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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Real Madrid vs Basquete Brasileiro: 13 jogos e 6 vitórias brasileiras


O Real Madrid Basquete já enfrentou 13 vezes na história a equipes brasileiras, com um histórico de confrontos extremamente equilibrado: foram 7 vitórias dos espanhóis e 6 vitórias das equipes brasileiras.

As vitórias do basquete merengue aconteceram em 1970 sobre o Corinthians, em 1976 e 1977 sobre o Franca, em 1978 sobre o Sírio, em 1981 duas vezes, uma sobre o Sírio e outra sobre o Franca, e em 2015 sobre o Bauru.

As vitórias brasileiras foram conquistadas pelo Corinthians em 1965, pelo Sírio em 1969, pelo Vila Nova em 1974, duas vezes pelo Franca, em 1975 e em 1980, e pelo Bauru em 2015. Somente, portanto, uma agremiação brasileira superou aos merengues mais de uma vez na história, o Franca Basquetebol Clube.



Fichas dos 13 JOGOS:


05/07/1965 - CORINTHIANS 118 x 109 REAL MADRID
Local: Ginásio do Parque São Jorge, São Paulo
Corinthians: Wlamir Marques (40), Rosa Branca (15), Renê Salomón (14), Pedro Yves (12) e Ubiratan Maciel (32). Téc: Moacyr Daiuto. Banco: Edward (5).
Real Madrid: Lolo Sainz (13), Emiliano Rodríguez (30), Carlos Sevillano (13), Clifford Luyk (33) e Moncho Monsalve (16). Téc: Robert Busnel. Banco: Miguel "Che" González (4).



26/01/1969 - SÍRIO 72 x 60 REAL MADRID
Local: Macon Coliseum, Macon, Geórgia, Estados Unidos
Sírio: Carlos "Mosquito" Massoni (14), Antônio Moutinho (3), Radvilas Gorauskas (20), Luís Cláudio Menon (25) e Antônio Sucar (10). Téc: Ángel Crespo. Banco: Washington "Dódi" (--) e Fritz Braun (--).
Real Madrid: Lolo Sainz (2), Emiliano Rodríguez (2), Wayne Brabender (16), Clifford Luyk (5) e Miles Aiken (27). Téc: Pedro Ferrándiz. Banco: Vicente Ramos (2), Toncho Nava (4) e Cristóbal Rodríguez (2).


25/09/1970 - REAL MADRID 78 x 77 CORINTHIANS
Local: Palazzetto dello Sport Lino Oldrini, Varese, Itália
Real Madrid: Vicente Ramos (6), Emiliano Rodríguez (12), Wayne Brabender (5), Clifford Luyk (23) e Cristóbal Rodríguez (16). Téc: Pedro Ferrándiz. Banco: José Ramón Ramos (0), Francisco Javier Goizueta (--), Vicente Paniagua (8), Toncho Nava (--), Juan Tarruella (--), Rafael Rullán (--) e Diego Signorile (8).
Corinthians: Hélio Rubens (24), Wlamir Marques (14), Amaury Pasos (15), Victor Mirshauswka (10) e Adílson Nascimento (10). Téc: Moacyr Daiuto. Banco: Rubinho (--), Eduardo Felipe (0), Renzo Leonardi (0), Zé Geraldo (--), Mical (2), José Aparecido "Jói" dos Santos (2) e Emil Rached (0).


11/09/1974 - VILA NOVA 72 x 71 REAL MADRID
Local: Palácio de los Deportes, Cidade do México
Vila Nova: César Sebba, Washington "Dódi", Abraham Stewart, Adílson de Freitas e Marquinhos Abdalla. Téc: Togo Renan Soares, "Kanela".
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán, Carmelo Cabrera, Wayne Brabender, Walter Szczerbiak e Cristóbal Rodríguez. Téc: Pedro Ferrándiz. Banco: Vicente Ramos, Vicente Paniagua, José Manuel Beirán e Rafael Rullán.


17/09/1975 - FRANCA 80 x 79 REAL MADRID
Local: Palazzetto dello Sport Lino Oldrini, Varese, Itália
Franca: Hélio Rubens (19), Fransérgio (4), Fausto Gianenechini (20), Adílson Nascimento (5) e Marquinhos Abdalla (26). Téc: Pedro Fuentes, "Pedroca". Banco: Lázaro "Toto" Garcia (--), Alberto Carraro (--), Zé Geraldo (5), Gílson Trindade (--) e Robertão (1).
Real Madrid: Vicente Ramos (8), Wayne Brabender (25), Walter Szczerbiak (16), Clifford Luyk (3) e John Coughran (10). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Vicente Paniagua (4), Carmelo Cabrera (--), Emiliano Rodríguez (--), Luis María Prada (--), Cristóbal Rodríguez (3) e Rafael Rullán (10).


01/10/1976 - REAL MADRID 83 x 70 FRANCA
Local: Ginásio Luna Park, Buenos Aires, Argentina
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (18), Wayne Brabender (17), Walter Szczerbiak (24), Clifford Luyk (2) e John Coughran (12). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Vicente Ramos (--), Carmelo Cabrera (0), Cristóbal Rodríguez (--) e Rafael Rullán (10).
Franca: Hélio Rubens (8), Fausto Giannechini (16), Marcelo Vido (16), Adílson Nascimento (4) e Gílson Trinidade (15). Téc: Pedro Fuentes, "Pedroca". Banco: Lázaro "Toto" Garcia (4), Fransérgio (1), Zé Geraldo (0) e Robertão (6).


04/10/1977 - REAL MADRID 113 x 94 FRANCA
Local: Pabellón de la Ciudad Deportiva, Madrid, Espanha
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (0), Wayne Brabender (26), Walter Szczerbiak (30), Rafael Rullán (15) e John Coughran (22). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Vicente Ramos (0), Carmelo Cabrera (4), Juan López Iturriaga (2), Samuel Puente (8) e Luis Maria Prada (6).
Franca: Hélio Rubens (0), Fausto Giannechini (25), Marcelo Vido (0), Adílson Nascimento (18) e Stewart Helbe (8). Téc: Pedro Fuentes, "Pedroca". Banco: Lázaro "Toto" Garcia (9), Fransérgio (2), Zé Geraldo (16) e Robertão (16).


19/06/1978 - REAL MADRID 111 x 108 SIRIO
Local: Ginásio Obras Sanitárias, Buenos Aires, Argentina
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (11), Wayne Brabender (32), Walter Szczerbiak (30), Rafael Rullán (5) e John Coughran (33). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Luis Maria Prada (0).
Sírio: Washington Dódi (6), Marcel de Souza (31), Oscar Schmidt (8), Larry Williams (16) e Marquinhos Abdalla (31). Téc: Cláudio Mortari. Banco: José Carlos Saiani (4), Eduardo Agra Galvão (0), Paulinho Rossi (2) e Marcelo Vido (10).


03/10/1980 - FRANCA 116 x 73 REAL MADRID
Local: Sportska Dvorana "Skenderija", Sarajevo, Iugoslávia
Franca: Hélio Rubens (6), Fausto Giannechini (18), Marcelo Vido (8), Adílson Nascimento (28) e Gílson Trinidade (16). Téc: Pedro Fuentes, Pedroca. Banco: Guerrinha (2), Lázaro "Toto" Garcia (10), Wágner Machado (14), Magu (0), Silvio Malvesi (2) e Robertão Correa (12).
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (8), Juan López Iturriaga (4), Wayne Brabender (16), José Luis "Indio" Díaz (5) e Jim Abromaitis (20). Téc: Lolo Sáinz. Banco: José Luis Llorente (6) e Luis Maria Prada (14).


29/06/1981 - REAL MADRID 92 x 88 SIRIO
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (15), Mirza Delibasic (16), Wayne Brabender (12), Steve Malovic (8) e Rafael Rullán (17). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Juan López Iturriaga (16), José Luis Llorente (--), José Luis "Indio" Díaz (--), Fernando Martin (--) e Fernando Romay (8).
Sírio: Maury de Souza (10), Marcel de Souza (24), Oscar Schmidt (17), Larry McKinney (2) e Marquinhos Abdalla (27). Téc: Cláudio Mortari. Banco: Milton "Carioquinha" (--), Washington "Dodi" (--), José Carlos Saiani (4), Paulinho Esteves (--), Paulinho Villas-Boas (--), Luisão Videira (--) e Sam Foggin (4).



03/07/1981 - REAL MADRID 101 x 60 FRANCA
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Real Madrid: Juan Antonio Corbalán (7), Mirza Delibasic (26), Wayne Brabender (20), Steve Malovic (3) e Rafael Rullán (20). Téc: Lolo Sáinz. Banco: Juan López Iturriaga (--), José Luis Llorente (6), José Luis "Indio" Díaz (0), Fernando Martin (8) e Fernando Romay (11).
Franca: Hélio Rubens (2), Fausto Giannechini (10), Wágner Machado (7), Robertão Correa (12) e Gílson Trindade (15). Téc: Pedro Fuentes, Pedroca. Banco: Guerrinha (2), Lázaro "Toto" Garcia (--), Magu (6) e Silvio Malvesi (6).


25/09/2015 - BAURU 91 x 90 REAL MADRID
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Bauru: Ricardo Fischer (12), Alex Garcia (12), Robert Day (8), Jéfferson William (10) e Rafael Hettsheimeir (27). Téc: Jorge Guerra, “Guerrinha”. Banco: Paulinho Boracini (2), Léo Meindl (15), Gui Deodato (3) e Rafael Mineiro (2).
Real Madrid: Sergio Llull (17), Jaycee Carroll (18), Rudy Fernández (8), Howard Thompkins (12) e Gustavo Ayón (8). Téc: Pablo Laso. Banco: Sergio Rodríguez (11), Luka Doncic (0), Jonas Maciulis (3), Andrés Nocioni (4), Felipe Reyes (9) e Guillermo “Willy” Hernangomez (0).



27/09/2015 - REAL MADRID 91 x 79 BAURU
Local: Ginásio do Ibirapuera, São Paulo
Real Madrid: Sergio Llull (21), Jaycee Carroll (22), Jonas Maciulis (0), Felipe Reyes (4) e Gustavo Ayón (5). Téc: Pablo Laso. Banco: Sergio Rodríguez (5), Luka Doncic (4), Andrés Nocioni (9), Howard Thompkins (17) e Guillermo “Willy” Hernangomez (4).
Bauru: Ricardo Fischer (26), Alex Garcia (14), Robert Day (3), Jéfferson William (0) e Rafael Hettsheimeir (17). Téc: Jorge Guerra, “Guerrinha”. Banco: Paulinho Boracini (2), Léo Meindl (9), Gui Deodato (0) e Rafael Mineiro (8).




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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Hélio Rubens e os 5 melhores jogadores que comandou

Hélio Rubens, em matéria para o Globoesporte.com, feita em 12 de abril de 2013, elegeu os cinco melhores dentre todos os jogadores que comandou. Eis os elegidos:

Ele perdeu a conta de quantos atletas passaram por suas mãos. Entre os muitos que vestiram as camisas, além de Franca, Uberlândia, Vasco e Seleção Brasileira, únicas equipes comandadas pelo recordista de títulos nacionais - com 11 conquistas - vários se destacaram e fizeram história com a bola laranja. Mas cinco foram lembrados pelo treinador como os melhores com quem ele já trabalhou.

A escolha foi difícil, demorada, fez o técnico puxar pela memória e mudar de opinião algumas vezes. Foram tantos craques dirigidos por Hélio Rubens que a lista poderia, tranquilamente, ter outros cinco nomes diferentes.

Além dos cinco, Hélio citou outros tantos de quem se orgulha de ter trabalhado, mas coube a dois americanos, um uruguaio e dois compatriotas o privilégio de serem escolhidos por um dos treinadores mais respeitados do país. Entre todos os americanos dirigidos por Hélio, o armador Dexter Shouse, ex-Franca, levou a melhor na disputa contra Charles Byrd e Tony Harris e encabeça a lista. Dos jogadores nascidos no Brasil, o ala Oscar Schmidt, com quem o treinador teve algumas divergências de opinião, foi o preferido.

Eis a lista dos cinco melhores jogadores escolhidos por Hélio Rubens.

1 - O completo e temperamental Dexter Shouse

Nascido no dia 24 de março 1963 em Terre Haute, Indiana, Dexter Shouse se formou pela Universidade do Sul do Alabama antes de ser draftado pelo Philadelphia 76ers. Com apenas 18 minutos e nenhum ponto anotado na principal liga de basquete do mundo na temporada de 1989/1990, o ala/armador, que atuou nas Filipinas e chegou a registrar uma média de 50 pontos por partida, brilhou com a camisa de Franca nos anos 90. Apesar do temporamento difícil, o camisa 10 francano tinha talento de sobra e por isso ganhou o apelido de Dexter Show. Ao lado de Vargas, Demétrius e Rogério, conquistou o brasileiro de 1993.

- Apesar de seu talento, o armador ficou marcado pelo temperamento difícil e seu descontrole emocional. O Dexter Shouse foi o jogador mais completo com quem já trabalhei. Ele tinha uma condição atlética privilegiada, marcava demais, assistia seus companheiros e também pontuava muito.



2 - O líder uruguaio Tato López

Apontado como um dos cinco melhores uruguaios de todos os tempos, Horácio Tato López mostrou que não era um jogador comum quando vestiu a camisa do país pela primeira vez com apenas 15 anos. O ala-pivô também trabalhou com o treinador em Franca. Com a camisa do Uruguai, ganhou o Sul-Americano de 1981 e o sexto lugar nos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 1984. Tato López, que atuou por Sporting, Neptuno, Welcome e Aguada em seu país, Caserta e Mobilgirgi, na Itália, Ferro Carril Oeste, na Argentina, além de Franca e o Monte Líbano, se aposentou aos 35 anos com uma incrível média de 31 pontos por partida.

- O Tato López também trabalhou comigo em Franca. Era um jogador que atuava como lateral ou ala-pivô. Tinha personalidade muito forte, estressado dentro de quadra, mas exercia uma liderança enorme sobre seus companheiros e era decisivo nos momentos-chaves. Ele também tinha um excelente arremesso e foi o melhor jogador da sua geração durante anos.



3 - O alcoólatra Carey Scurry

Formado pela Universidade de Long Island, o ala de 2,01m foi draftado pelo Utah Jazz e parceiro de Karl Malone de 1985 a 1988, quando trocou a equipe de Salt Lake City pelo New York Knicks no fim da temporada de 1988. Depois de registrar uma média de 4.7 pontos e 2.9 rebotes por partida na liga americana, Scurry rodou o mundo e passou pelo basquete de Grécia, Espanha, Bélgica, Argentina e Chile, além do Brasil, no Franca treinado por Hélio Rubens.

- Apesar do seu vício com a bebida, o Scurry jogava demais. Era um cara versátil, que podia atuar tanto como pivô como ala, dava toco à vontade e era dominante dentro do garrafão. Acabou deixando a NBA por problemas pessoais e jogou em diversos países, entre eles o Brasil, para nossa sorte.



4 - O maior cestinha de todos os tempos: Oscar Schmidt

Maior cestinha de todos os tempos, Oscar Schmidt é considerado um dos estrangeiros mais respeitados da NBA, apesar de nunca ter jogado na principal liga de basquete do planeta. Com cinco participações em Jogos Olímpicos, o Mão Santa ficou famoso nos Estados Unidos ao marcar 46 pontos na inesquecível vitória da seleção brasileira por 120 a 115, na decisão dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, sobre os donos da casa, depois de estar perdendo por 22 pontos de diferença. Oscar começou a jogar no Palmeiras e defendeu tradicionais clubes do país como Sírio, Flamengo e Corínthians, além de ter atuado no basquete italiano e espanhol. Trabalhou com Hélio Rubens na seleção brasileira.

- O Oscar começou jogando como pivô. Era um atleta que sabia girar para os dois lados dentro do garrafão, mas pelos recursos que tinha em seu arremesso acabou se revelando um dos maiores laterais e cestinhas do basquete mundial de todos os tempos. Ele tinha uma certa deficiência na marcação e até brincava que era porque estava sempre muito ocupado fazendo cestas, mas compensava isso ofensivamente. Foi um dos maiores arremessadores de longa distância que eu dirigi e vi jogar.



5 - O faz-tudo Rogério

Dono de um arremesso certeiro, Rogério foi revelado pelo Sogipa (RS) e foi considerado por anos o substituto de Oscar. Nascido em Porto Alegre no dia 26 de março de 1971, ele conquistou cinco vezes o Campeonato Brasileiro, sempre sob o comando de Hélio Rubens. O ala/pivô de 2,01m acompanhou o treinador por quase todos os clubes. Inclusive a seleção brasileira, pela qual o jogador disputou os Jogos de Atlanta, em 1996.

- O Rogério é um jogador de grupo e que me acompanhou em quase todos os times que dirigi. Fomos campeões em Franca, no Vasco e em Uberlândia. Era um ala-pivô veloz, que puxava bem os contra-ataques, excelente marcador e um exímio arremessador de longa distância. Um jogador completo, que sempre exerceu sua liderança de forma discreta e positiva, sempre criando um ambiente de união nas equipes que jogou. Excelente marcador.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A História do Basquete de Franca

A cidade de Franca está localizada no nordeste do Estado de São Paulo. É conhecida como "Capital Nacional do Calçado Masculino", um importante pólo industrial em meio a uma região essencialmente agrícola, que pertence à região com uma das mais importantes produções de café do mundo, a região "Alta Mogiana".

A "Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Franca" foi criada em 1805 como parte da Vila de Mogi Mirim. Posteriormente se tornou "Vila Franca Del Rey", em 1824, e, logo a seguir, "Vila Franca do Imperador". Isto depois de, em 1821, Minas Gerais ter tentado anexar a região a seu estado; os francanos resistiram, a tentativa falhou, e a marca ficou no lema que está no brasão da cidade hoje: "GENTI MEAE PAULISTAE FIDELIS" (Fiel à Minha Grei Paulista).

No mundo dos esportes, a cidade de Franca é conhecida como a capital nacional do basquete masculino, pois na história do basquete brasileiro é o clube que ganhou mais títulos. Uma história iniciada há muitos anos: o grande difusor do esporte na região (não só o basquete) foi David Carneiro Ewbank, que fundou em 1913 o multidesportivo Clube Atlético Franca, que acabou fechado em 1918. Mas David Ewbank não desistiu de empreender pelo esporte e fundou a Associação Atlética Francana.

Mas a semente da tradição da cidade no basquete só foi plantada no início da década de 1930, quando foi fundada a Liga Francana de Bola ao Cesto por José Cyrilo Goulart e Alfredo Henrique Costa. Em 1931 houve o primeiro campeonato da cidade, vencido pelo Clube Atlético Rio Branco. Já em 1936 houve a primeira edição dos Jogos Abertos do Interior, iniciativa do cronista esportivo Horácio "Baby" Barioni. O torneio de basquete contou com a participação dos times de Franca, Olímpia, Monte Alto e Uberlândia. Franca ficou com o 3º lugar e dali para frente o esporte foi crescendo cada vez mais no gosto da cidade.

Em setembro de 1953 foi fundado o Clube dos Bagres, projeto liderado pelo professor de educação física, recém-graduado pela USP, Pedro Morila Fuentes, o "Pedroca". Ele foi o treinador do time profissional de basquete do Clube dos Bagres de 1953 até 1981. Sob seu comando, o clube francano se projetou no cenário nacional. Começou desbancando o XV de Piracicaba, penta-campeão do interior, e faturando o Campeonato Paulista do Interior por 7 anos consecutivos: 1962-63-64-65-66-67-68. O time emergiu a partir daí no cenário estadual: o Clube dos Bagres foi Vice-campeão Paulista em 1964 (perde a final para o Corinthians), 1970 e 1971 (derrotas na final para o Sirio). Nesta ascenção coloca pela primeira vez um francano na Seleção Brasileira, o armador Hélio Rubens, titular absoluto no time do técnico Kanela que foi Vice-campeão Mundial em 1970, na Iugoslávia. As principais estrelas desta equipe eram da família "Rubens Garcia", os irmãos Hélio, Fransérgio e Toto, que ficaram conhecidos como os "Irmãos Metralha".

Antes mesmo de conseguir conquistar o Campeonato Paulista, deu-se um salto maior: em 1971 o Clube dos Bagres sagrou-se Campeão da Taça Brasil, alcançando o degrau mais alto do basquetebol nacional. O time campeão jogava com Hélio Rubens, Fransérgio, Fausto Giannechini, Lázaro “Toto” Garcia e Robertão. O treinador era Pedroca. No banco ainda estavam Alberto Carraro, Miltinho, Amilton, César Flausino e Rosalvo. Na campanha, vitória por 88 x 56 no Arapongas, por 86 x 51 no Minas Tênis, e no jogo decisivo, vitória sobre o Sirio por 75 x 62.

Apesar do sucesso, em 1971 o basquete do Clube dos Bagres foi fechado por problemas políticos, sendo o basquete francano forçado a passar por uma grande reformulação. O time de basquete profissional passou então a ser patrocinado pela Indústria de Calçados Emmanuel, com a equipe passando a se chamar "Emmanuel Franca Esporte Clube". Em 1974, houve a falência dos Calçados Emmanuel, forçando uma nova reformulação, com a equipe passando a ser patrocinada pela Indústria Amazonas de Produtos para Calçados, e tornando-se o "Esporte Clube Amazonas Franca". Mas os problemas não tardaram em ressurgir. Em 1976, a Indústria Amazonas encerrou seu patrocínio, alegando incompatilbilidades político-administrativas com a direção do clube, e encerrou seu apoio. Nada disso impediu o basquete de Franca de crescer: o time venceu o Campeonato Paulista do Interior em 1971, 1972, 1975, 1976 e 1977, tornando-se o maior vencedor do torneio, que teve 28 edições entre 1947 e 1977, tendo sido Franca campeã de 12 delas. Mas Franca já não era mais uma força só do interior, tornou-se grande no basquete paulista, e, por conseguinte, no basquete brasileiro.

Daí para frente os francanos imendaram uma sensacional sequência de títulos. Foram Campeões Paulista pela 1ª vez em 1973, superando o Trianon na final; depois perderam a final de 74 para o Palmeiras, mas a seguir foram Tri-campeões Paulistas em 1975-1976-1977, batendo o Palmeiras na final dos dois primeiros anos e o Sirio na conquista do Tri. Entre 1973 e 1979 foram 7 finais consecutivas de Campeonato Paulista, quatro títulos e três vices. Mas a projeção de Franca não parou por aí.

O Franca foi Bi-Campeão da Taça Brasil em 1974 e 1975 e foi Tri-campeão do Sul-Americano de Clubes em 1974-1975-1976. Em 1976, o time foi Vice-campeão do Mundial de Clubes, jogando em Cantu, na Itália, perdeu o troféu máximo do basquete mundial para o time local, o Cantu. O timaço francano do período entre 74 e 76 jogava com Hélio Rubens, Fransérgio, Fausto Giannechini, Gilson Trindade e Robertão, comandados por Pedroca.

Da esquerda para a direita: Hélio Rubens, Betão, Adilson, o argentino Gustavo Aguirre,
Carlão, Robertão, Gilson Trindade, Carrarinho, Carraro e Fausto Giannechini.

Com a crise pela qual o clube passou em 1977, foi a vez do basquete de Franca se apoiar no futebol. A Associação Atlética Francana havia sido campeã da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de Futebol em 1977, subindo para disputar a divisão principal do estadual em 1978. Nesse mesmo ano de 1977, a A.A. Francana passa a abrigar o time de basquete da cidade, que defendeu suas cores de 1977 a 1984, quando novas divergências políticas levaram à separação do basquete do resto do clube, e à criação da Associação Francana de Basquetebol. Sob este nome a Francana jogou de 1984 a 1988.


A reestruturação em torno da Francana deu resultado e o time voltou a se destacar. Foi Campeão da Taça Brasil em 1980, ganhou o Sul-Americano de Clubes pela 4ª vez em sua história em 1980 e, em 1981, jogou o Mundial de Clubes em Sarajevo, na Iugoslávia, no qual Franca voltou a ficar com o Vice-campeonato Mundial, perdendo o título para o Maccabi Tel Aviv, de Israel. Aquela foi a despedida de Pedroca como treinador, por conta de problemas de saúde que o afastaram das quadras. Em seu lugar assumiu Hélio Rubens, que passou direto da posição de jogador e líder do time em quadra para a de técnico. O timaço francano de 80 e 81 jogava com Hélio Rubens, Guerrinha, Fransérgio, Fausto Giannechini e Robertão. O sexto-jogador era Tom Zé; todos comandados por Pedroca.


No ano seguinte, 1982, a Francana voltou a disputar o Mundial de Clubes, jogado desta vez no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Num jogo histórico para o clube, venceu o Maccabi Tel Aviv, campeão mundial no ano anterior. Chegou à semi-final, mas daí não passou. Na final, o Real Madrid venceu o Sirio, ficando com o título do torneio.

Mundial de 82 no Ibirapuera, vitória sobre o Maccabi Tel Aviv

Em 1984, como já dito, houve uma nova crise administrativa na A.A. Francana e o clube caiu em decadência. O basquetebol se separou, mas seguiu com o nome Francana. Permaneceu assim até 1988, quando outra estrutura foi formada. O time então foi adotado pela fábrica Ravelli Calçados, passando a se chamar "Ravelli Franca Basquetebol". O projeto fez o time retomar o caminho dos títulos. Sem vencer o Paulista desde 1977, foi depois da reestruturação em torno da Ravelli que o time voltou a ser campeão, venceu o Campeonato Paulista em 1988, 1990 e 1992 e foi Bi-Campeão das duas primeiras edições da Liga Nacional, em 1990 e 1991. Ainda voltou a vencer a Liga em 1993. Foi também Bi-Campeão do Sul-Americano de Clubes em 1990 e 1991, atingindo 6 títulos Sul-Americanos e, assim, tornando-se o segundo maior vencedor na história do torneio, que foi disputado entre 1954 e 2008. Só o Sirio, com 8 conquistas, venceu-o mais que Franca.

Ravelli Franca em 1988

O treinador nestas conquistas era Hélio Rubens. O time campeão em 1990 jogava com Guerrinha, Fernando Minucci, Rocky Smith, Patrick Reynolds e Paulão. No banco estavam Evandro e Janjão. Na final, vitória por 3 a 0 na série contra o time da empresa Lwart-Lwarcel. O bi em 1991 veio com o mesmo grupo de jogadores, só tendo sido trocado o norte-americano Patrick Reynolds pelo seu compatriota Morgan Taylor. Na final, 3 a 1 na série contra o Clube Ipê, de Jales. Já em 1993 os campeões foram: Demétrius, Dexter Shouse, Chuí, Sheldon Owens e Josuel. O banco tinha Fábio Pira e Janjão. O vice-campeão foi novamente o Clube Ipê, de Jales.

Em 1992, a Ravelli entrou em conflito com o departamento de basquetebol e a parceria foi finalizada. A crise desta vez partiu o basquete francano. Descontentes, um grupo de ex-jogadores formou um segundo time de basquete na cidade, o Dharma Yara, que dividiu a torcida francana. Tal rivalidade se manteve até 1996, quando o patrocinador Dharma deixou a equipe do Yara, e esta se transferiu para a cidade de Ribeirão Preto, formando o núcleo que montou a equipe do COC/Ribeirão Preto. Entre 1993 e 1995 foram dois representantes na Liga Nacional: Dharma Yara e Sabesp/Franca. Na Liga de 95, o Dharma Yara sagrou-se vice-campeão nacional, tendo sido o Sabesp/Franca semi-finalista no torneio. Franca tinha duas das quatro melhores equipes do país naquele ano.

Eram duas equipes porque da estrutura que construiu o basquete francano desde os tempos do Clube dos Bagres foi então fundado, em 1992, o Franca Basquetebol Clube, um clube independente, dedicado exclusivamente ao basquete, e usando "nomes-fantasia" de acordo com os contratos de patrocínio obtidos desde então: All Star/Franca (1992), Sabesp/Franca (1993), Cosesp/Franca (1994), Cougar/Franca (1995-1996), Marathon/Franca (1997-2000), Unimed/Franca (2000-2001), Franca/Petrocrystal/Ferracini (2004-2005), Unimed/Franca (2005-2008) e Vivo/Franca (2008-2014). O Franca Basquetebol foi Campeão Paulista em 1997, em 2000 e Bi-Campeão em 2006-2007.


O auge no entanto foi o fantástico time Tri-campeão Brasileiro em 1997-1998-1999. A série não foi maior porque o projeto francano foi "roubado" pelo Vasco, que contratou o técnico Hélio Rubens e todas as principais estrelas: Helinho (Hélio Rubens Filho), Demétrius, Rogério Klafke, Sandro Varejão e o dominicano José Vargas. Hélio Rubens deixava Franca pela primeira vez em sua carreira. Era o treinador do time desde 1982. No Vasco, o time de francanos ainda faturou o Bi-Campeonato Brasileiro em 2000-2001 e o Bi-Campeonato Sul-Americano.

Os Campeões de 1999

O time campeão de 97: Demétrius, Fernando Minuci, Chuí, Rogério Klafke e José Vargas. Com Helinho, Leon Jones e Evandro no banco. O time venceu o Mogi por 3 a 2 na semi-final. Depois na final um dramático 3 a 2 sobre o Corinthians de Santa Cruz do Sul, do Rio Grande do Sul. A derrota no 3º jogo por 110 x 109 deixou o time gaúcho com 2 x 1 na série. Os dois últimos jogos, em Franca, foram decididos nos segundos finais: 103 x 102 e 76 x 73. Título dramático.

Os campeões de 98: Demétrius, Chuí, Christopher Knigth, Rogério Klafke e José Vargas. Com Helinho e Evandro na reserva. Vitória por 3 a 1 sobre o Vasco da Gama na série semi-final e por 3 a 2 sobre o COC/Ribeirão Preto na final depois de estar sendo derrotado por 2 a 0 na série.


Os campeões de 99: Helinho, Valtinho, Chuí, Mike Higgins e Sandro Varejão. Com Márcio Dornelles no banco. O tri-campeonato teve um gosto especial, porque ao fim da temporada anterior o Vasco contratou Demétrius, Rogério e Vargas, desmontanto a estrutura central do time bi-campeão. O time ainda comandado por Hélio Rubens tinha a experiência de Chuí e os jovens Valtinho, Helinho, Márcio e Sandro Varejão. A conquista sobre os comandados pelo portorriquenho Flor Meléndez teve um gosto especial: vitória por 3 a 2 na série, com o título sendo conquistado num Maracanãzinho lotado com um heróico 86 x 80. Depois do Tri, o Vasco então acabou de desmontar o time francano, contratando Hélio Rubens, Helinho e Sandro Varejão após o fim daquela temporada.

Chuí (Franca/Marathon) x Rogério (Vasco) na final de 1999

Depois disso, o projeto francano passou primeiro a ser conduzido pelo assistente de Hélio, Daniel Wattfy, que treinou o time de 2000 a 2004. Sem repetir as façanhas de Hélio, acabou substituído por outro nome tradicional do basquete de Franca, o ex-jogador Chuí, que treinou o time nas temporadas 2004 e 2005. Até que em 2005 Hélio Rubens voltou; depois do Vasco, havia ainda passado pelo time de Uberlândia, por quem conquistou a Liga Nacional de 2004. Hélio permaneceu a frente do Franca até a temporada 2011-2012, depois da qual foi demitido, indo treinar novamente o time de Uberlândia e deixando o lugar no banco de reservas para Lula Ferreira, o primeiro treinador "não francano" (sem laços diretos com o basquete da cidade) a assumir a equipe na história. Foram poucos os técnicos que Franca teve em décadas de basquete profissional: Pedro Fuentes, o Pedrocão, treinou a equipe de 1958 a 1981, sendo substituído por Hélio Rubens, técnico do time de 1981 a 2000; na sequência os treinadores foram Daniel Wattfy (2000-2004) e Marco Aurélio Pegolo, o Chuí (2004-2005). Então Hélio Rubens voltou para ser o técnico de 2005 a 2012. Depois dele, Lula Ferreira assumiu o projeto de 2012 a 2016, quando foi trocado por Hélio Rubens Filho, o Helinho.

Hélio Rubens como jogador da Francana e técnico do Vivo/Franca.
Cinco décadas dedicadas ao basquete de Franca.

Foi com Helinho Rubens como técnico que o voltou a obter a glória de se sagrar campeão, interrompendo um jejum de 10 anos sem títulos. Bi-campeão do Campeonato Paulista em 2006-2007, o basquete francano viveu uma longa seca de títulos. Voltou à final do Campeonato Paulista em 2017, mas acabou derrotada pelo Paulistano. Em 2018 voltou a disputar o título frente ao mesmo rival, mas desta vez levou a série. O time treinado por Helinho jogava com Elinho Corazza, Jimmy Dreher, David Jackson, Lucas Dias e Lucas Cipolini, o quinteto que levou o basquete francano voltar a festejar. O degrau seguinte seria voltar a ser campeão nacional, título que Franca não conquistava desde 1999, num jejum ainda mais longo.

Mas logo após o título paulista de 2018, a conquista foi ainda maior. O time se habilitou para disputar a final da Liga Sul-Americana contra o Instituto de Córdoba, da Argentina. No 1º jogo, em Franca, uma apertada vitória por 92 x 90, com 21 pontos do jovem Didi Louzada, com apenas 19 anos, e 16 do norte-americano David Jackson, tendo Alexey Borges contribuído com importantes 14 pontos. No 2º jogo, em Córdoba, condições inacreditavelmente ruins no ginásio local, com o piso absurdamente escorregadio. Vitória argentina por 79 x 68. Mais alguma grande atuação de Didi, cheio de personalidade para definir e autor de 20 pontos. O pivô Rafael Hettsheimeir anotou 14, também se destacando. No 3º e decisivo jogo, também em Córdoba, o Franca se impôs e venceu por 94 x 90, com 17 pontos de Lucas Cipolini, 16 de David Jackson e 15 de André Góes, este peça-chave na reta final, tendo acertado 9 de 10 lances-livres nos 23 segundos finais de jogo, sendo decisivo para o título. O Franca voltava a ser campeão sul-americano. Fora 6 vezes campeão do Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões - em 1974, 1975, 1977, 1980, 1990 e 1991 - mas nunca havia conquistado a Liga Sul-Americana, torneio disputado a partir de 1996. Havia chegado duas vezes à final, e perdido em 1998 para o Atenas de Córdoba, e em 2007 para o Libertad de Sunchales. Foi Campeão da Liga Sul-Americana de 2018. O histórico time com Elinho Corazza, Jimmy Dreher, David Jackson, Lucas Dias e Lucas Cipolini, com o técnico Helinho, e um banco com Alexey Borges, André Góes, Didi Louzada e Rafael Hettsheimeir conquistava a América do Sul. O Franca Basketball Clube revivia seus tempos de glória e dava continuidade à sua magnífica história nas quadras.

Franca - Campeão Paulista e Sul-Americano em 2018

Esta equipe abriu as portas para uma nova fase de glórias francanas no basquete. O clube foi Tri-campeão Paulista em 2018-2019-2020. Em 2021 perdeu a final do Estadual para o São Paulo. Mas manteve a base e o trabalho, e seguiu adiante. E funcionou: acabando com um jejum de 22 anos sem um título nacional. Foi um ano de 2022 inesquecível! Na temporada 2021/22 chegou à final do NBB contra o Flamengo, que buscava sua terceira conquista consecutiva, e para quem havia perdido o título brasileiro em 2019 em pleno Pedrocão. A histórica equipe comandada por Helinho Rubens Garcia e formada por Georginho De Paula, o argentino Santiago Scala, o norte-americano David Jackson, Jhonatan Luz, Lucas Dias e Lucas Mariano, fechou a série final em 3-1, com uma antológica vitória no Ginásio Pedrocão no quarto jogo, por 80 x 65, que a fez Campeã Brasileira de 2022. E foi uma temporada de vingança em cima de tradicionais clubes de futebol: após passar pelo Flamengo no NBB, superou ao São Paulo na final e foi Campeã Paulista de 2022, conquistando o título estadual pela quarta vez em cinco anos, e se tornando a maior vencedora do Campeonato Paulista na história! Um ano mégico para o basquete de Franca.

Mas momentos ainda mais especiais estavam reservados para o ano seguinte. Primeiro com uma campanha histórica e impressionante na Temporada Regular do NBB, com 32 vitórias e 0 derrotas! 100% de aproveitamento. A maior campanha da história do basquete brasileiro! Nos play-offs, passou por todas as séries em 5 jogos, com vitórias por 3 x 2 sobre UniFacisa nas quartas de final, Minas Tênis Clube na semi-final, e São Paulo na finalíssima - com um imponente 92 x 68 no jogo decisivo - sendo Bi-campeã Brasileira em 2023. Ainda foi Campeã da Liga dos Campeões das Américas 2023, ao bater ao Flamengo na final por 88 x 79 no Ginásio Pedrocão, naturalmente lotado. Ganhou então o direito de jogar a Copa Intercontinental em Singapura, na qual chegou à final para enfrentar ao Bonn, da Alemanha. Num jogo memorável e histórico, o maior da história do basquete francano, venceu por 70 x 69 com uma cesta de Lucas Dias no último segundo de partida, para de forma emocionante se sagrar Campeã Mundial! O ápice da tradicional história do basquete de Franca.



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