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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

História da Liga Sul-Americana: 2018 em diante

The History of the South American League, Basketball
História de la Liga Sudamericana de Baloncesto

1996-2007  //  2008-2017  //  2018-....


Dando continuidade à História da Liga Sul-Americana...


2018

Franca
Elinho Corazza, Jimmy Dreher, David Jackson, Lucas Dias e Lucas Cipolini
Téc: Helinho Rubens
Sexto jogador: Didi Louzada

Instituto de Córdoba
Luciano González, Leandro Garcia Morales, Pablo Espinoza, Facundo Piñero e Sam Clancy
Téc: Facundo Muller
Sexto jogador: Santiago Scala

Estrangeiros na final: David Jackson em Franca e Sam Clancy em Instituto, ambos dos EUA, e Leandro Garcia Morales, do Uruguai, pelo Instituto

MVP: David Jackson

Final: Franca 92 x 90 (c), 68 x 79 (f) e 94 x 90 (f) Instituto


2019

Botafogo
Henrique Coelho, Jamaal Smith, Cauê Borges, Arthur Bernardi e Du Sommer
Téc: Léo Figueiró
Sexto jogador: Lucas Mariano

Corinthians
Arthur Pecos, Kyle Fuller, Tracy Robinson, David Nesbitt e Guilherme Teichmann
Téc: Bruno Savignani
Sexto jogador: Ricardo Fischer

Estrangeiros na final: Jammal Smith, do Botafogo, e Tracy Robinson, do Corinthians, dos EUA, Kyle Fuller, do Corinthians com dupla-nacionalidade EUA e Peru, e David Nesbitt, do Corinthians, das Bahamas

MVP: Cauê Borges

Final: Botafogo 74 x 88 (c), 74 x 64 (f) e 74 x 70 (f)



domingo, 10 de dezembro de 2017

UniCeub Brasília Tri-Campeão na Liga Sul-Americana 2015

Domínio na primeira fase, vitórias emocionantes na semi e brilho de Deryk Ramos na final contra o San Martin de Corrientes, eis a trajetória do Brasília até o histórico título da Liga Sul-Americana 2015. Com este título, a agremiação se igualou ao Atenas de Córdoba, da Argentina, ambos tendo três títulos cada, sendo os maiores vencedores de até então na liga. Ademais, Guilherme Giovannoni e Arthur Belchor, presentes nos três títulos, igualaram-se a Diego Osella no seleto grupo de jogadores que conseguiram três títulos da competição.

A trajetória do UniCEUB/BRB/Brasília até o título da Liga Sul-Americana 2015 começou logo na eliminação da equipe nas quartas de final do NBB 2014-15, no qual o time candango teve sua pior campanha na fase de classificação em toda sua história na competição (10º lugar), só conseguindo a classificação para o torneio continental por ter avançado das oitavas às quartas de final, terminando a disputa na 6ª colocação geral. Apesar da campanha irregular, o time da capital do país conseguiu garantir uma vaga na Liga Sul-Americana, com isto ganhando a oportunidade de se redimir.

Para a temporada 2015-2016, o Time dos Lobos Guarás foi ao mercado e contratou cinco reforços – os armadores Deryk Ramos, ex-Limeira, e Jefferson Campos, que estava no Pinheiros, os alas Diego, ex-Palmeiras, e Pilar, ex Paulistano, e o pivô André Coimbra, que havia disputado o NBB por Franca. Além disso, a equipe manteve no elenco seus principais atletas, como o armador Fúlvio, o ala Arthur, os alas-pivôs Guilherme Giovannoni e Lucas Cipolini, e o pivô Ronald Reis.

Após uma boa preparação na Argentina, onde fez uma turnê de amistosos na sua Pré-temporada, a equipe do técnico José Carlos Vidal teve como primeiro compromisso oficial na temporada a própria Liga Sul-Americana. Em Santiago, no Chile, o esquadrão do Distrito Federal ficou com a liderança do Grupo B do torneio ao levar a melhor sobre Quilmes, da Argentina (93 x 76), e Colo-Colo, do Chile (79 x 64), nas duas primeiras rodadas. Mesmo com a derrota para o Atenas, do Uruguai, na rodada final, por 101 x 91, a classificação à Segunda Fase e a liderança da chave estavam garantidas.

Na fase semi-final, realizada em Montevidéu, no Uruguai, o Brasília teve como adversários o Obras Sanitarias e o Quilmes, ambos da Argentina, e o Malvin, do Uruguai. Neste dificílimo quadrangular, o time brasileiro venceu todos os duelos, ficando com a liderança do Grupo E e avançando à Final. Na primeira rodada, sufoco contra o Obras (72 x 68). Depois, confirmação da vaga na decisão com o emocionante triunfo sobre o anfitrião Malvin, decretado com uma enterrada de Ronald Reis nos últimos segundos (77 x 75). Já classificado, o time candango fechou sua participação na fase com novo triunfo sobre o Quilmes (73 x 69).

Com a vaga na final garantida, o Time dos Lobos Guarás somente aguardou a definição do adversário do Grupo F, que contava com a presença de dois clubes brasileiros, o Mogi das Cruzes e o Franca, sem que nenhum deles tenha conseguido o acesso à decisão, que ficou nas mãos do San Martin de Corrientes, que estava invicto antes da disputa do título contra Brasília, com seis vitórias em seis partidas na Sul-Americana 2015 (100% de aproveitamento).

Mesmo com o retrospecto positivo dos argentinos, o Brasília partiu para cima com atitude, e começou a final vencendo. Atuando ao lado de sua torcida, no Ginásio da ASCEB, a equipe comandada pelo técnico José Carlos Vidal levou a melhor no primeiro jogo de maneira dramática, com uma bola de 3 de Deryk Ramos nos segundos finais da prorrogação, vencendo por 94 x 92. No final, Deryk deixou a quadra com expressivos 28 pontos, sete assistências e com a moral lá em cima.

Com aproximadamente cinco minutos de bola em jogo, o Brasília sofreu uma perda crucial: o armador Fúlvio. Após infiltração pra cima da defesa argentina, o camisa 11 da equipe candanga pisou no pé do pivô adversário e torceu o tornozelo, o que o impossibilitou de atuar no restante da partida. Entrou em cena então o jovem armador reserva Deryk Ramos. E entrou para fazer história, pois dali em diante ele escreveu sua história, vindo a ser aclamado MVP da Liga Sul-Americana 2015!

Na primeira partida da final, depois de ver o San Martin ser superior no primeiro período e abrir dez pontos (23 x 13), o Brasília entrou na segunda parcial com outra pegada e mudou a história da partida. Melhores na defesa e precisos nas finalizações, os donos da casa ganharam a etapa por 26 x 15 e foram para os vestiários na frente por 39 x 38. Na reta final do último quarto, o San Martin chegou a abrir cinco pontos de frente (79 x 74) restando pouco mais de três minuto para acabar. No entanto, o Brasília reagiu de maneira espetacular, emplacando uma corrida de 9 x 0 em pouco mais de um minuto e meio e virando o jogo para 83 x 79 quando o cronômetro apontava menos de dois minutos para o fim. Apesar dos quatro tentos de vantagem, os donos da casa não souberam administrar a diferença adquirida e permitiram a reação do argentinos. Mesmo com diversos erros no minuto final, os argentinos empataram a partida após erro de lance livre de Ronald a sete segundos do fim (84 x 82) e linda bandeja de Ciorciari no contra-ataque no estouro do cronômetro: 84 x 84.

Primeiro jogo da final em Brasília

Na prorrogação, restando 25 segundos para o fim, o San Martin vencia por 92 x 91. Após 19 segundos de posse trabalhada pelo time brasiliense, Deryk efetuou um arremesso de 2 pontos sobre o pivô norte-americano Jeremiah Wood, que o marcou bem e impediu a cesta. O rebote de ataque ficou com Lucas Cipolini, que rapidamente passou para Giovannoni aberto no perímetro. Marcado, o ala-pivô chegou a fintar um defensor, mas não encontrou espaço para o arremesso, preferindo acionar a Deryk, que livre na linha de 3 pontos, converteu o arremesso longo faltando 1,6 segundos para o fim: UniCeub Brasília 84 x 82 San Martin.

Deryk Ramos, com apenas 21 anos, mostrou a personalidade de um veterano, deixando a quadra com impressionantes 28 pontos e 7 assistências, vindo do banco e se tornando o responsável pela bola da vitória. Além de Deryk, outros dois jovens jogadores fizeram a diferença no triunfo do Brasília: o pivô Ronald Reis foi responsável por um duplo-duplo: 13 pontos e 12 rebotes, e o ala-armador Jéfferson Campos deixou a quadra com 12 pontos e 6 rebotes. Ambos apareceram em momentos cruciais da partida e tiveram grande parcela de contribuição no resultado obtido.

Como teve a melhor campanha antes da decisão, o San Martin de Corrientes foi dono do mando de quadra na final e por isso teve o direito de disputar as duas partidas finais da decisão em sua casa. Mas nem o mando de quadra foi capaz de parar o Brasília. Em Corrientes, a equipe do Planalto Central se impôs. O título foi conquistado com um nova bola de 3 pontos de Deryk praticamente no estouro do cronômetro.

Brasília vs San Martin em Corrientes

Para acertar a bola da vitória mais uma vez, Deryk precisou mostrar personalidade e maturidade para se recuperar de um erro que poderia ter custado o jogo. Quando os candangos venciam por três pontos (79 x 76), o jovem fez uma falta no ato do arremesso de 3 pontos no jogador argentino e assim deu a ele três lances livres restando cinco segundos para o fim. O adversário não desperdiçou as cobranças e empatou o jogo. Mas quando teve a posse, Deryk não se abalou, recebeu belo passe de Giovannoni e acertou a bola de 3 pontos com menos de um segundo para acabar, dando a vitória e o título ao time brasileiro. A história do Jogo 1 se repetiu, Deryk voltou a aparecer no fim, a equipe do Distrito Federal tornou a bater o San Martin, desta vez em Corrientes, na Argentina, por 82 x 79, fechando a série melhor de três da decisão em 2 x 0, sem a necessidade de uma terceira partida também em Corrientes. O time do técnico José Carlos Vidal ficou com o título e acrescentou seu terceiro troféu da Liga Sul-Americana na história.


Ao final do segundo duelo, no qual somou 19 pontos e foi o cestinha do Brasília mais uma vez, Deryk Ramos, de apenas 21 anos, foi eleito o MVP da Final da Liga Sul-Americana. Somando as duas partidas da decisão, o armador acumulou média de 23,5 pontos e foi considerado “o cara” do título da agremiação da capital do Brasil. No total, Deryk foi o quarto maior anotador do torneio, com 104 pontos e média de 13,0 tentos por partida.

Deryk Ramos, herói e MVP da Final

Mas não há como falar do tricampeonato do Brasília sem falar de outros nomes cruciais na conquista, como Ronald Reis, Jefferson Campos e Guilherme Giovannoni. O primeiro mostrou uma evolução assustadora em relação aos anos anteriores e foi um verdadeiro monstro na Sul-Americana, com direito inclusive a bola da vitória sobre o Malvin que selou a classificação candanga à final do torneio. Guilherme Giovannoni mostrou que é incansável e aos 35 anos o ala-pivô registrou 14 pontos e 9 rebotes na partida do título e deixou a quadra com 17 de eficiência. De quebra, o jogador foi o segundo maior cestinha da Liga Sul-Americana 2015, com média de 15,9 pontos, além de ser o terceiro maior reboteiro, com 7,1 sobras por jogo, atrás apenas de seu companheiro de equipe Ronald Reis (7,3) e do pivô norte-americano Jeremiah Wood, do San Martin (8,4), que ainda foi o cestinha do torneio, com média de 18,5 pontos por duelo.

E por falar em leitura de jogo, como não citar o armador Fúlvio, que superou uma torção no tornozelo sofrida no Jogo 1 da Final e comandou o Brasília com tamanha maestria não só em Corrientes, mas em toda a Liga Sul-Americana. Já o experiente ala Arthur também foi um dos heróis da conquista, principalmente no primeiro duelo, em que retornou às quadras após quase um mês parado e registrou 21 pontos, sendo 16 deles no terceiro quarto. Cipolini, Pilar, André Coimbra, Diego Pinheiro, Victor Pureza, Bruno Felipe e todos os demais componentes do elenco, incluindo os integrantes da comissão técnica, também tiveram suas parcelas de contribuição, sejam elas dentro ou fora de quadra. Essa união e força do grupo fizeram do Brasília um grande merecedor do título.


Confira os resultados do Brasília na Liga Sul-Americana 2015:

Primeira fase – Grupo B (Santiago – Chile) – 13 a 15 de outubro

Quilmes de Mar del Plata (ARG) 76 x 93 UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília

UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília 79 x 64 Colo-Colo (CHI)

UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília 91 x 101 Atenas (URU)

Fase semifinal – Grupo E (Montevidéu – Uruguai) – 10 a 12 de novembro

Obras Sanitarias (ARG) 68 x 72 UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília

UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília 77 x 75 Malvin (URU)

Quilmes de Mar del Plata 69 x 73 UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília

Final – Brasília x San Martín de Corrientes (ARG)

Jogo 1 (em Brasília (DF)): UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília 94 x 92 San Martín
Parciais: 13 x 23 / 26 x 15 (39 x 38) / 27 x 28 (66 x 66) / 18 x 18 (84 x 84) / 10 x 8 (94 x 92)
Brasilia: Fulvio Chiantia (0), Jéfferson Campos (12), Arthur Belchor (21), Guilherme Giovannoni (11) e Ronald Reis (13).
Téc: José Carlos Vidal. Banco: Deryk Ramos (28), Diego Pinheiro (0), Henrique Pilar (3), Lucas Cipolini (6) e André Luiz Coimbra (0).
San Martin: Diego Ciorciari (9), Larry O'Bannon (13), Matías Lescano (14), Aleksandar Georgiev (5) e Jeremiah Wood (24).
Téc: Sebastián González. Banco: Enzo Cafferata (0), Mateo Bolivar (5), Miguel Gerlero (11), Mariano Fierro (8) e Matías Bortolin (3).

Jogo 2 (em Corrientes (ARG)): San Martín 79 x 82 UniCEUB/Cartão BRB/ Brasília
Parciais: 17 x 16 / 18 x 26 (35 x 42) / 18 x 18 (53 x 60) / 26 x 22 (79 x 82)
Brasilia: Deryk Ramos (19), Jéfferson Campos (9), Arthur Belchor (3), Guilherme Giovannoni (14) e Ronald Reis (9).
Téc: José Carlos Vidal. Banco: Fulvio Chiantia (6), Diego Pinheiro (4), Henrique Pilar (2), Lucas Cipolini (13) e André Luiz Coimbra (3).
San Martin: Diego Ciorciari (13), Miguel Gerlero (7), Matías Lescano (13), Mariano Fierro (12) e Jeremiah Wood (17).
Téc: Sebastián González. Banco: Enzo Cafferata (3), Mateo Bolivar (3), Larry O'Bannon (4), Aleksandar Georgiev (7) e Matías Bortolin (0).

UniCEUB Brasília: Campeão Sul-Americano de 2015

quinta-feira, 2 de março de 2017

Olimpia de Venado Tuerto: a história de uma breve fábrica de gigantes



A pequena cidade de Venado Tuerto, na Província de Santa Fé, está a 165km de Rosário e a 365km de Buenos Aires. Conhecida como "A Esmeralda do Sul", é a capital da soja argentina e tem um dos maiores PIB per capita do país. De lá, o Olimpia Basquetebol Clube viveu um caso de epopeia. Lá nasceu um breve projeto que emergiu como exemplo e modelo institucional, que viveu tempos como símbolo de grandeza esportiva, orgulho da pequena cidade, e viveu o apogeu com a proximidade à conquista do mundo, mas que terminou com um fim trágico. Um roteiro de filme hollywoodiano dramático.

O Olimpia foi um modelo institucional que marcou uma época, e serviu como incubadora para o nascimento de craques que marcaram a Geração de Ouro do basquetebol argentino. Suas quadras serviram de trampolim para Léo Gutiérrez, Wálter Herrmann, Alejandro Montecchia, Carlos Delfino e Andrés Nocioni.

Montecchia e Léo Gutiérrez comaçando no Olimpia

O Olimpia de Venado Tuerto subiu para a Liga Nacional - 1ª divisão do basquete argentino - na temporada 1991-92, após terminar a temporada de 1991 como vice-campeão do Torneio Nacional de Ascensão, atrás do Quilmes de Mar Del Plata. Na temporada 1991-92 ficou com um 12º lugar (19 vitórias em 41 jogos). Na sua segunda temporada, 1992-93, ascendeu à parte de cima da tabela, terminando em 3º lugar (32 vitórias em 51 jogos). Repetiu o 3º lugar na temporada 1993-94, com 34 vitórias em 51 jogos. Na temporada 1994-95 alcançou o vice-campeonato da liga, com Julio Lamas despontando como treinador no banco (o título ficou com o Independiente de General Pico). Na temporada seguinte, 1995-96, foi campeão argentino e sul-americano, e perdeu a final da Copa Intercontinental para o Panathinaikos, da Grécia. Logo depois disto tudo iniciou sua derrocada, cuja sequência final começou quando voltou a disputar o Torneio Nacional de Ascensão em 2000, depois de 7 temporadas na Divisão Principal. Jogou a 2ª divisão até a temporada 2006-07, e a partir de então só figurou nos Campeonatos Departamentais.

Alejandro Montecchia

Ainda ecoam por Venado Tuerto as lembranças dos mais de 3.500 torcedores que estavam presentes naquele sábado, 15 de junho de 1996, no ginásio do bairro General San Martín. Naquele frio fim de uma tarde de inverno, o time de basquete, orgulho da cidade, entrava para o panteão da história do basquete argentino, tornando-se Campeão Nacional. Se bem que o Olimpia já havia se alçado continentalmente, pois fora Campeão da Liga Sul-Americana em 30 de abril daquele mesmo 1996, numa brilhante conquista sobre o Corinthians Paulista, do lendário Oscar Schmidt.

O título de campeão da Liga Argentina foi conquistado sobre o Atenas de Córdoba, numa final muito equilibrada e jogada até o sétimo jogo da série final. O Olimpia venceu os dois primeiros jogos da série (104 x 102 e 109 x 90). Perdeu os dois seguintes (116 x 102 e 113 x 103). Venceu o quinto jogo (107 x 93) e perdeu o sexto (107 x 98). Veio então o duelo derradeiro em Venado Tuerto, com vitória por 105 x 100. O time campeão jogava com Wálter Guiñazú, Alejandro Montecchia, Jorge Racca, Sebastián Uranga e Alejandro Burgos, tendo a Horacio Seguí como técnico, e um banco de reservas com Leonardo Gutiérrez, Lucas Victoriano, Todd Jadlow e Michael Wilson. O Olimpia passava então de uma pequena agremiação de bairro, e só uma a mais na disputa da liga, a campeão e orgulho nacional. O clube ainda cruzou o Oceano Atlântico e vendeu muito caro a derrota para o campeão europeu em plena Atenas, na Grécia, sendo derrotado por 83 x 78 pelo Panathinaikos.

Olimpia de Venado Tuerto 1995-1996

A conquista do continente também foi épica. O dia 30 de abril de 1996 ficou gravado na memória dos amantes de basquete da cidade, porque em São Paulo, o Olimpia Basketball Club sagrava-se dono do melhor basquete da América do Sul, num jogo extremamente vibrante e emotivo. O Olimpia já havia vencido ao Corinthians em Venado Tuerto (112 x 97). O segundo jogo foi no Brasil, onde também se jogaria um terceiro, se eventualmente fosse necessário.

Michael Wilson

Foi com muito sofrimento. Nos segundos finais o Olimpia parecia já ter o título em mãos, quando vencia por 88 x 85. Porém, na bola derradeira, Oscar Schmidt e sua "mão santa" enfiaram uma bola de três pontos, empatando em 88 e levando a partida à prorrogação. A batalha parecia perdida. O ginásio se incendiou com a torcida corinthiana gritando a plenos pulmões. Para dificultar, o Olimpia havia perdido dois armadores com cinco faltas, Alejandro Montecchia e Lucas Victoriano. Mas os comandados de Horacio Seguí mantiveram-se fortes. Faltando 13,8 segundos, o placar apontava 100 x 98 em favor do Corinthians. Foi então que Jorge Racca acertou uma cesta certeira da linha dos três, colocando 101 x 100 no marcador. Na última posse de bola, a marcação funcionou e o cronômetro zerou. Os jogadores alvi-rubros comemoravam em quadra, a América do Sul era deles! Furiosos, os torcedores do alvi-negro paulista começaram a atirar toda sorte de objetos para dentro de quadra. Frente a tamanha desordem, a entrega do troféu não pode se dar em quadra, tendo sido feita numa sala anexa do Parque São Jorge. A milhares de quilômetros dali, Venado Tuerto explodia em frenesi, cidade que dias depois recebeu seus jogadores com uma festa apoteótica, com uma caravana de seis quilômetros de carros buzinando.

Os heróis da conquista da 1ª Liga Sul-Americana: os armadores Alejandro Montecchia e Lucas Victoriano, os alas Jorge Racca, Michael Wilson, Wálter Guiñazu e Leonardo Gutiérrez, o ala-pivô Todd Jadlow, e os pivôs Sebastián Uranga e Alejandro Burgos. O maior time da América do Sul em 1996!


Se ali era vivido o apogeu do projeto basquetebolístico de Venado Tuerto, considerado um modelo na Argentina, naquele mesmo instante também já estavam semeados os fatores que levaram à debacle do clube. O projeto de ascensão do Olimpia à elite do basquete do país foi financiado pelo Banco Integrado Departamental (BID), que existiu de novembro de 1978 até a Semana Santa de 1995, quando o Banco Central da Argentina anunciou a suspensão temporária de suas atividades, e trinta dias depois anunciou seu estado de falência. Foram encontradas fraudes, funcionários foram presos, entre eles o gerente geral Roberto Cataldi, presidente de Olimpia Basquete, que no momento que sua prisão foi decretada, estava na Grécia acompanhando a final da Copa Inercontinental.

Sem o aporte financeiro do banco, o Olimpia passou por aperto, mas manteve-se adiante. Mas o impacto era explícito. Na temporada 1996-97 terminou em 9º lugar. Na temporada 1997-98 terminou em 8º lugar. Na temporada 1998-99 terminou em 15º lugar. E na temporada 1999-00 terminou com o 16º e último posto, sendo rebaixada à 2ª divisão. Neste período, apesar de já estar em baixa, conseguiu ainda ser uma fábrica de gigantes. No seu apogeu, o Olimpia já havia sido o trampolim de dois personagens da Geração de Ouro da Seleção Argentina. Alejandro Montecchia e Léo Gutiérrez fizeram parte das conquistas da seleção nacional obtidas entre 2002 e 2004, e das duas históricas vitórias sobre os jogadores da NBA que defendiam a Seleção dos Estados Unidos. Léo Gutiérrez ainda veio a ser o recordista de títulos da Liga Argentina.

E ainda que o projeto do Olimpia tenha vivido uma grave crise de 1996 a 2000, ainda foi capaz de servir como trampolim para três outros personagens da Geração de Ouro: Carlos Delfino, Andrés Nocioni e Wálter Herrmann. O primeiro foi juvenil do Olimpia e os outros dois deram seus primeiros passos no basquete profissional defendendo a camisa da equipe de Venado Tuerto.

Wálter Herrmann começando no Olimpia 

Herrmann Campeão Olímpico com a Argentina em 2004
e Campeão Intercontinental em 2015 com o Flamengo

Passados os anos, as conclusões chegadas na rica e pacata cidade localizada na Província de Santa Fé, na terra da soja, eram de que vários fatores desencadearam a debacle. Houve falta de idoneidade de dirigentes e o fim dos aportes do banco financiador, o que obviamente muito influenciou, mas o que mais pesou foi a insistência em se manter um orçamento elevado, acima das possibilidades para a nova realidade financeira, mesmo após o fim dos aportes do BID. Os contratos mais altos foram mantidos, numa tentativa desesperada de manter o time no alto da elite do basquete nacional, tendo sido mantidos jogadores experientes como Wálter Guiñazú, Alejandro Montecchia, Jorge Racca, Sebastián Uranga, Alejandro Burgos, Leonardo Gutiérrez e Lucas Victoriano, quando a melhor opção teria sido se desfazer de alguns deles até que se voltasse a ter um aporte financeiro via fontes de publicidade. Em 1999 o clube chegou a um volume de dívida incorrigível, dali para frente não parecia haver mais saída.

Daí em diante, foram processos e processos judiciais, intervenções, tentativas de respaldo político e de levantamento coletivo de recursos financeiros. Até que em 2007 chegou-se ao processo judicial de liquidação definitiva. O Olimpia Basquete estava falido. A Prefeitura deu-lhe proteção diferenciada como clube social, esportivo e patrimônio cultural da cidade, o que serviu para que o ginásio não fosse liquidado como parte do pagamento aos credores. O Olimpia passou então à uma gestão semi-amadora, quando um grupo de pais de atletas e entusiastas passou a gerir a instituição, cujo objetivo maior passou a ser a formação moral de jovens através do esporte, e não mais a competitividade e a busca por títulos.


Nos Anos 2000, o clube caiu primeiro para o Torneio Federativo “B” e depois para o Torneio Federativo “C”. Da glória e esplendor da temporada 1995-96 a um projeto mais humilde, visando apenas oferecer uma oportunidade aos jovens para que praticassem o basquete, uma história de epopeia, que poderia perfeitamente servir como tema para um filme. Um novo clube surgiu.

As cores do clube, fundado em 26 de agosto de 1940, sempre haviam sido o vermelho e o preto, mas quando o Banco Integrado Departamental financiou o projeto que levou o Olimpia à elite, buscou-se uma logomarca mais moderna, optando-se pelo uniforme alvi-rubro. Após sua debacle, o clube voltou às suas origens, voltando a usar a camisa rubro-negra. Já era outro lugar, não era mais o mesmo clube, já não tinha mais a capacidade de ser a fábrica de gigantes do passado, de sua breve história de glórias. Uma lição do que se deve e do que não se deve fazer num projeto ousado para alçar um clube de basquete à glória.

Olimpia em 2014 

Olimpia em 2015

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Aguada, do Uruguai, faz história na Liga Sul-Americana 2013



LEVOU 18 EDIÇÕES DA LIGA-SUL-AMERICANA PARA ACONTECER

PELA PRIMEIRA VEZ UM FINALISTA QUE NÃO É ARGENTINO OU BRASILEIRO

AGUADA, DO URUGUAI, DISPUTOU A FINAL DA LSA 2013 CONTRA UNICEUB/BRASÍLIA

AGUADA


Com choro, lágrimas, sorrisos e abraços, uma chuva de emoções incontroláveis no Palácio Peñarol, em Montevidéu, onde, em 27 de novembro de 2013, jogou-se a semi-final da Liga Sul-Americana entre Aguada e Bauru. Brilhante vitória do time vermelho e verde.

Aguada é o primeiro uruguaio a chegar à final da LSA, façanha enorme, pois na 18ª Liga Sul-Americana de Basquete é o primeiro time de fora do eixo Brasil-Argentina a chegar à final da liga.

Leandro Garcia Morales

Diante do Bauru, de Larry Taylor e Murilo Becker, o primeiro quarto mostrou que a missão era árdua, mas o time uruguaio mostrava força com Jeremis Smith, Cedric McGowan e Leandro García Morales. Com uma defesa muito sólida e ótima pontaria o Aguada terminou na frente: 22 x 17.

Mas o segundo quarto foi terrível para a agremiação uruguaia, sem que nada que o treinador Javier Espíndola tentasse para melhorar a situação funcionasse. Bauru chegou a colocar 22 pontos de vantagem, mas o primeiro tempo terminou 48 x 31 para o time brasileiro. Larry Taylor foi o nome do quarto, ele anulou García Morales.

No terceiro quarto, o Aguada se recuperou um pouco, quando Larry Taylor foi para o banco descansar, e reduziu a diferença para oito pontos. O quarto terminou com Bauru em vantagem: 65 x 57.

O último quarto foi épico! Dwayne Curtis recuperou duas bolas seguidas e inflamou o jogo. Com 2:54 minutos, uma cesta de três fez o Aguada encostar de vez no placar. Mas Aguada perdeu oportunidades de passar a frente duas vezes seguidas.

Até que uma cesta de três de Pablo Morales, que tinha errado todas as outras tentativas no jogo, pôs os uruguaios na dianteira. Os últimos dois minutos foram muito acirrados, num noite que acabou histórica, na qual a “brava muchachada”, como é conhecida a torcida do Aguada, foi um jogador a mais em quadra. Bandeiras, serpentinas e muitos cânticos, um ruído ensurdecedor no Palácio Peñarol, um caldeirão.


Semi-final

AGUADA - 82
Leandro Garcia Morales (29), Federico Bavosi (9), Cedric McGowan (8), Dwayne Curtis (18) e Jeremis Smith (12)
Téc: Javier Espíndola
Banco: Marcelo Trelles (0) e Pablo Morales (6)

BAURU - 80
Ricardo Fischer (5), Larry Taylor (18), Fabián Ramirez Barrios (6), Lucas Tischer (1) e Murilo Becker (21)
Téc: Jorge Guerra (Guerrinha)
Banco: Josimar Ayarza (10), Tiago Matías (6), Fernando Fischer (10) e Andrézão Silva (3).


Final

Na final, o Aguada, mesmo diante do ginásio lotado, não conseguiu superar o UniCeub/Brasília, que estava sem seu principal jogador, Alex Garcia, que estava lesionado. O time brasileiro, treinado pelo argentino Sérgio Hernández e liderado por Guilherme Giovannoni, teve no armador uruguaio Martin Osimani uma de suas principais figuras. O time de Brasília venceu por 93 x 81, o Aguada chegou a ameaçar uma recuperação similar à obtida diante do Bauru, tirou 19 pontos de vantagem dos brasilienses, mas não teve forças para virar, acabou vendo a distância voltar a crescer até os 12 pontos no final.

Guilherme Giovannoni e o uruguaio Martin Osimani lideraram o CEUB
O Aguada acabou com o vice-campeonato, mas fez história

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

História da Liga Sul-Americana: 2008 a 2017

The History of the South American League, Basketball
História de la Liga Sudamericana de Baloncesto

1996-2007  //  2008-2017  //  2018-....


Se nos tempos do Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões a supremacia era do Brasil (foram 22 títulos de equipes brasileiras contra 9 da Argentina), na era da Liga das Américas a supremacia mudou de lado, entre 1996 e 2007, em 11 edições, foram 8 títulos para a Argentina e 3 para o Brasil. Abaixo, segue a continuação da história, da edição de 2008 a 2017.

Os demais países seguiam quase não tendo vez, com a Liga Sul-Americana só se dividindo entre argentinos e brasileiros na final do torneio. Mas em 2017, um clube venezuelano que marcou uma época no basquete do continente furou esta bipolaridade e se sagrou campeão, o Guaros de Lara.

Neste período, outros dois jogadores conseguiram atingir a marca de tri-campeões da Liga Sul-Americana, igualando o feito obtido por Diego Osella com o Atenas de Córdoba, igualaram-se a ele Guilherme Giovannoni e Arthur Belchor, que conquistaram três títulos com o Brasília.

Arthur Belchor e Guilherme Giovannoni


Edições de 2008 a 2017:

2008

Regatas Corrientes
Alejandro Montecchia, Javier Martinez, Damián Tintorelli, Roberto López e Chuckie Robinson
Téc: Silvio Santander
Sexto jogador: Ramzee Stanton. Banco: Diego Cavaco

Flamengo
Hélio, Marcelinho Machado, Amiel Vega, Alírio e Fernando Coloneze
Téc: Paulo "Chupeta" Sampaio
Sexto jogador: Duda Machado

Estrangeiros na final: de Corrientes, Javier Martinez, do Paraguai, Chuckie Robinson e Ramzee Stanton, estes 2 dos EUA, no Flamengo, Amiel Vega, de Cuba.

MVP: Alejandro Montecchia

Final: Regatas 95 x 72 (c) e 63 x 56 (c), Flamengo 98 x 79 (c) e 86 x 79 (c), e Regatas 73 x 65 (c)


2009.I

Flamengo
Hélio, Duda Machado, Marcelinho Machado, Jéfferson Willian e Rafael Araújo "Baby"
Téc: Paulo "Chupeta" Sampaio
Sexto jogador: Fernando Coloneze

Quimsa
Júlio Mazzaro, Jonathan Treise, Gabriel Mikulas, Wanderson e Ramel Allen
Téc: Carlos Romano
Sexto jogador: Victor Cajal

Estrangeiros na final: no Quimsa, Wanderson, do Brasil, Jonathan Treise e Ramel Allen, estes 2 dos EUA.

MVP: Marcelinho Machado

Final: Flamengo 98 x 96 Quimsa, em Santiago del Estero


2009.II

Quimsa
Dionísio Gomez, Júlio Mazzaro, Jonathan Treise, Albert White e Román González
Téc: Carlos Romano
Sexto jogador: Damián Tintorelli

Libertad Sunchales
Diego Alba, Sebastián Ginóbili, Cleotis Brown, Andrés Pelussi e Ruben Wolkowyski
Téc: Juan Carlos Parola
Sexto jogador: Tyler Field

Estrangeiros na final: no Quimsa, Dionísio Gomez, do Panamá, Jonathan Treise e Albert White, estes 2 dos EUA; no Libertad, Cleotis Brown e Tyler Field, ambos dos EUA.

MVP: Júlio Mazzaro

Final: Quimsa 87 x 77 Libertad, em Santiago del Estero


2010

Uniceub/Brasília
Nezinho, Alex Garcia, Arthur, Guilherme Giovannoni e Lucas Tisher
Téc: José Carlos Vidal
Sexto jogador: Márcio Cipriano

Flamengo
Hélio, Duda Machado, Marcelinho Machado, Jéfferson Willian e Rafael Araújo "Baby"
Téc: Paulo "Chupeta" Sampaio
Sexto jogador: Guilherme Teichmann

Estrangeiros na final: nenhum.

MVP: Guilherme Giovannoni

Final: Brasília 96 x 86 Flamengo, no Rio de Janeiro


2011

Obras Sanitarias
Martin Osimani, Julio Mazzaro, Tony Washam, Theron Smith e Juan Gutiérrez
Téc: Julio Lamas
Sexto jogador: Tyler Field

Pinheiros
Juan Pablo Figueroa, Shamell Stallworth, Marquinhos, Olivinha e Morro
Téc: Cláudio Mortari
Sexto jogador: Paulinho Boracini

Estrangeiros na final: no Pinheiros, Figueroa, da Argentina, e Shamell Stallworth, dos EUA; no Obras, Martin Osimani, do Uruguai, Tony Washam, Theron Smith e Tyler Field, estes 3 dos EUA.

MVP: Juan Gutiérrez

Final: Obras Sanitárias 88 x 73 Pinheiros, em Buenos Aires


2012

Regatas Corrientes
Paolo Quinteros, Javier Martinez, Tony Washam, Federico Kammerichs e Jerome Meyinsse
Téc: Nicolás Casalánguida
Sexto jogador: Nicolás Romano

UniCeub Brasília
Nezinho, Alex Garcia, Arthur, Guilherme Giovannoni e Alírio
Téc: José Carlos Vidal
Sexto jogador: Márcio Cipriano

Estrangeiros na final: de Corrientes, Javier Martinez, do Paraguai, Tony Washam e Jerome Meyinsse, estes 2 dos EUA.

MVP: Paolo Quinteros

Quadrangular Final em Corrientes: tríplice empate entre Regatas, UniCeub e Flamengo, tendo o time de Corrientes sido campeão no saldo de cestas


2013

UniCeub/Brasília
Nezinho, Alex Garcia, Arthur, Guilherme Giovannoni e Marcus Goree
Téc: Sérgio Hernández
Sexto jogador: Martin Osimani

Aguada
Leandro Garcia Morales, Federico Bavosi, Cedric McGowan, Dwayne Curtis e Jeremis Smith
Téc: Javier Spíndola
Sexto jogador: Pablo Morales

Estrangeiros na final: em Brasília, Martin Osimani, do Uruguai, e Marcus Goree, dos EUA. No Aguada, um trio norte-americano: Cedric McGowan, Dwayne Curtis e Jeremis Smith

MVP: Guilherme Giovannoni

Final: UniCeub/Brasília 93 x 81 Aguada, em Montevidéu



2014

Bauru
Ricardo Fischer, Alex Garcia, Robert Day, Jéfferson Willian e Rafael Hettsheimer
Téc: Jorge Guerra, Guerrinha
Sexto jogador: Larry Taylor

Mogi
Elinho Corazza, Shamell Stallworth, Thomas Gehrke, Tyrone Curnell e Gérson Santo
Téc: Paco Garcia
Sexto jogador: Guilherme Filipin

Estrangeiros na final: em Bauru, Larry Taylor e Robert Day, dos EUA. No Mogi, Shamell Stallworth e Tyrone Curnell, também dos EUA

MVP: Alex Garcia

Final: Bauru 79 x 53 Mogi


2015

UniCeub/Brasília
Deryk Ramos, Jéfferson Campos, Arthur Belchor, Guilherme Giovannoni e Ronald Reis
Téc: José Carlos Vidal
Sexto jogador: Fulvio Chiantia

San Martin de Corrientes
Diego Ciorciari, Larry O'Bannon, Matías Lescano, Aleksandar Georgiev e Jeremiah Wood
Téc: Sebastián González
Sexto jogador: Mariano Fierro

Estrangeiros na final: no San Martin, Larry O'Bannon e Jeremiah Wood, dos EUA, e Aleksandar Georgiev, da Bulgária.

MVP: Deryk Ramos

Final: UniCeub/Brasília 94 x 92 (c) e 82 x 79 (f) San Martin

2016

Mogi
Larry Taylor, Shamell Stallworth, Jimmy Dreher, Tyrone Curnell e Caio Torres
Téc: Jorge Guerra, Guerrinha
Sexto jogador: Guilherme Filipin

Weber Bahia Blanca
Gason Whelan, Juan Pablo Vaulet, Lucio Redivo, Jamaal Levy e Anthony Johnson
Téc: Sebastián Ginobili
Sexto jogador: Maximo Fjellerup

Estrangeiros na final: Larry Taylor, Shamell Stallworth e Tyrone Curnell, todos dos EUA, no Mogi, e Anthony Johnson, dos EUA, e Jamaal Levy, do Panamá, no Bahia Basket.

MVP: Shamell Stallworth

Final: Mogi 77 x 72 (c), 80 x 77 (c) e 84 x 81 (f) Weber Bahia


2017

Guaros de Lara
Heissler Guillent, José Gregorio Vargas, Luis Bethelmy, Néstor Colmenares e Gregory Echenique
Téc: Fernando Duró
Sexto jogador: Carlos Cabezas

Estudiantes de Concórdia
Leandro Vildoza, Rigoberto Mendoza, Alejandro Zurbriggen, Anthony Smith e David Doblas
Téc: Lucas Victoriano
Sexto jogador: Mateo Bolivar

Estrangeiros na final: Carlos Cabezas, da Espanha, no Guaros de Lara, e Rigoberto Mendoza, da República Dominicana, Anthony Smith, dos EUA, e David Doblas, da Espanha, os três do Estudiantes.

MVP: Heissler Guillent

Final: Guaros 77 x 74 (c), 88 x 83 (c), 68 x 74 (f) e 82 x 79 (f) Estudiantes



Campeões da Liga Sul-Americana entre 2008 e 2017:



domingo, 16 de dezembro de 2012

História da Liga Sul-Americana: 1996 a 2007

The History of the South American League, Basketball
História de la Liga Sudamericana de Baloncesto

1996-2007  //  2008-2017  //  2018-....


O Campeonato Sul-Americano de Clubes foi o torneio pioneiro entre clubes das América do Sul. Seu formato era de um Hexagonal único, reunindo os campeões nacionais dos países com mais tradição no basquetebol sul-americano e o campeão do torneio no ano anterior. Ele foi disputado de 1954 a 2008. Neste período foram 22 títulos de times do Brasil, 9 da Argentina, 7 do Uruguai, 6 da Venezuela e 1 do Chile. Os clubes que mais vezes o conquistaram foram o Sirio (9x) e o Franca (6x). 


Em 1996, buscando ampliar a competitividade e a integração do basquete sul-americano foi criada a Liga Sul-Americana. Inicialmente reunindo 16 times divididos em 4 quadrangulares, cujos dois primeiros colocados avançavam à fase de play-offs: quartas-de-final, semi-final e final. Este formato foi jogado de 1996 a 2007, com o número de participantes variando apenas em anos em que houve desistência de alguma equipe às vésperas do início da competição. Houve um único ano em que problemas políticos impediram a realização do torneio: 2003.

Entre 2008 e 2011, o formato mudou para um total de 12 equipes e sem play-offs, com a fase final sendo disputada num Quadrangular Final.

Em 2012, houve nova tentativa de expandir o torneio, voltando a haver 16 equipes divididas em 4 quadrangulares. Desta vez, para aumentar a atratividade, com os dois primeiros avançando não só para a 2ª fase, jogada em 2 quadrangulares de 4 times, como garantindo participação na Liga das Américas. O título era definido num Quadrangular Final. A competição ficou, portanto, dividida em 3 fases.

 O pivô Diego Osella, primeiro jogador tri-campeão, com o Atenas de Córdoba


Ligas Sul-Americanas entre 1996 e 2007:

1996

Olimpia de Venado Tuerto
Alejandro Montecchia, Walter Guiñazú, Jorge Racca, Michael Wilson e Todd Jadlow.
Téc: Horacio Seguí
Sexto jogador: Sebastián Uranga. Banco: Lucas Victoriano e Leonardo Gutiérrez 

Corinthians
James Carter, Fernando Minucci, Oscar Schmidt, Mingão e Rich Mclver
Téc: Flor Meléndez

Estrangeiros na final: James Carter, Rich McIver, Michael Wilson e Todd Jadlow, todos 4 dos EUA.

MVP: Jorge Racca

Final: Olimpia 112 x 97 (c) e 101 x 100 (f).


1997

Atenas
Marcelo Milanesio, Gregg Dennis, Thomas Jordan, Fabricio Oberto e Diego Osella
Téc: Rubén Magnano.
Sexto jogador: Héctor Campana. Banco: Leandro Palladino

Corinthians
Zanon, Robyn Davis, Oscar Schmidt, Brasília e Caio Silveira
Téc: Zé Boquinha

Estrangeiros na final: Gregg Dennis, Thomas Jordan e Robyn Davis, todos 3 dos EUA.

MVP: Gregg Dennis

Final: Corinthians 85 x 82, Atenas 97 x 90 e 98 x 88.


1998

Atenas
Marcelo Milanesio, Steve Edwards, Darrell Anderson, Fabricio Oberto e Diego Osella
Téc: Rubén Magnano.
Sexto jogador: Héctor Campana. Banco: Leandro Palladino

Franca
Helinho, Demétrius, Chuí, Rogério Klafke e Jose Vargas
Téc: Hélio Rubens
Sexto jogador: Christopher Knights

Estrangeiros na final: Steve Edwards, Darrell Anderson e Christopher Knights, dos EUA, e Jose Vargas, da República Dominicana.

MVP: Fabricio Oberto

Final: Atenas 68 x 62 (c) e 78 x 75 (f).


1999

Vasco
Charles Byrd, Demétrius, Rogério Klafke, Mingão e Jose Vargas
Téc: Flor Meléndez
Sexto jogador: Janjão

Boca Juniors
Alejandro Montecchia, Gabriel Fernández, Stacey Williams, Rubén Wolkowyski e Rowan Barret
Téc : Néstor "Che" Garcia
Sexto jogador: Esteban De La Fuente. Banco: Daniel Farabello

Estrangeiros na final: no Boca, Stacey Williams e Rowan Barret, dos EUA, no Vasco, Charles Byrd, dos EUA, Jose Vargas, da República Dominicana, e o técnico Flor Meléndez, de Porto Rico.

MVP: Charles Byrd

Final: Vasco 77 x 73 (f) e 76 x 68 (c)


2000

Vasco
Charles Byrd, Demétrius, Rogério Klafke, Sandro Varejão e Jose Vargas
Téc: Hélio Rubens
Sexto jogador: Helinho

Atenas
Marcelo Milanesio, Leandro Palladino, Héctor Campana, Jason Osborne e Diego Osella
Téc: Pablo Coleffi
Sexto jogador: Leonardo Gutierrez

Estrangeiros na final: no Atenas, Jason Osborne, dos EUA, no Vasco, Charles Byrd, dos EUA, e Jose Vargas, da República Dominicana.

MVP: Jose Vargas

Final: Atenas 78 x 71 (f), Vasco 70 x 67 (c), Atenas 84 x 79 (c), Vasco 87 x 75 (f) e 64 x 61 (c)


2001

Estudiantes de Olavarría
Gustavo Fernández, Daniel Farabello, Byron Wilson, DeWayne McCray e Gabriel Fernández
Téc: Sérgio Hernández
Sexto jogador: Víctor Baldo. Banco: Paolo Quinteros

Gimnasia de Comodoro Rivadavia
Leonardo Diebold, Pablo Moldú, David Scott, Leandro Masieri e Stanley Easterling
Téc: Fernando Duró

Estrangeiros na final: David Scott, Stanley Easterling, Byron Wilson e DeWayne McCray, todos 4 dos EUA.

MVP: Daniel Farabello

Final: Gimnasia 93 x 88, Estudiantes 84 x 81 (f), 106 x 84 (c) e 100 x 78 (c)


2002

Libertad Sunchales
Facundo Sucatzky, Mariano Cerutti, Esteban Pérez, Jorge Benítez e Román González
Téc: Daniel Rodríguez
Sexto jogador: Sebastián Acosta

Vasco
Helinho, Jamison, Rogério Klafke, Mingão e Sandro Varejão
Téc: Hélio Rubens
Sexto jogador: Chuí

Estrangeiros na final: nenhum.

MVP: Mariano Cerutti

Final: Vasco 78 x 77 (c) Libertad 83 x 81 (f), 100 x 99 (c) e 95 x 85 (c)


2003
NÃO FOI DISPUTADA


2004

Atenas
Facundo Sucatzky, Héctor Campana, Joshua Pittman, Quincy Alexander e Diego Osella
Téc: Mário Milanesio
Sexto jogador: Fernando Funes

Unitri/Uberlândia
Valtinho, Tony Harris, Rogério Klafke, Janjão e Estevam
Téc: Hélio Rubens
Sexto jogador: Helinho. Banco: Wanderson e Brasília

Estrangeiros na final: Joshua Pittman, Quincy Alexander e Tony Harris, todos 3 dos EUA.

MVP: Héctor Campana

Final: Atenas 83 x 82 (f), Uberlândia 86 x 85 (c), Atenas 97 x 90 (c), Uberlândia 113 x 104 (f) e Atenas 79 x 76 (f)


2005

Unitri/Uberlândia
Valtinho, Tony Harris, Alex Blackwell, Rogério Klafke e Estevam
Téc: Hélio Rubens
Sexto jogador: Helinho. Banco: Brasília

Universo/Ajax
Manteiguinha, Bruno Langsdorff, Diego Pinheiro, Juliano Cavallini e André Bambu
Téc: Márcio Andrade
Sexto jogador: Audrei Parisotto

Estrangeiros na final: Alex Blackwell e Tony Harris, os 2 dos EUA.

MVP: Valtinho

Final: Ajax 93 x 91 (c), Uberlândia 80 x 66 (f), 84 x 74 (c) e 71 x 66 (c)


2006

Ben Hur
Raymundo Legaria, Diego García, Ramzee Stanton, Leonardo Gutiérrez e Jason Osborne
Téc: Julio Lamas
Sexto jogador: Walter Storani

COC/Ribeirão Preto
Nezinho, Alex Garcia, Arthur, Durelle Brown e Paulão Prestes
Téc: Lula Ferreira
Sexto jogador: Davit Berdzenishvili

Estrangeiros na final: Ramzee Stanton, Jason Osborne e Durelle Brown, dos EUA, e Davit Berdzenishvili, pivô nascido na Geórgia.

MVP: Leonardo Gitiérrez

Final: Ben Hur 96 x 81 (f), Ribeirão Preto 79 x 76 (c), Ben Hur 97 x 84 (c) e 86 x 71 (c)


2007

Libertad Sunchales
Diego Alba, Diego Cavaco, Cleotis Brown, Andrés Pelussi e Robert Battle
Téc: Carlos Bualo
Sexto jogador: Leopoldo Moreno

Franca
Helinho, Derrick Lang, Rogério Klafke, Murilo Becker e Estevam
Téc: Hélio Rubens
Sexto jogador: William Drudi

Estrangeiros na final: Cleotis Brown, Robert Battle e Derrick Lang, todos 3 dos EUA.

MVP: Cleotis Brown

Final: Libertad 90 x 69 (c) e 69 x 54 (c), Franca 60 x 58 (c) e 78 x 73 (c), e Libertad 77 x 68 (c)




Campeões das 11 primeiras edições, entre 1996 e 2007: