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quinta-feira, 3 de maio de 2018

As melhores seleções do basquete europeu no século XX

Queremos revisitar o passado e relembrar as grandes seleções que dominaram o basquete europeu, numa viagem nostálgica ao passado mais brilhante do basquete do Velho Continente.

1. A URSS de Belov: o fim da hegemonia dos EUA
(época de domínio: de 1967 a 1974)

A URSS foi a grande dominadora do basquete europeu de 1957 a 1971 ao ganhar nada menos do que oito Eurobaskets seguidos. Mas o time que podemos considerar o melhor de todos eles foi aquele liderado pelo mítico Sergei Belov, o primeiro jogador não norte-americano a ser eleito para o Hall da Fama de Indiana. Belov era um ala-armador de 1,90 metros que unia um grande físico a uma tremenda elegância em sua forma de jogar basquete. Foi um "homem a frente de seu tempo", um jogador em nada egoísta e que sabia aparecer no momento certo para decidir os jogos. Sua história com a seleção começou em 1967 com um duplo triunfo, já que ao Eurobasket se somou o triunfo no Mundial do Uruguai. Acabava de começar a "ditadura" da equipe de Belov e uma das maiores rivalidades do basquete europeu, a que teve com Kresimir Cosic, que também debutava com a Seleção da Iugoslávia neste mesmo ano.

Em 1968 se produziu a estreia olímpica de Belov, e veio com decepção… Após quatro finais consecutivas entre EUA e URSS (com vitórias sempre dos norte-americanos), a Iugoslávia de Cosic se impunha aos soviéticos por um ponto de vantagem nas semi-finais e relegava a Belov a medalha de bronze. Mas o jovem Belov se vingaria no ano seguinte, quando liderou à União Soviética (foi eleito MVP do campeonato) para voltar a levantar o título europeu após derrotar a Iugoslávia na final. Em 1970, no Campeonato Mundial disputado na Iugoslávia, voltaram-se a trocar posições, com a equipe anfitriã se impondo e deixando a URSS com o terceiro lugar, apesar de Belov ter voltado a ser escolhido MVP. No ano seguinte, no Eurobasket da Alemanha, Belov e Cosic voltaram a intercambiar sensações, o soviético se lançou ao título e o iugoslavo desta vez ficou como MVP.

Mas o momento definitivo na carreira de Belov foi vivido nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972. Belov levou seu time à final contra os Estados Unidos, que se apresentava tendo vencido todos os torneios olímpicos jogados até então, num saldo de 63 vitórias e 0 derrotas. Belov foi o pontuador máximo do jogo, com 20 pontos, mas foi outro Belov, Aleksander, seu irmão, quem teve a honra de anotar a cesta decisiva que deu o primeiro título olímpico à União Soviética. Com muita controvérsia e polêmica envolvida, os norte-americanos se negaram a receber sua medalha de prata, pois consideravam que a partida já havia acabado quando os soviéticos converteram sua cesta. Dava no mesmo, Belov já havia feito história e havia se convertido numa lenda.

No ano seguinte veio o primeiro grande aviso de que seu reinado estava ameaçado. No Eurobasket de 1973, a Iugoslávia rompia com a ditadura soviética de títulos, graças às aparições de Drazen Dalipagic e Dragan Kicanovic. Kresimir Cosic já não estava só. Apesar de tudo, Belov conseguiria o título que lhe faltava no ano seguinte, e em 1974 deixaria aos iugoslavos com o sabor do mel nos lábios e se proclamaria campeão mundial em Porto Rico, com média de 15,2 pontos por jogo. Logo sofreria com a explosão da Iugoslávia dos "Quatro Fantásticos", mas sempre mantendo um altíssimo nível. Foi medalha de prata nos Eurobaskets de 1975 e 1979, prata no Mundial de 1978, bronze nos Jogos Olímpicos de Montreal 1976 e Moscou 1980, e voltaria a saborear o gosto doce do triunfo no EuroBasket de 1979, quando já não lhe acompanhavam seus fiéis escudeiros Gennadi Volnov, Aleksandr Belov e Modestas Paulauskas (uma das lendas do Zalgiris Kaunas), se não o gigante Vladimir Tkachenko e o lituano Valdemaras Homicius.

Sua grande decepção foi o bronze colhido nos Jogos Olímpicos de Moscou em 1980. Apesar de ser uma de suas maiores atuações a nível individual, quando obteve médias de 21 pontos por partida (incluindo os 29 que anotou diante da Espanha na disputa pelo bronze). A terceira colocação em casa, sem a presença dos EUA, que boicotaram o torneio, foi visto como um total fracasso e antecipou sua saída da seleção nacional, com sua única alegria naqueles jogos tendo sido a de levar a tocha olímpica no cerimonial.

Quando em 1991 a FIBA votou pelos 50 melhores jogadores de sua história, Belov foi o mais votado, a frente de Cosic, que foi o quarto, de Arvydas Sabonis, em terceiro, e Drazen Petrovic, em segundo lugar.

Sergei Belov

2. A Iugoslávia de Dalipagic, Cosic, Kicanovic e Delibasic: os Quatro Fantásticos
(época de domínio: de 1975 a 1981)

O croata Kresimir Cosic era a grande estrela do único time que fazia frente, na Europa, à União Soviética de Belov. Em 1970, seus 17,3 pontos por partida no Mundial daquele ano deram a sua seleção seu primeiro grande título. Mas, apesar de seus 2,11 metros e de ser o primeiro iugoslavo a triunfar numa universidade norte-americana, Cosic não conseguia conter à URSS de Belov. Mas em 1973, com a chegada à seleção dos sérvios Drazen Dalipagic e Dragan Kicanovic, a coisa iria mudar. Neste mesmo ano eles se impuseram no Eurobasket, celebrado na Espanha e, no ano seguinte, foram derrotados pela URSS na final do Mundial, apesar de que Kicanovic tenha sido eleito MVP do torneio. Mas quando, em 1975, uniram-se a eles o último "ás" do poker iugoslavo, o bósnio Mirza Delibasic, a Iugoslávia começou a exercer sua tirania no continente. Neste mesmo ano, eles repetiram o título europeu, com Cosic eleito MVP. Em 1976, nos Jogos Olímpicos de Montreal, voltaram a superar aos soviéticos nas semi-finais e perderam na final frente aos EUA. Neste campeonato, Cosic teve média de 11,2 pontos (meteu 20 à URSS na semifinal e 15 aos EUA na final), Dalipagic 17,8 (com 27 pontos na final contra os EUA), Kicanovic 16 e Delibasic 12. Os Quatro Fantásticos dividiam entre eles os pontos e os momentos de glória.

Em 1977 chegaria seu terceiro ouro consecutivo no Eurobasket, com Dalipagic como MVP do torneio e o armador Zoran Slavnic (o quinto Beatle?) acompanhando-o no melhor quinteto da competição. Seu domínio europeu se estenderia para todo o mundo com a vitória no Mundial de 1978, no qual venceram por um ponto (e na prorrogação) à URSS de Belov. Dalipagic foi de novo MVP do torneio e foi acompanhado por Cosic e Kicanovic no quinteto ideal (sendo os outros dois lugares no quinteto para outros dois mitos do basquete, o ucraniano Vladimir Tkachenko e o brasileiro Oscar Schmidt).

Seu domínio se veria posto em dúvida quando no Eurobasket de 1979 eles tiveram que se conformar com o bronze, vendo a Sergei Belov se proclamar campeão da Europa pela quarta vez. Mas em 1980 tiveram a mais doce das vinganças, quando se impuseram nos Jogos Olímpicos disputados na casa do eterno rival. Em Moscou 1980, a Iugoslávia dos Quatro Fantásticos se alçou ao título que lhes faltava, aproveitando à ausência, por boicote, dos EUA. Com Cosic já em seus últimos anos de carreira, foram os outros três do quarteto os que deram o passo adiante, Dalipagic com média de 24,4 pontos por jogo (com 18 na final contra a Itália), Kicanovic com 23,6 (com 22 na final) e Delibasic com 16,4 (com 20 diante dos italianos na última partida).

Mas talvez, acima do enorme êxito em Moscou, o pleno potencial desta seleção foi visto um ano e meio antes, quando, em abril de 1978, eles enfrentaram a uma Seleção dos Estados Unidos comandada por suas duas estrelas universitárias - Earvin ‘Magic’ Johnson e Larry Bird - além de outros seis jogadores que entraram neste mesmo ano na NBA. Na final, venceu aos EUA por 88 x 83, com o jogo terminando com 22 pontos de Dragan Kicanovic, 19 de Mirza Delibasic, 18 de Drazen Dalipagic e 16 do grande capitão Kresimir Cosic.

O final da primeira grande seleção iugoslava de basquete da história chegou com amargura em 1981, quando a seleção dos Bálcãs caiu com impactantes 84 x 67 na final do Eurobasket contra a renovada União Soviética de Tkachenko, Valters e Myshkin. Quando no ano seguinte juntou-se a eles um ainda quase adolescente Arvydas Sabonis, uma nova hegemonia ia começar no continente. O torneio representou o adeus do capitão Cosic, que não disputaria o Campeonato Mundial de 1982. Quando ainda voltou por uma última vez, em 1983, sua seleção estava sendo liderada por um garoto, croata como ele, de 18 anos, Drazen Petrovic. Mas esta é uma história para daqui a pouco.

Para compreender a importância desta equipe: Cosic é o jogador que mais vezes vestiu a camiseta da Iugoslávia, com 303 jogos internacionais, e Dalipagic foi o máximo pontuador da Iugoslávia na história, com 3.131 pontos pela seleção.

Drazen Dalipagic

3. A URSS de Sabonis: o Czar da Europa
(época de domínio: de 1982 a 1988)

Em 1981 a União Soviética surpreendeu ao vencer no Eurobasket à mítica Iugoslávia dos Quatro Fantásticos. No ano seguinte se celebrava o Campeonato Mundial na Colômbia e os soviéticos apareceriam com um jovenzinho que ainda não havia cumprido 18 anos, mas que dominaria o basquete europeu pelos próximos anos: Arvydas Sabonis. O lituano foi batizado por Bill Walton, uma lenda da NBA, como "um Larry Bird com 2,18 metros". O mítico pivô queria dizer que Sabonis tinha o arremesso de um ala e a visão de jogo de um armador dentro de um corpo atlético destinado a dominar as quadras de basquete em seu tempo. Sua atuação em 1982 foi boa, mas ainda não exercia a liderança em sua seleção (apesar da média de quase 10 pontos por jogo). Mas em 1983 ele já era claramente o jogador mais importante da seleção soviética que disputou o Eurobasket. Incrivelmente, neste ano de 1983 aconteceu um milagre, pela primeira vez desde 1955 nem a URSS nem a Iugoslávia conquistariam o título. A responsável por aquele milagre foi a Espanha de Corbalán (que foi eleito MVP daquele torneio), Epi e Fernando Martín. Apesar dos 24 pontos de Sabonis, os comandados de Antonio Díaz Miguel se impuseram na semi-final por 95 x 94. Ainda assim não levaram o título, tendo perdido a final para a Itália, de Dino Meneghin e Antonello Riva. O domínio de Sabonis se iniciava com um escorregão.

Em 1984, o boicote soviético aos Jogos Olímpicos de Los Angeles impediram que Sabonis enfrentasse a Patrick Ewing, o pivô mais dominante de sua geração na NBA. Em 1985 seu domínio no Eurobasket foi total, alçando-o ao prêmio de MVP e levando a URSS a ser campeã do torneio. Sobre a Itália, ele fez 16 pontos na semi-final e sobre a Tchecoslováquia, na final, marcou 31 pontos! No Campeonato Mundial de 1986, ele só confirmou sua superioridade sobre o resto das seleções europeias. Na final, enfrentou aos EUA, liderados por David Robinson. Apesar de perder por dois pontos, todos puderam comprovar a força do lituano quando ele se impôs sobre o "Almirante", tendo inclusive aplicado-lhe um toco estratosférico. Pela primeira vez, a NBA olhava ao Velho Continente pensando estar vendo uma jóia basquetebolística de valor incalculável. O Portland Trail Blazers o elegeria no Draft. Tudo indicava um longo reinado na Europa do gigante lituano, que tinha apenas 22 anos. Porém, uma grave lesão no tendão de Aquiles ameaçou sua carreira. Ele ficou mais de um ano e meio sem competir, tendo viajado a Portland para que os médicos dos Blazers o atendessem para tratar uma lesão que, a princípio, parecia intratável. Arvydas nunca esqueceria aquele gesto, e quando, muito tempo depois, rumou à NBA, foi fiel à franquia do Oregon.

Mas voltando a 1987, sua ausência no EuroBasket deste ano levou à surpreendente derrota da URSS na final para a Grécia, de Gallis e Giannakis. O treinador Alexander Gomelski viu seu cargo a perigo e no ano seguinte decidiu levar Sabonis, mesmo voltando após quase dois anos sem atuar, para os Jogos Olímpicos de Seul. Mesmo com um Sabonis com uma mobilidade e uma capacidade de saltar claramente mais reduzidas, a URSS conseguiu vingar a derrota no Mundial de 86 e vencer aos EUA de David Robinson, Danny Manning, Mitch Richmond e Dan Majerle na semi-final, e à Iugoslávia, de seu "inimigo íntimo", Drazen Petrovic, na final, na qual Sabonis terminou com 20 pontos e 15 rebotes, dominando completamente o jogo interior iugoslavo, formado por Vlade Divac e Dino Radja. Apesar da derrota, tanto Radja como Divac só tinham adjetivos para "Sabas". Radja disse nos EUA: "vocês não conhecem a Sabonis. Era o melhor pivô do mundo. Se houvesse chegado antes à NBA, teria sido 10 anos seguidos um All-Star". Divac, por sua vez, deu a seguinte resposta a um jornalista que lhe perguntou, também nos EUA, quem havia sido melhor, se ele ou Sabonis: "Não há comparação. Posso dizer sem medo de errar que ele foi melhor jogador do que O’Neal, Ewing e Olajuwon".

Mas para a União Soviética de Sabonis já restava muito pouco tempo de vida. Em 1989 eles disputaram seu último campeonato juntos. Havia chegado um novo ciclo político, com a URSS sendo dissolvida. Isto implicou num novo ciclo dominador no basquete europeu, emergindo a Iugoslávia de Petrovic. Em 1990, Sabonis e o resto dos jogadores lituanos (Marciulionis, Kurtinaitis e Homicius) decidiram não participar do Mundial. Sua seguinte aparição foi já defendendo a Lituânia nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. Seus 23,9 pontos e 12,5 rebotes demonstram que, apesar da lesão, ele seguia sendo o melhor pivô europeu. Com a Lituânia, ele voltaria a repetir o bronze nas Olimpíadas de 1996 e a prata no Eurobasket de 1995.

A grande pergunta que se faz qualquer fã do basquete é: o que haveria acontecido se Sabonis não houvesse sofrido sua grave lesão? Bill Walton, o homem que levou o Portland ao título da NBA em 1977 tem uma resposta: "se Sabonis houvesse entrado na NBA em 1985, Lakers, Pistons e Bulls teriam hoje alguns anéis a menos".

Sabonis contra Bogues, no Mundial de 86

4. A Iugoslávia de Petrovic: o ‘Dream Team’ europeu
(época de domínio: de 1989 a 1992)

É impossível contar a história de Drazen Petrovic sem falar de sua rivalidade com Arvydas Sabonis. O ‘gênio de Sibenik’ nasceu no mesmo ano que o gigante lituano, mas, apesar de começar a jogar na Liga Iugoslava com apenas 15 anos, sua estreia na seleção foi aos 18 anos, um ano depois de Sabonis. Quando o fez, seu "inimigo íntimo" já era campeão mundial. Era o ano de 1983 e o jovem Drazen dividia o vestiário com três dos Quatro Fantásticos - Cosic, Dalipagic e Kicanovic -. Apesar de tudo, a seleção iugoslava fracassou totalmente, tendo que se conformar com um 7º lugar. O ambicioso croata via como toda a Europa se rendia a Sabonis e não podia suportar isto. Em 1984, teve a oportunidade de se destacar nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, já que não estava presente a URSS, por seu boicote político. Mas uma inesperada derrota para a Espanha, de Corbalán, Epi e Fernando Martín, que no ano anterior já havia tido o sabor de derrotar à URSS de Sabonis, impediu a disputa de um primeiro duelo contra Michael Jordan.

Apesar de tudo, este bronze foi um pequeno consolo diante do que se aproximava nos dois anos seguintes para a seleção. Em 1985, a Iugoslávia voltou a decepcionar no Eurobasket, tendo que se conformar com uma triste 7ª colocação. Ainda assim, Drazen acompanhou a Sabonis no quinteto ideal do campeonato, junto a Valdis Valters, Detlef Schrempf e Fernando Martín. No ano seguinte, no Mundial, ele voltou a subir ao pódio, novamente em terceiro, mas teve que sofrer uma derrota contra Sabonis e sua URSS na semi-final por um ponto. Tudo isto apesar da média de mais de 25 pontos por jogo em ambos os campeonatos e de ter sido eleito MVP do Mundial de Espanha. Para alguém que tinha dominado a Europa a nível de clubes com seu Cibona de Zagreb, tornando-se campeão da Europa em 1985 e 1986 (ganhando na final de 1986 ao Zalgiris, de Sabonis), seus resultados com a seleção eram sua grande frustração. Uma história de seus tempos no Cibona explica perfeitamente seu caráter. Conta um ex-treinador que antes de um jogo contra o Zalgiris Kaunas, Drazen começou a gritar com seus companheiros, parando continuamente o treino, até que o treinador parou tudo e mandou todos os jogadores para casa. Quando, no dia seguinte, ele lhe preguntou o que havia acontecido, Petrovic respondeu que as partidas contra o Zalgiris eram especiais, já que não só queria ganhar, como também demonstrar que ele era melhor jogador do que Sabonis.

Em 1987, a Iugoslávia já se apresentava com a equipe que iria dominar o basquete europeu nos anos seguintes. Estavam Petrovic, Kukoc, Divac, Radja e Paspalj, e inclusive já com o jovem Aleksandar Djordjevic. Ainda assim os iugoslavos caíram nas semi-finais para a Grécia, de Gallis, e tiveram que se conformar, novamente, com o bronze. No ano seguinte, Petrovic sofreu aquela que, provavelmente, foi a derrota mais dolorosa de sua carreira. Nos Jogos Olímpicos de Seul, ele enfim chegou a uma final a nível de seleções para se encontrar com seu velho conhecido, Arvydas Sabonis, recém recuperado de sua lesão. Nos três meses anteriores, a Iugoslávia havia imposto quatro vitórias em cinco confrontos, incluída a vitória na fase preliminar daqueles Jogos. Mas a final voltou a ser dos soviéticos, e de nada serviram os 24 pontos de Drazen.

Outro pesadelo para Petrovic veio no fim de 1989, no Eurobasket que foi disputado em sua casa, em Zagreb. Desta vez Petrovic não cometeu nenhuma falha, com média de 30 pontos por partida e saindo com o prêmio de MVP. Ainda assim, a Grécia, de Gallis, impediu que ele tivesse o gosto de enfrentar a Sabonis na final. Só em 1990 que veio a vitória sobre a URSS numa final, no Campeonato Mundial daquele ano na Argentina, mas não foi frente a Sabonis que, igualmente ao resto dos jogadores lituanos, decidiu não jogar aquele campeonato com a União Soviética. Mas o mais relevante daquela vitória foi como se pode começar a ver os farelos em que se estava começando a converter a Iugoslávia, farelos que não demorariam a virar pó. A Sérvia e a Croácia estavam em guerra, processo que culminou na dissolução da Iugoslávia. Ao terminar a final, Petrovic, croata, e Divac, sérvio, se abraçaram, mas o bom momento só durou até a hora em que um fã se aproximou portando uma bandeira da Croácia, Divac recriminou seu gesto e o expulsou da quadra. A relação entre aqueles jogadores nunca voltaria a ser a mesma, como ficou bem documentado no magnífico documentário “Irmãos e Inimigos”.

No ano seguinte, em 1991, Petrovic renunciou à seleção e não jogou o Eurobasket, em parte para se preparar para a seguinte temporada, na NBA, mas também por causa de sua má relação com os jogadores sérvios da seleção. Foi o último grande campeonato da Iugoslávia unida, e Kukoc, Divac, Djordjevic e companheiros iriam se impor com facilidade e ser campeões. Aquela que, para muitos, foi a melhor seleção da história do basquete, voou pelos ares com a Guerra dos Bálcãs, impedindo a possibilidade de se ver o duelo entre o "Dream Team" contra o "Dream Team europeu". Ainda assim, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, Petrovic ficou com a medalha de prata, comandando sua Croácia, e metendo 24 pontos ao time de Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird e companhia na final, e com Sabonis com o bronze, com a seleção da Lituânia. No fundo foi algo muito significativo, pois estes dois jogadores haviam dominado o basquete europeu nos dez anos anteriores. Mas claro que, com um sorriso no canto do rosto, Petrovic pensava "mas comigo acima".

E isto foi tudo, porque no ano seguinte, enquanto se preparava para um novo compromisso com a Croácia por mais um Eurobasket (e amargurado porque não havia sido escolhido para o All-Star Game da NBA), Drazen Petrovic perdia a vida num acidente de carro na Alemanha, num momento no qual triunfava nos Estados Unidos, com média superior a 20 pontos por jogo na NBA, pelo New Jersey Nets. O basquete europeu ficou órfão e perdeu sua maior estrela, em pleno apogeu, aos 28 anos, a mesma idade que tinha Michael Jordan quando ganhou seu primeiro título na NBA (só para se ter uma ideia do que "o Mozart do basquete" ainda podia ter conquistado).

Vlade Divac e Drazen Petrovic

Fonte: DeporAdictos, por Sérgio Ariza Lázaro, em 2 de setembro de 2015
http://deporadictos.com/las-mejores-selecciones-de-la-historia-del-baloncesto-europeo-i/
http://deporadictos.com/las-mejores-selecciones-de-la-historia-del-baloncesto-europeo-ii/


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

História do Basquete da União Soviética

The Soviet Union Basketball History
Historia del Baloncesto de Unión Sovietica


A União Soviética (URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) foi um estado sob Regime Socialista que existiu entre 1923 e 1991 reunindo 15 repúblicas: Armênia, Azerbaijão, Bielo-rússia, Estônia, Geórgia, Cazaquistão, Quirquistão, Letônia, Lituânia, Moldávia, Rússia, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão. Seu território tinha uma área de 22,4 milhões de km² (dos quais 17,1 milhões de km², 76% do território, era a Rússia, onde estava 50% da população). A união perdurou até 1990, quando a URSS, frente a uma gravíssima crise sócio-econômica, foi dissolvida. Após seu fim, 11 destas repúblicas (somente os Países Bálticos - Estônia, Letônia e Lituânia - e a Geórgia não fizeram parte) formaram a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que na prática nunca teve um papel bem definido. As 15 repúblicas, desde então, passaram a ser independêntes, países autônomos.


Sua história se inicia em 1917, quando a Revolução Russa derrubou o Regime dos Czares e deu início a uma Guerra Civil que durou até dezembro de 1922 e foi vencida pelo Partido Bolchevique, que formatou a União Soviética, sob um Regime Socialista, de economia planificada e autoritarismo político.


Na Segunda Guerra Mundial, os planos imperialistas de Hitler fizeram a Alemanha Nazista invadir a URSS, levando o estado soviético a participar da reconquista da Europa, que se deu por dois extremos: EUA de um lado e URSS do outro acuaram a Alemanha e reverteram o expansionismo segregacionista da Alemanha. Da vitória na Segunda Guerra emergiu a bipolaridade da Guerra Fria, com o Regime Capitalista dos Estados Unidos e o Regime Socialista da União Soviética. Uma bipolaridade que marcou o mundo por quase 50 anos e deixou suas marcas também no esporte, bipolarizando a disputa nos Jogos Olímpicos de 1948 a 1988.

As repúblicas que formaram a URSS já tinham tradição no basquete. Vieram dos Países Bálticos os três primeiros campeões do Campeonato Europeu (Eurobasket): a Letônia em 1935 e a Lituânia, Bi-Campeão em 1937-1939, tendo no segundo título superado a Letônia na final.

Depois de unidos como um só país, a hegemonia soviética em solo europeu se consolidou logo a partir de sua primeira participação no Campeonato Europeu, em 1947, quando se sagrou campeã. A equipe não disputou os torneios de basquete nas Olimpíadas de 1948, no Eurobasket 1949 nem no Mundial de 1950.

Depois, foi bi-campeã do Eurobasket em 1951 e 1953, ficou em terceiro em 1955 (derrotas para Tchecoslováquia e Hungria), e daí iniciou a impressionante sequência de 8 títulos consecutivos (57/59/61/63/65/67/69/71). Hegemonia absoluta na Europa e clima de Guerra Fria em Olimpíadas, mas sem final feliz para os soviéticos: nas edições de 1952, 1956, 1960 e 1964 a União Soviética perdeu a final para os Estados Unidos e ficou com a Medalha de Prata.

Os primeiros grandes nomes do basquete da URSS foram Stepas Butautas - nascido na Lituânia, e que defendeu a seleção de 1947 a 1953 -, Otar Korkiya - nascido na Geórgia, e que defendeu a seleção de 1947 a 1955 -, e Viktor Zubkov - nascido na Rússia, e que defendeu a seleção de 1956 a 1963.


Em Mundiais, a seleção soviética não jogou as edições de 1950 e 1954. Em 1959, teria sido campeã, mas se negou a entrar em quadra para enfrentar Formosa (atual Taiwan) e foi punida com perda de pontos pela FIBA. Disputou o Mundial de 1963, no Rio de Janeiro, e acabou superada pelo Brasil, ficando sem o título. Só veio a conquistar o Campeonato Mundial pela 1ª vez em 1967, título que só voltou a conquistar em 1974 e 1982.

O ápice da história do basquete soviético veio em 1972, quando, num jogo altamente controverso, superou os EUA na final dos Jogos de Munique e conseguiu pela primeira vez a Medalha de Ouro. Esta geração da URSS tinha como grandes destaques a Modestas Paulauskas - nascido na Lituânia, e que defendeu a seleção de 1965 a 1974 -, e os irmãos russos Sergei Alexandrovich Belov e Alexander Alexandrovich Belov. Sergei Belov defendeu a seleção por 13 anos, de 1967 a 1980, e Alexander Belov defendeu a seleção de 1969 a 1976, e foi o responsável pela cesta no último segundo que garantiu o Ouro em 72.

Final Olímpica de 1972


Modestas Paulauskas
Carreira: 1962-1976 Zalgiris Kaunas

Sergei Belov
Carreira: 1964-1967 Uralmesh; e 1968-1980 CSKA Moscou

Alexander Belov
Carreira: 1966-1978 Spartak de Leningrado

Apesar do título nas Olimpíadas de 72, os anos 1970 não foram bons para o basquete soviético, que perdeu a hegemonia européia para a Iugoslávia, tri-campeã do Eurobasket em 73-75-77. Ainda ficou fora da final nos Jogos Olímpicos em 1976 e 1980, ambas as vezes por causa de sua algoz no período 1975 a 1980: a Iugoslávia. Em 80, uma derrota ainda mais dolorosa por ter sido jogada em Moscou, num torneio sem a presença dos Estados Unidos. O time soviético tinha grandes nomes, como Anatoli Myshkin - nascido na Rússia, e que defendeu a seleção de 1976 a 1983 -, e Vladimir Tkachenko - nascido na Ucrânia, e que defendeu a seleção de 1976 a 1987, um gigante, com 2,21m.


Anatoli Myshkin
Carreira: 1976-1984 CSKA Moscou; e 1984-85 Dínamo de Moscou

Vladimir Tkachenko
Carreira: 1975-1989 CSKA Moscou

Nos anos 80, o basquete da Europa foi reconquistado, mas sem os sinais de hegemonia de outrora. Bi-campeã do Eurobasket em 1979-81, ficou fora da final em 83 (derrota para a Espanha na semi-final por 95 x 94) e voltou a levantar o troféu máximo do continente em 1985. Nas duas edições seguintes, encontrou um novo algoz, a Grécia: em 87 perdeu a final (103 x 101) e em 89 a semi-final (81 x 80) para os gregos. Perdeu as finais de Mundial em 78 (para Iugoslávia), 86 (para EUA) e 90 (para Iugoslávia), e faturou o título em 1982. Em Olimpíadas, boicotou a competição em 84, não disputando o torneio. E naquela que seria sua última participação olímpica, fez história, levando a Medalha de Ouro: a última grande epopéia basquetebolística soviética! O time de Ouro das Olimpíadas de 88 tinha Sarunas Marciulionis - nascido na Lituânia, e que defendeu a seleção soviética de 1987 a 1990 -, Alexander Volkov - nascido na Rússia, e que defendeu a equipe soviética de 1985 a 1990 -, e Arvydas Sabonis - nascido na Lituânia, e que defendeu a seleção de 1982 a 1990. Jogadores que após o fim da Guerra Fria, tiveram passagem pelo basquete dos EUA, onde se destacaram especialmente os lituano Marciuliones e Sabonis.


Sarunas Marciulionis
Carreira: 1981–1989 Statyba; 1989–1994 Golden State Warriors (NBA); 1994–1995 Seattle SuperSonics (NBA); 1995–1996 Sacramento Kings (NBA); e 1996-1997 Denver Nuggets (NBA)

Alexander Volkov
Carreira: 1981–1986 Budivelnik Kiev (Ucrânia); 1986–1988 CSKA Moscou; 1988–1989 Budivelnyk Kiev (Ucrânia); 1989–1992 Atlanta Hawks (NBA); 1992–1993 Reggio Calabria (Itália); 1993–1994 Panathinaikos (Grécia); e 1994–1995 Olympiacos (Grécia)

Arvydas Sabonis
Carreira: 1981–1989 Zalgiris Kaunas (Lituânia); 1989–1992 Valladolid (Espanha); 1992–1995 Real Madrid (Espanha); 1995–2001 Portland Trail Blazers (NBA); 2001–2002 Zalgiris Kaunas (Lituânia); 2002–2003 Portland Trail Blazers (NBA); e 2003–2005 Zalgiris Kaunas (Lituânia)

A tradição das ex-repúblicas soviéticas se perpetuou após a dissolução da URSS principalmente nos times da Lituânia e da Rússia. Os lituanos, em especial, foram os que obtiveram resultados mais expressivos no período imediatamente posterior ao fim da União Soviética, foram Medalha de Bronze nas Olimpíadas de 1992, 1996 e 2000, 4º lugar nas Olimpíadas de 2004 e 2008 (numa sensacional sequência de cinco semi-finais consecutivas) e foram Campeões da Eurobasket 2003. A Rússia também sempre manteve-se forte, viveu boa fase sobretudo através de Andrei Kirilenko, já no Século XXI, tendo sido Campeã do Eurobasket 2007 e Medalha de Bronze nas Olimpíadas de 2012.


Veja maisAs melhores seleções do basquete europeu no século XX



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ranking da FIBA 2005-2012

FIBA World Ranking - Men
Ranking FIBA del Baloncesto Masculino


Após as Olimpíadas de Londres 2012, a FIBA atualizou seu Ranking do Basquete Masculino Mundial, que reflete os resultados de dois ciclos olímpicos. Este último ranking, portanto, engloba o período de 2005 a 2012. Eis abaixo o resultado:

Arte do site Basketeria

Ranking Histórico do Basquete de Seleções

A estrutura do ranking é bastante simples, é a ordenação por períodos escolhidos da quantidade de títulos de Campeonato Mundial e de Olimpíadas, seguido pela quantidade de vice-campeonatos, de presenças em semi-final e em quartas de final, como se fossem quatro conjuntos de medalhas num ranking olímpico.

O primeiro período escolhido foi a década entre 1948 e 1958, começa no primeiro torneio de basquete em Jogos Olímpicos após a Segunda Guerra Mundial (1948) e inclui as duas primeiras edições do Campeonato Mundial. Em cinco torneios, os EUA foram 4 vezes campeões: Olimpíadas de 1948, 1952 e 1956 e Mundial de 1954. Só não venceram o Mundial de 1950, cujo título foi da Argentina, que por isso aparece na segunda posição, seguida pela União Soviética. França e Brasil dividiram o posto de 4ª força mundial nesse período.


O segundo período escolhido foi a década entre 1959 e 1969: os Estados Unidos mantêm o primeiro posto no ranking do basquete mundial, pois venceu as Olimpíadas de 1960, 1964 e 1968. É seguido desta vez pelo Brasil, bi-campeão do Campeonato Mundial em 1959 e 1963 e duas vezes medalha de bronze nas Olimpíadas, em 1960 e 1964. A URSS, com o título do Mundial de 1967, está em terceiro. A Iugoslávia aparece pela primeira vez no ranking e nele se manterá nas três primeiras posições até a dissolução do país em 6 repúblicas independentes, nos anos de 1990. Porto Rico e Itália também começaram a mostrar suas forças e a construir tradição no basquetebol.


O terceiro período escolhido vai do Mundial de 1970 até as Olimpíadas de 1980. Os EUA, por terem perdido o título olímpico de 1972 para a URSS e por não terem ido às Olimpíadas de Moscou (1980), perderam a primeira colocação do ranking, que ficou com a Iugoslávia e seu fantástico time do período 1976-1980, mas também, antes, campeã do Mundial de 1970. A URSS ficou em 2º e os EUA em 3º. Itália e Brasil vieram a seguir. Estes cinco países que, claramente, foram os com mais força no basquete mundial nos anos 1970 e 1980.


O quarto período escolhido foi a década entre 1981 e 1991, o último período sem a participação dos atletas profissionais da NBA no basquete internacional. A URSS ficou com a primeira posição do ranking, seguida pelos EUA. O fator de desequilíbrio foi a semi-final das Olimpíadas de 1988, na qual os soviéticos venceram os norte-americanos. A Iugoslávia aparece em terceiro, mesmo com o histórico time de 1988 a 1990. Este tripé - EUA, URSS e Iugoslávia - foi o trio de dominadores do basquete mundial no século XX. Espanha e Brasil apareceram a seguir neste quarto período. 


Aqui, a esta altura da história, será necessário abrir um parêntesis, pois houve então as dissoluções da União Soviética e da Iugoslávia em diversos países. Com força no basquete, a União Soviética se fragmentou entre Rússia, Lituânia e Letônia, e já na Iugoslávia, todas as repúblicas da fragmentação tiveram alguma força no basquete: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Macedônia, Bósnia e Montenegro.

Assim é relevante mostrar como foi o desenho do ranking acumulado entre 1948 e 1991, dando enfoque aos 11 países que tiveram melhor desempenho no basquete masculino mundial no acúmulo destas décadas:


O quinto período escolhido foi de 1992 a 2001, do Dream Team, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, até o ano que precedeu a primeira derrota dos EUA com jogadores da NBA. A hegemonia foi absoluta dos EUA, com os títulos nas Olimpíadas de 1992, 1996 e 2000 e no Mundial de 1994. Perderam apenas o Mundial de 1998, quando jogaram novamente com um time universitário. Este campeonato foi vencido pela Iugoslávia, que já não era mais aquela Iugoslávia, mas a seleção de Sérvia e Montenegro. A Croácia, que fazia parte da antiga Iugoslávia e se tornou independente, aparece no ranking na 4ª posição. A União Soviética se dissolveu em diversas repúblicas, as duas de mais tradição no basquete aparecem no ranking: Rússia em 3º lugar e Lituânia em 6º lugar. Depois do tripé que dominou o basquete mundial no século XX, agora dissolvido em diversos países, aparecem no ranking a França, a Austrália e a Grécia. Brasil e Itália, que dividiram a 9ª colocação do ranking, e Espanha, em 14º lugar, enfraqueceram-se um pouco.


O sexto período é a década entre 2002 e 2012. Os EUA mantiveram-se na primeira posição, apesar do título da Iugoslávia no Mundial de 2002, da Argentina nas Olimpíadas de 2004 e da Espanha no Mundial de 2006. Estes três países aparecem em 2º, 3º e 4º lugares. Em seguida aparecem Grécia, Turquia, Itália e Lituânia, mostrando uma conjuntura muito mais multipolarizada no basquete mundial. A Rússia ficou em 9º lugar neste período e Brasil e França dividiram o 12º lugar, atrás ainda de Alemanha e Nova Zelândia.


No período de 2013 a 2024, o que fica mais evidente é o aumento expressivo da quantidade de países que conseguiram entrar no Top 8 seja do Mundial ou da Olimpíada. O basquete ficou mais global e mais competitivo. Ainda assim, mais uma vez os Estados Unidos continuaram sendo absolutamente dominantes na modalidade.


Assim como foi feito acima, acumulando o período pós-Segunda Guerra de 1948 a 1991, até as dissoluções da União Soviética e da Iugoslávia, abaixo segue o acumulado a partir de 1991, quando nações como Lituânia, Letônia, Croácia, Sérvia, Eslovênia, entre outras, entraram na conjuntura do basquete internacional não mais como parte daqueles dois estados que se dissolveram:

A posição relatica do Brasil despencou no ranking. Enquanto teve o 4º melhor desempenho no período acumulado entre 1948 e 1991, passou a ter tão só o 17º melhor desempenho no período acumulado entre 1992 e 2024.




Veja também:






terça-feira, 24 de julho de 2012

História do Basquete nas Olimpíadas - 2008-...


1936-1964     1968-1984     1988-2004     2008-...


2008 – BEIJING, China

Os Jogos Olímpicos de 2008 foram disputados em Beijing, na China. A grande expectativa do torneio era pela atuação da Seleção dos Estados Unidos. Após ficarem de fora da final olímpica de 2004, e também acumulando derrotas antes da final nos Mundiais de 2002 e 2006, os EUA montaram uma seleção juntando os dois principais astros da NBA, Kobe Bryant e LeBron James.

Entre os 12 participantes, as duas vagas automáticas foram da anfitriã China e da campeã mundial Espanha. As vagas continentais ficaram com Angola na África, com o Irã na Ásia, e com a Austrália na Oceania. Nos Pré-Olímpicos Continentais eram apenas 2 vagas para as Américas, que ficaram com Estados Unidos e Argentina, e 2 vagas para a Europa, obtidas por Lituânia e Rússia.

As últimas 3 vagas foram definidas num Torneio Pré-Olímpico Mundial, que reuniu 12 seleções: 1 da Oceania (Nova Zelândia), 2 da Ásia (Coréia do Sul e Líbano), 2 da África (Camarões e Cabo Verde), 3 das Américas (Canadá, Brasil e Porto Rico), e 4 da Europa (Croácia, Grécia, Alemanha e Eslovênia), de forma que ficaram de fora Sérvia, Itália e França. Estas últimas vagas ficaram com Croácia, Grécia e Alemanha.

No Grupo A, a disputa foi extremamente acirrada na definição de posições entre as quatro que se classificaram. Avançaram, nesta ordem, Lituânia, Argentina, Croácia e Austrália, sem que nenhuma delas conseguisse vencer a todas as suas partidas. A Rússia acabou eliminada, só tendo conseguido vencer ao último colocado, o Irã.

No Grupo B, os EUA fizeram o que se esperava de sua seleção, vencendo todas as suas partidas por mais de 20 pontos de vantagem, passando por China (101 x 70), Angola (97 x 76), Grécia (92 x 69), Espanha (119 x 82) e Alemanha (106 x 57). As outras três vagas ficaram com Espanha, Grécia e China, tendo sido Alemanha e Angola eliminados.


Nas quartas de final, os Estados Unidos, a Lituânia e a Espanha confirmaram seus favoritismos e venceram, respectivamente, a Austrália (116 x 85), China (94 x 68) e Croácia (72 x 59). Na disputa mais acirrada, a Argentina venceu à Grécia por 80 x 78, garantindo-se como a quarta semi-finalista.

Na semi-final, dois confrontos grandiosos. Os EUA se mantiveram superando a seus adversários por pelo menos 20 pontos de vantagem, como tinham feito em todos os confrontos anteriores até ali, passando desta vez pela Argentina, por 101 x 81. No outro confronto, a então campeã mundial Espanha venceu à Lituânia por 91 x 86. Na decisão da medalha de bronze, a até então campeã olímpica Argentina venceu à Lituânia por 87 x 75, faturando sua segunda medalha consecutiva no basquete masculino olímpico. Na decisão da medalha de ouro, os Estados Unidos venceram à Espanha por 118 x 107, recuperando o lugar mais alto do pódio.

ESTADOS UNIDOS é Medalha de Ouro

Final:
EUA - 118
Chris Paul (13), Kobe Bryant (20), Dwyane Wade (27), LeBron James (14) e Dwight Howard (8).
Téc: Mike Krzyzewski, “Coack K”
Banco: Jason Kidd (2), Deron Williams (7), Tayshaun Prince (6), Carmelo Anthony (13) e Chris Bosh (8). Michael Redd (0) e Carlos Boozer (0).

ESPANHA - 107
Juan Carlos Navarro (18), Felipe Reyes (10), Rudy Fernández (22), Marc Gasol (11) e Pau Gasol (21).
Banco: Ricky Rubio (6), Carlos Jiménez (12), Jorge Garbajosa (3), Álex Mumbrú (2) e Berni Rodríguez (2). José Calderón (0) e Raúl López (0).



2012 – LONDRES, Inglaterra

Os Jogos Olímpicos de 2012 foram disputados em Londres, na Inglaterra. Entre os 12 participantes, as duas vagas automáticas foram da anfitriã Grã-Bretanha e do campeão mundial, os Estados Unidos. As vagas continentais ficaram com a Tunísia na África, com a China na Ásia, e com a Austrália na Oceania. Nos Pré-Olímpicos Continentais, as 2 vagas para as Américas ficaram com Argentina e Brasil, e as 2 vagas para a Europa com Espanha e França, esta última que no ciclo olímpico anterior sequer havia conseguido se classificar para a disputa do Pré-Olímpico Mundial.

As últimas 3 vagas foram mais uma vez definidas com a disputa de um Torneio Pré-Olímpico Mundial reunindo 12 seleções: 1 da Oceania (Nova Zelândia), 2 da Ásia (Coréia do Sul e Jordânia), 2 da África (Angola e Nigéria), 3 das Américas (Porto Rico, Venezuela e República Dominicana), e 4 da Europa (Lituânia, Rússia, Grécia e Macedônia), de forma que sequer se classificaram para esta disputa seleções como Itália, Sérvia, Croácia, Eslovênia e Alemanha, na Europa, e Canadá, nas Américas. As últimas vagas ficaram com Lituânia e Rússia, e a última delas com uma decisão surpreendente entre Nigéria e República Dominicana, depois que os nigerianos eliminaram à Grécia (80 x 79) e os dominicanos à Macedônia (86 x 76). A Nigéria venceu por 88 x 73, e obteve uma terceira vaga para a África. O basquete africano dava interessantes sinais de crescimento, depois das surpreendentes campanhas de Angola nos Mundiais de 2006 e 2010, e da própria Nigéria também no Mundial de 2006.

No Grupo A, os EUA voltaram a dar sinais de supremacia, vencendo quase todos os seus jogos com boas vantagens, contra França (98 x 71), Tunísia (110 x 63), Nigéria (156 x 73), Lituânia (o único acirrado: 99 x 94) e Argentina (126 x 97). Sem surpresas, as demais vagas ficaram com França, Argentina e Lituânia, eliminando a Nigéria e Tunísia.

No Grupo B, a maior surpresa foi a campanha do Brasil, que venceu a Austrália (75 x 71) e Espanha (88 x 82), e só perdeu para a Rússia (74 x 75), tendo os russos ficado com a primeira colocação. Brasil, Espanha e Austrália ficaram com as demais vagas, eliminando a Grã-Bretanha e China.


Nas quartas de final, os EUA venceram com certa facilidade à Austrália (119 x 86). Nos demais confrontos, em partidas acirradas, Argentina, Espanha e Rússia venceram, respectivamente, a Brasil (82 x 77), França (66 x 59) e Lituânia (83 x 74).

Nas semi-finais, as vitórias foram das duas seleções que vinham maior protagonismo no cenário internacional nos anos anteriores: EUA e Espanha passaram por Argentina (109 x 83) e Rússia (67 x 59), e decidiram o título. Na disputa pela medalha de bronze, vitória da Rússia sobre a Argentina (81 x 77), e na disputa do ouro, os EUA superaram à Espanha por 107 x 100.

ESTADOS UNIDOS é Medalha de Ouro

Final:
EUA - 107
Chris Paul (11), Kobe Bryant (17), LeBron James (19), Kevin Durant (30) e Tyson Chandler (2).
Téc: Mike Krzyzewski, “Coack K”
Banco: Russell Westbrook (3), Deron Williams (6), James Harden (2), Carmelo Anthony (8) e Kevin Love (9). Andre Iguodala (0) e Anthony Davis (0).

ESPANHA - 100
Juan Carlos Navarro (21), Sérgio Rodriguez (7), Rudy Fernández (14), Marc Gasol (17) e Pau Gasol (24).
Téc: Sérgio Scariolo
Banco: Sérgio Llull (5), José Calderón (0), Fernando San Emeterio (0), Felipe Reyes (0) e Serge Ibaka (12). Victor Sada (0) e Victor Claver (0).



2016 – RIO DE JANEIRO, Brasil

Os Jogos Olímpicos de 2016 foram disputados no Rio de Janeiro, no Brasil. Entre os 12 participantes, as duas vagas automáticas foram do anfitrião Brasil e do campeão mundial, os Estados Unidos. As vagas continentais ficaram com a Nigéria na África, com a China na Ásia, e com a Austrália na Oceania. Nos Pré-Olímpicos Continentais, as outras 2 vagas para as Américas ficaram com Argentina e Venezuela, e as 2 vagas para a Europa com Espanha e Lituânia.

As últimas 3 vagas foram mais uma vez definidas com a disputa de um Torneio Pré-Olímpico Mundial passou a reunir 18 seleções, divididas em três grupos de 6, com os vencedores de cada grupo se classificando às Olimpíadas. Dos 18, eram 8 da Europa, 3 das Américas, 3 da África, 3 da Ásia e 1 da Oceania. No 1º grupo, a Croácia se classificou, eliminando a Itália, Grécia, México, Irã e Tunísia. No 2º grupo, a França se classificou, eliminando a Canadá, Nova Zelândia, Turquia, Senegal e Filipinas. E no 3º grupo, a Sérvia se classificou, eliminando a Porto Rico, Letônia, República Tcheca, Angola e Japão. Entre os europeus que sequer conseguiram se classificar ao Pré-Olímpico, estavam Rússia, Eslovênia e Alemanha.

No Grupo A, não houve surpresa nos quatro classificados. Estados Unidos, Austrália, França e Sérvia obtiveram, nesta ordem, as quatro primeiras posições, tendo Venezuela e China sido eliminadas. Os EUA venceram todos os seus jogos, mas dois deles com placares bastante apertados: 94 x 91 na Sérvia, e 100 x 97 na França.

No Grupo B também não houve surpresas. As quatro primeiras colocações ficaram, nesta ordem, com Croácia, Espanha, Lituânia e Argentina, que não deram margem ao anfitrião Brasil, nem à Nigéria, que acabaram eliminados.


Nas quartas de final, repetiu-se o clássico das seleções ex-Iugoslávia, como havia ocorrido nas oitavas de final do Mundial de 2010, e novamente foi uma partida acirradíssima, na qual novamente a Sérvia venceu à Croácia, desta vez por 86 x 83. A Austrália venceu à Lituânia por 90 x 64, e Estados Unidos e Espanha confirmaram seus favoritismos ao vencer, respectivamente, a Argentina (105 x 78) e França (92 x 67).


Na semi-final, EUA e Espanha se encontraram, e os norte-americanos venceram: 82 x 76. No outro jogo, a Sérvia superou à Sérvia por 87 x 61. Na decisão da medalha de bronze, num jogo disputadíssimo, a Espanha venceu à Austrália por 89 x 88. E na decisão da medalha de ouro, os Estados Unidos conquistaram seu terceiro título olímpico consecutivo, vencendo à Sérvia com certa facilidade por 96 x 66. Em 19 edições do basquete masculino nas Olimpíadas, os norte-americanos faturavam sua 15ª medalha de ouro, além de uma prata e dois bronzes, só não medalhando na única edição que não disputou, quando boicotou os Jogos de Moscou em 1980.

ESTADOS UNIDOS é Medalha de Ouro

Final:
EUA - 96
Kyrie Irving (4), Klay Thompson (12), Kevin Durant (30), Carmelo Anthony (7) e DeAndre Jordan (4).
Téc: Mike Krzyzewski, “Coack K”
Banco: Kyle Lowry (5), Jimmy Butler (2), Paul George (9), Draymond Green (2) e DeMarcus Cousins (13). DeMar DeRozan (6) e Harrison Barnes (2).

SÉRVIA - 66
Milos Teodosic (9), Stefan Markovic (3), Bogdan Bogdanovic (7), Nikola Jokic (6) e Miroslav Raduljika (7).
Téc: Sasha Djordjevic
Banco: Nemanja Nedovic (14), Stefan Jovic (3), Nikola Kalinic (2), Marko Simonovic (3) e Milan Macvan (11). Stefan Bircevic (1) e Vladimir Stimac (0).



2020/21 – TÓQUIO, Japão

Por conta da pandemia do coronavírus, os Jogos Olímpicos de 2020 só foram disputados em 2021, em Tóquio, no Japão, tendo sido a 20ª competição de basquete masculino nas Olimpíadas. Entre os 12 participantes, a única vaga automática foi a do anfitrião Japão. As vagas continentais ficaram com a Nigéria na África, com o Irã na Ásia, e com a Austrália na Oceania. Nos Pré-Olímpicos Continentais, as outras 2 vagas para as Américas ficaram com Estados Unidos e Argentina, e as 2 vagas para a Europa com Espanha e França.

As últimas 4 vagas foram definidas com a disputa de um Torneio Pré-Olímpico Mundial, que reuniu 23 seleções (inicialmente seriam 24, mas Senegal desistiu) dividias em oito grupos em quatro diferentes cidades, com dois de cada grupo se classificando para disputar semi-final e final, de forma a haver um classificado em cada local de disputa. Dentre os 23 participantes, eram 11 da Europa, 7 das Américas, 3 da Ásia e 2 da África.

Na 1ª Chave, Canadá e Grécia eliminaram à China, e Turquia e República Tcheca ao Uruguai. Gregos e tchecos fizeram a final, com a vaga ficando com a República Tcheca (97 x 72). Na 2ª Chave, Alemanha e México eliminaram à Rússia, e Brasil e Croácia eliminaram à Tunísia. Na final a Alemanha venceu ao Brasil por 75 x 64 e ficou com a vaga. Na 3ª Chave, Lituânia e Venezuela eliminaram à Coréia do Sul, e Eslovênia e Polônia eliminaram Angola. A acirrada final entre lituanos e eslovenos terminou com vitória da Eslovênia por 96 x 85. E na 4ª Chave, as Filipinas foram logo eliminadas, tendo as semi-finais reunido Sérvia, Itália, Porto Rico e República Dominicana. A última vaga ficou com os italianos, que venceram aos sérvios por 102 x 95.

O formato de disputa do basquete masculino nos Jogos Olímpicos sofreu uma pequena alteração nesta edição, não havendo mais dois grupos de seis, e sim três grupos de quatro. Classificavam-se às quartas de final, os dois melhores de cada grupo, além dos dois melhores entre os três terceiros colocados.

No Grupo A, mais uma vez uma grande surpresa, desta vez logo na 1ª rodada, com a França voltando a vencer aos EUA, como já havia feito no Mundial de 2019. Desta vez a vitória foi por 83 x 76, com 28 pontos de Evan Fournier e 9 rebotes de Rudy Gobert. Franceses e norte-americanos ficaram com as duas primeiras posições. Em terceiro, a República Tcheca ficou em desvantagem nos critérios de desempate, e acabou eliminada, junto ao Irã.

No Grupo B, sem surpresas, Austrália, Itália e Alemanha ficaram, nesta ordem, com as três primeiras colocações, eliminando à Nigéria. E no Grupo C, um "grupo da morte" reunindo os dois finalistas do Mundial de 2019 e mais a campeã europeia, as três primeiras posições ficaram, nesta ordem, com Eslovênia, Espanha e Argentina, tendo o Japão sido eliminado.


Nas quartas de final, os dois finalistas da edição anterior do Campeonato Mundial acabaram eliminados, em dois clássicos do basquete internacional daquele momento: os EUA venceram à Espanha por 95 x 81, e a Austrália venceu à Argentina por 97 x 59. Nos outros dois jogos, a França venceu à Itália por 84 x 75, e a campeã europeia Eslovênia, de Luka Doncic, bateu à Alemanha por 94 x 70, chegando pela primeira vez a uma semi-final olímpica (sendo mais uma ex-Iugoslávia a ter grandes resultados internacionais).

Na semi-final, os EUA confirmaram seu favoritismo, vencendo à Austrália por 97 x 78. No outro jogo, num duelo acirradíssimo e decidido por um toco na última bola, a França venceu à Eslovênia por 90 x 89. Na decisão da medalha de bronze, a Austrália venceu à Eslovênia por 107 x 93. Na final, valendo o ouro olímpico, os Estados Unidos voltaram a encontrar a França, por quem tinham sido derrotados na estreia. Numa partida acirrada, a vitória foi norte-americana por 87 x 82. Os EUA eram campeões olímpicos de basquete masculino pela 16ª vez em 20 edições, conquistavam o quarto título consecutivo, o que representava a segunda maior série de títulos consecutivos em sua história.

ESTADOS UNIDOS é Medalha de Ouro

Final:
EUA - 87
Damian Lillard (11), Devin Booker (2), Jrue Holiday (11), Kevin Durant (29) e Bam Adebayo (6).
Téc: Gregg Popovich
Banco: Jayson Tatum (19), Keldon Johnson (--), Khris Middleton (4), Zach Lavine (5), Jerami Grant (--), Draymond Green (0) e Javale McGee (--).

FRANÇA - 82
Nando De Colo (12), Evan Fournier (16), Nicolas Batum (5), Guerschon Yabusele (13) e Rudy Gobert (16).
Téc: Vincent Collet
Banco: Thomas Huertel (0), Andrew Albicy (--), Frank Ntilikina (5), Timothé Luwawu-Cabarrot (11), Petr Cornelie (--), Vincent Poirier (0) e Moustapha Fall (4).






História do Basquete nas Olimpíadas - 1988-2004


1936-1964     1968-1984     1988-2004     2008-...


1988 – SEUL, Coréia do Sul

Os Jogos Olímpicos de 1988 foram disputados em Seul, na Coréia do Sul. Aqueles jogos seriam um marco para o basquete mundial, pois os Estados Unidos, campeão em 9 das 11 primeiras edições, veio a ser derrotado na semi-final, o que os levou à escolha de passar a ser representados por atletas profissionais, e não mais universitários, a partir da edição seguinte, em 1992.

O formato de disputa foi mantido, com 12 seleções divididas em dois grupos de seis, com os quatro primeiros de cada avançando para a disputa de play-offs a partir das quartas de final.

Duas seleções tinham a classificação assegurada, a anfitriã Coréia do Sul e a campeã olímpica, os EUA. A vaga da Ásia ficou com a China e a da Oceania com a Austrália, e a África teve duas vagas, que ficaram com Egito e República Centro Africana. No Pré-Olímpico das Américas, eram três vagas, que ficaram com Brasil, Porto Rico e Canadá, com Argentina e Uruguai eliminados. No Pré-Olímpico Europeu a disputa foi acirradíssima, pois eram apenas três vagas, que ficaram nas mãos dos favoritos, com União Soviética, Iugoslávia e Espanha obtendo a classificação, com a Itália acabando eliminada, tendo vencido aos espanhóis por 91 x 90, mas perdendo a vaga após ser derrotada pela Grécia na penúltima rodada por 88 x 91.

No Grupo A não houve surpresas na classificação. Iugoslávia, União Soviética, Austrália e Porto Rico se classificaram, com República Centro Africana e Coréia do Sul eliminados. A expectativa era pela definição da primeira posição, e o jogo decisivo aconteceu logo na 1ª rodada, com os iugoslavos vencendo aos soviéticos por 92 x 79.

No Grupo B, os Estados Unidos venceram todos os seus jogos, ficando em primeiro. Na definição do segundo lugar, a Espanha venceu ao Brasil por 118 x 110. A última vaga ficou com o Canadá, tendo China e Egito sido eliminados.

Nas quartas de final, Estados Unidos, União Soviética e Iugoslávia confirmaram suas condições de favoritos, vencendo a Porto Rico (94 x 57), Brasil (110 x 105) e Canadá (95 x 73). No último duelo, a Austrália mostrou a ascensão de seu basquete, vencendo à Espanha por 77 x 74.


A semi-final foi histórica, por causa da derrota dos Estados Unidos para a União Soviética, liderada por Arvydas Sabonis. Os soviéticos venceram por 82 x 76. Na outra semi-final não houve surpresa, com a Iugoslávia vencendo à Austrália por 91 x 70.

Na decisão do bronze não houve surpresa, com os EUA vencendo com grande superioridade à Austrália por 78 x 49. Na decisão do ouro, os iugoslavos esperavam voltar a superar aos soviéticos como tinham feito no Mundial de 78 e nas Olimpíadas de 1980, e como tinham superado na 1ª Fase daqueles Jogos Olímpicos. Porém, foi a União Soviética, de Sabonis, quem se impôs, vencendo por 76 x 63 para se tornar campeã olímpica pela segunda vez em sua história.

UNIÃO SOVIÉTICA é Medalha de Ouro

Final:
URSS – 76
Sarunas Marciulionis (21), Sergei Tarakanov (8), Rimas Kurtinaitis (7), Aleksandr Volkov (7) e Arvydas Sabonis (20).
Téc: Alexander Gomelsky
Banco: Tiit Sokk (5), Valeri Tikhonenko (0), Valdemaras Chomicius (7), Aleksandr Belostennyi (1) e Valeri Goborov (0). Igors Miglinieks (0) e Viktor Pankrashkin (0)

IUGOSLÁVIA - 63
Drazen Petrovic (24), Zarko Paspalj (8), Zeljko Obradovic (6), Toni Kukoc (3) e Vlade Divac (11). Téc: Dusan Ivkovic
Banco: Zdravko Radulovic (0), Zoran Cutura (0), Stojko Vrankovic (3), Dino Radja (4) e Danko Cvjeticanin (0). Jure Zdovc (0) e Franjo Arapovic (0)



1992 – BARCELONA, Espanha
ESTADOS UNIDOS é Medalha de Ouro

Os Jogos Olímpicos de 1992 foram disputados em Barcelona, na Espanha. No basquete masculino, a competição marcou a primeira vez na qual os Estados Unidos utilizaram jogadores do basquete profissional, a NBA, com a equipe que ficou batizada como Time dos Sonhos (Dream Team), vencendo a todos os seus adversários por uma expressiva vantagem no placar.

Foi a primeira competição também após as dissoluções políticas da União Soviética e da Iugoslávia. Entre os representantes europeus, dois eram parte da dissolução da URSS: a Lituânia e a Comunidade dos Estados Independentes (CEI, que só existiu naquela competição, reunindo a Rússia e outras repúblicas que eram parte da URSS). Da dissolução iugoslava, o representante era a Croácia, que tinha alguns dos jogadores vice-campeões olímpicos em 88 e campeões mundiais em 90 com a Iugoslávia.

A competição teve mais uma vez a participação de 12 seleções. À anfitriã Espanha, e aos campeões continentais da África (Angola), da Ásia (China) e da Oceania (Austrália), juntaram-se quatro seleções das Américas e quatro da Europa. No Pré-Olímpico das Américas, os EUA venceram com ampla vantagem, ficando as demais vagas com Brasil, Porto Rico e Venezuela, tendo ficado a Argentina eliminada. O Pré-Olímpico Europeu foi disputado por 25 seleções na 1ª Fase, tendo 8 delas disputado quatro vagas na Fase Final. Entre seleções tradicionais eliminadas logo na fase inicial, caíram França e Grécia. Na fase final, as vagas ficaram com CEI, Lituânia, Croácia e Alemanha, que eliminaram a Itália, Tchecoslováquia, Israel e Eslovênia. O formato olímpico foi mantido em dois grupos de seis, com os quatro primeiros avançando a play-offs a partir das quartas de final.


No Grupo A, a grande surpresa foi a eliminação precoce da anfitriã Espanha, que só ganhou um jogo (101 x 100 no Brasil), perdendo inclusive para a também eliminada Angola. Os quatro classificados foram EUA, Croácia, Brasil e Alemanha. O time norte-americano, o Dream Team, atropelou a seus adversários: 116 x 48 em Angola, 103 x 70 na Croácia, 111 x 68 no Alemanha, 127 x 83 no Brasil, e 122 x 81 na Espanha, vencendo todas por mais de 30 pontos de vantagem, e perdendo só uma vez por uma diferença inferior a 40 pontos.

No Grupo B, a CEI (ex-URSS) terminou em primeiro, apesar de uma derrota para Porto Rico, e a Lituânia ficou em segundo. Sem surpresas, as outras vagas foram de Austrália e Porto Rico, com Venezuela e China terminando eliminadas.


Nas quartas de final, todos os favoritos venceram, com EUA, CEI, Lituânia e Croácia superando a Porto Rico (115 x 77, vantagem de 38 pontos), Alemanha (83 x 76), Brasil (114 x 96) e Austrália (98 x 65). Na semi-final, impiedosos, os Estados Unidos venceram à Lituânia por 127 x 76 (incríveis 51 pontos de vantagem), e a Croácia venceu à CEI em partida acirradíssima, por 75 x 74 (dando sequência à tradição de vitórias da Iugoslávia sobre a União Soviética).

Na decisão da medalha de bronze, no confronto de ex-membros da URSS, a Lituânia venceu à CEI por 82 x 78. Na final, valendo a medalha de ouro, a Croácia não foi capaz de parar aos EUA, que venceram por 117 x 85, uma expressiva diferença de 32 pontos.

Final:
EUA – 117
Earvin Magic Johnson (11), Michael Jordan (22), Scottie Pippen (12), Charles Barkley (17) e Patrick Ewing (15).
Téc: Chuck Daly
Banco: John Stockton (2), Chris Mullin (11), Larry Bird (0), Clyde Drexler (10), Karl Malone (6) e David Robinson (9). Christian Laettner (2).

CROÁCIA - 85
Drazen Petrovic (24), Velimir Perasovic (6), Franjo Arapovic (7), Dino Radja (23) e Toni Kukoc (16).
Banco: Danko Cvjeticanin (0), Vladan Alanovic (0), Zan Tabak (0), Stojko Vrankovic (0), Alan Gregov (3), Arijan Komazec (4) e Aramis Naglic (2).



1996 – ATLANTA, Estados Unidos

Os Jogos Olímpicos de 1996 foram disputados em Atlanta, nos Estados Unidos. Se os norte-americanos sempre deram grande prioridade ao basquete nas Olímpiadas, deram ainda mais sendo os anfitriões e jogando em sua casa. Sua seleção novamente contou com jogadores da NBA, buscando ser uma nova versão do Time dos Sonhos que havia deslumbrado o mundo quatro anos antes.

O torneio manteve-se sob a disputa de 12 seleções e no mesmo formato das edições anteriores. Além do anfitrião EUA, a competição teve dois representantes da Ásia (China e Coréia do Sul), um da África (Angola) e um da Oceania (Austrália). Os outros três representantes das Américas classificados no Pré-Olímpico foram Brasil, Porto Rico e Argentina, que eliminaram ao Canadá. Os quatro representantes da Europa saíram do Torneio Pré-Olímpico Europeu, que estava cada vez mais competitivo e disputado, deixando diversas seleções tradicionais fora das Olimpíadas. As quatro vagas ficaram com Iugoslávia (agora composta apenas por Sérvia e Montenegro), Croácia, Lituânia e Grécia. Entre as que ficaram de fora, a vice-campeã mundial de 94, a Rússia, e ainda Espanha e Itália.

No Grupo A, os Estados Unidos confirmaram seu amplo favoritismo, vencendo a Argentina (96 x 68), Angola (87 x 54), Lituânia (104 x 82), China (133 x 70) e Croácia (102 x 71). Muitas vitórias ainda, portanto, na margem de 30 pontos de diferença. Os europeus também confirmaram seus favoritismos, com Lituânia e Croácia ficando, respectivamente, com a segunda e a terceira vaga. A última vaga nas quartas de final foi definida pela vitória da China sobre a Argentina por 87 x 77. Os argentinos acabaram eliminados, junto a Angola.

No Grupo B, Iugoslávia, Austrália e Grécia ficaram com as três primeiras colocações. Para definir a última vaga, um duelo latino-americano, com o Brasil vencendo a Porto Rico por apertados 101 x 98. Os porto-riquenhos acabaram eliminados, junto à Coréia do Sul.


Nas quartas de final, EUA, Iugoslávia e Lituânia venceram, respectivamente, a Brasil (98 x 75), China (128 x 61) e Grécia (99 x 66). No duelo mais acirrado, a Austrália confirmou a força de sua ascensão no basquete internacional, vencendo à Croácia por 73 x 71. Na semi-final, os EUA mais uma vez confirmaram sem muita dificuldade seu favoritismo, vencendo à Austrália por 101 x 73. No outro jogo, um duelo de gigantes europeus, a Iugoslávia bateu à Lituânia por 66 x 58. O time sérvio-montenegrino de Vlade Divac, Dejan Bodiroga, Predrag Danilovic e Zarko Paspalj, postulou-se para o duelo final contra os anfitriões.

Na decisão da medalha de bronze, a Lituânia venceu à Austrália por 80 x 74. E no duelo para definir o campeão olímpico, os Estados Unidos se impuseram: 95 x 69 sobre a Iugoslávia, com expressivos 26 pontos de vantagem.

ESTADOS UNIDOS é Medalha de Ouro

Final:
EUA – 95
John Stockton (4), Reggie Miller (20), Scottie Pippen (4), Charles Barkley (8) e Shaquille O'Neal (2).
Téc: Lenny Wilkens
Banco: Gary Payton (2), Penny Hardaway (17), Karl Malone (0), Hakeem Olajuwon (5) e David Robinson (28). Grant Hill (0) e Mitch Richmond (5).

IUGOSLÁVIA - 69
Aleksandar Djordjevic (13), Zarko Paspalj (19), Dejan Bodiroga (13), Zeljko Rebraca (4) e Vlade Divac (4).
Banco: Sasa Obradovic (6), Predrag Danilovic (9), Nikola Loncar (0), Dejan Tomasevic (1) e Miroslav Beric (0). Zoran Savic (0) e Milenko Topic (0).



2000 – SIDNEY, Austrália

Os Jogos Olímpicos de 2000 foram disputados em Sydney, na Austrália. O modelo de disputa foi o mesmo das edições anteriores, com 12 participantes, tendo, porém, havido uma importante mudança na distribuição de vagas, diminuindo nas Américas para apenas duas seleções, aumentando a quantidade de europeus. As duas vagas automáticas foram da anfitriã Austrália e da campeã mundial Iugoslávia. As vagas continentais ficaram com Angola na África, com a China na Ásia, e com a Nova Zelândia na Oceania. As duas das Américas ficaram com Estados Unidos e Canadá, tendo Brasil, Porto Rico e Argentina ficado de fora. No Pré-Olímpico da Europa, as outras cinco vagas foram conseguidas por Rússia, Lituânia, Espanha, Itália e França. A Croácia, que já não havia conseguido classificação para o Mundial de 1998, voltou a não conseguir classificação. Quem também ficou de fora foi a ascendente Grécia.

No Grupo A, os EUA foram pela terceira vez com jogadores da NBA, e se mantiveram mostrando grande superioridade, vencendo a China (119 x 72), Itália (93 x 61), Lituânia (85 x 76), Nova Zelândia (102 x 56) e França (106 x 94). Importante notar que duas das vitórias foram por diferenças iguais ou menores que 12 pontos, mostrando que o grau de superioridade norte-americano já se mostrava bem menor do que o vistos nas Olimpíadas de 1992 e 1996. As outras três vagas do grupo ficaram com os europeus, tendo se classificado Itália, Lituânia e França, e ficado eliminadas China e Nova Zelândia.

No Grupo B, a surpresa foi o Canadá, que terminou com a primeira colocação. As outras três vagas ficaram com Iugoslávia, Austrália e Rússia, com uma surpreendente eliminação precoce da Espanha, que caiu junto com Angola.


As quartas de final foram bastante acirradas. Os EUA venceram o clássico contra a Rússia por 85 x 70, e a Lituânia o clássico contra a Iugoslávia por 76 x 63. A França venceu ao Canadá por 68 x 63, e a Austrália superou à Itália por 65 x 62. Os Jogos Olímpicos da virada do milênio ratificavam a tendência de crescimento de várias seleções na conjuntura do basquete internacional, gerando uma multipolarização global de forças, num cenário muito mais competitivo.

Na semi-final, o time norte-americano passou um grande sufoco para conseguir vencer à Lituânia, de Sarunas Jasikevicius, Saulius Stombergas e Gintaras Einikis, por apertadíssimos 85 x 83. No outro duelo, a França venceu à Austrália por imponentes 76 x 52, mostrando que estava de volta à ponta do cenário mundial.

Na decisão da medalha de bronze, a Lituânia venceu à Austrália por 89 x 71. E na decisão da medalha de ouro, os Estados Unidos venceram à França por 85 x 75, reforçando que a supremacia de um time de jogadores da NBA já era tanta como nos anos anteriores.

ESTADOS UNIDOS é Medalha de Ouro

Final:
EUA – 85
Jason Kidd (4), Ray Allen (13), Vince Carter (13), Kevin Garnett (6) e Alonzo Mourning (9).
Téc: Rudy Tomjanovich
Banco: Gary Payton (7), Vin Baker (11), Allan Houston (8), Tim Hardaway (2) e Antonio McDyess (3). Steve Smith (4) e Shareef Abdur-Rahim (5).

FRANÇA - 75
Laurent Sciarra (19), Antoine Rigaudeau (10), Stéphane Risacher (15), Cyril Julian (11) e Crawford Palmer (10).
Banco: Jim Bilba (3), Yann Bonato (0), Makan Dioumassi (3), Laurent Foirest (3), Thierry Gadou (0), Mustapha Sonko (0) e Frédéric Weis (1).



2004 – ATENAS, Grécia

Os Jogos Olímpicos de 2004 foram disputados em Atenas, na Grécia. Após ser derrotado três vezes no Mundial de 2002, mesmo jogando com atletas da NBA, os Estados Unidos buscavam se redimir, levando um time com estrelas como Allen Iverson, Shawn Marion e Tim Duncan, além de jovens estrelas como LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Foi um torneio mais uma vez histórico, pois assim como havia feito dois anos antes no Mundial, a Argentina venceu ao time dos EUA, e desta vez numa Olimpíada, o torneio ao qual eles historicamente sempre deram mais valor.

Ainda eram 12 participantes, mas houve mais uma alteração na distribuição de vagas entre os continentes. As duas vagas automáticas foram da anfitriã Grécia e da campeã mundial Sérvia e Montenegro (ex-Iugoslávia). Diminuíram duas vagas europeias, dando-se mais uma para as Américas e para a Oceania. As vagas continentais ficaram com Angola na África, com a China na Ásia, e com a Austrália e a Nova Zelândia na Oceania. As 3 vagas das Américas ficaram com Estados Unidos, Argentina e Porto Rico, com Canadá e Brasil não conseguindo classificação. E as outras 3 vagas da Europa, disputadas num Torneio Pré-Olímpico que reuniu 16 seleções, ficaram com Lituânia, Espanha e Itália, de forma que Rússia, Croácia e França ficaram de fora.

No Grupo A, a grande surpresa foi o naufrágio da campeã mundial Sérvia, que venceu apenas um jogo, sobre a Itália, perdendo todos os demais. As vagas às quartas de final ficaram, nesta ordem, com Espanha, Itália, Argentina e China, e tendo, além dos sérvios, a Nova Zelândia também sido eliminada.

No Grupo B, a grande surpresa foi o resultado dos Estados Unidos, que perderam para Porto Rico (73 x 92) e Lituânia (90 x 94), e vencendo a Grécia (77 x 71), Austrália (89 x 79) e Angola (89 x 53), avançaram tão só com a 4ª colocação. a Lituânia venceu a todos os seus jogos e terminou na liderança, com Grécia e Porto Rico também se classificando, e eliminando a Austrália e Angola.

Nas quartas de final, os EUA se recuperaram, vencendo à Espanha por 104 x 92. Nos demais confrontos, a Argentina passou pela anfitriã Grécia (69 x 64), a Lituânia pela China (95 x 75) e a Itália por Porto Rico (83 x 70).


E foi na semi-final que se materializou o "novo grande milagre". A Argentina venceu aos EUA por 89 x 81, provando em definitivo que a vitória dois anos antes valendo pelo Mundial não havia sido por acaso. Um feito histórico. Campeão de 12 das 15 edições do basquete masculino disputadas em Olimpíadas até então, os Estados Unidos estavam fora da final de 2004, assim como haviam ficado em 1988, quando decidiram passar a utilizar jogadores da NBA a partir da edição seguinte.

Na outra semi-final, a Itália surpreendeu e venceu à Lituânia por 100 x 91. Na decisão da medalha de bronze, os EUA superaram à Lituânia por 104 x 96. Na disputa do ouro, a Argentina não voltou a vacilar, como fizera dois anos antes na final do Mundial depois de também haver superado aos EUA. Desta vez os argentinos venceram, e de forma imponente, fazendo 84 x 69 sobre a Itália, e conquistando uma histórica medalha de ouro, feito que até então havia sido restrito a Estados Unidos, União Soviética e Iugoslávia.

ARGENTINA é Medalha de ouro

Mais um marco histórico, apesar da presença de atletas profissionais da NBA, os EUA ficam fora da final olímpica. Na semi-final, a Argentina venceu os EUA por 89 x 81.

Final:
ARGENTINA - 84
Alejandro Montecchia (17), Manu Ginóbili (16), Andrés Nocioni (7), Rubén Wolkowyski (13) e Luis Scola (25).
Téc: Ruben Magnano
Banco: Pepe Sanchez (3), Carlos Delfino (0), Hugo Sconochini (2), Fabricio Oberto (0) e Walter Herrmann (0). Gabriel Fernández (1) e Leo Gutiérrez (0).

ITÁLIA - 69
Gianluca Basile (9), Giacomo Galanda (7), Matteo Soragna (12), Gianmarco Pozzecco (12) e Rodolfo Rombaldoni (10).
Banco: Nikola Radulovic (0), Denis Marconato (6), Alex Righetti (3), Massimo Bulleri (5), Michele Mian (0), Roberto Chiacig (3) e Luca Garri (2).