Deryk, outros dois jovens jogadores fizeram a diferença no triunfo do Brasília: o pivô Ronald Reis foi responsável por um duplo-duplo: 13 pontos e 12 rebotes, e o ala-armador Jéfferson Campos deixou a quadra com 12 pontos e 6 rebotes. Ambos apareceram em momentos cruciais da partida e tiveram grande parcela de contribuição no resultado obtido.

Como teve a melhor campanha antes da decisão, o San Martin de Corrientes foi dono do mando de quadra na final e por isso teve o direito de disputar as duas partidas finais da decisão em sua casa. Mas nem o mando de quadra foi capaz de parar o Brasília. Em Corrientes, a equipe do Planalto Central se impôs. O título foi conquistado com um nova bola de 3 pontos de Deryk praticamente no estouro do cronômetro.

Brasília vs San Martin em Corrientes

Para acertar a bola da vitória mais uma vez, Deryk precisou mostrar personalidade e maturidade para se recuperar de um erro que poderia ter custado o jogo. Quando os candangos venciam por três pontos (79 x 76), o jovem fez uma falta no ato do arremesso de 3 pontos no jogador argentino e assim deu a ele três lances livres restando cinco segundos para o fim. O adversário não desperdiçou as cobranças e empatou o jogo. Mas quando teve a posse, Deryk não se abalou, recebeu belo passe de Giovannoni e acertou a bola de 3 pontos com menos de um segundo para acabar, dando a vitória e o título ao time brasileiro. A história do Jogo 1 se repetiu, Deryk voltou a aparecer no fim, a equipe do Distrito Federal tornou a bater o San Martin, desta vez em Corrientes, na Argentina, por 82 x 79, fechando a série melhor de três da decisão em 2 x 0, sem a necessidade de uma terceira partida também em Corrientes. O time do técnico José Carlos Vidal ficou com o título e acrescentou seu terceiro troféu da Liga Sul-Americana na história.


Ao final do segundo duelo, no qual somou 19 pontos e foi o cestinha do Brasília mais uma vez, Deryk Ramos, de apenas 21 anos, foi eleito o MVP da Final da Liga Sul-Americana. Somando as duas partidas da decisão, o armador acumulou média de 23,5 pontos e foi considerado “o cara” do título da agremiação da capital do Brasil. No total, Deryk foi o quarto maior anotador do torneio, com 104 pontos e média de 13,0 tentos por partida.

Deryk Ramos, herói e MVP da Final

Mas não há como falar do tricampeonato do Brasília sem falar de outros nomes cruciais na conquista, como Ronald Reis, Jefferson Campos e Guilherme Giovannoni. O primeiro mostrou uma evolução assustadora em relação aos anos anteriores e foi um verdadeiro monstro na Sul-Americana, com direito inclusive a bola da vitória sobre o Malvin que selou a classificação candanga à final do torneio. Guilherme Giovannoni mostrou que é incansável e aos 35 anos o ala-pivô registrou 14 pontos e 9 rebotes na partida do título e deixou a quadra com 17 de eficiência. De quebra, o jogador foi o segundo maior cestinha da Liga Sul-Americana 2015, com média de 15,9 pontos, além de ser o terceiro maior reboteiro, com 7,1 sobras por jogo, atrás apenas de seu companheiro de equipe Ronald Reis (7,3) e do pivô norte-americano Jeremiah Wood, do San Martin (8,4), que ainda foi o cestinha do torneio, com média de 18,5 pontos por duelo.

E por falar em leitura de jogo, como não citar o armador Fúlvio, que superou uma torção no tornozelo sofrida no Jogo 1 da Final e comandou o Brasília com tamanha maestria não só em Corrientes, mas em toda a Liga Sul-Americana. Já o experiente ala Arthur também foi um dos heróis da conquista, principalmente no primeiro duelo, em que retornou às quadras após quase um mês parado e registrou 21 pontos, sendo 16 deles no terceiro quarto. Cipolini, Pilar, André Coimbra, Diego Pinheiro, Victor Pureza, Bruno Felipe e todos os demais componentes do elenco, incluindo os integrantes da comissão técnica, também tiveram suas parcelas de contribuição, sejam elas dentro ou fora de quadra. Essa união e força do grupo fizeram do Brasília um grande merecedor do título.


Confira os resultados do Brasília na Liga Sul-Americana 2015:

Primeira fase – Grupo B (Santiago – Chile) – 13 a 15 de outubro

Quilmes de Mar del Plata (ARG) 76 x 93 UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília

UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília 79 x 64 Colo-Colo (CHI)

UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília 91 x 101 Atenas (URU)

Fase semifinal – Grupo E (Montevidéu – Uruguai) – 10 a 12 de novembro

Obras Sanitarias (ARG) 68 x 72 UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília

UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília 77 x 75 Malvin (URU)

Quilmes de Mar del Plata 69 x 73 UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília

Final – Brasília x San Martín de Corrientes (ARG)

Jogo 1 (em Brasília (DF)): UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília 94 x 92 San Martín
Parciais: 13 x 23 / 26 x 15 (39 x 38) / 27 x 28 (66 x 66) / 18 x 18 (84 x 84) / 10 x 8 (94 x 92)
Brasilia: Fulvio Chiantia (0), Jéfferson Campos (12), Arthur Belchor (21), Guilherme Giovannoni (11) e Ronald Reis (13).
Téc: José Carlos Vidal. Banco: Deryk Ramos (28), Diego Pinheiro (0), Henrique Pilar (3), Lucas Cipolini (6) e André Luiz Coimbra (0).
San Martin: Diego Ciorciari (9), Larry O'Bannon (13), Matías Lescano (14), Aleksandar Georgiev (5) e Jeremiah Wood (24).
Téc: Sebastián González. Banco: Enzo Cafferata (0), Mateo Bolivar (5), Miguel Gerlero (11), Mariano Fierro (8) e Matías Bortolin (3).

Jogo 2 (em Corrientes (ARG)): San Martín 79 x 82 UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília
Parciais: 17 x 16 / 18 x 26 (35 x 42) / 18 x 18 (53 x 60) / 26 x 22 (79 x 82)
Brasilia: Deryk Ramos (19), Jéfferson Campos (9), Arthur Belchor (3), Guilherme Giovannoni (14) e Ronald Reis (9).
Téc: José Carlos Vidal. Banco: Fulvio Chiantia (6), Diego Pinheiro (4), Henrique Pilar (2), Lucas Cipolini (13) e André Luiz Coimbra (3).
San Martin: Diego Ciorciari (13), Miguel Gerlero (7), Matías Lescano (13), Mariano Fierro (12) e Jeremiah Wood (17).
Téc: Sebastián González. Banco: Enzo Cafferata (3), Mateo Bolivar (3), Larry O'Bannon (4), Aleksandar Georgiev (7) e Matías Bortolin (0).

UniCEUB Brasília: Campeão Sul-Americano de 2015

quinta-feira, 28 de março de 2013

O Maior Time da História do Basquete Brasileiro

The most successful team in the Brazilian basketball club's history 



O projeto do maior time da história do basquete brasileiro começou em Ribeirão Preto, em 1997, reunindo "sobras" de vários projetos organizados no interior do Estado de São Paulo durante os anos 90, especialmente com a migração de alguns gestores do extinto Dharma Yara, de Franca, que encerrou suas atividades no fim de 1996. Logo no 1º ano de atividades, o time conseguiu ser 5º lugar na Liga Nacional e Vice-campeão Paulista, perdendo a final para o Franca.

Em 1998, Guerrinha, que havia vestido a camisa do COC no ano anterior, tornou-se o técnico da equipe, que no primeiro ano chamava-se Polti/Ribeirão Preto e em 98 tornou-se COC/Ribeirão Preto, passando a estar sob a tutela e o financiamento das Faculdades COC. Logo no 2º ano do projeto, o time chegou à final da Liga Nacional contra Franca. O time do COC chegou a abrir 2 X 0, mas Franca virou a série e fechou em 3 x 2.

Em 2000 o técnico do time passou a ser Lula Ferreira, e ali se iniciou a era de conquistas. No ano seguinte, 2001, o time chegou à sua segunda final de Liga Nacional, amargando novamente um Vice-campeonato, tendo perdido a final para o Vasco por 3 x 0. O time de 2001 jogava com Nezinho, Alex Garcia, Renato Lamas, Márcio Cipriano e Tiagão. No segundo semestre, a equipe conquistou seu primeiro Campeonato Paulista, batendo o Uniara/Araraquara na final, time que também amargaria o Vice no ano seguinte, quando o COC foi Bi-campeão, e invicto, com sensacionais 39 vitórias seguidas. O time no Bi jogava com: Nezinho, Alex Garcia, Renato Lamas, Guilherme Giovannoni e Márcio Cipriano. O banco tinha Eric Tatu, Arthur Belchor e Tiagão.

Em 2003 a consagração máxima: Campeão da Liga Nacional (sobre Uberlândia) e Tri-campeão Paulista (sobre o Corinthians/Mogi). O time do COC em 2003: Nezinho, Alex Garcia, Renato Lamas, Márcio Cipriano e Tiagão. Banco: Eric Tatu, Arthur, Lucas Tischer e Rafael Hettsheimeir.

Em 2004 o time foi Tetra, vencendo o Winner/Limeira na final. Depois desta final, Alex, principal nome do time, foi jogar na NBA, o COC ficou fora da final da Liga Nacional, mas faturou mais uma vez o Paulista. O time do COC em 2004: Nezinho, Arthur, Renato Lamas, Márcio Cipriano e Tiagão. Banco: Eric Tatu, Lucas Tischer e Rafael Hettsheimeir.

Em 2005 o time conseguiu o inédito Penta-campeonato Paulista, batendo o Paulistano, de Renato Lamas, ex-COC, na finalíssima. Alex Garcia não jogou a Liga Nacional, mas voltou para jogar o Paulista. O time do COC Penta-campeão em 2005: Nezinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Márcio Cipriano e Lucas Tischer. No banco estava o pivô originário da Geórgia: Davit Berdzenishvili.


Em 2006 o time se classificou para a final da Liga Nacional contra o arqui-rival Franca, mas uma briga judicial impediu a realização da disputa e o campeonato daquele ano ficou "sem campeão". A confusão instaurada no basquete brasileiro por conta deste problema levou ao fim da equipe do COC/Ribeirão Preto. O time da temporada 2006 jogava com: Nezinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Márcio Cipriano e Paulão Prestes.

O projeto mudou então de Faculdades e de cidade, foi absorvido pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e foi abrigado em Brasília. E voltou a ser Campeão, desta vez da Liga Nacional. O time era agora comandado por José Carlos Vidal, e jogava com Nezinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Márcio Cipriano e Alírio, e com um banco com os veteranos Ratto e Pipoka. Este time foi Campeão da Liga Nacional 2007, vencendo Franca por 3 x 1 na final. Após o título, Alex partiu para uma nova aventura internacional, desta vez para jogar em Israel. Nezinho também deixou o time, indo defender o Winner Limeira. E o time sentiu a saída dos dois.

O projeto do Universo já existia antes da chegada deste grupo de jogadores, e com mais de uma equipe; foi iniciado em 2002, com as equipes do Universo/Ajax, de Goiás, e o Universo/Minas, em parceria com o Minas Tênis Clube. Em 2004 entrou a terceira equipe do Universo na Liga Nacional, o Universo/Brasília, no torneio que tinha também o COC/Ribeirão Preto. No ano seguinte, 2005, a parceria em Minas foi encerrada e voltaram a haver só duas equipes: Ajax e Brasília. Só em 2007 o "projeto" recebeu os jogadores do ex-time de Ribeirão Preto, e Brasília foi a cidade escolhida para abrigá-los.

Na temporada 2008, para repor a saída de Nezinho e Alex, foram contratados Valtinho e o norte-americano Maurice Spillers. O time voltou a ser comandado por Lula Ferreira, jogando com Valtinho, Maurice Spillers, Arthur, Márcio Cipriano e Estevam foi Vice-campeão da Liga Nacional, perdendo a final para o Flamengo por 3 x 0.


Na temporada 2009, Alex Garcia voltou. O time era praticamente o mesmo: Valtinho, Alex Garcia, Arthur, Márcio Cipriano e Estevem, e novamente foi Vice-campeão da Liga Nacional, perdendo novamente para o Flamengo na final, desta vez por 3 a 2. Ainda assim, escalou um degrau e conquistoui o 1º título internacional deste grupo, campeão da Liga das Américas, vencendo o Quadrangular Final jogado em Xalapa, no México, contra os mexicanos do Halcones Xalapa, os uruguaios do Biguá, e o também brasileiro Minas Tênis Clube.

Decidido a recuperar a posição mais alta do basquete brasileiro, o Universo recontratou Nezinho, e repatriou Guilherme Giovannoni, que havia jogado neste grupo em 2002, à época do COC/Ribeirão Preto. O time de Lula Ferreira, jogou a Temporada 2009-10 com Valtinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Guilherme Giovannoni e Márcio Cipriano, e com Nezinho e Estevam no banco. O time vingou-se do Flamengo, fez 3 a 2 na final e voltou a sagrar-se Campeão Nacional.

Nezinho, Alex Garcia e Guilherme Giovannoni - um Trio de Aço

Para a temporada 2010-11 houve mais uma mudança de universidade na história deste grupo, depois das Faculdades COC e do Universo, o grupo passou a ser abrigado pelo Centro Universitário de Brasília (Faculdades UniCEUB). Desavenças políticas levaram o Universo a trocar Brasília por Uberlândia. Com a mudança saíram Valtinho e Estevam, que foram defender as cores da equipe mineira, e o técnico Lula Ferreira, substituído por José Carlos Vidal. O grupo que sobrou, trocando as cores azul e branca do Universo pelo vermelho e branco da UniCEUB, ganhou as Ligas Nacionais 2010-11 (sobre Franca na final) e 2011-12 (sobre São José na final) e a Liga Sul-Americana 2010 (sobre o Flamengo na final). O time: Nezinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Guilherme Giovannoni e Lucas Tischer, com Márcio Cipriano e Alírio no banco.

A temporada 2012-13 foi a primeira sem títulos ou resultados expressivos. O time acabou eliminado nas quartas de final da Liga Nacional por São José, perdendo a série por 3 x 2 com uma derrota no quinto jogo em plena Brasília. Vidal então deixou de ser o técnico e o projeto buscou renovação com a contratação do argentino Sérgio Hernández, tri-campeão argentino das temporadas 2009-10, 2010-11 e 2011-12 com o Peñarol de Mar del Plata, para ser o novo treinador. Com ele no comando, o time foi Campeão da Liga Sul-Americana, mas não foi além das quartas de final na Liga Nacional 2013-14.

O projeto passou por uma grande reformulação ao fim desta temporada, quando saíram Alex Garcia e Nezinho, dois de seus pilares mais importantes dentro de quadra. A temporada 2014-15 não foi muito boa, mas no fim de 2015, o time de Brasília voltou a conquistar a Liga Sul-Americana, igualando-se ao Atenas de Córdoba como os dois maiores vencedores na história do torneio até então, com três títulos cada.



Resumo da história deste time:

2001 - Campeão Paulista e Vice-campeão Brasileiro
Nezinho, Alex Garcia, Renato Lamas, Márcio Cipriano e Tiagão. Téc: Lula Ferreira

2002 - Bi-campeão Paulista (Invicto)
Nezinho, Alex Garcia, Renato Lamas, Guilherme Giovannoni e Márcio Cipriano. Téc: Lula Ferreira
Banco: Eric Tatu, Arthur Belchor e Tiagão

2003 - Tri-campeão Paulista e Campeão Brasileiro
Nezinho, Alex Garcia, Renato Lamas, Márcio Cipriano e Tiagão. Téc: Lula Ferreira
Banco: Eric Tatu, Arthur Belchor, Lucas Tischer e Rafael Hettsheimeir

2004 - Tetra-campeão Paulista
Nezinho, Arthur Bechior, Renato Lamas, Márcio Cipriano e Tiagão. Téc: Lula Ferreira
Banco: Eric Tatu, Lucas Tischer e Rafael Hettsheimeir

2005 - Penta-campeão Paulista
Nezinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Márcio Cipriano e Lucas Tischer. Téc: Lula Ferreira
Banco: Davit Berdzenishvili

2006 - Finalista da Liga Nacional (não houve campeão)
Nezinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Márcio Cipriano e Paulão Prestes. Téc: Lula Ferreira

2007 - Campeão Brasileiro
Nezinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Márcio Cipriano e Alírio. Téc: José Carlos Vidal
Banco: Ratto e Pipoka

2008 - Vice-campeão Brasileiro
Valtinho, Maurice Spillers, Arthur Belchor, Márcio Cipriano e Estevam. Téc: Lula Ferreira

2009 - Campeão da Liga das Américas e Vice-campeão Brasileiro
Valtinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Márcio Cipriano e Estevem. Téc: Lula Ferreira

2010 - Campeão Brasileiro
Valtinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Guilherme Giovannoni e Márcio Cipriano. Téc: Lula Ferreira
Banco: Nezinho e Estevam

2011 - Bi-campeão Brasileiro e Campeão da Liga Sul-Americana
Nezinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Guilherme Giovannoni e Lucas Tischer. Téc: José Carlos Vidal
Banco: Márcio Cipriano e Alírio

2012 - Tri-campeão Brasileiro
Nezinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Guilherme Giovannoni e Lucas Tischer. Téc: José Carlos Vidal
Banco: Márcio Cipriano e Alírio

2013
Nezinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Guilherme Giovannoni e Paulão Prestes. Téc: José Carlos Vidal
Banco: Eric Tatu, Márcio Cipriano e Alírio

2013/14 - Campeão da Liga Sul-Americana
Nezinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Guilherme Giovannoni e Marcus Goree. Téc: Sérgio Hernández
Banco: Martin Osimani, Isaac Gonçalves e Ronald Reis

2014/15
Fulvio, Kyle LaMonte, Arthur Belchor, Guilherme Giovannoni e Lucas Cipolini. Téc: José Carlos Vidal
Banco: Fred, Isaac Gonçalves e Ronald Reis

2015/16 - Campeão da Liga Sul-Americana
Fulvio, Deryk Ramos, Arthur Belchor, Guilherme Giovannoni e Ronald Reis. Téc: José Carlos Vidal
Banco: Jefferson Campos, Pilar e Lucas Cipolini


PENTA Campeão Paulista.
PENTA Campeão Brasileiro.
TRI-campeão Sul-Americano.
Campeão da Liga das Américas.




Equipe na temporada 2011-12


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

História da Liga das Américas

The History of the Fiba Americas League, Basketball
História de la Liga de las Americas de Baloncesto

A FIBA Americas organizou a Liga das Américas como anseio para ter um representante do continente no projeta de um novo Mundial de Clubes. Enquanto não via a competição mundial sair do papel, a Liga cresceu e se desenvolveu.

A primeira edição teve os quatro quadrangulares da Primeira Fase entre dezembro de 2007 e janeiro de 2008. O Quadrangular Final foi em fevereiro de 2008. A idéia original era ter sempre 8 equipes da América do Sul e 8 equipes das Américas Central e do Norte.

Assim foi organizada a 1ª Liga das Américas. Eram 8 sul-americanos: 3 argentinos, 3 brasileiros, 1 uruguaio e 1 chileno. E 8 centro-norte-americanos: 3 mexicanos, 2 portorriquenhos, 1 dominicano e 2 times da Premier Basketball League, uma liga secundária dos Estados Unidos.

Mas a tentativa de ter equipes de ligas menores dos EUA não passou da primeira edição. A partir de então ficou difícil manter a paridade 8+8 entre os Hemisférios Sul e Norte, tendo-se, para manter o torneio com 12 equipes, que aumentar a quantidade de equipes do Brasil, da Argentina e do México.

Para 2013, um novo modelo foi testado, uma integração entre a Liga Sul-Americana e a Liga das Américas, na qual os dois primeiros colocados de cada um dos quatro grupos da Primeira Fase da Liga Sul-Americana classificavam-se para a Liga das Américas. Foram 16 equipes jogando a Liga Sul-Americana e lutando para estar na Liga das Américas: 4 da Argentina, 4 do Brasil, 2 do Uruguai, 2 da Venezuela e Chile, Equador, Bolívia e Peru com 1 representante cada. Os 8 classificados se encontrariam com os times das Américas Central e do Norte. Mas os argentinos desistiram por incompatibilidade de datas com seus play-offs, e os venezuelanos mandaram os dois times do Jogo das Estrelas de sua liga, ao invés de duas equipes; o torneio ficou com só 12 equipes.

Participantes e Campeões da Ligas das Américas

2008

Peñarol de Mar Del Plata
Pablo Rodríguez, Quincy Wadley, Juan Locatelli, Jason Osborne e Román González.
Téc: Sérgio Hernández

Estrangeiros do campeão: Quincy Wadley e Jason Osborne, ambos dos EUA.

MVP: Quincy Wadley


2009

Universo Brasília
Valtinho, Alex Garcia, Arthur Belchor, Márcio Cipriano e Estevam.
Téc: Lula Ferreira

Estrangeiros do campeão: nenhum

MVP: Alex Garcia


2010

Peñarol de Mar Del Plata
Pablo Rodríguez, Kyle LaMonte, Marcos Mata, Léo Gutiérrez e Martin Leiva.
Téc: Sérgio Hernández

Estrangeiros do campeão: Kyle LaMonte, dos EUA

MVP: Kyle LaMonte


2011

Regatas de Corrientes
Carl Edwards, Javier Martínez, Ramzee Stanton, Federico Kammerichs e Eduardo Villares.
Téc: Fabio Demti

Estrangeiros do campeão: Carl Edwards e Ramzee Stanton, ambos dos EUA, e Javier Martinez, do Paraguai.

MVP: Federico Kammerichs


2012

Pioneros de Quintana Roo
Pedro Meza, Christopher Hernández, Robert Hornsby, Michael Williams e Ikechukwo Ofoegbu.
Téc: Josep "Pep" Clarós

Estrangeiros do campeão: Robert Hornsby e Michael Williams, ambos dos EUA, e Ikechukwo Ofoegbu, da Nigéria. Chris Hernández é norte-americano, filho de mexicana, tendo dupla nacionalidade. O treinador, Pep Clarós, é da Espanha.

MVP: Chris Hernández


2013


Pinheiros
Joe Smith, Shamell Stallworth, Márcio Dornelles, Rafael Mineiro e Bruno Fiorotto.
Téc: Cláudio Mortari

Estrangeiros do campeão: Joe Smith e Shamell Stallworth, ambos dos EUA, e, no banco, Guillermo Araujo, do Paraguai.

MVP: Shamell Stallworth


2014

Flamengo
Nicolás Laprovittola, Marcelinho Machado, Marquinhos, Olivinha e Jerome Meyinsse.
Téc: José Alves Neto

Estrangeiros do campeão: Nicolás Laprovittola, da Argentrina, e Datona Tony Washam e Jerome Meyinsse, ambos dos EUA.

MVP: Marcelinho Machado

Veja também: Pela 1ª vez na história, final da Liga das Américas foi entre 2 times do mesmo país


2015

Bauru
Ricardo Fischer, Alex Garcia, Robert Day, Murilo Becker e Rafael Hettsheimeir.
Téc: Jorge Guerra, "Guerrinha"

Estrangeiros do campeão: Larry Taylor (naturalizado brasileiro) e Robert Day, ambos dos EUA.

MVP: Alex Garcia


2016

Guaros de Lara
Tyshawn Taylor, Zachary Graham, Damien Wilkins, Luis Bethelmy e Néstor Colmenares.
Téc: Néstor "Che" Garcia

Estrangeiros do campeão: Tyshawn Taylor, Zachary Graham e Damien Wilkins, todos dos EUA.

MVP: Damien Wilkins


2017

Guaros de Lara
Heissler Guillent, Zachary Graham, Lazar Hayward, Luis Bethelmy e Gregory Echenique
Téc: Jorge Arrieta

Estrangeiros do campeão: Zachary Graham e Lazar Hayward, ambos dos EUA.

MVP: Zachary Graham



2018

San Lorenzo
Nicolás Aguirre, Dar Tucker, Marcos Mata, Gabriel Deck e Javier Justiz Ferrer
Téc: Gonzalo Garcia

Estrangeiros do campeão: Dar Tucker (EUA/Jordânia) e Javier Justiz Ferrer (Cuba). No banco, ainda havia Joel Anthony, do Canadá, pivô ex-NBA.

MVP: Gabriel Deck



2019

San Lorenzo
Nicolás Aguirre, Dar Tucker, Marcos Mata, Jerome Meyinsse e Joel Anthony
Téc: Gonzalo Garcia

Estrangeiros no campeão: Dar Tucker (EUA/Jordânia), Jerome Meyinsse (EUA) e Joel Anthony (Canadá). No banco ainda havia Donald Sims (EUA).

MVP: Dar Tucker



Competição substituída a partida da temporada 2019/20 pela
Basketball Champions League Americas: ver história aqui



Os Campeões das 12 edições da Liga das Américas:




sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

História da Liga Sul-Americana: 2008 a 2017

The History of the South American League, Basketball
História de la Liga Sudamericana de Baloncesto

1996-2007  //  2008-2017  //  2018-....


Se nos tempos do Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões a supremacia era do Brasil (foram 22 títulos de equipes brasileiras contra 9 da Argentina), na era da Liga das Américas a supremacia mudou de lado, entre 1996 e 2007, em 11 edições, foram 8 títulos para a Argentina e 3 para o Brasil. Abaixo, segue a continuação da história, da edição de 2008 a 2017.

Os demais países seguiam quase não tendo vez, com a Liga Sul-Americana só se dividindo entre argentinos e brasileiros na final do torneio. Mas em 2017, um clube venezuelano que marcou uma época no basquete do continente furou esta bipolaridade e se sagrou campeão, o Guaros de Lara.

Neste período, outros dois jogadores conseguiram atingir a marca de tri-campeões da Liga Sul-Americana, igualando o feito obtido por Diego Osella com o Atenas de Córdoba, igualaram-se a ele Guilherme Giovannoni e Arthur Belchor, que conquistaram três títulos com o Brasília.

Arthur Belchor e Guilherme Giovannoni


Edições de 2008 a 2017:

2008

Regatas Corrientes
Alejandro Montecchia, Javier Martinez, Damián Tintorelli, Roberto López e Chuckie Robinson
Téc: Silvio Santander
Sexto jogador: Ramzee Stanton. Banco: Diego Cavaco

Flamengo
Hélio, Marcelinho Machado, Amiel Vega, Alírio e Fernando Coloneze
Téc: Paulo "Chupeta" Sampaio
Sexto jogador: Duda Machado

Estrangeiros na final: de Corrientes, Javier Martinez, do Paraguai, Chuckie Robinson e Ramzee Stanton, estes 2 dos EUA, no Flamengo, Amiel Vega, de Cuba.

MVP: Alejandro Montecchia

Final: Regatas 95 x 72 (c) e 63 x 56 (c), Flamengo 98 x 79 (c) e 86 x 79 (c), e Regatas 73 x 65 (c)


2009.I

Flamengo
Hélio, Duda Machado, Marcelinho Machado, Jéfferson Willian e Rafael Araújo "Baby"
Téc: Paulo "Chupeta" Sampaio
Sexto jogador: Fernando Coloneze

Quimsa
Júlio Mazzaro, Jonathan Treise, Gabriel Mikulas, Wanderson e Ramel Allen
Téc: Carlos Romano
Sexto jogador: Victor Cajal

Estrangeiros na final: no Quimsa, Wanderson, do Brasil, Jonathan Treise e Ramel Allen, estes 2 dos EUA.

MVP: Marcelinho Machado

Final: Flamengo 98 x 96 Quimsa, em Santiago del Estero


2009.II

Quimsa
Dionísio Gomez, Júlio Mazzaro, Jonathan Treise, Albert White e Román González
Téc: Carlos Romano
Sexto jogador: Damián Tintorelli

Libertad Sunchales
Diego Alba, Sebastián Ginóbili, Cleotis Brown, Andrés Pelussi e Ruben Wolkowyski
Téc: Juan Carlos Parola
Sexto jogador: Tyler Field

Estrangeiros na final: no Quimsa, Dionísio Gomez, do Panamá, Jonathan Treise e Albert White, estes 2 dos EUA; no Libertad, Cleotis Brown e Tyler Field, ambos dos EUA.

MVP: Júlio Mazzaro

Final: Quimsa 87 x 77 Libertad, em Santiago del Estero


2010

Uniceub/Brasília
Nezinho, Alex Garcia, Arthur, Guilherme Giovannoni e Lucas Tisher
Téc: José Carlos Vidal
Sexto jogador: Márcio Cipriano

Flamengo
Hélio, Duda Machado, Marcelinho Machado, Jéfferson Willian e Rafael Araújo "Baby"
Téc: Paulo "Chupeta" Sampaio
Sexto jogador: Guilherme Teichmann

Estrangeiros na final: nenhum.

MVP: Guilherme Giovannoni

Final: Brasília 96 x 86 Flamengo, no Rio de Janeiro


2011

Obras Sanitarias
Martin Osimani, Julio Mazzaro, Tony Washam, Theron Smith e Juan Gutiérrez
Téc: Julio Lamas
Sexto jogador: Tyler Field

Pinheiros
Juan Pablo Figueroa, Shamell Stallworth, Marquinhos, Olivinha e Morro
Téc: Cláudio Mortari
Sexto jogador: Paulinho Boracini

Estrangeiros na final: no Pinheiros, Figueroa, da Argentina, e Shamell Stallworth, dos EUA; no Obras, Martin Osimani, do Uruguai, Tony Washam, Theron Smith e Tyler Field, estes 3 dos EUA.

MVP: Juan Gutiérrez

Final: Obras Sanitárias 88 x 73 Pinheiros, em Buenos Aires


2012

Regatas Corrientes
Paolo Quinteros, Javier Martinez, Tony Washam, Federico Kammerichs e Jerome Meyinsse
Téc: Nicolás Casalánguida
Sexto jogador: Nicolás Romano

UniCeub Brasília
Nezinho, Alex Garcia, Arthur, Guilherme Giovannoni e Alírio
Téc: José Carlos Vidal
Sexto jogador: Márcio Cipriano

Estrangeiros na final: de Corrientes, Javier Martinez, do Paraguai, Tony Washam e Jerome Meyinsse, estes 2 dos EUA.

MVP: Paolo Quinteros

Quadrangular Final em Corrientes: tríplice empate entre Regatas, UniCeub e Flamengo, tendo o time de Corrientes sido campeão no saldo de cestas


2013

UniCeub/Brasília
Nezinho, Alex Garcia, Arthur, Guilherme Giovannoni e Marcus Goree
Téc: Sérgio Hernández
Sexto jogador: Martin Osimani

Aguada
Leandro Garcia Morales, Federico Bavosi, Cedric McGowan, Dwayne Curtis e Jeremis Smith
Téc: Javier Spíndola
Sexto jogador: Pablo Morales

Estrangeiros na final: em Brasília, Martin Osimani, do Uruguai, e Marcus Goree, dos EUA. No Aguada, um trio norte-americano: Cedric McGowan, Dwayne Curtis e Jeremis Smith

MVP: Guilherme Giovannoni

Final: UniCeub/Brasília 93 x 81 Aguada, em Montevidéu



2014

Bauru
Ricardo Fischer, Alex Garcia, Robert Day, Jéfferson Willian e Rafael Hettsheimer
Téc: Jorge Guerra, Guerrinha
Sexto jogador: Larry Taylor

Mogi
Elinho Corazza, Shamell Stallworth, Thomas Gehrke, Tyrone Curnell e Gérson Santo
Téc: Paco Garcia
Sexto jogador: Guilherme Filipin

Estrangeiros na final: em Bauru, Larry Taylor e Robert Day, dos EUA. No Mogi, Shamell Stallworth e Tyrone Curnell, também dos EUA

MVP: Alex Garcia

Final: Bauru 79 x 53 Mogi


2015

UniCeub/Brasília
Deryk Ramos, Jéfferson Campos, Arthur Belchor, Guilherme Giovannoni e Ronald Reis
Téc: José Carlos Vidal
Sexto jogador: Fulvio Chiantia

San Martin de Corrientes
Diego Ciorciari, Larry O'Bannon, Matías Lescano, Aleksandar Georgiev e Jeremiah Wood
Téc: Sebastián González
Sexto jogador: Mariano Fierro

Estrangeiros na final: no San Martin, Larry O'Bannon e Jeremiah Wood, dos EUA, e Aleksandar Georgiev, da Bulgária.

MVP: Deryk Ramos

Final: UniCeub/Brasília 94 x 92 (c) e 82 x 79 (f) San Martin

2016

Mogi
Larry Taylor, Shamell Stallworth, Jimmy Dreher, Tyrone Curnell e Caio Torres
Téc: Jorge Guerra, Guerrinha
Sexto jogador: Guilherme Filipin

Weber Bahia Blanca
Gason Whelan, Juan Pablo Vaulet, Lucio Redivo, Jamaal Levy e Anthony Johnson
Téc: Sebastián Ginobili
Sexto jogador: Maximo Fjellerup

Estrangeiros na final: Larry Taylor, Shamell Stallworth e Tyrone Curnell, todos dos EUA, no Mogi, e Anthony Johnson, dos EUA, e Jamaal Levy, do Panamá, no Bahia Basket.

MVP: Shamell Stallworth

Final: Mogi 77 x 72 (c), 80 x 77 (c) e 84 x 81 (f) Weber Bahia


2017

Guaros de Lara
Heissler Guillent, José Gregorio Vargas, Luis Bethelmy, Néstor Colmenares e Gregory Echenique
Téc: Fernando Duró
Sexto jogador: Carlos Cabezas

Estudiantes de Concórdia
Leandro Vildoza, Rigoberto Mendoza, Alejandro Zurbriggen, Anthony Smith e David Doblas
Téc: Lucas Victoriano
Sexto jogador: Mateo Bolivar

Estrangeiros na final: Carlos Cabezas, da Espanha, no Guaros de Lara, e Rigoberto Mendoza, da República Dominicana, Anthony Smith, dos EUA, e David Doblas, da Espanha, os três do Estudiantes.

MVP: Heissler Guillent

Final: Guaros 77 x 74 (c), 88 x 83 (c), 68 x 74 (f) e 82 x 79 (f) Estudiantes



Campeões da Liga Sul-Americana entre 2008 e 2017:



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Brasília x Flamengo, um duelo que marcou uma era no basquete brasileiro

Durante uma década, 10 temporadas consecutivas, não houve um outro campeão no basquete brasileiro. Primeiro foi a vez do Universo/Brasília ser campeão nacional em 2007. Depois veio um bi-campeonato do Flamengo em 2008 e 2009, em ambas as vezes batendo Brasília na final. A seguir foi a vez de um tri-campeonato do Brasília, nas temporadas 2009/10, 2010/11 e 2011/12. A seguir o Flamengo voltou a dominar, quatro vezes seguidas campeão, da temporada 2012/13 à 2015/16. Fez-se a maior rivalidade de uma era do basquete brasileiro.




Nélson Rodrigues eternizou que o primeiro Fla x Flu aconteceu 40 minutos antes do nada. Pois a rivalidade entre Flamengo e Brasília no basquete começou numa final 6 meses antes da primeira final entre Flamengo e Brasília.

O Universo/Brasília foi campeão brasileiro de 2007 ao bater Franca na final da Liga Nacional. O Flamengo, então bi-campeão carioca, contratava Marcelinho Machado para a temporada 2007-08 e voltava a aumentar seu investimento no basquete.

Para o Campeonato Carioca de 2007 abriu-se a possibilidade de agremiações do Rio "alugarem" times de outros estados. O Vasco, na última cartada em esportes olímpicos dada pela "Dinastia Eurico Miranda", acertou com o time campeão brasileiro do Brasília, e o Fluminense com o time do Minas Tênis Clube.

O Vasco tentava desesperadamente romper a hegemonia rubro-negra no basquete. Só que o campeão brasileiro perdeu para o Estadual seu principal jogador: Alex Garcia assinou contrato por uma temporada com o Maccabi Tel Aviv, de Israel.

As finais entre os times de Flamengo e Brasília são um capítulo a parte na história do basquete brasileiro, marcando uma época. No Carioca de 2007, foram 4 jogos entre Flamengo e Vasco e três vitórias rubro-negras, mas jogos duríssimos: 73 x 74 / 81 x 80 / 92 x 74 / 75 x 73.

No Brasileiro de 2008, foram 5 jogos e cinco vitórias rubro-negras: 106 x 102 / 103 x 96 / 93 x 66 / 91 x 76 / 101 x 96.

Para o Brasileiro 2009, Alex voltou a defender o Brasília e a disputa se equilibrou muito. Em 7 confrontos, quatro vitórias a três em favor do Flamengo: 78 x 82 / 100 x 92 / 81 x 74 / 71 x 81 / 99 x 78 / 78 x 82 / 76 x 88.

Na temporada 2009-2010, Brasília contratou Guilherme Giovannoni e o Universo mudou o jogo. No Brasileiro foram outros 7 confrontos, duas vitórias rubro-negras e cinco vitórias de Brasília, mas o título nacional escapou do Flamengo só por dois pontos. Brasília venceu na 1ª fase por 81 x 73 / 90 x 83, e na série final com: 84 x 88 / 93 x 90 / 85 x 84 / 74 x 94 / 76 x 74.

Na temporada 2010-11 o basquete de Brasília mudou de universidade, com o nome do time mudando de Universo para UniCEUB. Foram só 3 duelos, um deles porém valendo o título da Liga Sul-Americana, sendo duas vitórias do Brasília e uma do Flamengo: 96 x 86 / 85 x 71 / 80 x 93. Na pré-temporada tinha havido um amistoso, vencido por Brasília por 80 x 75.

No acumulado 2008-2011 Flamengo e Brasília jogaram 23 vezes, com 12 vitórias do Flamengo e 11 do Brasília (sem contar os jogos sob a camisa do Vasco). Já no período 2009-11, foi 11 x 7 para Brasília. E em amistosos, 1 x 0 para Brasília.


AS CINCO FINAIS HISTÓRICAS:

CARIOCA 2007
FINAL (SÉRIE FECHOU FLAMENGO 2 x 0) - 15/12/2007 - LOCAL: MARACANÃZINHO
FLAMENGO 75
Hélio (30), Marcelinho (17), Amiel (9), Coloneze (3) e Alírio (7). Entraram: Fred (0), Duda (1), Fernando Alvim (4) e Wagner (4). Técnico: Paulo Chupeta
VASCO 73
Valtinho (20), Arthur (17), Jefferson Sobral (7), Márcio Cipriano (9) e Estevam (2). Depois: Rossi (9), Luiz Fernando (9) e Brasília (0). Técnico: José Carlos Vidal

BRASILEIRO 2008
FINAL (SÉRIE FECHOU FLAMENGO 3 x 0) - 03/06/2008 - LOCAL: Ginásio da ASCEB, Brasília
FLAMENGO (23 + 19 + 20 + 39 = 101)
Hélio (13), Duda (22), Marcelinho (40), Coloneze (11) e Alírio (5). Depois: Fred (5), Fernando Alvim (2), Amiel (0) e Wagner (3). Técnico: Paulo Chupeta
UNIVERSO/BRB/BRASÍLIA (28 + 18 + 21 + 29 = 96)
Ratto (17), Valtinho (17), Arthur (20), Maurice Spillers (13) e Márcio Cipriano (14). Depois: Rossi (3), Charles (2), Luis Fernando (3) e Estevam (7).Técnico: Lula Ferreira.

BRASILEIRO 2009
FINAL (SÉRIE FECHOU FLAMENGO 3 x 2) - 28/06/2009 - LOCAL: HSBC Arena, Rio de Janeiro
FLAMENGO (19 + 23 + 15 + 19 = 76)
Hélio (5), Duda (15), Marcelinho (27), Jefferson William (16) e Baby (0) Depois: Fred (2), Fernando Alvim (4), Wagner (3), Coloneze (2) e Alírio (2). Técnico: Paulo Chupeta
UNIVERSO/BRB/BRASÍLIA (17 + 19 + 15 + 17 = 68)
Valtinho (15), Alex Garcia (14), Arthur (7), Márcio Cipriano (0) e Estevam (11). Depois: Ratto (0), Rossi (0), Diego (21) e Mineiro (0) Técnico: Lula Ferreira.

BRASILEIRO 2009-10
FINAL (SÉRIE FECHOU BRASÍLIA 3 x 2) - 06/06/2010 - LOCAL: Ginásio de Anápolis, Goiás
UNIVERSO/BRB/BRASÍLIA (22 + 17 + 13 + 24 = 76)
Valtinho (21), Alex Garcia (23), Arthur (3), Guilherme Giovannoni (15) e Estevam (11). Depois: Nezinho (3) e Márcio Cipriano (0). Técnico: Lula Ferreira
FLAMENGO (15 + 26 + 14 + 19 = 74)
Hélio (15), Duda (16), Marcelinho (16), Jefferson William (9) e Wagner (6). Depois: Fred (6), Vitor Boccardo (2) e Guilherme Teichmann (4). Técnico: Paulo Chupeta

LIGA SUL-AMERICANA 2010
FINAL (JOGO ÚNICO) - 28/11/2010 - LOCAL: HSBC Arena, Rio de Janeiro
UNICEUB/BRB/BRASÍLIA (24 + 29 + 20 + 23 = 96)
Nezinho (22), Alex Garcia (16), Arthur (10), Guilherme Giovannoni (22) e Lucas Tischer (3). Depois: Bruno Langsdorff (0), Rossi (0), Fábio (3), Márcio Cipriano (15) e Alírio (5). Técnico: José Carlos Vidal
FLAMENGO (33 + 11 + 27 + 15 = 86)
Hélio (9), Duda (3), Marcelinho (28), Jefferson William (11) e Babby (11). Depois: Fred (2), Guto (3), Wagner (3), Guilherme Teichmann (12) e Átila dos Santos (4). Técnico: Paulo Chupeta

Marcelinho Machado vs Alex Garcia - duelo sempre tenso

Mais um capítulo no histórico do confronto entre Flamengo e Brasília, embora em partida amistosa, a histórica estréia de Leandro Barbosa com a camisa do Flamengo.

TORNEIO AMISTOSO JOÃO HERCULINO
Data: 09/10/2011 - LOCAL: Ginásio Nilson Nélson, Brasília
UNICEUB/BRB/BRASÍLIA (26 + 22 + 10 + 27 = 85)
Nezinho (20), Alex Garcia (27), Arthur (8), Guilherme Giovannoni (6) e Alírio (9). Depois: Bruno Langsdorff (5), Rossi (2), Fábio (0), Márcio Cipriano (2), Ronald (0) e Lucas Tischer (6). Técnico: José Carlos Vidal
FLAMENGO (22 + 17 + 28 + 15 = 82)
Leandrinho (11), David Jackson (8), Marcelinho (28), Kammerichs (7) e Caio Torres (18). Depois: Hélio (3), Fred (3), Guto (0), Guilherme Teichmann (0), Wagner (0) e Átila dos Santos (4). Técnico: Gonzalo Garcia


 Leandrinho, cercado por Nezinho, Rossi e Cipriano

Na temporada 2011-12, depois deste amistoso na pré-temporada, que marcou a estréia de Leandro Barbosa pelo Flamengo, foram só 2 jogos, na fase regular: 110 x 72 para o Flamengo no Rio de Janeiro (jogo em que a umidade da quadra do Tijuca fez o treinador José Carlos Vidal retirar os titulares de Brasília do jogo). No returno, na capital federal, vitória do UniCeub por 93 x 74.

Por duas temporadas seguidas o Brasília foi campeão e o Flamengo terminou em 4º lugar. Com Alex Garcia e Guilherme Giovannoni juntos, o Brasília foi hegemônico no cenário nacional. E esta hegemonia fica explícita nos números acumulados do duelo com o Flamengo: no acumulado 2008-2012, foram 25 duelos em jogos oficiais, com 13 vitórias do Flamengo e 12 do Brasília, e no período 2009-12, foram 12 vitórias do Brasília e 8 do Flamengo. E em amistosos, 2 x 0 para Brasília.

Na temporada 2012-13, o Flamengo renovou toda sua equipe para tentar desbancar a hegemonia brasiliense e conseguiu uma série de 20 vitórias consecutivas nos 20 primeiros jogos da Liga Nacional. Já Brasília, como em outras temporadas, fez um primeiro turno ruim, cresceu no returno e reequilibrou as forças.

Na pré-temporada, em amistoso, vitória rubro-negra por 91 x 83. Na temporada, os dois primeiros jogos terminaram em vitória do Flamengo: 92 x 82 em São Paulo na 2ª fase da Liga Sul-Americana e 102 x 88 no Rio de Janeiro pelo 1º turno da Liga Nacional. Depois seguiram-se três vitórias de Brasília: 85 x 74 na Argentina, pelo Quadrangular Final da Liga Sul-Americana, 91 x 79 na Venezuela pela 1ª fase da Liga das Américas, e 82 x 70 em Brasília pelo 2º turno da Liga Nacional.

Na temporada 2012-13, o Brasília foi eliminado nas quartas de final pelo São José, que foi por sua vez eliminado nas semi-finais pelo Flamengo, que acabou sagrando-se campeão na final contra o Uberlândia.

No acumulado 2008-2013, foram 30 duelos oficiais e 15 vitórias para cada lado, mas no período 2009-13, foram 15 vitórias do Brasília e 10 do Flamengo. E mais três amistosos: 2 x 1 para Brasília neles.

Na temporada seguinte, o Flamengo ganhou seu segundo título consecutivo, e superou Brasília duas vezes, nos dois confrontos na temporada regular, diminuindo a diferença em favor de seu rival no total de duelos entre 2009-14. Já o time da capital, que havia contratado o treinador argentino Sérgio Hernandez, acabou eliminada novamente nas quartas de final.

Na temporada 2014-15, o Brasília fez uma campanha ruim, foi às oitavas de final, classificou-se, mas não foi além das quartas de final. Já o Flamengo manteve seu bom momento e conquistou seu 3º título consecutivo, a final foi contra Bauru, onde estava jogando Alex Garcia, que havia deixado Brasília para esta temporada 14-15. O espírito da Era Brasília x Flamengo se mantinha dentro da quadra. O rubro-negro carioca seguiu forte, e faturou seu quarto título consecutivo na temporada 2015-16, na qual o Brasília se recuperou e voltou a ser semi-finalista.

Por 10 temporadas consecutivas, uma década inteira, os dois rivais foram donos dos títulos brasileiros: Flamengo 6 vezes campeão (2008/2009/2013/2014/2015/2016) e Brasília 4 vezes campeão (2007/2010/2011/2012).

Na temporada 2016-2017 esta história foi interrompida, e num intervalo de poucos dias. Pelas quartas de final daquela edição, o UniCeub Brasília foi derrotado pelo Bauru, onde então jogava Alex Garcia, com os paulistas finalizando a série com um 3 x 1 a seu favor. Já o Flamengo conseguiu obter duas vitórias de vantagem na mesma série quartas de final diante do Pinheiros, mas os paulistanos conseguiram reverter,vencendo duas vezes no Rio de Janeiro, e finalizando a série com um 3 x 2 a seu favor. Após uma década inteira, os paulistas enfim conseguiram dar fim à Era Flamengo-Brasília na história do basquete masculino brasileiro.
 

Veja também:

História do Basquete do Flamengo

Ribeirão Preto - Brasília: O Maior Projeto da História do Basquete Brasileiro