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sábado, 4 de julho de 2026

Vitória Histórica da Seleção Brasileira sobre os Estados Unidos em 2025


Em 2025 a Seleção Brasileira de Basquete Masculino obteve uma vitória espetacular sobre os Estados Unidos na semifinal da Copa América disputada na Nicarágua. Esteve perdendo por 20 pontos de desvantagem, mas obteve uma virada sensacional e inesquecível! Poucas vezes na história do basquete internacional uma semifinal foi tão intensa, dramática e marcante quanto a que colocou frente a frente Brasil e Estados Unidos naquele dia 14 de dezembro de 2025 no Ginásio Polidesportivo Alexis Arguello. Lá, o Brasil escreveu um dos capítulos mais memoráveis de sua tradição esportiva ao derrotar os norte-americanos por 92 a 77, numa partida que parecia perdida até quase a metade do último período.

A Seleção dos Estados Unidos, embora não fosse uma equipe com alguns dos melhores jogadores da NBA, era um time com bastante rodagem, sendo repleto de jogadores com trajetórias de passagem pela própria NBA e pela EuroLiga. O principal pontuador da equipe era Javonte Smart, jogador com passagem pela NBA na Temporada 2021/22, na qual defendeu a duas equipes diferentes, com médias de 12,3 minutos e 2,4 pontos por jogo pelo Milwaukee Bucks, e de 10,0 minutos e 5,0 pontos pelo Miami Heat. Na EuroLiga, ele defendeu ao Estrela Vermelha, da Sérvia, na Temporada 2023/24 (médias de 17,5 minutos e 7,2 pontos por partida). O elenco também tinha a Jahmi'us Ramsey, ex-jogador do Sacramento Kings, onde teve sua melhor temporada em 2021/22, quando atuou em 25 partidas, com média de 7,9 minutos e 3,0 pontos. O pivô daquela equipe, Zach Auguste, construiu uma carreira sólida na Europa com as camisas do Panathinaikos, da Grécia, e do Galatasaray, da Turquia. Já Langston Galloway era um veterano da NBA, onde viveu seu melhor momento na Temporada 2019/20 pelo Detroit Pistons, com 25,8 minutos e 10,3 pontos em 66 partidas disputadas. Tyler Cavanaugh havia atuado pelo Atlanta Hawks na Temporada 2017/18 da NBA (13,3 minutos e 4,7 pontos), e na Euroliga teve grandes desempenhos com o Zalgiris Kaunas, da Lituânia. Também era destaque Jerian Grant, nome do elenco do Chicago Bulls na Temporada 2017/18 (22,8 minutos, 8,4 pontos e 4,6 assistências em 74 jogos) e campeão da EuroLiga com o Panathinaikos, da Grécia, na Temporada 2023/24. Portanto, uma equipe com jogadores que tinham um curriculum importante, ainda que não representassem a força máxima do basquete norte-americano.


Quanto àquela histórica vitória, para compreender a dimensão do triunfo obtido pela Seleção Brasileira é necessário revisitar cada quarto, cada detalhe estratégico, cada jogada que construiu o roteiro cinematográfico daquele embate. Desde o salto inicial, a equipe dirigida por Ty Ellis mostrou intensidade defensiva, contestando arremessos e forçando erros brasileiros. A combinação de Langston Galloway, com seu arremesso preciso de longa distância, e Javonte Smart, criando a partir do drible e de infiltrações, dava ritmo ao ataque norte-americano.

No primeiro quarto, o Brasil até conseguiu equilibrar a partida, mantendo o placar em 23 a 20 a favor do USA Team. Um equilíbrio brasileiro sustentado por Yago Mateus dos Santos, que buscava acelerar a transição da defesa para o ataque, e por Lucas Dias, que tentava impor presença física no garrafão. Mas a sensação para todos que viam a partida era a de que os norte-americanos estavam sempre um passo a frente, mais organizados e mais confiantes.


O segundo quarto foi ainda mais duro para o time brasileiro. Os Estados Unidos encaixaram uma sequência de bolas de três pontos e chegaram a abrir 15 pontos de vantagem. A defesa brasileira se mostrava vulnerável, especialmente nas trocas de marcação contra armadores rápidos e ágeis. A parcial terminou em 29 a 18 para os norte-americanos, levando o placar do intervalo para 52 a 38 para os EUA. O Brasil caminhava para um cenário de derrota praticamente certa: 14 pontos atrás, sem encontrar antídoto para o perímetro adversário.


Foi no terceiro quarto que surgiram os sinais de resistência. Foi na volta do intervalo que a Seleção Brasileira esboçou uma reação, mas não de imediato, pois passou a primeira metade inteira do quarto sem conseguir pontuar. Entretanto, foi um momento no qual os norte-americanos também erravam bastante, já que nos primeiros cinco minutos do terceiro quarto a parcial indicava uma corrida de 6-0 em favor dos EUA. A partir de então, Yago assumiu o protagonismo com infiltrações e assistências cirúrgicas, Georginho De Paula impôs energia defensiva e controle de ritmo, e Lucas Dias e Bruno Caboclo começaram a ganhar espaço no garrafão. A defesa por zona testada pelo técnico croata Aleksandar Petrovic confundiu o ataque norte-americano e o Brasil foi diminuindo a desvantagem no placar.

Ainda assim, os Estados Unidos mantinham o controle do jogo. Langston Galloway tinha vivido o seu melhor momento na partida, acertando cinco bolas de três e chegando a 22 pontos totais, quase sempre em situações de liberdade após bloqueios indiretos. A 5 minutos para o fim do 3º quarto, os Estados Unidos chegaram à sua maior vantagem no placar: 58 x 38. Vinte pontos de diferença! O time do Brasil parecia atônito em quadra naquele momento. Mas o Brasil respondeu nos cinco minutos finais daquela parcial, e conseguiu impor uma corrida de 20-10 a seu favor. Entretanto, a diferença ao fim do terceiro quarto ainda era de 10 pontos: 68 a 58 para os EUA. No entanto, a confiança começava a renascer para os brasileiros! Parecia pouco provável que a virada pudesse acontecer, mas a energia da torcida nicaraguense torcendo para a equipe brasileira e a entrada de Bruno Caboclo em quadra no quarto final mudariam completamente aquele roteiro.


No quarto período se materializou uma virada histórica! O início do último quarto não trouxe sinais imediatos de mudança. Pelo contrário: com pouco mais de 8 minutos no relógio, após cesta de Cam Reynolds, os EUA abriram 73 a 61, 12 pontos de diferença. Nesse momento, a final parecia já desenhada para os norte-americanos. Mas a partir dali o ginásio se transformou, e o Brasil viveu oito minutos de basquete perfeito!

Quando o cronômetro marcava 7:30 para o fim, Bruno Caboclo voltou à quadra e mudou o jogo. Deu um toco monumental em cima de Cavanaugh, e no ataque cravou uma primeira enterrada: 73 x 63. A 7:00 no relógio, Yago acelerou e encontrou Georginho livre para dois pontos fáceis: 73 x 65. O ginásio explodiu! Os norte-americanos pareciam abalados, e não conseguiam converter pontos. A 6:20, Bruno Caboclo, em transição, recebeu de Yago e fez a segunda enterrada seguida: 73 x 67. Sequência de 6-0 em favor do Brasil. Com o relógio apontando 5:40, Caboclo, inspirado, arriscou de três e converteu: 73 x 70. Agora havia jogo! Uma reação impulsionada pela faísca de Bruno Caboclo! Ele havia ficado apagado nos três primeiros períodos, quando voltou para a quadra, explodiu! Em sequência curta de posses, conseguiu dois tocos espetaculares, converteu uma bola de três pontos frontal e protagonizou duas enterradas em transição. O impacto foi imediato. A vantagem norte-americana ruiu! O público incendiou-se!

Enquanto Caboclo inflamava a torcida, Yago orquestrava cada posse. Inteligente, buscava pick and rolls com Lucas Dias, encontrava arremessadores livres e atacava o garrafão sem medo. Fechou o jogo com 25 pontos e 12 assistências, números de armador de elite mundial. Sua frieza na linha de lances livres (8 em 8 convertidos) garantiu que cada oportunidade fosse maximizada.

Com o relógio em 5:10 para o fim, Galloway interrompeu o jejum norte-americano com um arremesso de média distância (75 x 70). A 4:50, Yago sofreu falta em infiltração e converteu os dois lances livres: 75 x 72. O Brasil defendeu bem na jogada seguinte, e com 4:30 no cronômetro, Lucas Dias acertou uma bola de três da zona morta para empatar o placar: 75 x 75. Com 3:55, Bruno Caboclo conseguiu outro toco, Yago puxou o contra-ataque e serviu a Georginho: 77 x 75 para o Brasil. A virada! Mas logo na sequência, a 3:10 do fim, Smart empatou novamente em 77-77.

A vitória brasileira foi definitivamente consumada nos três minutos finais. Com a defesa norte-americana atordoada, Lucas Dias apareceu com dois arremessos de três pontos em momentos críticos, além de dominar os rebotes (terminou com 18 pontos e 13 rebotes). Os EUA simplesmente desmoronaram. Nos últimos oito minutos, marcaram apenas 4 pontos. Arremessaram forçado, perderam a disciplina tática e não conseguiram parar o ímpeto físico e emocional do Brasil. O parcial de 34 a 9 foi um massacre, talvez o mais impressionante quarto já protagonizado por uma Seleção Brasileira contra os EUA em competições oficiais.

A 2:50 do fim, Yago fez com uma bandeja em velocidade: 79 x 77 para o Brasil. A 2:20, Lucas Dias aproveitou rebote ofensivo e ampliou: 81 x 77. A 1:50, Caboclo converteu mais dois pontos no garrafão: 83 x 77. A 1:28, Vitor Benite, veterano especialista, colocou a pá de cal, convertendo uma bola de três que abriu 9 pontos de diferença (86 a 77). Ali, a virada estava definitivamente sacramentada! No último minuto, o Brasil apenas administrou. Yago converteu mais lances livres, e Caboclo completou com mais uma cravada. Parcial brutal de 34 a 9 no quarto.

Pelo Brasil, Yago dos Santos converteu 25 pontos e distribuiu 12 assistências, Bruno Caboclo teve 20 pontos, 9 rebotes e 2 tocos, Lucas Dias fez 18 pontos, pegou 13 rebotes e deu 2 tocos, e Georginho De Paula marcou 13 pontos e pegou 7 rebotes. Estes foram os quatro grandes nomes da Seleção Brasileira na partida. Pelos Estados Unidos, Langston Galloway marcou 22 pontos, tendo convertido 5 bolas de 3 pontos, todas elas no 2º quarto. Javonte Smart teve 13 pontos e 5 assistências, e Jerian Grant marcou 11 pontos. Nos números gerais, o Brasil venceu o duelo dos rebotes (38 a 30), foi melhor nos pontos em transição (12 a 5) e, sobretudo, teve aproveitamento avassalador nos arremessos do quarto período: 55% de quadra e 58% nas bolas de três.


Para o Brasil, a vitória teve um peso simbólico. Além de garantir vaga em sua 7ª final de Copa América, serviu como revanche contra os EUA, que haviam vencido os brasileiros na fase de grupos. O triunfo também fortaleceu a confiança de uma geração renovada, mesclando juventude e experiência. Georginho definiu como "a maior virada da sua carreira". Benite exaltou a mentalidade da equipe: "É um grupo jovem, mas que aprendeu a sofrer e encontrou força nos momentos difíceis".

Foi um quarto para a eternidade! O quarto período deste Brasil 92 x 77 EUA não foi apenas uma reação esportiva, foi um espetáculo de intensidade, talento e paixão. Poucas vezes se viu uma equipe transformar um déficit de 12 pontos em uma vitória por 15 em tão pouco tempo, diante de um adversário tradicionalmente dominante. Para sempre, quando se falar das maiores viradas da história do basquete sul-americano, este jogo terá um lugar de destaque. Foi a prova de que o basquete do Brasil pode enfrentar gigantes e vencê-los com coragem, disciplina e espírito coletivo. Mais do que uma vitória, foi uma lição de resiliência. E para a memória do torcedor, ficará marcado: o dia em que o Brasil virou contra os Estados Unidos e escreveu história com um 92 a 77 inesquecível. Em 15 minutos, uma desvantagem de 38-58 no marcador foi dizimada por uma corrida impressionante de 54-19. Histórico!

No dia seguinte, o Brasil superou à Argentina na final e, pela 5ª vez em sua história, sagrou-se Campeão da Copa América de Basquete Masculino.



Ficha do Jogo
30/08/2025 - 92 x 77 EUA – Polideportivo Alexis Arguello, Managua, Nicarágua
Parciais: 20 x 23 / 18 x 29 (38 x 52) / 20 x 16 (58 x 68) / 34 x 9 (92 x 77)
BRA: Yago Mateus (25), Georginho De Paula (13), Gui Deodato (5), Lucas Dias (18) e Bruno Caboclo (20). Téc: Aleksandar Petrovic. Banco Alexey Borges (0), Vitor Benite (6), Reynan dos Santos (5) e Nathan Mariano (0).
EUA: Javonte Smart (13), Langston Galloway (22), Jerian Grant (11), Cameron Reynolds (6) e Tyler Cavanaugh (6). Téc : Stephen Silas. Banco: Speedy Smith (2), Andrew Andrews (0), Jahmius Ramsey (3), Rob Baker (2), Zachary Auguste (4) e Jack Couley (8).