.

Mostrando postagens com marcador Olimpíadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Olimpíadas. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de setembro de 2025

Pelo não aproveitamento de 1 rebote, a África não teve o apogeu histórico de seu basquete


O time do Sudão do Sul era formado por um "grupo de refugiados" que quase escreveu uma história monumental ao quase - mas muito quase - ter vencido ao "Team USA" em amistoso disputado em Londres, na Inglaterra, jogo preparatório para os Jogos Olímpicos de 2024, do qual ambos não só participariam, como cairiam no mesmo grupo e voltariam a se enfrentar. Um país quase que envolvido em um conflito permanente, sonhando mudar a sua história através do esporte.

Todos os membros da Seleção do Sudão do Sul de basquete em 2024 eram descendentes de famílias que fugiram das guerras do país mais jovem do mundo e agora, graças ao basquetebol, reencontraram as suas raízes. O que os jogadores mais destacaram após esta "quase-vitória": lá no Sudão do Sul nós não temos quaras cobertas de basquete.


O Sudão do Sul era o país mais jovem do mundo naquele momento, tinha apenas 11 anos de vida. Uma nação que se acostumou a viver em conflito permanente. Duas longas e duras guerras (1955-1972 e 1983-2005) acabaram por levar - em 2011 - e após um referendo de independência, à separação oficial do Sudão. Mas os problemas não pararam por aí, porque dois anos depois começou uma outra guerra, neste caso civil, que mergulhou o país mais jovem do mundo num caos, ainda em 2024 com consequências e resquícios de violência, apesar de seu fim em 2020. Um contexto extremamente obscuro, que deu origem à fuga de milhões de cidadãos do país como refugiados, entre os quais os familiares de todos os jogadores que representaram a seleção de basquete do país no basquete das Olimpíadas de 2024.

Após estar inscrito como nação na FIBA havia apenas 11 anos, o Sudão do Sul conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos. E na estreia nos Jogos de Paris já fez história, pois venceu a Porto Rico. Um feito e tanto se tivermos em conta de ser um dos países mais pobres do mundo (o 7º com pior PIB per capita do planeta em 2024, equivalente a 518 euros).

Com jogadores emigrando para Austrália, Canadá, Estados Unidos ou Inglaterra, filhos da guerra e do desespero, viabilizou-se o sonho de logo ser montado um time de basquete competitivo, ainda que seja um feito quase inacreditável frente a tão pouco tempo e tantas adversidades.

Entre os principais nomes de seu elenco, Carlik Jones nasceu em Ohio, nos Estados Unidos, para onde seus pais emigraram como refugiados. Wenyen Gabriel, jogador do Los Angeles Lakers até junho de 2024 e então contratado pelo Maccabi Tel Aviv, de Israel, nasceu em Cartum, capital do Sudão, mas quando criança fugiu com a família. Nuni Omot veio ao mundo num campo de refugiados no Quênia, Jok Kacuol cresceu no Uganda, para onde teve de fugir depois de o seu pai e dois avós terem sido mortos na guerra civil. J.T. Thor, o único jogador sul-sudanês da NBA naquele momento, cresceu no Alasca por motivos semelhantes. Marial Shayok nasceu em Ottawa, no Canadá, filho de pai e mãe sul-sudaneses. Makur, seu pai, fugiu da guerra civil na década de 1980 e acabou no Texas para jogar basquete.

Quase todos no elenco eram filhos de sul-sudaneses, mas eram poucos os nascidos no país, embora um brilhe entre os demais: Khaman Maluach. Com apenas 17 anos, e 2,18 metros, ele integrou a equipe que participou do último Campeonato Mundial, em 2023, e repetiu a presença nos Jogos Olímpicos poucas semanas depois de ingressar na Universidade de Duke, a mais tradicional de basquete nos Estados Unidos. Ele nasceu em Rumbek, no atual Sudão do Sul, embora tenha crescido em Uganda como resultado da guerra civil no seu país, e se destacado na NBA Academy realizada em Saly, no Senegal.

Kuany Ngor Kuany nasceu em Aweil em 1994 e se mudou para Melbourne, na Austrália, aos 9 anos, e lá se desenvolveu. Sunday Dech, por sua vez, nasceu em Gambela, na Etiópia, filho de pais sul-sudaneses da tribo Anuak, ele se mudou para Perth, na Austrália, aos 6 anos. Jackson Makoi nasceu no Egito com sua família que para lá fugiu da guerra em 2000, e de lá se mudou para Melbourne, também na Austrália, onde se desenvolveu como jogador de basquete. Majok Deng nasceu em 1993 em Bor, no Sudão, e viveu lá até os 8 anos, e teve que se mudar para a Austrália em 2006, depois de passar algum tempo no Quênia como refugiado, chegando mais tarde a Adelaide com sua irmã e sua mãe.

Talvez do ponto de vista político, Peter Jok seja quem mais sabe o que é sofrer uma guerra. O armador não conhecia o que era basquete até os 9 anos de idade. Aos 3 anos, o seu pai, comandante do Exército de Libertação do Povo do Sudão, foi assassinado. Sua família fugiu então para Uganda e depois para os Estados Unidos, onde chegaram em 2003.

Como disse o ex-NBA Wenyen Gabriel depois da quase-vitória sobre os Estados Unidos: "Queremos que nosso país seja respeitado. Somos um grupo de refugiados que se reúne somente algumas semanas todos os anos, dando o nosso melhor, jogando contra alguns dos melhores jogadores de todos os tempos". E ainda assim, quase, mas muito quase, fizeram história. Na verdade, fizeram história! Mas estiveram muito perto de fazer uma ainda maior, daquelas que se tornam míticas para toda a eternidade!

Uma grande parte do mérito por este trabalho realizado vai para o ex-jogador da NBA Luol Deng, que nasceu em 1985 em Wau, ele foi uma peça-chave para que o Sudão do Sul chegasse aos Jogos Olímpicos de Paris. Deng e sua família deixaram o Sudão pelo Egito devido à guerra, mas após obterem asilo político, decidiram emigrar para a Grã-Bretanha. Antes, no Cairo, ele aprendeu a jogar basquete com outro refugiado sudanês: Manute Bol, mítico nome que também brilhou na NBA. Passando pela St. Mary's Academy, em Londres, Deng chegou à NBA, onde fez carreira por 14 anos.

Desde 2019, coincidindo com a sua aposentadoria, ele preside a federação de basquete do Sudão do Sul. Ficou encarregado de encontrar e recrutar os jogadores que hoje compõem a seleção nacional, convencê-los a optar por jogar por seu país de origem e reuni-los às suas raízes. É por isso que Deng mal conseguiu conter as lágrimas há um ano, na Copa do Mundo, onde o Sudão do Sul selou a sua passagem de classificação para Paris: "Todo mundo já viu: quando se investe na África e nos seus jovens, quando se investe nessas pessoas e lhes dá uma oportunidade de sucesso, eles demonstram todo o talento que têm e que podem estar ao nível de qualquer um".

Tecnicamente, a maior estrela da equipe é Carlik Jones. Ele surpreendeu a todos na Copa do Mundo de 2023, quando integrou o time que participava pela primeira vez de uma Copa do Mundo. Contra os Estados Unidos, o armador conquistou o triplo-duplo (15 pontos, 11 rebotes e 11 assistências), sendo o primeiro na história a ter conseguido esta estatística contra o "Team USA".


Ele que havia sido MVP da G-League, Liga de Desenvolvimento da NBA, e tinha jogado pouco em partidas da NBA antes de ir para a China. Aos dois anos de idade, ele foi diagnosticado com craniossinostose, uma doença das articulações fibrosas dos ossos do crânio, que fecham prematuramente. A partir de então ele foi proibido de praticar esportes. Porém, seu bom tratamento, e o uso de capacete até a adolescência, permitiram que ele se recuperasse e começasse a se destacar primeiro na Universidade de Radford e depois em Louisville.

Apesar de não ter sido escolhido no Draft da NBA, ele se destacou no Texas Legends e estreou no Dallas Mavericks em 2021. Sem conseguir se firmar, continuou na G-League e explodiu em 2023, sendo escolhido o MVP da competição defendendo ao Windy City Bulls, time de desenvolvimento do Chicago Bulls. Porém, pelo Chicago, teve apenas 7 jogos, reduzidas oportunidades, com média de 8 minutos e 2,9 pontos. Depois de uma temporada na China, com propostas da Europa para o seu futuro, Jones surpreendeu os melhores da NBA e o Sudão do Sul quase venceu.



A Quase-Vitória sobre os Estados Unidos

Depois de um forte começo da equipe favorita, ainda no 1º Quarto o Sudão do Sul assumiu a liderança, e de forma assombrosa, surpreendendo ao mundo inteiro, a mantiveram pelos 23 minutos seguintes. Quando faltavam 3:25 minutos para o fim do 1º quarto, Majok Deng pegou um rebote defensivo quando o placar apontava 16-16. O Sudão do Sul foi então ao ataque e faltando 3:20 minutos, Khaman Maluach, com assistência de JT Thor, converteu para passar a frente por 18-16. Steve Kerr então parou o jogo.


Na equipe sul-sudanesa, Nuni Omot foi um dos nomes que mais se destacaram em surpreender ao "Team USA", sem se intimidar, e às vezes até mesmo intimidando à equipe dos EUA com sua fisicalidade e força. Eles eram implacáveis no jogo de garrafão, e sufocantes na defesa. Marial Shayok foi um dos grandes destaques. Ele fez 27 pontos no amistoso contra o Reino Unido e repetiu a sua capacidade ofensiva contra os norte-americanos.

O Sudão do Sul não se intimidou e gradativamente foi ampliando a vantagem. O mundo ficou assombrado quando o 1º tempo terminou com uma vantagem elástica dos sul-sudaneses no placar: 58-44 para o Sudão do Sul!


Só que na volta do intervalo, o "Team USA" voltou energizado e disposto a mudar tudo na partida. Durante o 3º quarto, encaixaram uma sequência de 18-0 que os colocaram novamente na partida. Mas só conseguiram assumir a liderança no placar no fim do terceiro período. A corrida decisiva que impediu "o milagre" reverteu o placar de 76-65 em favor dos sul-sudaneses para 83-76 em favor dos norte-americanos.

Os Estados Unidos retomaram a liderança. Faltavam 41 segundos para o fim do período quando JT Thor errou um arremesso de três. Os EUA pegaram o rebote defensivo e partiram ao ataque. O placar apontava 76-76. Quando faltavam apenas 29 segundos, Stephen Curry acertou um de seus mágicos arremessos de três: EUA 79-76. 


No fim do período, Marial Shayok ainda erraria uma nova tentativa de três pontos. No ataque seguinte, Joel Embiid aproveitou um rebote e, no estouro do cronômetro, ainda colocou os EUA com 81-76 a seu favor. Iniciava-se o último quarto com uma vantagem norte-americana de 5 pontos. A chance estava perdida? Os sul-sudaneses não pensavam assim. No último quarto voltaram a reagir e a encostar novamente no marcador. A reta final foi "cabeça a cabeça".


JT Thor fez talvez a maior jogada de sua carreira, acertando uma bola de três na cara de LeBron James para assumir a liderança por 100-99 quando faltavam 20 segundos para o final. Eles podem não ter vencido o jogo, mas Thor deverá ter aquela foto emoldurada e pendurada na parede de sua casa por toda a eternidade.


No último ataque norte-americano, com todas aquelas estrelas em quadra, podia haver dúvidas sobre quem faria o último arremesso. Mas quando você tem LeBron James no seu time, ele sempre será a primeira opção, e o técnico Steve Kerr definiu a jogada que colocava a bola nas mãos dele. LeBron fez com que tudo parecesse fácil: ele esperou, esperou, esperou, depois atacou e colocou tudo com facilidade para colocar os EUA de volta na liderança. Como sempre, LeBron entregou o prometido: faltavam 8 segundos e o placar passava a estar 101-100.

O Sudão do Sul teve 8 segundos para um último ataque, para tentar converter a bola que lhe daria a vitória. Carlik Jones lançou o arremesso e a bola bateu no vidro da tabela quando faltavam cerca de 4 segundos para o final. Ainda houve tempo para um rebote, mas com o ataque mal posicionado, e a defesa norte-americana em vantagem, o que impediu que a cesta fosse convertida. Gabriel teve a chance de recuperar o rebote ofensivo, mas os Estados Unido sobreviveram ao susto!!!

Ainda assim, apesar do não-acerto, Carlik Jones foi o homem da noite. Ele registrou um triplo-duplo contra aquele que muitos consideram um dos melhores times já montados na história do basquete. Fez 15 pontos, pegou 11 rebotes e deu 11 assistências, sendo peça central do Sudão do Sul em uma noite histórica em Londres! Já LeBron liderou o seu time, com 23 pontos, 6 assistências e 6 rebotes, para assim evitar que os norte-americanos sofressem uma das surpresas mais chocantes da história do basquete!



Ficha do Jogo
20/07/2024 - ESTADOS UNIDOS 101 x 100 SUDÃO DO SUL
Parciais: 24 x 26 / 20 x 32 (44 x 58) / 37 x 18 (81 x 76) / 20 x 24 (101 x 100)
EUA: Stephen Curry (10), Jrue Holiday (8), Devin Booker (5), LeBron James (25) e Anthony Davis (15). Téc: Steve Kerr. Banco: Tyrese Haliburton (0), Derrick White (0), Jayson Tatum (9), Antony Edwards (11), Bam Adebayo (4) e Joel Embid (14).
Sudão do Sul: Carlik Jones (15), Marial Shayok (24), Peter Jok (8), Nuni Omot (9) e J.T. Thor (14). Téc: Royal Ivey. Banco: Jackson Makoi (2), Bul Kuol (3), Wenyen Gabriel (11), Majok Deng (7) e Khaman Maluach (7).




Veja também:





domingo, 31 de agosto de 2025

Origens e heranças deixadas pela Geração Dourada da Argentina


No dia 28 de agosto de 2004, a Seleção Argentina de basquete masculino conquistou a Medalha de Ouro Olímpica, naquele que constitui um dos sucessos esportivos mais importantes da história do esporte argentino, e um dos maiores feitos da história do esporte mundial. Poucas horas antes, a seleção masculina de futebol, a maior paixão nacional dos argentinos, também havia conquistado uma medalha de ouro. O país estava em êxtase naquele momento inesquecível!


A história daquela conquista inicia-se, de certa forma, dois anos antes, no Campeonato Mundial de 2002, quando o time de basquetebol masculino da Argentina começou a mudar a história do basquete mundial para sempre. Na Copa do Mundo de Indianápolis, a Seleção Argentina enfrentou à invicta Seleção dos Estados Unidos da América formada inteiramente por jogadores da NBA, e os derrotou por 87 a 80. Esta vitória, liderada pelos destacados Emanuel Ginóbili, Luis Scola e Andrés Nocioni, foi um marco que quebrou a invencibilidade do 'Dream Team" em competições internacionais desde 1992, ano a partir do qual houve a entrada de jogadores da NBA nos campeonatos do "Mundo FIBA".

A derrota dos Estados Unidos não foi apenas um golpe no orgulho norte-americano, mas também um alerta para o nível crescente do basquete internacional fora da NBA. Como reconheceu o ex-técnico dos Estados Unidos Larry Brown: "Estávamos mais sintonizados e prestando atenção com a Europa, talvez com Itália, Rússia e Iugoslávia. Mas a Argentina? Eu não tinha nenhuma ideia sobre eles. Argentina é futebol". A partir de então a Argentina não seria mais "só futebol", seria também basquete masculino em mais alto nível!

Dois anos depois, nas semi-finais das Olimpíadas de Atenas em 2004, a Argentina derrotou novamente aos Estados Unidos, desta vez por 89 a 81, provando de forma definitiva que o que havia acontecido antes não havia sido mero acaso, e assim consolidou seu status como potência do basquete mundial. Manu Ginobili, mais uma vez, foi a estrela do jogo com 29 pontos. A vitória argentina não foi apenas um feito esportivo, mas também uma prova da química e do trabalho em equipe daquela geração.

Ginóbili vs LeBron James em Atenas 2004

A edição de 2004 dos Jogos Olímpicos estava, como sempre, repleta de grandes estrelas do basquete mundial. É muito válido relembrar a algumas delas: sem dúvida uma das grandes estrelas, e quem mais dominou em termos de pontos, foi o espanhol Pau Gasol. Naquela época ele jogava pelo Los Angeles Lakers e acabou com média de 22,4 pontos por jogo. O outro espanhol que também pode ser destacado naquela edição foi o armador Juan Carlos Navarro, que fez um bom torneio numa Seleção Espanhola que terminou na 7ª posição.

Talvez o jogador mais marcante de Atenas 2004, no entanto, era o chinês Yao Ming, que chegou com seus 2,29 metros e tudo para ser a grande sensação da competição. A estrela do Houston Rockets terminou com 20,7 pontos por jogo numa equipa que terminou em 8º lugar na competição.

A tradicional e sempre difícil Lituânia tinha 2 grandes pilares ao longo da competição em que terminou em 4º lugar, perdendo a possibilidade de levar o bronze frente aos Estados Unidos. De um lado estava Arvydas Macijauskas, que somou 15,9 pontos por jogo, e também se destacou Saras Jasikevicius, que marcou 14,1 pontos em média.

Outras estrelas que apareceram em Atenas foram Dejan Bodiroga que enfrentou a Argentina por Sérvia e Montenegro, Gianluca Basile, que era o destaque na vice-campeã Itália, e Papadopoulos na anfitriã Grécia, que também contava com o jovem Vassilis Spanoulis, que viria a ser um dos maiores da história do basquete grego.

Os nomes mais badalados, no entanto, sem dúvida, estavam no "Team USA", que embora não estivesse com alguns dos grandes nomes da NBA naquele momento, contava com grandes figuras da melhor liga do mundo, como LeBron James, Allen Iverson, Tim Duncan, Carmelo Anthony e Dwyane Wade, que eram os nomes mais notáveis carregados pelo time favorito de todas as Olimpíadas desde 1992.


No fim, quem mais brilhou foi o eterno Manu Ginobili, que terminou com 19,3 pontos por jogo, além de outro que teve ótima média de pontos, Luis Scola, com 17,6 por partida. Mas o destaque argentino não eram suas individualidades, a equipe se destacou pelo impecável trabalho coletivo realizado e pela compreensão dos papéis de cada uma das partes dentro de quadra. Cada um também entendeu que mesmo não sendo protagonista, poderia ser decisivo em determinados momentos ou partidas da competição, como Walter Herrmann contra a Grécia. Como resultado do impactante desempenho daquela geração de argentinos no basquete, no total foram 8 jogadores daquele time que conquistou a Medalha de Ouro em Atenas 2004 que pisaram e puderam jogar na NBA, maior liga profissional de basquete do planeta. E abriram portas, pois na sequência destes oito, viriam também a passar pela NBA outros como Pablo Prigioni, Facundo Campazzo, Nicolás Laprovíttola, Nicolás Brussino, Gabriel Deck e Leandro Bolmaro, nomes que tiveram aquela geração como referência, não só técnica, como de mentalidade. Definitivamente lhes plantou a afirmação: "Sim, se pode!". Isto deveu-se, sem dúvida, à barreira que a Geração Dourada conseguiu quebrar. Mais uma conquista deste grupo de jogadores extraordinários.



A IMPORTÂNCIA DA LIGA ARGENTINA PARA A GERAÇÃO DOURADA

A Liga Argentina os formou, a Europa terminou de lapidá-los: aonde treinaram e estrearam os jogadores da Geração Dourada? Todos eles passaram pela Liga Nacional da Argentina antes de irem para a Europa ou para a NBA, onde terminaram de ser formados a nível técnico mundial.


Começando pelos armadores, Pepe Sánchez passou duas temporadas na Liga antes de ir para a NCAA, liga universitária dos Estados Unidos. O armador jogou pelo Deportivo Roca e pelo Estudiantes de Bahía Blanca entre 1994 e 1996, completando 106 partidas no total. A partir daí foi para o basquete universitário aos 19 anos, sendo um dos dois primeiros argentinos na NBA. Depois desenvolveu a maior parte de sua carreira na Europa, vencendo a Euroliga com o Panathinaikos e a Liga ACB, da Espanha, com o Unicaja Málaga, além de passar por Real Madrid e Barcelona.

Ale Montecchia, por sua vez, desde sua estreia em 1990 até 1999 foi uma figura de destaque na Liga Argentina. Disputou 442 partidas por Sport Club de Cañada de Gómez, Olimpia de Venado Tuerto e uma última temporada no Boca Juniors, vencendo uma Liga Nacional e uma Liga Sul-Americana. Do Boca foi para o Velho Continente aos 27 anos, onde jogou entre Itália e Espanha por Reggio Calabria, Pamesa Valencia e Armani Olimpia Milano até 2006.

Hugo Sconochini passou quase toda a sua carreira na Europa, mas os primeiros dois anos foram na Liga Argentina. Foi jogador juvenil do Sport Club de Cañada de Gómez em 1988 e 1989, completando 34 partidas da Liga. De lá foi para Reggio Calabria, da Itália, aos 19 anos, e depois passou por Olimpia Milano, Virtus Roma, Panathinaikos, Kinder Bologna, Tau Cerámica e Piacentina.

Manu Ginóbili teve seu grande desenvolvimento em três temporadas na Liga Argentina. Entre 1995 e 1998 disputou 126 partidas, a primeira temporada no Andino de La Rioja, e as duas seguintes no Estudiantes de Bahía Blanca, onde demonstrou todo o seu crescimento, alcançando média de 24,9 pontos por partida em 1997/98. Nesse contexto foi eleito Melhor Estreante e Maior Evolução. Ele então se mudou para Reggio Calabria, da Itália, aos 20 anos, depois ganhou tudo no Kinder Bologna e se tornou uma lenda, ganhando quatro anéis da NBA com o San Antonio Spurs.

Carlos Delfino era o mais jovem em Atenas 2004 e tinha disputado apenas uma temporada e 14 jogos da Liga Argentina. Esteve no Libertad Sunchales em 1998/99, depois transferiu-se para o Unión de Santa Fé, na Liga B (2ª Divisão), e finalmente aterrou em Reggio Calabria, no Velho Continente, antes de completar 18 anos. A partir daí brilhou no Fortitudo Bologna e jogou 8 temporadas na NBA.

Andrés Nocioni foi outro que se destacou antes de deixar a Liga Argentina. Depois de estrear no Racing e jogar no Olimpia de Venado Tuerto, foi fundamental no Independiente de General Pico, onde foi vice-campeão e disputou 175 jogos. Do Olimpia foi para a Tau Cerámica, da Espanha, aos 20 anos, para ter uma carreira lendária na Europa e ser figura no Chicago Bulls na NBA.

Walter Herrmann estreou no Olimpia de Venado Tuerto e só saiu depois de vencer a Liga com o Atenas de Córdoba, sendo o MVP. Disputou 243 partidas na Liga. Então seguiu para o Fuenlabrada, da Espanha, aos 23 anos, para mais tarde se tornar figura e campeão da Liga ACB pelo Unicaja Málaga e depois chegar à NBA.

Rubén Wolkowyski foi um caso único até aquele momento, pois brilhou na Liga Argentina e depois foi direto para a NBA, tornando-se o primeiro argentino por lá junto com Pepe Sánchez quando tinha 27 anos. Desde sua estreia em 1993 pelo Quilmes até a temporada 1999/00 pelo Estudiantes de Olavarría, disputou 359 partidas, também atuando no Boca Juniors, e tendo sido campeão e MVP da Liga.

Luis Scola brilhou em três temporadas com 101 jogos pelo Ferro Carril Oeste entre 1995 e 1997, já com contrato assinado com o Saski Baskonia, da Espanha. Foi para a Espanha aos 18 anos e brilhou no Velho Continente, chegando então à NBA. Foi o inevitável "Grande Capitão" da Seleção Argentina.

Gaby Fernández foi peça-chave na reposição de garrafão da Geração Dourada. De 1995 a 2001 jogou por Ferro Carril, Boca Juniors e Estudiantes de Olavarría, tendo sido campeão da Liga e disputado 296 partidas. Aos 25 anos foi jogar na França e depois teve grande evolução, primeiro na Espanha pelo Tau Cerámica e depois na Itália pelo Varese.

Fabricio Oberto dominou a Liga entre 1993 e 1998 como pivô do Atenas de Córdoba, sendo parte daquele "time grego" que dominou e é considerado um dos melhores da história da Liga, varrendo o Boca na final e sendo eleito MVP. No total disputou 217 partidas pelo time de Córdoba até ir para o Olympiacos aos 22 anos. Ainda passou com destaque por Tau Cerámica e Pamesa Valencia, na Espanha, antes de ganhar um anel de Campeão da NBA ao lado de Manu Ginóbili no Spurs em 2007.

Por fim, para se falar de um homem da Liga Nacional, deve-se falar de Leo Gutiérrez. Em 2004 foi o único representante da competição local na equipe de Rubén Magnano em Atenas. Na Liga Argentina brilhou como o jogador mais vencedor da história. Antes disso, ele havia ido para a Europa em 2002, aos 24 anos, para o LEB Oro (2ª Divisão da Espanha), embora depois de uma temporada tenha retornado à Liga e continuado a deixar sua marca em sua terra.



Veja muito mais aqui:







quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Hamed Haddadi, ícone gigante do basquete do Irã


Hamed Haddadi é um nome que ressoa em toda a comunidade do basquete mundial, por todo o planeta. O ícone iraniano construiu uma carreira histórica, superando todas as barreiras e vindo a ser o primeiro jogador de basquete do Irã a atuar na NBA, o basquete profissional dos Estados Unidos. Além de que, acumulou números e feitos impressionantes que o colocaram como o maior jogador da história de seu país. O pivô de 2,18 metros deixou seu nome escrito na história deste esporte.

Aos 38 anos, em 2023 disputou o seu último Campeonato Mundial, sua quarta participação em Copa do Mundo, além de ter disputado duas vezes também aos Jogos Olímpicos. Na sua vitoriosa carreira, ele foi 4 vezes escolhido Jogador Mais Valioso (MVP) da Copa Asiática, da qual se sagrou três vezes campeão. Os três títulos da história do basquete do Irã. O que prova o quando ele foi um jogador dominante, e que mudou a história do jogo.


Até 2005 tinha havido 23 edições do Campeonato Asiático de Seleções, com 14 títulos da China, 5 das Filipinas, 2 do Japão e 2 da Coréia do Sul. A melhor colocação do Irã até então tinha sido um 4º lugar na edição disputada em 1993 em Jacarta, na Indonésia.

A carreira de no basquete se iniciou em 1999 no Shahin Ahvaz. Em 2002 se transferiu para o Paykan, e logo no ano seguinte teve sua primeira experiência fora do Irã, atuando pelo Al Nassr, dos Emirados Árabes. Regressou ao basquete iraniano para defender a Sanam, novamente Paykan, e Saba Battery, até que em 2008 foi escolhido pela NBA, ingressando no Memphis Grizzlies. Justamente depois de ter começado a escrever o seu nome na Copa Asiática de Seleções. A proposta chegou logo após a disputa das Olimpíadas de 2008.


Em 2007, no torneio disputado em Tokushima, no Japão, Hamed Haddadi e o time de basquete do Irã começaram a escrever um novo capítulo na história do basquetebol na Ásia. Logo na 1ª Fase, o Irã já derrubou a campeã consecutiva das quatro edições anteriores, e maior vencedora da história do torneio, a China. Com três vitórias - 75 x 69 nas Filipinas, 60 x 54 na Jordânia, e 77 x 68 na China - e atuações soberbas de Haddadi, sobretudo na captura de rebotes, o Irã assegurou a 1ª colocação de seu grupo. Na 2ª Fase, venceu a Taiwan (76 x 64) e Qatar (95 x 87), e no último jogo, com a vaga no Quadrangular Final assegurada, sofreu uma derrota para o Líbano (60 x 82). Na semi-final, Haddadi pegou 13 rebotes, e o Irã venceu ao Cazaquistão por 75 x 62. Na final, teve uma atuação de gala, fenomenal, marcando 31 pontos e pegando 10 rebotes, sendo aclamado como o grande jogador do torneio, e sendo campeão, com o Irã fazendo 74 x 69 no Líbano.

Em 2009, em Tianjin, na China, com ele brilhando novamente, o Irã se sagrou Bi-Campeão Asiático. Na 1ª Fase venceu a Taiwan (71 x 67), Uzbequistão (82 x 61) e Kuwait (94 x 46). Na 2ª Fase, superou a Japão (101 x 71), Filipinas (88 x 78) e Coréia do Sul (82 x 66). Nas quartas de final venceu ao Qatar por 75 x 65 (com Haddadi pegando 15 rebotes), na semi-final superou à Jordânia por 77 x 75, e avançou para fazer a final contra a tradicionalíssima anfitriã China. Com outra atuação soberba de Hamed Haddadi, novamente coroado melhor jogador da competição, liderando a sua equipe em pontos (19) e rebotes (17), numa atuação absolutamente dominante, consumada numa vitória imponente por 70 x 52, a qual deu ao Irã o segundo título da história de seu basquete.

Na edição de 2011, Haddadi não pode impedir que o Irã caísse nas quartas de final, com uma sofrida derrota por 84 x 88 para a Jordânia, que acabou vindo a ser vice-campeã, após perder a final por apenas um ponto de desvantagem para a China.

Mas em 2013, na competição disputada em Manila, nas Filipinas, o Irã voltou ao lugar mais alto do pódio, e Hamed Haddadi voltou a ser aclamado como o melhor jogador do torneio. Na 1ª Fase, o Irã à Malásia por incríveis 115 x 25, à Coréia do Sul por 76 x 65, e à China por 70 x 51. Na 2ª Fase, venceu à India (102 x 58), a Bahrein (75 x 56) e ao Cazaquistão (85 x 53). Nas quartas de final, Haddadi foi o maior pontuador na vitória avassaladora, e vingativa, do Irã sobre a Jordânia (94 x 50). Na semi-final, venceu Taiwan por 79 x 60, avançando para mais uma vez enfrentar ao país anfitrião na final. Mais uma vez ele liderou a sua equipe em pontos (29) e rebotes (16), para com uma atuação dominante se sagrar campeão sobre as Filipinas, com uma vitória por 85 x 71. Depois do chinês Yao Ming, certamente Hamed Haddadi foi o jogador que mais transformou o jogo de basquete praticado na Ásia.

Na edição de 2015, o Irã foi derrotado na semi-final pela China. E em 2017, apesar de ter sido vice-campeão, Haddadi foi aclamado pela quarta vez como o melhor jogador da competição. E o quarto título iraniano só não se consumou por causa de uma mudança política. A partir daquela edição de 2017, Austrália e Nova Zelândia, apesar de estarem na Oceania, passaram a disputar o Campeonato Asiático. O Irã chegou à final justamente contra a Austrália, sendo derrotado por 56 x 79.

Além de toda esta brilhante carreira internacional com a camisa da Seleção do Irã, Hamed Haddadi jogou 5 temporadas da NBA. A primeira foi em 2008/09, e a última em 2012/13. No total disputou 164 partidas, com uma média de 7 minutos em quadra. Após 5 temporadas com o Grizzlies, na temporada 2012/13 foi transferido para o Pheonix Suns, onde teve uma breve passagem. Também atuou no basquete da China, pelo Sichuan Blue Whales na Temporada 2013/14, pelo Qingdao DoubleStar Eagles na Temporada 2014/15, voltou para outras três temporadas no Blue Whales, e teve passagem na Temporada 2019/20 pelo Nanjing Monkey Kings, antes de mais três temporadas consecutivas pelo Sichuan Blue Whales, camisa que mais vezes vestiu em sua carreira.


Haddadi foi muito mais do que um simples jogador de basquete. Ele foi um ícone e um modelo de liderança e de dedicação a ser seguido, uma inspiração a ser seguida pelos jovens. Um gigante na história do basquete!



quarta-feira, 31 de julho de 2024

Basquete Masculino nos Jogos Oímpicos Paris 2024


12 SELEÇÕES NA LUTA PELO OURO OLÍMPICO
Local da 1ª Fase: Arena Pierre-Mauroy, Lille, França
Local do Mata-Mata: Arena Accor, Paris, França


Grupo A
Espanha, Grécia, Canadá e Austrália


Grupo B
França, Alemanha, Brasil e Japão


Grupo C
Estados Unidos, Sérvia, Porto Rico e Sudão do Sul



1ª FASE

DIA 1 - 27/07/2024


AUSTRÁLIA 92 x 80 ESPANHA
Parciais: 31 x 21 / 18 x 21 (49 x 42) / 20 x 18 (69 x 60) / 23 x 20 (92 x 80)
Austrália: Patty Mills (19), Dyson Daniels (13), Josh Giddey (17), Josh Green (0) e Jock Landale (20). Téc: Brian Goorjian. Banco: Matthew Dellavedova (0), Dante Exum (--), Jack McVeigh (13), Joe Ingles (0), Nick Kay (8), Will Magnay (2) e Duop Reath (--).
Espanha: Lorenzo Brown (7), Sergio Llull (17), Rudy Fernández (0), Santi Aldama (27) e Willy Hernangómez (14). Téc: Sergio Scariolo. Banco: Alberto Díaz (0), Dario Brizuela (2), Alex Abrines (6), Xabi López-Arostegui (2), Juancho Hernangómez (2), Usman Garuba (3) e Jaime Pradilla (--).

* Curiosidade: no duelo entre os 4 que mais pontuaram em cada equipe, deu Austrália 69 x 65, na soma de todos os demais no elenco, deu Austrália 23 x 15.


ALEMANHA 97 x 77 JAPÃO
Parciais: 28 x 21 / 24 x 23 (52 x 44), 22 x 17 (74 x 61) / 23 x 16 (97 x 77)
Alemanha: Dennis Schroder (13), Isaac Bonga (11), Franz Wagner (22), Moritz Wagner (15) e Daniel Theis (18). Téc: Gordie Herbert. Banco: Nick Weiler-Babb (5), Maodo Lo (--), Andreas Obst (3), Niels Giffey (--), Oscar Da Silva (--), Johannes Thiemann (7) e Johannes Voigtmann (3).
Japão: Yuri Kawamura (11), Rui Hachimura (20), Yuta Watanabe (16), Hirotaka Yoshii (10) e Josh Hawkinson (13). Téc: Tom Hovasse. Banco: Yuki Togashi (5), Kai Toews (0), Keisei Tominaga (0), Makoto Hiejima (2), Yudai Baba (0), Akira Jacobs (0) e Hugh Watanabe (0).


FRANÇA 78 x 66 BRASIL
Parciais: 15 x 23 / 24 x 13 (39 x 36) / 18 x 9 (57 x 45) / 21 x 21 (78 x 66)
França: Frank Ntilikina (9), Isaia Cordinier (2), Nicolas Batum (19), Victor Wembanyama (19) e Rudy Gobert (7). Téc: Vincent Collet. Banco: Andrew Albicy (2), Matthew Strazel (0), Evan Fournier (7), Nando De Colo (2), Bilal Coulibaly (3), Guerschon Yabusele (4) e Mathias Lessort (4).
Brasil: Marcelinho Huertas (11), Gui Santos (9), Léo Meindl (14), Lucas Dias (3) e Cristiano Felício (14). Téc: Aleksandar Petrovic. Banco: Yago Mateus (2), Raulzinho Neto (--), Georginho De Paula (2), Vítor Benite (7), Didi Louzada (0), João Marcello "Mãozinha" (4) e Bruno Caboclo (0).


CANADÁ 86 x 79 GRÉCIA
Parciais: 26 x 22 / 22 x 16 (48 x 38) / 20 x 22 (68 x 60) / 18 x 19 (86 x 79)
Canadá: Shai Gilgeous-Alexander (21), Jamal Murray (8), R.J. Barrett (23), Dillon Brooks (14) e Dwight Powell (6). Téc: Jordi Fernández. Banco: Luguentz Dort (8), Andrew Nembhard (2), Nickeil Alexander-Walker (0), Melvin Ejim (--), Kelly Olynyk (4), Trey Lyles (0) e Khem Birch (0).
Grécia: Thomas Walkup (5), Nick Calathes (3), Vassilis Toliopoulos (9), Kostas Papanikolaou (17) e Giannis Antetokounmpo (34). Téc: Vasilis Spanoulis. Banco: Giannoulis Larentzakis (3), Panagiotis Kalaitzakis (0), Dimitris Moraitis (--), Vasilis Charalampopoulos (--), Nikos Chougkaz (--), Dinos Mitoglou (5) e Georgios Papagiannis (3).


DIA 2 - 28/07/2024


SUDÃO DO SUL 90 x 79 PORTO RICO
Parciais: 20 x 28 / 28 x 26 (48 x 54) / 23 x 15 (71 x 69) / 19 x 10 (90 x 79)
Sudão do Sul: Carlik Jones (19), Marial Shayok (15), Peter Jok (11), Nuni Omot (12) e J.T. Thor (6). Téc: Royal Ivey. Banco: Sunday Dech (3), Jackson Makoi (0), Bul Kuol (12), Kuany Kuany (--), Wenyen Gabriel (6), Majok Deng (4) e Khaman Maluach (2).
Porto Rico: Jose Alvarado (26), Gian Clavell (11), Tremont Waters (18), George Conditt (13) e Christopher Ortiz (3). Téc: Nelson Colon. Banco: Jordan Howard (4), Davon Reed (0), Stephen Thompson (--), Aleem Ford (0), Isaiah Piñeiro (4), Arnaldo Toro (0) e Ismael Romero (0).


ESTADOS UNIDOS 110 x 84 SÉRVIA
Parciais: 25 x 20 / 33 x 29 (58 x 49) / 26 x 16 (84 x 65) / 26 x 19 (110 x 84)
EUA: Stephen Curry (11), Jrue Holiday (15), Devin Booker (12), LeBron James (21) e Anthony Davis (7). Téc: Steve Kerr. Banco: Tyrese Haliburton (--), Derrick White (2), Jayson Tatum (--), Antony Edwards (11), Kevin Durant (23), Bam Adebayo (4) e Joel Embid (4).
Sérvia: Aleksa Avramovic (10), Vanja Marinkovic (6), Bogdan Bogdanovic (14), Filip Petrusev (4) e Nikola Jokic (20). Téc: Svetislav Pesic. Banco: Vasilije Micic (11), Ognjan Dobric (13), Marko Gudurik (0), Dejan Davidovac (--), Nikola Jovic (5), Nikola Milutinov (1) e Uros Plavsic (--).


DIA 3 - 30/07/2024


ESPANHA 84 x 77 GRÉCIA
Parciais: 21 x 22 / 28 x 13 (49 x 35) / 13 x 21 (62 x 56) / 22 x 21 (84 x 77)
Espanha: Lorenzo Brown (7), Sergio Llull (13), Rudy Fernández (10), Santi Aldama (19) e Willy Hernangómez (11). Téc: Sergio Scariolo. Banco: Alberto Díaz (3), Dario Brizuela (3), Alex Abrines (8), Xabi López-Arostegui (0), Juancho Hernangómez (3), Usman Garuba (0) e Jaime Pradilla (7).
Grécia: Thomas Walkup (5), Nick Calathes (8), Kostas Papanikolaou (9), Giannis Antetokounmpo (27) e Georgios Papagiannis (5). Téc: Vasilis Spanoulis. Banco: Giannoulis Larentzakis (5), Panagiotis Kalaitzakis (0), Dimitris Moraitis (--), Vassilis Toliopoulos (14), Vasilis Charalampopoulos (0), Nikos Chougkaz (--) e Dinos Mitoglou (4).


CANADÁ 93 x 83 AUSTRÁLIA
Parciais: 26 x 28 / 19 x 21 (45 x 49) / 27 x 21 (72 x 70) / 21 x 13 (93 x 83)
Canadá: Shai Gilgeous-Alexander (16), Jamal Murray (5), R.J. Barrett (24), Dillon Brooks (16) e Dwight Powell (7). Téc: Jordi Fernández. Banco: Luguentz Dort (11), Andrew Nembhard (5), Nickeil Alexander-Walker (0), Melvin Ejim (--), Kelly Olynyk (0), Trey Lyles (3) e Khem Birch (6).
Austrália: Patty Mills (8), Dyson Daniels (10), Josh Giddey (19), Nick Kay (4) e Jock Landale (16). Téc: Brian Goorjian. Banco: Matthew Dellavedova (--), Dante Exum (15), Jack McVeigh (9), Joe Ingles (--), Josh Green (0), Will Magnay (0) e Duop Reath (2).


FRANÇA 94 x 90 JAPÃO
Parciais: 32 x 25 / 17 x 19 (49 x 44) / 20 x 20 (69 x 64) / 15 x 20 (84 x 84) / 10 x 6 (94 x 90)
França: Matthew Strazel (17), Evan Fournier (14), Nicolas Batum (5), Victor Wembanyama (18) e Rudy Gobert (7). Téc: Vincent Collet. Banco: Frank Ntilikina (3), Andrew Albicy (0), Isaia Cordinier (5), Nando De Colo (4), Bilal Coulibaly (2), Guerschon Yabusele (13) e Mathias Lessort (6).
Japão: Yuri Kawamura (29), Rui Hachimura (24), Yuta Watanabe (5), Hirotaka Yoshii (2) e Josh Hawkinson (16). Téc: Tom Hovasse. Banco: Yuki Togashi (3), Kai Toews (--), Keisei Tominaga (--), Makoto Hiejima (7), Yudai Baba (0), Akira Jacobs (0) e Hugh Watanabe (4).


ALEMANHA 86 x 73 BRASIL
Parciais: 22 x 10 / 18 x 30 (40 x 40) / 20 x 11 (60 x 51) / 26 x 22 (86 x 73)
Alemanha: Dennis Schroder (20), Isaac Bonga (15), Andreas Obst (14), Franz Wagner (17) e Daniel Theis (6). Téc: Gordie Herbert. Banco: Nick Weiler-Babb (2), Maodo Lo (2), Niels Giffey (--), Moritz Wagner (8), Oscar Da Silva (--), Johannes Thiemann (0) e Johannes Voigtmann (2).
Brasil: Yago Mateus (18), Gui Santos (8), Léo Meindl (6), Lucas Dias (9) e Cristiano Felício (4). Téc: Aleksandar Petrovic. Banco: Marcelinho Huertas (2), Raulzinho Neto (--), Georginho De Paula (3), Vítor Benite (17), Didi Louzada (--), João Marcello "Mãozinha" (0) e Bruno Caboclo (6).


DIA 4 - 31/07/2024


SÉRVIA 107 x 66 PORTO RICO
Parciais: 24 x 12 / 28 x 23 (52 x 35) / 27 x 16 (79 x 51) / 28 x 15 (107 x 66)
Sérvia: Aleksa Avramovic (12), Vanja Marinkovic (4), Bogdan Bogdanovic (13), Filip Petrusev (15) e Nikola Jokic (14). Téc: Svetislav Pesic. Banco: Vasilije Micic (13), Ognjan Dobric (3), Marko Gudurik (6), Dejan Davidovac (4), Nikola Jovic (10), Nikola Milutinov (11) e Uros Plavsic (2).
Porto Rico: Jose Alvarado (2), Gian Clavell (6), Tremont Waters (5), George Conditt (2) e Christopher Ortiz (19). Téc: Nelson Colon. Banco: Jordan Howard (3), Davon Reed (3), Stephen Thompson (7), Aleem Ford (6), Isaiah Piñeiro (3), Arnaldo Toro (0) e Ismael Romero (10).


ESTADOS UNIDOS 103 x 86 SUDÃO DO SUL
Parciais: 26 x 14 / 29 x 22 (55 x 36) / 18 x 21 (73 x 57) / 30 x 29 (103 x 86)
EUA: Stephen Curry (3), Jrue Holiday (5), Devin Booker (10), LeBron James (12) e Anthony Davis (8). Téc: Steve Kerr. Banco: Tyrese Haliburton (6), Derrick White (10), Jayson Tatum (4), Antony Edwards (13), Kevin Durant (14), Bam Adebayo (18) e Joel Embid (--).
Sudão do Sul: Carlik Jones (18), Marial Shayok (12), Bul Kuol (16), Wenyen Gabriel (2) e Nuni Omot (24). Téc: Royal Ivey. Banco: Sunday Dech (0), Jackson Makoi (0), Kuany Kuany (--), Peter Jok (7), Majok Deng (0), Khaman Maluach (0) e J.T. Thor (7).

* Curiosidade: 70 dos 86 pontos do Sudão do Sul foram feitos por apenas 4 jogadores


DIA 5 - 02/08/2024


BRASIL 102 x 84 JAPÃO
Parciais: 31 x 20 / 24 x 24 (55 x 44) / 22 x 29 (77 x 73) / 25 x 11 (102 x 84)
Brasil: Marcelinho Huertas (13), Vítor Benite (19), Gui Santos (5), Léo Meindl (9) e Bruno Caboclo (33). Téc: Aleksandar Petrovic. Banco: Yago Mateus (7), Raulzinho Neto (8), Georginho De Paula (3), Didi Louzada (2), Lucas Dias (3), João Marcello "Mãozinha" (0) e Cristiano Felício (0).
Japão: Yuri Kawamura (21), Yuta Watanabe (14), Hirotaka Yoshii (5), Yudai Baba (11) e Josh Hawkinson (26). Téc: Tom Hovasse. Banco: Yuki Togashi (3), Rui Hachimura (--), Kai Toews (0), Keisei Tominaga (2), Makoto Hiejima (0), Akira Jacobs (2) e Hugh Watanabe (0).


GRÉCIA 77 x 71 AUSTRÁLIA
Parciais: 25 x 24 / 28 x 12 (53 x 36) / 9 x 14 (62 x 50) / 15 x 21 (77 x 71)
Grécia: Thomas Walkup (18), Nick Calathes (7), Giannis Antetokounmpo (20), Georgios Papagiannis (2) e Dinos Mitoglou (13). Téc: Vasilis Spanoulis. Banco: Giannoulis Larentzakis (0), Panagiotis Kalaitzakis (0), Dimitris Moraitis (0), Vassilis Toliopoulos (13), Kostas Papanikolaou (1), Vasilis Charalampopoulos (3) e Nikos Chougkaz (--).
Austrália: Patty Mills (13), Dyson Daniels (11), Josh Giddey (9), Nick Kay (6) e Jock Landale (17). Téc: Brian Goorjian. Banco: Matthew Dellavedova (3), Dante Exum (6), Jack McVeigh (3), Joe Ingles (--), Josh Green (0), Will Magnay (3) e Duop Reath (0).


CANADÁ 88 x 85 ESPANHA
Parciais: 19 x 19 / 30 x 19 (49 x 38) / 15 x 18 (64 x 56) / 24 x 29 (88 x 85)
Canadá: Shai Gilgeous-Alexander (20), Jamal Murray (4), R.J. Barrett (16), Dillon Brooks (13) e Dwight Powell (9). Téc: Jordi Fernández. Banco: Luguentz Dort (0), Andrew Nembhard (18), Nickeil Alexander-Walker (1), Melvin Ejim (0), Kelly Olynyk (2), Trey Lyles (3) e Khem Birch (2).
Espanha: Lorenzo Brown (4), Sergio Llull (13), Alex Abrines (12), Santi Aldama (7) e Willy Hernangómez (10). Téc: Sergio Scariolo. Banco: Alberto Díaz (0), Dario Brizuela (17), Rudy Fernández (0), Xabi López-Arostegui (2), Juancho Hernangómez (8), Usman Garuba (2) e Jaime Pradilla (10).


ALEMANHA 85 x 71 FRANÇA
Parciais: 24 x 18 / 24 x 9 (48 x 27) / 21 x 19 (69 x 46) / 16 x 25 (85 x 71)
Alemanha: Dennis Schroder (26), Isaac Bonga (7), Franz Wagner (26), Daniel Theis (7) e Johannes Voigtmann (6). Téc: Gordie Herbert. Banco: Nick Weiler-Babb (0), Maodo Lo (--), Andreas Obst (3), Niels Giffey (0), Moritz Wagner (8), Oscar Da Silva (0) e Johannes Thiemann (2).
França: Matthew Strazel (5), Evan Fournier (10), Nicolas Batum (8), Victor Wembanyama (14) e Rudy Gobert (4). Téc: Vincent Collet. Banco: Frank Ntilikina (3), Andrew Albicy (3), Isaia Cordinier (10), Nando De Colo (0), Bilal Coulibaly (1), Guerschon Yabusele (8) e Mathias Lessort (5).


DIA 6 - 03/08/2024


ESTADOS UNIDOS 104 x 83 PORTO RICO
Parciais: 25 x 29 / 39 x 16 (64 x 45) / 23 x 14 (87 x 59) / 17 x 24 (104 x 83)
EUA: Stephen Curry (8), Derrick White (2), Devin Booker (9), LeBron James (10) e Anthony Davis (10). Téc: Steve Kerr. Banco: Tyrese Haliburton (0), Jrue Holiday (--), Jayson Tatum (10), Antony Edwards (26), Kevin Durant (11), Bam Adebayo (3) e Joel Embid (15).
Porto Rico: Jose Alvarado (18), Gian Clavell (4), Tremont Waters (8), George Conditt (4) e Christopher Ortiz (2). Téc: Nelson Colon. Banco: Jordan Howard (9), Davon Reed (4), Stephen Thompson (8), Aleem Ford (10), Isaiah Piñeiro (--), Arnaldo Toro (4) e Ismael Romero (12).


SÉRVIA 96 x 85 SUDÃO DO SUL
Parciais: 23 x 22 / 24 x 22 (47 x 44) / 25 x 23 (72 x 67) / 24 x 18 (96 x 85)
Sérvia: Vasilije Micic (15), Aleksa Avramovic (3), Bogdan Bogdanovic (30), Filip Petrusev (10) e Nikola Jokic (22). Téc: Svetislav Pesic. Banco: Ognjan Dobric (5), Vanja Marinkovic (0), Marko Gudurik (1), Dejan Davidovac (0), Nikola Jovic (6), Nikola Milutinov (4) e Uros Plavsic (--).
Sudão do Sul: Carlik Jones (17), Marial Shayok (17), Bul Kuol (11), Wenyen Gabriel (9) e Nuni Omot (14). Téc: Royal Ivey. Banco: Sunday Dech (--), Jackson Makoi (--), Kuany Kuany (--), Peter Jok (5), Majok Deng (5), Khaman Maluach (0) e J.T. Thor (7).



Classificação da 1ª Fase:

Grupo A: 1º) Canadá - 3 v.; 2º) Austrália - 1 v. Saldo +6; 3º) Grécia - 1 v. Saldo -1; e 4º) Espanha - 1 v. Saldo -5;

Grupo B: 1º) Alemanha - 3 v.; 2º) França - 2 v.; 3º) Brasil - 1 v.; e 4º Japão - 0 v.

Grupo C: 1º) EUA - 3 v.; 2º) Sérvia - 2 v.; 3º) Sudão do Sul - 1 v.; e 4º) Porto Rico - 0 v.

Desempate: 1º) Brasil - Saldo -7; 2º) Grécia - Saldo -8; e 3º) Sudão do Sul - Saldo -17



QUARTAS DE FINAL - 06/08/2024


ALEMANHA 76 x 63 GRÉCIA
Parciais: 11 x 21 / 25 x 15 (36 x 36) / 23 x 16 (59 x 52) / 17 x 11 (76 x 63)
Alemanha: Dennis Schroder (13), Isaac Bonga (9), Franz Wagner (18), Daniel Theis (6) e Johannes Thiemann (10). Téc: Gordie Herbert. Banco: Nick Weiler-Babb (5), Maodo Lo (--), Andreas Obst (0), Niels Giffey (--), Moritz Wagner (8), Oscar Da Silva (--) e Johannes Voigtmann (7).
Grécia: Thomas Walkup (12), Nick Calathes (5), Kostas Papanikolaou (10), Giannis Antetokounmpo (22) e Dinos Mitoglou (6). Téc: Vasilis Spanoulis. Banco: Giannoulis Larentzakis (0), Panagiotis Kalaitzakis (1), Dimitris Moraitis (--), Vassilis Toliopoulos (7), Georgios Papagiannis (0), Vasilis Charalampopoulos (0) e Nikos Chougkaz (--).


SÉRVIA 95 x 90 AUSTRÁLIA
Parciais: 17 x 31 / 25 x 23 (42 x 54) / 25 x 11 (67 x 65) / 15 x 17 (82 x 82) / 13 x 8 (95 x 90)
Sérvia: Vasilije Micic (14), Aleksa Avramovic (10), Bogdan Bogdanovic (17), Filip Petrusev (9) e Nikola Jokic (21). Téc: Svetislav Pesic. Banco: Ognjan Dobric (11), Vanja Marinkovic (0), Marko Gudurik (11), Dejan Davidovac (0), Nikola Jovic (--), Nikola Milutinov (2) e Uros Plavsic (--).
Austrália: Patty Mills (26), Dyson Daniels (0), Josh Giddey (25), Jack McVeigh (13) e Jock Landale (5). Téc: Brian Goorjian. Banco: Matthew Dellavedova (0), Dante Exum (12), Joe Ingles (--), Nick Kay (0), Josh Green (--), Will Magnay (2) e Duop Reath (7).


FRANÇA 82 x 73 CANADÁ
Parciais: 23 x 10 / 22 x 19 (45 x 29) / 16 x 21 (61 x 50) / 21 x 23 (82 x 73)
França: Evan Fournier (15), Isaia Cordinier (20), Nicolas Batum (0), Victor Wembanyama (7) e Rudy Gobert (0). Téc: Vincent Collet. Banco: Frank Ntilikina (5), Matthew Strazel (--), Andrew Albicy (0), Nando De Colo (--), Bilal Coulibaly (0), Guerschon Yabusele (22) e Mathias Lessort (13).
Canadá: Shai Gilgeous-Alexander (27), Jamal Murray (7), R.J. Barrett (16), Dillon Brooks (2) e Dwight Powell (4). Téc: Jordi Fernández. Banco: Luguentz Dort (8), Andrew Nembhard (0), Nickeil Alexander-Walker (2), Melvin Ejim (--), Kelly Olynyk (0), Trey Lyles (2) e Khem Birch (5).


ESTADOS UNIDOS 122 x 87 BRASIL
Parciais: 33 x 21 / 30 x 15 (63 x 36) / 31 x 35 (94 x 71) / 28 x 16 (122 x 87)
EUA: Stephen Curry (7), Devin Booker (18), LeBron James (12), Antony Edwards (17) e Anthony Davis (13). Téc: Steve Kerr. Banco: Tyrese Haliburton (2), Jrue Holiday (9), Derrick White (5), Jayson Tatum (5), Kevin Durant (11), Bam Adebayo (9) e Joel Embid (14).
Brasil: Marcelinho Huertas (9), Georginho De Paula (15), Gui Santos (7), Léo Meindl (7) e Bruno Caboclo (30). Téc: Aleksandar Petrovic. Banco: Yago Mateus (8), Raulzinho Neto (0), Vítor Benite (3), Didi Louzada (0), Lucas Dias (8), João Marcello "Mãozinha" (0) e Cristiano Felício (0).



SEMI-FINAL - 08/08/2024

FRANÇA 73 x 69 ALEMANHA
Parciais: 18 x 25 / 15 x 8 (33 x 33) / 23 x 17 (56 x 50) / 17 x 19 (73 x 69)
França: Evan Fournier (5), Isaia Cordinier (16), Nicolas Batum (9), Victor Wembanyama (11) e Guerschon Yabusele (17). Téc: Vincent Collet. Banco: Frank Ntilikina (5), Matthew Strazel (0), Andrew Albicy (0), Nando De Colo (0), Bilal Coulibaly (--), Mathias Lessort (10) e Rudy Gobert (0).
Alemanha: Dennis Schroder (18), Isaac Bonga (7), Franz Wagner (10), Daniel Theis (8) e Johannes Voigtmann (6). Téc: Gordie Herbert. Banco: Nick Weiler-Babb (5), Maodo Lo (--), Andreas Obst (8), Niels Giffey (0), Moritz Wagner (4), Oscar Da Silva (--) e Johannes Thiemann (3).


ESTADOS UNIDOS 95 x 91 SÉRVIA
Parciais: 23 x 31 / 20 x 23 (43 x 54) / 20 x 22 (63 x 76) / 32 x 15 (95 x 91)
EUA: Stephen Curry (36), Devin Booker (6), LeBron James (16), Kevin Durant (9) e Joel Embid (19). Téc: Steve Kerr. Banco: Tyrese Haliburton (--), Jrue Holiday (3), Derrick White (0), Jayson Tatum (--), Antony Edwards (2), Bam Adebayo (0) e Anthony Davis (4).
Sérvia: Vasilije Micic (8), Aleksa Avramovic (15), Bogdan Bogdanovic (20), Filip Petrusev (9) e Nikola Jokic (17). Téc: Svetislav Pesic. Banco: Ognjan Dobric (9), Vanja Marinkovic (0), Marko Gudurik (9), Dejan Davidovac (--), Nikola Jovic (0), Nikola Milutinov (4) e Uros Plavsic (--).



FINAIS - 10/08/2024

DECISÃO DO BRONZE: SÉRVIA 93 x 83 ALEMANHA
Parciais: 30 x 21 / 16 x 17 (46 x 38) / 26 x 25 (72 x 63) / 21 x 20 (93 x 83)
Sérvia: Vasilije Micic (19), Aleksa Avramovic (13), Bogdan Bogdanovic (16), Filip Petrusev (11) e Nikola Jokic (19). Téc: Svetislav Pesic. Banco: Ognjan Dobric (5), Vanja Marinkovic (10), Marko Gudurik (0), Dejan Davidovac (--), Nikola Jovic (0), Nikola Milutinov (0) e Uros Plavsic (--).
Alemanha: Dennis Schroder (13), Isaac Bonga (6), Franz Wagner (18), Moritz Wagner (16) e Johannes Thiemann (11). Téc: Gordie Herbert. Banco: Nick Weiler-Babb (5), Maodo Lo (0), Andreas Obst (9), Niels Giffey (--), Daniel Theis (2), Oscar Da Silva (--) e Johannes Voigtmann (3).

* Curiosidade: os 5 titulares fizeram 78 dos 93 pontos da Sérvia


DECISÃO DO OURO: ESTADOS UNIDOS 98 x 87 FRANÇA
Parciais: 20 x 15 / 29 x 26 (49 x 41) / 23 x 25 (72 x 66) / 26 x 21 (98 x 87)
EUA: Stephen Curry (24), Devin Booker (15), LeBron James (14), Kevin Durant (15) e Anthony Davis (8). Téc: Steve Kerr. Banco: Tyrese Haliburton (--), Jrue Holiday (6), Derrick White (--), Jayson Tatum (2), Antony Edwards (8), Bam Adebayo (2) e Joel Embid (4).
França: Evan Fournier (8), Isaia Cordinier (0), Nicolas Batum (5), Victor Wembanyama (26) e Guerschon Yabusele (20). Téc: Vincent Collet. Banco: Frank Ntilikina (0), Matthew Strazel (3), Andrew Albicy (0), Nando De Colo (12), Bilal Coulibaly (6), Mathias Lessort (5) e Rudy Gobert (2).



MEDALHA DE OURO



MEDALHA DE PRATA



MEDALHA DE BRONZE





QUINTETO IDEAL
Stephen Curry (Estados Unidos), Shai Gilgeous-Alexander (Canadá), LeBron James (Estados Unidos), Victor Wembanyama (França) e Nikola Jokic (Sérvia)


MVPLeBron James (Estados Unidos)


domingo, 17 de novembro de 2013

Sob Hitler e céu aberto: 1936, a primeira Olimpíada do basquete

Matéria publicada originalmente por www.basketeria.com.br em 19 de Julho de 2012, complementada por texto publicado pelo www.GloboEsporte.com em 13 de Setembro de 2019. 


Apesar de não ser o esporte mais tradicional e antigo dos Jogos Olímpicos, a modalidade da bola laranja tem uma incrível e longa história nas Olimpíadas, que começou a ser desenhada em 1936, em Berlim, na Alemanha, início este que detém uma série de interessantes curiosidades.

A começar pelo local das disputas: a Alemanha hitlerista. Como se sabe, as Olimpíadas de 1936, pelo próprio caráter político, reservaram alguns dos episódios mais épicos dos Jogos. Nenhum mais famoso que as vitórias do velocista Jesse Owens, atleta norte-americano negro que dinamitava, a partir de quatro medalhas de ouro, a teoria da supremacia ariana.

Em sua primeira aparição nas Olimpíadas, o basquete levou à competição um número de 22 seleções participantes, tornando-se o esporte coletivo com maior quantidade de concorrentes daquele ano. Após edição de Berlim, o evento esteve suspenso do cenário mundial devido aos confrontos da Segunda Guerra, voltando a ser disputado em 1948, na cidade de Londres, novamente com 23 integrantes no basquete. Foi a última vez de um torneio inchado. Dali em diante, limitou-se a 16 o número de concorrentes na modalidade, para posteriormente, em Montreal (1976), estipular em 12 a quantidade de delegações, número que permanece determinado na atualidade do formato na competição.

Curiosamente, em sua primeira aparição na máxima competição esportiva do planeta, a FIBA tentou emplacar uma mal sucedida novidade. No intuito de testar e promover o “outdoor basketball”, ou o basquete disputado em ambientes sem cobertura, a Federação Internacional da modalidade decidiu organizar as partidas dos Jogos Olímpicos de Berlim a céu aberto, colocando as seleções para combaterem em uma improvisada quadra de tênis, composta, portanto, de grama, cenário que não condizia com o cotidiano do basquete.

Apesar da precariedade do cenário e da recente integração da modalidade na gama de esportes olímpicos, o basquete atraiu uma enorme quantidade de torcedores alemães. Realizadas no período de 7 a 14 de agosto, as partidas levaram um total de 21.808 telespectadores às quadras de Berlim, número que obrigou os organizadores do evento a novamente improvisarem, desta vez construindo arquibancadas às pressas para atender à demanda de pessoas interessadas em acompanhar a novidade.

Quadra que abrigou as partidas de basquete das Olimpíadas de 1936

Essa alternativa inusitada de privilegiar o basquete “descoberto” ainda permitiria que momentos adversos climáticos causassem sérios inconvenientes ao nível técnico do torneio. Para se ter uma ideia, a grande decisão foi severamente prejudicada por um temporal. Só que diferente do tênis, em que as partidas são interrompidas, o duelo pela medalha de ouro entre Estados Unidos e Canadá foi jogado debaixo d´água. Relatos de presentes testemunham que a estrutura de grama e areia que compunha o piso da quadra logo se transformaram num lamaçal. Muitos atribuem a isso o baixo placar da partida final vencida pelos estadunidenses por 19 a 8.

Estava consolidada ali, com o triunfo na quadra de grama, a primeira medalha de ouro conquistada pelos Estados Unidos no basquete olímpico. Para premiar os atletas com o artifício dourado, escolheu-se ninguém menos do que James Naismith, o grande inventor do basquete. Naquele momento, em Berlim, o canadense condecorava os pescoços dos atletas daquela nação que começava a conquistar a hegemonia na modalidade por ele criada, domínio que se arrasta pelos anos, e se mantém praticamente intacto nos dias atuais.
Curiosamente, a primeira vitória dos Estados Unidos na história dos Jogos Olímpicos veio sem nenhum esforço: foi um W.O contra a Espanha. A delegação espanhola, impossibilitada de sair de um país que se via imerso à Guerra Civil, não marcou presença no basquete dos Jogos de 1936.

Cartaz da Guerra Civil Espanhola

A seleção dos Estados Unidos, primeira campeã olímpica da história, era formada por um combinado de atletas de duas equipes que melhor se saíram nas eliminatórias americanas. Metade vinha do Universal Studios Team, time bancado pela célebre produtora cinematográfica Universal Pictures, e a outra parte vinha dos McPherson Oilers, atletas patrocinados por uma refinaria instalada em Kansas.

 Seleção dos Estados Unidos de 1936

O Brasil foi a Berlim representando dez diferentes modalidades, entre elas o basquete, totalizando 94 integrantes em sua delegação. Presente na primeira aparição basquetebolística na história das Olimpíadas, o time verde-amarelo terminou a edição de Berlim na nona colocação geral, mas com resultados que impressionam, como a vitória, na estreia, diante do Canadá, vice-campeão, por 24 a 17. Contudo, o triunfo inicial foi seguido por algumas derrotas, para Chile e Polônia, que impediram que o Brasil chegasse à disputa da medalha, fato que se concretizaria 12 anos mais tarde, em Londres, quando a seleção verde-amarela conquistou o bronze, o melhor resultado do basquete do país.


Por razões que logo se tornariam óbvias, foi a primeira e última vez que o torneio olímpico de basquete foi organizado em uma quadra externa.


Convidado a compartilhar suas memórias daquela edição quase meio século depois, durante os Jogos de Los Angeles 1984, o capitão da equipe dos Estados Unidos em Berlim 1936, Bill Wheatley, relevou detalhes da saga: "A bola era muito maior e mais pesada do que a de hoje, e havia uma fenda de um lado, por onde era inserida a bexiga. Não importa quanto se tentasse, não havia maneira de fazer aquela bola girar perfeitamente – lembrou ele. – Isso, além da quadra de terra, tornava quase impossível quicar a bola e driblar, mesmo quando o piso estava seco. Na maior parte do tempo, passávamos a bola pelo ar e arremessávamos com as duas mãos, o que todo mundo fazia naqueles tempos".


Não surpreende que, para os padrões modernos, as pontuações em 1936 tenham sido muito baixas – a vitória dos EUA sobre o México por 25 a 10 e o triunfo de 42 a 15 do Canadá sobre a Polônia nas semi-finais são um bom exemplo disso. E o pior estava reservado para a grande final. Relatou o capitão da equipe dos Estados Unidos em Berlim 1936, Bill Wheatley: "Choveu forte por 24 horas antes da final, e quando o tempo não mudou no dia seguinte, achamos que os alemães adiariam o jogo – lembrou Wheatley. – A essa altura, a quadra era tão barrenta e escorregadia que ninguém conseguia sequer correr. Mas os alemães só queriam acabar com aquilo, então jogamos dois tempos de 20 minutos diante de 500 guarda-chuvas, debaixo dos quais eu acredito que havia pessoas".

Depois de construir uma vantagem de 15 a 4 no primeiro tempo, a equipe dos Estados Unidos se concentrou em proteger a bola no segundo. A chuva se intensificou após o recomeço e, com apenas mais oito pontos, a equipe americana venceu o primeiro torneio olímpico de basquete com um placar que entraria para a história: 19 a 8.




terça-feira, 4 de setembro de 2012

Argentina e a Geração de Ouro

Argentina y la Generación de Oro
Argentinean Basketball History

O basquete da Argentina ficou fora dos Jogos Olímpicos entre 1956 e 1992. Classificou-se para as Olimpíadas de 1996, mas eliminado na 1ª fase ficou tão só em 9º lugar. Em 2000, voltou a não conseguir a classificação para as Olimpíadas. Em Campeonatos Mundiais, desde o distante título na 1ª edição do torneio em 1950, o melhor que conseguiu foi um 8º lugar, jogando em casa, na edição de 1990, jogada no Luna Park, em Buenos Aires. Por este histórico, Olímpico e em Mundial, por mais que alguns argentinos viessem se destacando na Liga Espanhola, não se poderia colocar o grupo argentino entre os favoritos no Mundial de 2002. Entre as estrelas desta geração, Pepe Sanchez e Manu Ginobili estavam com 25 anos em 2002, Luis Scola estava com 22. Pepe Sanchez era o único que já havia chegado à NBA, com passagens discretas por Philadelphia 76ers e Atlanta Hawks.

Mas naquele ano, no Mundial jogado em Indianápolis, aqueles "muchachos" começariam um novo capítulo na história do basquete mundial.

A Argentina estava no Grupo D. Na estréia arrasou a Venezuela por 107 x 72, depois passou com autoridade pelo tradicional time da Rússia, vitória por 100 x 81. No último jogo da primeira fase, o time voltou a arrasar um adversário, vencendo a Nova Zelândia por 112 x 85.

Na segunda fase, os Grupos C e D se cruzavam, com o último colocado da 1ª fase sendo eliminado. O último do Grupo C fora a Argélia. A Argentina teria pela frente duelos com China, Alemanha e Estados Unidos, que desde 1992, quando começou a usar jogadores da NBA, nunca havia perdido um jogo sequer.

Os argentinos continuaram implacáveis: 95 x 71 na China e 86 x 77 na Alemanha. Garantiram-se assim nas Quartas de final e teriam os EUA, também já classificado, pela frente. Uma noite histórica, em 4 de setembro de 2002, na mesma Indianápolis onde o Brasil havia vencido os EUA em 1987, na primeira vez que os norte-americanos perderam um jogo de basquete dentro de seu próprio território. Naquela noite, a Argentina, com uma atuação fantástica, conseguiu o impensável, venceu os EUA por 87 x 80, na primeira derrota de um selecionado de jogadores da NBA.

Ficha do jogo:
ARGENTINA: 87
Pepe Sanchez (9), Manu Ginóbili (15), Hugo Sconochini (7), Fabricio Oberto (11) e Ruben Wolkowisky (9). Alejandro Montecchia (0), Gabriel Fernández (2), Andrés Nocioni (14), Leandro Palladino (7) e Luis Scola (13). Lucas Victoriano (--) e Léo Gutiérrez (--).
Téc: Ruben Magnano
EUA: 80
Andre Miller (14), Paul Pierce (22), Reggie Miller (5), Michael Finley (14) e Ben Wallace (3). Baron Davis (7), Elton Brand (0), Shawn Marion (4); Jermaine O'Neal (8) e Antonio Davis (3). Jay Williams (--) e Raef LaFrentz (--)
Téc: George Karl

Site da NBA: "Um golpe escutado ao redor do mundo" 

Nas Quartas de final, a Argentina venceu o Brasil por 78 x 67. Voltou a enfrentar a Alemanha na semi-final: 86 x 80. Teria reencontrado os EUA na final, mas os norte-americanos, depois de serem surpreendidos pelo time da Argentina, sentiram o golpe e, abalados, voltaram a perder nas quartas-de-final: 81 x 78 a favor da Iugoslávia no placar. Os iugoslavos superaram a Nova Zelândia na semi-final e a final seria entre os dois times que haviam derrubado os jogadores da NBA: Iugoslávia 84 x 77 Argentina, na prorrogação. A surpreendente equipe da Argentina acabou Vice-Campeã Mundial.


Se havia ficado alguma dúvida sobre a força daquele time treinado por Rubén Magnano, se alguma voz insensata ainda fosse capaz de dizer que aquele 04 de setembro foi acaso, os argentinos trataram de repetir o feito, para não deixar sombra de suspeita, e agora em pleno Jogos Olímpicos, em Atenas 2004. E desta vez, mostrando do que era capaz, para faturar a Medalha de Ouro, coisa que só União Soviética (1972 e 1988), Iugoslávia (1980) e Estados Unidos (em todas as outras edições) conquistaram até então.

Nos Jogos de 2004, o time na 1ª fase venceu sua algoz no Mundial 2002 logo na estréia, vitória de 83 x 82 sobre a Iugoslávia; na segunda rodada, derrota para a Espanha por 87 x 76, vitórias por 82 x 57 sobre a China e 98 x 94 sobre a Nova Zelândia, nova derrota, agora para a Itália, por 76 x 75. Terminou a 1ª fase em 3º lugar no grupo. Nas Quartas de final, venceu a Grécia por 69 x 64. O adversário na semi-final era os EUA, que havia superado a Espanha por 102 x 94 nas quartas. É dispensável falar o que a Olimpíada representa na história do basquete dos EUA. Era dia 27 de agosto de 2004, e a Argentina, como fizera em 2002, venceu de novo! E quase pelo mesmo placar!

Ficha do jogo:  
ARGENTINA: 89
Pepe Sanchez (4), Manu Ginóbili (29), Andrés Nocioni (13), Fabricio Oberto (6) e Luis Scola (10). Alejandro Montecchia (12), Gabriel Fernández (1), Hugo Sconochini (0), Wálter Herrmann (11) e Ruben Wolkowisky (3). Carlos Delfino (0) e Léo Gutiérrez (--).
Téc: Ruben Magnano
EUA: 81
Allen Iverson (10), Stephon Marbury (18), Lamar Odom (14), Shawn Marion (9) e Tim Duncan (10). Dwyane Wade (2), LeBron James (3), Richard Jefferson (7), Carlos Boozer (8) e Amare Stoudemire (0). Carmelo Anthony (--) e Emeka Okafor (--).
Téc: Larry Brown

A histórica Medalha de Ouro veio numa imponente vitória por 84 x 69 sobre a Itália. O mundo do basquete parecia ainda duvidar do talento deste time antes dos jogos de 2004, pois só após o Ouro, esta geração chegou À NBA. Após 2004 não restou qualquer dúvida, era uma geração de foras-de-série. Um time para a história!


Após as Olimpíadas, Ruben Magnano deixou a seleção e foi substituído por Sérgio Hernández. A Argentina seguiu no topo, ainda conseguiu uma Medalha de Bronze em 2008, mas não conseguiu manter os resultados obtidos por Magnano.

No Mundial 2006, ficou em 4º lugar, perdeu a semi-final para a Espanha (75 x 74) e a decisão de 3º lugar para os EUA, que haviam sido derrotados na outra semi-final pela Grécia. A equipe tinha: Carlos Delfino, Manu Ginóbili, Andrés Nocioni, Fabricio Oberto e Luis Scola. Pepe Sanchez, Pablo Prigioni, Gabriel Fernández, Wálter Herrmann e Ruben Wolkowisky. Daniel Farabello e Léo Gutiérrez.

Nas Olimpíadas 2008, caiu na semi-final para os EUA (101 x 81). A equipe tinha: Carlos Delfino, Manu Ginóbili, Andrés Nocioni, Fabricio Oberto e Luis Scola. Pablo Prigioni, Paolo Quinteros, Léo Gutiérrez, Román González e Juan Gutiérrez. Antonio Porta e Federico Kammerichs.

No Mundial 2010, o time jogou sem Manu Ginóbili, e ele fez falta, a equipe ficou em 5º lugar, perdeu nas quartas-de-final para a Lituânia. A equipe tinha: Carlos Delfino, Pablo Prigioni, Hernán Jasen, Fabricio Oberto e Luis Scola. Luis Cequeira, Paolo Quinteros, Marcos Mata, Léo Gutiérrez e Juan Gutiérrez. Federico Kammerichs e Román González.

Depois deste resultado, Sérgio Hernández foi substituído por Julio Lamas como treinador. Nas Olimpíadas 2012, o time perdeu na semi-final para os EUA e a decisão de 3º lugar para a Rússia, ficando com a 4ª colocação.  A equipe tinha: Pablo Prigioni, Manu Ginóbili, Andrés Nocioni, Luis Scola e Juan Gutiérrez. Facundo Campazzo, Carlos Delfino, Hernán Jasen, Léo Gutiérrez e Martin Leiva. Marcos Mata e Federico Kammerichs.

Oberto e Ginóbili no San Antonio Spurs

PEPE SANCHEZ - 1995-1996 Estudiantes de Bahía Blanca; 1996-2000 Temple Owls (EUA); 2000-2001 Philadelphia 76ers (NBA); 2001 Atlanta Hawks (NBA); 2001-2002 Panathinaikos (Grécia); 2002-2003 Detroit Pistons (NBA); 2003 Golden State Warriors (NBA); 2003-2004 Etosa Alicante (Espanha); 2004-2007 Unicaja Málaga (Espanha); 2007-2008 Barcelona (Espanha); 2008-2009 Real Madrid (Espanha); 2010 Obras Sanitarias; e 2011-12 Estudiantes de Bahía Blanca.

MANU GINÓBILI - 1996-1998 Estudiantes de Bahía Blanca; 1998-2000 Reggio Calabria (Itália); 2000-2002 Virtus Bologna (Itália) (MVP da Final da Euroliga 2001); e 2002-2018 San Antonio Spurs (NBA).

LUÍS SCOLA - 1995-1998 Ferro Carril Oeste; 1998-2000 Gijón (Espanha); 2000-2007 Tau Cerámica Saski Baskonia (Espanha) (MVP Espanha 2004-05 e 2006-07); 2007-2012 Houston Rockets (NBA); 2012-2013 Pheonix Suns (NBA); 2013-2015 Indiana Pacers (NBA); 2015-2016 Toronto Raptors (NBA); 2016-17 Brooklyn Nets (NBA); 2017-18 Shanxi Zhongyu (China); 2018-19 Shanghai Sharks (China); 2019-20 Olimpia Milano (Itália); e 2020-21 Varese (Itália).

ANDRÉS NOCIONI - 1996-1997 Olimpia de Venado Tuerto; 1997-1999 Independiente de General Pico; 1999-2000 Tau Cerámica Saski Baskonia (Espanha); 2000-2001 Manresa (Espanha); 2001-2004 Tau Cerámica Saski Baskonia (Espanha) (MVP Espanha 2003-04); 2004-2009 Chicago Bulls (NBA); 2009-10 Sacramento Kings (NBA); 2010-2012 Philadelphia 76ers (NBA); 2012-2014 Caja Laboral Saski Baskonia (Espanha); e 2014-2017 Real Madrid (Espanha).

FABRICIO OBERTO – 1993-1998 Atenas de Córdoba; 1998-1999 Olympiacos (Grécia); 1999-2002 Tau Cerámica Saski Baskonia (Espanha); 2002-2005 Valencia (Espanha); 2005-2009 San Antonio Spurs (NBA); 2009-10 Washington Wizards (NBA); 2010 Portland Trail Blazers (NBA); 2010-2013 aposentadoria; e 2013 Atenas de Córdoba.

CARLOS DELFINO - 1998–1999 Libertad de Sunchales; 1999-2000 Unión de Santa Fé; 2000-2002 Reggio Calabria (Itália); 2002–2004 Fortitudo Bologna (Itália); 2004-2007 Detroit Pistons (NBA); 2007-08 Toronto Raptors (NBA); 2008-09 Khimki (Rússia); 2009-2012 Milwaukee Bucks (NBA); 2012-13 Houston Rockets (NBA); 2013-2017 aposentadoria; 2017 Boca Juniors; 2017 Saski Baskonia (Espanha); 2018-2019 Torino (Itália); 2019-2020 Fortitudo Bologna (Itália); e 2020-2023 Pesaro (Itália).

ALEJANDRO MONTECCHIA – 1994-1998 Olímpia de Venado Tuerto; 1998-1999 Boca Juniors; 1999-2002 Reggio Calabria (Itália); 2002-2005 Valencia (Espanha); 2005-06 Olimpia Milano (Itália); e 2006-2009 Regatas de Corrientes.

HUGO SCONOCHINI - 1991–1993 Unión de Santa Fé; 1993-1995 Olimpia Milano (Itália); 1995-96 Virtus Roma (Itália); 1996-97 Panathinaikos (Grécia); 1997-2001 Virtus Bologna (Itália); 2001-02 Tau Cerámica Saski Baskonia (Espanha); 2002-2004 Olimpia Milano (Itália); 2004-2006 Virtus Roma (Itália); e 2007-2009 Piacentina (Itália).

RUBÉN WOLKOWYSKI – 1993-1997 Quilmes; 1997-1999 Boca Juniors; 1999-2000 Estudiantes de Olavarría; 2000-01 Seattle Supersonics (NBA); 2001-02 CSKA Moscou (Rússia); 2002 Quilmes; 2002-03 Boston Celtics (NBA); 2003 Tau Cerámica Saski Baskonia (Espanha); 2003-04 Olympiacos (Grécia); 2004-2007 Khimki (Rússia); 2007 Prokom Trefl Sopot (Polônia); 2007-08 Legea Scafati (Itália); 2008 Biguá (Uruguai); 2009 Atléticos de San Germán (Porto Rico); 2009-2011 Libertad de Sunchales; 2011-2013 La Unión de Formosa; 2013-14 Sarmiento de Resistencia; e 2014-15 Quilmes.

LÉO GUTIÉRREZ – 1993-1998 Olímpia de Venado Tuerto; 1998-2002 Atenas de Córdoba; 2003-04 Obras Sanitárias; 2004-2006 Ben Hur de Rafaela; 2006-2008 Boca Juniors; 2008-09 Atenas de Córdoba; e 2009-2017 Peñarol de Mar del Plata.

WÁLTER HERRMANN – 1996-2000 Olímpia de Venado Tuerto; 2000-2002 Atenas de Córdoba; 2002-2003 Fuenlabrada (Espanha) (MVP Espanha); 2003-2006 Unicaja Málaga (Espanha); 2006-07 Charlotte Bobcats (NBA); 2007-2009 Detroit Pistons (NBA); 2009-2011 Caja Laboral Saski Baskonia (Espanha); 2011-12 Unión de Venado Tuerto; 2013-14 Atenas de Córdoba; 2014-15 Flamengo (Brasil); 2015-16 San Lorenzo; 2016-2018 Obras Sanitarias; e 2018-19 Atenas de Córdoba.