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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

BRASIL, Penta-Campeão da Copa América (1984 - 1988 - 2005 - 2009 - 2025)


A partir de 2017, a Copa América deixou de ser Classificatório para Olimpíadas ou Mundial. Como Seletiva Olímpica foram 10 edições, com 4 títulos dos Estados Unidos, 2 de Brasil e de Porto Rico, e 1 de Argentina e de Venezuela. Como Seletiva do Mundial foram 7 edições, com 2 títulos de Estados Unidos e de Brasil, e 1 de Argentina, de Porto Rico e do México. Entre 2017 e 2025, três edições sem ser seletiva, e títulos de Estados Unidos, Argentina e Brasil.

Assim, no total, entre 1980 e 2025, foram disputadas 20 edições, com o Estados Unidos tendo sido 7 vezes campeão, o Brasil na segunda posição em quantidade de conquistas, com 5 títulos, seguido por Porto Rico e Argentina, que foram 3 vezes campeões, tendo México e Venezuela sido 1 vez campeão cada um. Eis a história dos 5 títulos da Seleção Brasileira:


CAMPEÃO DA COPA AMÉRICA 1984, em São Paulo

Entre 15 e 24 de maio de 84, a cidade de São Paulo recebeu a Copa América de Basquete Masculino (Tournament of the Américas), torneio qualificatório para as Olimpíadas reunindo a 9 seleções das Américas. Por isso, nos jornais brasileiros da época todas as menções se referem a ele como o Torneio Pré-Olímpico de Basquete Masculino. Sem os EUA (já classificados por serem a sede das Olimpíadas de Los Angeles em 1984) o torneio virou um teste de força real entre sul-americanos, caribenhos e uma qualificada equipe do Canadá, com Jay Triano, Bill Wennington, Eli Pasquale e Karl Tilleman. O formato da competição era de pontos corridos, jogando todos contra todos, com 3 vagas olímpicas em jogo.

O Brasil, dirigido pelo técnico Cláudio Mortari, montou um elenco veloz e agressivo: Oscar Schmidt era a referência devastadora, pontuador máximo, e a seu lado estavam Marcel, Cadum, Gérson, Israel, Carioquinha, Sílvio, Marquinhos, Adílson, Rolando, Paulinho e Nilo.

A campanha começou com um recado imponente, uma vitória de 93 a 76 sobre o Uruguai na estreia, um rival direto na luta pela vaga olímpica. Em seguida, vitórias duras e apertadas em cima do Panamá (95 x 92) e da Argentina (107 a 95), sustentadas por uma defesa combativa e um jogo de transição veloz e fulminante. Na sequência, a Seleção Brasileira também superou a México (90 x 80) e a Cuba (92 x 89), e conseguiu sua vitória mais folgada sobre a República Dominicana (93–78). A vaga olímpica estava assim assegurada, faltava lutar pelo título do torneio contra Canadá e Porto Rico nas duas últimas rodadas.

Na penúltima rodada, diante de um Ginásio do Ibirapuera lotado, o Brasil venceu ao Canadá, num confronto direto pelo título, por 99 a 93, do dia 23 de maio, praticamente carimbando a conquista da taça. No dia seguinte, a conquista foi sacramentada em definitivo, com uma vitória por 109 x 107 num jogaço contra Porto Rico. Oscar decidiu, cravando 27 pontos. Ele foi o cestinha máximo daquela Copa América (209 pontos, 26,1 de média por partida). Com o triunfo, o Brasil fechou o torneio com um imponente 8–0, campeão invicto. Uruguai e Canadá completaram o pódio, garantindo suas vagas nas Olimpíadas de dali a alguns meses. O Panamá ficou em quarto.

O Tournament of the Americas de 1984 consolidou um estilo definitivo e imponente daquela geração fantástica do Brasil: perímetro protagonista, coragem para acelerar e arremessar, e uma química que ligava o talento de Oscar à inteligência coletiva da rotação. Individualmente, Oscar Schmidt brilhou, e foi o melhor jogador do torneio, ele converteu 62% dos arremessos de quadra e 84% dos lances livres, além de ter pego uma média de 4,5 rebotes por jogo. Números absolutamente dominantes.

A torcida paulista transformou o Ibirapuera em caldeirão, empurrando a seleção por noites sucessivas. Em casa, diante do continente inteiro, aquela equipe mostrou que podia ditar o ritmo e vencer de várias maneiras — administrando vantagens, virando jogos apertados e, sobretudo, decidindo sob pressão. Foi assim que o Brasil ergueu a sua primeira taça das Américas, em 1984, na 2ª edição da Copa América (em 1980, na primeira, Porto Rico, também como anfitrião, ficou com o título, com o Canadá em segundo, a Argentina em terceiro, e o Brasil em quarto). Os cinco principais pontuadores da competição foram o brasileiro Oscar Schmidt, o panamenho Rolando Frazer, o argentino Esteban Camisassa, o uruguaio, Horacio López, e o mexicano Rafael Palomar. Ao lado dos canadenses Jay Triano e Greg Wiltjer. No time brasileiro, ao lado de Oscar, as maiores pontuações foram de Marcel de Souza, Marquinhos Leite Abdalla, e Israel Andrade.



BI-CAMPEÃO DA COPA AMÉRICA 1988, em Montevidéu

Entre os dias 22 e 31 de maio de 1988 o Uruguai recebeu em Montevidéu ao Torneio Pré-Olímpico de Basquete Masculino, reunindo 7 seleções das Américas na disputa de três vagas para os Jogos Olímpicos de Seul. Os Estados Unidos, já classificados, por ser o campeão olímpico de 1984, não participaram do torneio. Na 3ª edição da competição, tendo sido o campeão da edição anterior em 1984, a Seleção Brasileira chegava com a autoestima elevada depois da Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos do ano anterior, em Indianápolis, quando obteve uma vitória histórica sobre os Estados Unidos.

Na campanha em 1988, a seleção brasileira teve um desempenho brilhante e se sagrou a campeã. O elenco brasileiro tinha como quinteto titular a Maury, Marcel, Oscar, Gérson e Israel, e ainda contava com Guerrinha, Cadum, Paulinho Villas-Boas, Luiz Felipe, Pipoka, Rolando e Paulão, equipe que era treinada por Ary Vidal. O torneio consistiu em uma Fase de Grupos única, na qual os quatro primeiros avançaram às semifinais, cujos vencedores se classificavam diretamente para a final e, por consequência, para as Olimpíadas. Os perdedores das semifinais jogavam pelo terceiro lugar, cujo vencedor desta disputa assegurava a terceira vaga nas Olimpíadas de Seul. Os confrontos da fase final foram disputados no emblemático Ginásio "El Cilindro", em Montevidéu.

Na 1ª Fase, o Brasil perdeu apenas um de seus confrontos: venceu por 113 x 93 à Argentina, perdeu por 103 x 111 para o México, e venceu sequencialmente por 98 x 92 a Porto Rico, 90 x 86 ao Canadá, apertados 96 x 94 no anfitrião Uruguai, e 91 x 83 sobre a Venezuela. Na semifinal, no dia 30 de maio, a Seleção Brasileira enfrentava um ginásio absolutamente lotado num confronto contra os donos da casa. E grande vitória por 90 a 83 sobre o Uruguai, superando ao país-sede e garantindo a vaga na final e nos Jogos Olímpicos daquele ano de 1988. A partida foi em clima de guerra, com uma chuva de moedas atiradas na quadra do ginásio El Cilindro, uma das quais provocou um corte na testa do armador Guerrinha. Nas palavras de Cadum: "era tanta tensão, que nem comemoramos a classificação na quadra".

No dia seguinte, na final, o Brasil venceu por imponentes 101 x 92 a Porto Rico, ficando com o título. O destaque da conquista brasileira foi mais uma vez Oscar Schmidt, o maior pontuador da competição, com 240 pontos, uma média de 30,0 por partida. Além de Oscar, destacaram-se como pontuadores no torneio: José Luis Arroyos, do México, com 24,2 pontos por partida, Iván Olivares, da Venezuela, com 23,8 pontos em média por jogo, Hébert Núñez, do Uruguai, com 21,4 pontos e Howard Triano, do Canadá, com 20,6 pontos por partida. O torneio terminou, assim, com: Brasil, campeão, Porto Rico, vice-campeão, e Canadá, que derrotou ao Uruguai na disputa do 3º lugar, classificados para as Olimpíadas de Seul, e com o anfitrião Uruguai ficando de fora dos Jogos Olímpicos.



CAMPEÃO DA COPA AMÉRICA 2005, em Santo Domingo

Após as 3 primeiras edições como Torneio Pré-Olímpico, da qual o Brasil se sagrou campeão 2 vezes, o "Torneio das Américas" passou a ser a cada dois anos, sendo alternado entre Torneio Pré-Mundial e Torneio Pré-Olímpico. A Seleção Brasileira ficou por 8 edições sem o título, que acabou conquistado neste período 5 vezes pelos Estados Unidos, 2 vezes por Porto Rico, e 1 vez pela Argentina. Nestas oito edições, o Brasil chegou apenas uma única vez à final, em 2001, quando perdeu o título para a anfitriã Argentina em Neuquén. Em 5 oportunidades caiu nas semifinais, em 4 das quais veio a vencer a Disputa de 3º lugar. Voltou a conquistar o título em 2005, em Santo Domingo, na República Dominicana, local que lhe trazia boas recordações, já que ali, dois anos antes, conquistou a Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003.

O Torneio das Américas de 2005 foi disputado entre 24 de agosto e 4 de setembro. A competição servia como classificatória para o Campeonato Mundial de 2006, no Japão, e reuniu 10 seleções do continente divididas em dois grupos de cinco. Na primeira fase, cada equipe jogava contra todos os rivais de sua chave, e as quatro melhores avançavam. Na etapa seguinte, os classificados se enfrentavam em cruzamento de grupos, carregando os resultados já obtidos contra os adversários também qualificados. A partir daí, os quatro melhores seguiam às semifinais, decidindo o título em jogos eliminatórios.

Vivendo a sua fase de epopeia histórica, a Argentina, que tinha à sua Geração Geração Dourada, não teria a seus grandes nomes naquela Copa América: Manu Ginóbili, Carlos Delfino, Andrés Nocioni, Fabrizio Oberto, Walter Herrmann e Luis Scola, nenhum deles esteve presente naquela Copa América.

A Seleção Brasileira iniciou a sua campanha no Grupo B enfrentando a Canadá, Venezuela, República Dominicana e Estados Unidos. Logo no começo, a equipe mostrou toda a sua força ofensiva, com uma vitória expressiva por 111 a 88 sobre a Venezuela, e um triunfo por 105 a 81 diante do Canadá. O único tropeço da chave veio contra os Estados Unidos, em um duelo decidido nos segundos finais: o Brasil vencia por 94 a 93, mas no último ataque, em lances-livres convertidos pelos norte-americanos a 1,2s do fim do jogo, a derrota foi selada por 96 a 94. Ainda assim, a classificação foi obtida com tranquilidade.

No cruzamento contra as seleções qye avançaram do Grupo A, o duelo mais duro aconteceu na derrota para a Argentina por 71 a 60, partida que reacendeu a rivalidade histórica entre os dois países. Apesar do tropeço, a equipe se recuperou com autoridade, grarantiu-se entre as quatro melhores campanhas, e avançou às semifinais para enfrentar novamente aos Estados Unidos. O Brasil devolveu a derrota inicial com um triunfo contundente: 93 a 75. Jogo em que uma combinação do perímetro mortal de Marcelinho Machado e de Leandrinho Barbosa desmontou a defesa adversária. A final foi contra a Argentina, e nela a seleção repetiu a consistência ofensiva, vencendo contundentemente por 100 a 88, garantindo assim o ouro continental e a vaga para o Mundial. O forte elenco brasileiro tinha a Leandrinho, Alex Garcia, Marcelinho Machado, Guilherme Giovannoni, Murilo Becker e Tiago Splitter, comandados pelo técnico Lula Ferreira. Do outro lado da quadra, uma equipe argentina formada por Paolo Quinteros, Diego Lo Grippo, Leo Gutiérrez, Federico Kammerichs, Juan Gutiérrez e Román González, que na final jogou desfalcada de Farabello, que se lesionou na semifinal contra a Venezuela. Eram 4 vagas para o Mundial, e elas ficaram com Brasil, Argentina, EUA e Venezuela.

O torneio foi marcado por atuações individuais memoráveis. O grande nome foi Marcelinho Machado, cestinha da competição com média de 23,4 pontos por jogo e eleito MVP. Ao seu lado, brilharam Leandrinho Barbosa, com 21,2 pontos de média e ótima performance nas bolas de três e nos roubos de bola, e Tiago Splitter, que se destacou na proteção do garrafão e apareceu entre os principais bloqueadores do torneio. Entre os líderes estatísticos gerais da competição, figuraram Esteban Batista, do Uruguai, como o maior reboteiro, com impressionantes 15,6 por partida, e o argentino Daniel Farabello, líder em assistências, com média de quase 6 por jogo.

Aquele título de 2005 teve um valor simbólico para o basquete brasileiro. Depois de anos alternando boas campanhas com decepções, a seleção mostrou capacidade de decisão contra rivais tradicionais. Venceu aos Estados Unidos em jogo eliminatório, superou à Argentina na final, e apresentou um estilo ofensivo ousado, baseado em transição rápida e volume de arremessos de longa distância. Uma conquista que recolocou o Brasil entre as grandes potências das Américas.



CAMPEÃO DA COPA AMÉRICA 2009, em San Juan

Em 2007, a Copa América era Torneio Pré-Olímpico, e os Estados Unidos não deram chance, comparecendo com uma equipe fortíssima e ficando com o título. Em 2009, novamente numa disputa Pré-Mundial, o título voltou a ser brasileiro, em torneio disputado em Porto Rico, e numa final eletrizante contra os anfitriões, decidida nos segundos finais. O Brasil vinha de uma Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos disputados em 2007 no Rio de Janeiro.

Sob o comando do técnico espanhol Moncho Monsalve, a Seleção Brasileira apresentou um jogo coletivo sólido e contou com atuações individuais decisivas que culminaram em uma vitória dramática sobre os anfitriões na final. O Brasil teve uma campanha impressionante, com 9 vitórias e apenas 1 derrota, garantindo o primeiro lugar na fase de grupos. Na semifinal, enfrentou o Canadá, vencendo por 73 a 65. A final foi contra Porto Rico, e foi marcada por tensão e emoção. Apesar de ter perdido a invencibilidade na fase de grupos ao ser derrotado por 86 a 82 pelos portorriquenhos, o Brasil se recuperou e venceu a final por 61 a 60, assegurando o título e a classificação para o Mundial de 2010 na Turquia.

Entre os destaques Individuais estiveram Leandrinho Barbosa, principal nome da final, quando anotou 24 pontos e liderou o ataque brasileiro, com uma habilidade ofensiva que foi crucial para a conquista. Destaque também para Tiago Splitter, com 13 pontos e 9 rebotes na decisão, fundamental no jogo interno e dominando o garrafão. Anderson Varejão teve 8 pontos e 8 rebotes na final, e foi um dos pilares defensivos da equipe ao longo do torneio. O elenco ainda contava com Marcelinho Huertas, Alex Garcia, Marcelinho Machado e Guilherme Giovannoni. Uma grande equipe!

Na fase de grupos, os cinco principais pontuadores do Brasil foram Leandrinho Barbosa (169 pontos), Anderson Varejão (136 pontos), Tiago Splitter (87 pontos), Marcelinho Machado (84 pontos) e Alex Garcia (81 pontos). Entre os principais adversários, o anfitrião Porto Rico teve uma campanha sólida, destacando-se pela força ofensiva, com seus peinipais nomes sendo Larry Ayuso, Guillermo Díaz e o gigante Peter John Ramos. A Argentina, apesar de estar sem seus principais nomes da NBA, tinha uma equipe experiente, na qual se destacavam Pablo Prigioni (comandou com uma média de 7,4 assistências por jogo), Léo Leonardo Gutiérrez, sempre presença sólida no perímetro, e Federico Kammerichs no garrafão, terminou em terceiro lugar. O Canadá ficou em 4º lugar.

A decisão do título foi eletrizante! Com os donos da casa pressionando intensamente. Nos segundos finais o Brasil vencia por 61 a 60. Faltando apenas dois segundos para o término do jogo, o armador Carlos Arroyo, principal jogador de Porto Rico, teve a oportunidade de dar a vitória à sua equipe quando recebeu a bola na linha dos três pontos e tentou um arremesso decisivo, mas parou no aro. Título emocionante do Brasil!



CAMPEÃO DA COPA AMÉRICA 2025, em Managua

Depois de haver sido campeão em 2009, o Brasil ficou por 5 edições da Copa América sem conquistar o título. Foram 2 títulos da Argentina, e um de Estados Unidos, México e Venezuela neste intervalo. Na edição de 2022 disputada em Recife, no Brasil, a Seleção Brasileira acabou derrotada na final por apertados 75 a 73 pela Argentina. Em 2023, na Nicarágua, as duas seleções voltaram a se enfrentar na final, e desta vez, sob a liderança de Yago Mateus dos Santos, o título foi verde e amarelo.

Mais uma vez o Brasil era comandado por um treinador estrangeiro, desta vez o croata Aleksandar Petrovic. Comandava uma equipe jovem e renovada, com um quinteto titular formado por Yago, Georginho De Paula, Gui Deodato, Lucas Dias e Bruno Caboclo. 

No dia 31 de agosto, derrotou a Argentina por 55 a 47 numa final de baixíssimo placar e coroou uma campanha marcada por consistência defensiva e atuações decisivas de seus principais jogadores. Foi a quinta conquista brasileira no torneio, a qual encerrou um jejum de 16 anos. O grande nome da campanha foi o pequenino Yago, com seu 1,78 metro.

Na Primeira fase, o Brasil integrou o Grupo A ao lado de Estados Unidos, Uruguai e Bahamas. A estreia foi dura, uma vitória por 81 a 76 sobre o Uruguai, com Bruno Caboclo dominante nos rebotes. Depois, triunfo mais confortável diante das Bahamas por 84 a 66, com Yago conduzindo a armação. Já classificada à fase decisiva, a Seleção Brasileira foi derrotada pelos EUA por 90 a 78, partida na qual Caboclo marcou 21 pontos e Yago distribuiu 9 assistências. O revés serviu de lição, evidenciando ajustes defensivos que seriam decisivos no mata-mata.

Nas quartas de final, o Brasil superou a República Dominicana por 94 a 82, impondo ritmo equilibrado entre perímetro e garrafão, com Georginho de Paula e Alexey Borges se destacando ao lado de Caboclo. O resultado embalou o time para enfrentar novamente os Estados Unidos na semifinal, partida em que obteve uma virada histórica! A semifinal tornou-se o grande símbolo da campanha: o Brasil chegou a estar 20 pontos atrás, mas protagonizou uma reação espetacular. No último quarto, aplicou parcial de 34 a 9 e venceu por 92 a 77, emplacando uma das maiores viradas da história do torneio. Yago dos Santos foi magistral: 25 pontos e 12 assistências. Lucas Dias anotou um duplo-duplo (18 pontos e 13 rebotes). E Bruno Caboclo contribuiu com 20 pontos. A vitória não apenas vingou a derrota da fase de grupos, mas devolveu confiança e mostrou a maturidade da equipe diante da pressão.

A final foi contra a Argentina. O clássico sul-americano foi marcado por defesa intensa e ataques contidos. O Brasil venceu cada disputa física, limitou os arremessos argentinos e manteve a dianteira. No último quarto, abriu vantagem com participação fundamental dos reservas, enquanto a Argentina se perdeu em erros e baixa pontuação. Yago brilhou novamente, desta vez com 14 pontos e 5 assistências. Caboclo anotou 11 pontos e 7 rebotes. Lucas Dias foi decisivo nos rebotes (8), e Georginho teve grande impacto defensivo, com 5 tocos. Do lado argentino, Francisco Cáffaro (11 pontos) foi o principal nome, mas a equipe foi neutralizada pelo sistema defensivo brasileiro.

O Brasil terminou a AmeriCup com estatísticas que confirmaram sua força coletiva: Yago dos Santos foi eleito MVP do torneio, pelo protagonismo ofensivo e liderança em momentos decisivos. Bruno Caboclo foi incluído no All-Star Five, reforçando sua importância no garrafão. Lucas Dias destacou-se nos rebotes, e Georginho foi um dos principais bloqueadores do torneio. No cenário geral da competição, o maior cestinha foi Franco Miller, das Bahamas, com média de 22,7 pontos, mas nenhum jogador conseguiu combinar volume de jogo e impacto coletivo como Yago.

O título de 2025 representou um marco para o basquete brasileiro. A equipe mostrou maturidade para aprender com os erros, resiliência para virar um jogo perdido contra os EUA, e disciplina para segurar a Argentina numa final nervosa. Mais que uma taça, o título simbolizou a retomada do protagonismo continental, fortalecendo a confiança do elenco e inspirando uma nova geração com equilíbrio na defesa, talento ofensivo, e coletividade o caminho para vitórias.







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